O amor não está na moda!
4 Enganado?
Notas iniciais
Anteriormente, naquele mesmo dia...
– Pan! Que bom que atendeu, preciso falar com você urgente, algo que você vai gostar e muito!
– Ah, oi Bra, mil perdões pela demora, estava modelando os cabelos, aconteceu algo?
– Acontecer ainda não, mas vai acontecer!
– Já sei! Surgiu uma nova sessão de fotos e precisa de mim? Amiga, sem rodeios quando for assim é só falar e..
– Não! Nada disso! –interrompeu Bra imediatamente– Você tem um encontro hoje a noite! Aposto que a companhia vai te arrancar um suspiro daqueles...
+ + +
– Olha deve haver algum engano, eu não reservei aquela mesa para aquela pessoa! – informava para a recepcionista do Espaço Nobel, um desesperado Goten –
– Senhor Goten, peço desculpas, mas realmente a senhorita assim que chegou informou que estava a sua espera, informou o local da mesa, e até confirmou o número da reserva, não há como ter tido um engano.
– Não pode ser, não é possível!
Como pode ter sido enganado dessa forma? Porque uma mulher faria aquilo? O único sentimento que corria em seu corpo era o de frustração. Sentir que tem algo em mãos e em seguida perceber que nunca teve é decepcionante.
E pela primeira vez o senhor mulherengo foi enganado.
Seria dessa forma que as outras tantas mulheres se sentiram quando perceberam o desprezo e vazio que era oferecido após cada relação? Bom, de qualquer forma isso não importava.
Poderia muito bem ir embora? Sem dúvidas! Afinal, seu “encontro” seria com uma encantadora mulher de cabelos e olhos azuis, porém ordinária demais, e não com a suposta modelo de madeixas escuras. Mas já que estava ali, seria homem para ser a companhia da bela mulher... como era o nome dela mesmo?
– Me atrasei?
– Nem um pouco! –respondeu sorridente a mulher que tanto o aguardou-
A noite se estendeu tranquila, Goten foi até que uma ótima companhia. Conversaram sobre trabalho, viagens, hobbies... E sim, Pan era uma mulher linda e encantadora! Sorria bonito, sorria com o olhar, apesar de parecer uma mulher segura, ficava vermelha a cada olhada direcionada naquela mesa.
Durante toda a conversa, demonstrou interesse no rapaz, mas em momento algum agiu de forma vulgar ou algo do gênero.
O mais perto disso foi perguntar o porque não ligou diretamente para fazer o convite, e sem delongas, com uma pitada de mentira, ou mais do que isso, disse calmamente que perdeu seu telefone, e por isso pediu para que a irmã do seu amigo fizesse esse pequeno favor, já que eram amigas.
Naquela noite Goten ouviu suas histórias sobre como se tornou uma modelo, e conheceu Bra em uma de suas viagens pela Europa. Bra... aquele era o grande problema.
Por mais linda que Pan fosse, por mais inteligente que demonstrava ser, e por mais graciosa que fosse sua companhia, seus olhos não tinham o azul e sua voz não era tão encantadora como da senhora “enganadora de encontros”
Naquela noite, a noite terminou com um Goten deixando Pan na porta de casa, com um beijo depositado em suas mãos, e um desejo de boa noite.
Naquela noite, Goten foi para a grande cama do Hotel Nobel sozinho, deitou somente de cueca, e começou a pensar em como aquela noite tinha tomado um rumo totalmente inesperado... Que merda estava acontecendo? O que diabos fez de errado? Porque deixou Pan na porta de casa com uma merda de beijo na mão e foi embora sozinho? Poderia muito bem nesse momento ter a modelo em seus braços, nua, gritando de prazer! Mas porque tinha feito aquilo? E a pergunta que realmente não quer calar, porque Bra não tinha ido ao seu encontro se a mesma tinha confirmado na maldita mensagem?
Nesse momento, pegou seu blackberry e foi confirmar a mensagem, aquilo só poderia ter sido um enagno!
Mas antes de ir para a caixa de mensagens, verificou uma nova mensagem recebida.
“Eai, como foi o encontro? Deixou a minha amiga na mão, Goten! que coisa feia para um rapaz da sua idade, não é?”
Aquilo só podia ser brincadeira!
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