Notas iniciais
Oláa! Desculpa o sumiço, a quarentena pelo menos me proporcionou um tempo para atualizar a Fic. Capítulo curtinho, mas o próximo vem no final de semana. Prometo. Boa leitura.

Então... ela realmente iria embora.
E não existia nada que a fizesse mudar de ideia. Talvez, não a tempo.

— Vou visitar meu pai e passar uns dias com ele. -iniciou Pan, parando o que estava fazendo e olhando para Trunks, que estava feito estátua ainda segurando a maçaneta da porta- Não precisa se preocupar, ele vem me encontrar aqui na cidade.

Não conseguiu dizer nada. É como se não soubesse mais falar! Inferno...

— Trunks? Oiiiii, estou falando com você... –acenou Pan-

— Ah...me desculpa. Você vai quando?

— Amanhã mesmo, cedinho. Ele está de férias e vou ficar pelo menos duas semanas com ele, até a minha próxima consulta com a médica. Pode ficar tranquila que não vou desaparecer com o nosso bebê –disse, brincando- E vou continuar as consultas com o psicólogo assim que voltar, já conversei com ele também.

E ele achando que Pan estava dormindo todo esse tempo...

— Pan, você não precisa sair daqui, não agora. Não quero que pens...

— Eu só vou ficar com meu pai alguns dias, quando eu voltar ainda fico aqui até decidir realmente o que vou fazer. –Respondeu Pan, interrompendo o empresário- Pode ficar tranquilo, como eu te disse, não vou sumir ou me colocar em risco e muito menos ao bebê.

— Não estou dizendo isso Pan, mas é longe daqui e eu me preocupo! Se acontecer alguma coisa e eu não estiver por perto, não consigo nem pensar nisso.

— Não estarei sozinha, vou estar com a pessoa que mais confio nessa vida, meu pai! Entendo sua preocupação com nosso bebê, mas todos os dias, três vezes ao dia vou mandar uma mensagem para você dizendo se está tudo bem, se necessário ligo para você. Qualquer coisa, absolutamente qualquer uma, você ficará sabendo de imediato. São apenas alguns dias, e você pode retomar seu trabalho e dar uma volta sem preocupações, fará bem para todos nós.

Não queria ficar longe de Pan... não queria ficar longe do seu filho. Mesmo que ainda não tivesse nascido, não saberia como ficar esses dias sozinho.
Mas, não podia impedir Pan. Não achava que ela faria qualquer besteira e acreditava realmente que passaria esse tempo com o pai.

Pan amava o pai imensamente, e acreditava que faria realmente bem a ela.

Trunks não teve a oportunidade de conhece-lo, mas adoraria...

— E caso seu pai questione sobre mim? Você já disse que está grávida? Não quero que ele pense que você está sozinha ou que não me preocupo com vocês.

Pan apenas riu.

— Estou falando sério Pan, que droga!

— Calma Trunks, esqueci de como você é chato! Parece até um velho. Eu disse que preciso contar algo para ele, mas prefiro que seja pessoalmente. Não vou te colocar em maus lençóis, mesmo que você mereça. Enfim... vou terminar aqui e comer alguma coisa, boa noite.

Trunks ainda estava processando tudo... bom, pelo menos ainda estavam mantendo um contato amigável.
Pan comeu macarrão com molho e voltou a dormir, sem problemas quanto a isso.

Teria que ir a reunião com Alissa ainda hoje. Ela não parava de ligar e como também era do interesse dele, já resolveria isso de uma vez.

Nunca teve qualquer relação a não ser a profissional com a mulher, mas era nítido que Alissa queria mais do que apenas reuniões sobre aplicações e negócios. Mas, esse não era o interesse de Trunks, principalmente agora.

Deixou um bilhete para Pan dizendo que voltava logo, e se precisasse de qualquer coisa, estava com seu celular. Tomou um banho e vestiu um jeans escuro com um casaco de caxemira preto. Penteou os cabelos claros e foi ao encontro da mulher.

Queria acabar o quanto antes com isso.

Iriam se encontrar em um restaurante próximo dali, não era nenhuma surpresa. Sempre que não resolviam essas questões na corporação, Alissa marcava nesse restaurante.

Chegou rápido e assim que adentrou o local, avistou os cabelos ruivos da mulher.

Alissa era muito bonita. Tinha longos cabelos ruivos e ondulados, pele clara e um belo corpo.
De qualquer forma, Trunks nunca teve interesse na mulher.

— Nossa, você demorou... até liguei para você agora pouco. Achei que estivava me evitando... boa noite Trunks.

— Não, só estou com a agenda cheia –respondeu somente, sem dar abertura para qualquer insinuação por parte de Alissa-

Estavam em uma mesa grande e em uma área reservada do restaurante, Alissa sempre reservava esse mesmo local e sempre fazia de tudo para que o jantar de negócios se tornasse um jantar romântico.

Bom, não ia rolar.

Trunks retirou o Ipad da pequena mala que carregava e iniciou o assunto. Apesar de tudo, Alissa era inteligentíssima e tinha total domínio sobre seus investimentos junto a corporação.

— Pedi um vinho pra gente, espero que você não me faça uma desfeita –disse Alissa, antes de iniciarem o assunto principal-

Trunks não recusou, adorava um bom vinho. Mas, se ela achava que o embriagaria e tentaria qualquer coisa, estava enganada.

Duas horas depois, após muito bate papo a respeito de negócios (Apesar das tentativas de desviar de assunto por parte da ruiva) Trunks se despediu e mesmo com a insistência para ficar um pouco mais e comerem alguma coisa, foi firme na sua decisão.

— Estou cheio de coisas para resolver amanhã. Se você tiver qualquer outro assunto para tratar a respeito dos nossos negócios, podemos marcar outra reunião na corporação essa semana. Cuidado ao voltar para casa, até mais.

Saiu sem dar qualquer abertura ou possibilidade da ruiva dizer qualquer coisa.

Melhor assim... Alissa era perigosa e astuta. Mas não com ele.

Não bebeu ao ponto de não poder dirigir, e além do mais estava sozinho e não tão longe de casa.
Pensou em Pan e na falta que já estava sentindo dela... Droga. Aos 45 minutos do segundo tempo não conseguiria mudar sua decisão, tão pouco fazer com que esquecesse de tudo o que aconteceu e pedir uma nova chance.

Chegou o mais rápido que pôde e estacionou seu carro. Conseguiu ver que a luz da sala de estar estava apagada, então, provável que Pan ainda estivesse dormindo.

Assim que entrou em casa, a primeira coisa que percebeu foi a luz da enorme televisão ligada e Pan encolhida no sofá, com a manta de sempre.

— Cheguei! –disse Trunks, tirando o casaco e colocando no sofá, próximo de Pan- Tudo bem por aqui?

— Você estava com aquela mulher, não é?

Bom... não esperava uma recepção dessas.

— Estava em uma reunião com uma investidora, a mesma que me ligou hoje. –respondeu, da forma mais clara possível-

— Até quando você vai mentir para mim? Bom, não me admira nem um pouco, mas quer saber, não me importo –respondeu a modelo, se levantando rapidamente do sofá-

— Não estou mentindo para você! Não sei o que você está pensando, mas eu estava exatamente no restaurante Lebol com uma investidora, tratando sobre negócios da corporação –disse Trunks, segurando o braço de Pan para que olhasse para ele-

— Olha Trunks, eu já estivesse em inúmeras reuniões de negócios e em nenhuma delas eu participei de um jantar romântico com direito a vinho. Agora, me solta!

Merda! Provavelmente Alissa telefonou enquanto ele já tinha saído e Pan agora sentiu o cheiro do vinho que bebeu. E claro, entendeu tudo errado.

— Pan, me escuta por favor. Eu não estava com mulher alguma! Não da forma que você está pensando.

— Não me deve explicações. A única coisa que eu esperava, já que estamos infelizmente dividindo o mesmo teto e daqui uns meses seremos pais de uma criança, era que não mentisse para mim. Não mais.

Pan já estava chorando, para variar. Não a culpava, sabia que não era uma forma de chantagem ou algo do tipo, e sim os hormônios da gravidez.

— Não estou mentindo, eu juro Pan, juro pelo nosso bebê... não sei como você interpretou essa história, mas a única coisa que tratamos nessa reunião, foi a respeito de negócios. Bebi duas taças de vinho e foi só isso. Nada além disso, eu preciso que acredite em mim.

Pan não disse mais nada, apenas seguiu para o seu quarto e trancou a porta atrás de si.

É... voltamos da estaca zero.

*

Longe dali, Bra estava super animada mostrando uma cópia do ultrassom de Pan para Goten.

— Olha só, ele não é lindo? -disse, acariciando a imagem borrada no papel-

Goten amava ver Bra feliz e despreocupada. A única coisa que queria era que sua gata estivesse radiante, como agora.

E claro, de preferência com ele.

— Você está tão animada... se quiser, fazemos um bebê também -respondeu, trazendo a azulada para si pela cintura-

— Bobo

— Que bom que tudo está bem com Pan e o bebê... tem bastante tempo que não a vejo, também não vi Trunks, preciso atualizar isso.

— Bom... acho que posso mudar isso. Ia justamente te pedir um favor. -Disse Bra, sentando no colo do moreno que estava sentado na sala de estar-

— Com tanto que eu não tenha que te dividir com ninguém, pode
pedir o que quiser -respondeu, alisando o longo cabelo azul de Bra-

— Quero que você saia com Pan.

Bra percebeu a cara de ponto de interrogação de Goten e explicou melhor.

— Calma, não é nada disso -disse, revirando os olhos- Se você puder, claro, seria legal dar uma volta com a Pan. Ela precisa se distrair e, apesar de sermos extremamente intimas, sei que ela não vai se abrir cem por cento comigo, pelo fato de Trunks ser meu irmão.

— Ah entendi. Bom, posso pensar a respeito disso.

— Por favor Goten... -implorou a azulada- tenho certeza que ela se animaria. Pensei em vocês darem uma volta nesse final de semana, o que acha? Nada muito radical, ela acabou de sair do repouso.

Para Goten, o problema não era sair com Pan.

Adoraria fazer isso. Sem qualquer malícia, claro.
Nem sequer enxergava Pan com esse tipo de olhar!
O problema era Trunks. Tinha total certeza de que o amigo não acharia nenhum pouco normal e ok essa saída deles.

— Eu adoraria Bra, eu juro pra você. Mas, não sei como Trunks entenderia essa situação. -respondeu, se justificando-

— Se o problema é esse, pode deixar comigo que vou preparar todo o terreno antes –disse Bra, sorrindo e arquitetado o que aprontaria futuramente- Você só precisa me dizer se estará livre no final de semana e pensamos em um programa bem light para vocês.

Goten apenas assentiu sorrindo.
No final, acabou concordando com o pedido. Sabia que Bra não o colocaria em uma situação delicada e também queria ajudar Pan com o que fosse.
Claro, também ajudar Bra. Não era justo deixar todos os problemas do mundo na mão da amada.

Se pudesse ajudar, sem dúvidas ajudaria... só não queria mais uma guerra.

Notas finais
Espero que tenham gostado ♥ Até mais.