Notas iniciais
Primeiramente mil perdões! Demorei E MUITO dessa vez para atualizar, mas realmente anda corrido aqui :( Entretanto, não abandonei a história e nem vou abandonar, ok? :D Agora que as coisas deram uma aliviada (ufa) Farei o possível para postar o mais rápido possível! Espero que gostem!

No dia seguinte, Bra conseguiu um vôo de última hora para Milão.
Estava em sua poltrona, na primeira classe, tentando de todas as formas relaxar.
Pan a deixou preocupadíssima, e não era por menos.
O lado bom disso tudo, é que planejava ficar algumas semanas por lá, evitando encontrar a última pessoa que desejava ver.

Desembarcou, e por sorte não demorou muito para conseguir alugar um carro. Não queria incomodar Pan pedindo que alguém a buscasse, vai imaginar os problemas que ela já estava enfrentando.
Checou o endereço, e foi por conta própria.
Após enfrentar um maldito trânsito, finalmente chegou, e droga... aquilo era um hospital.
Pan estava em um hospital!
Mal estacionou e saiu disparada. Foi atendida por um enfermeira que passava, e logo localizou o quarto em que a amiga estava. Pan estava internada? Por que não disse nada por telefone?


Em seu quarto no hospital, ainda de repouso, Pan aguardava Bra que chegaria a qualquer momento. Todas as vezes que pensava em sua atual situação começava a chorar. Resolveria algo? Não. Mas no momento, não conseguia pensar em absolutamente nada, esperava de verdade que Bra a fizesse pensar em alguma solução.

Foi surpreendida pela chegada da amiga. Sentiu um enorme alívio, e já começou a chorar. Sentia-se uma criança indefesa.

— Pan... o que... o que aconteceu? Por que está nesse hospital? –perguntou Bra, indo até a cama hospitalar e enxugando as lágrimas de Pan que insistiam cair-

A modelo enxugou o restante as lágrimas, respirou fundo uma, duas vezes.

— Não venho me sentindo bem nas últimas semanas. Isso antes mesmo de eu e seu irmão... você sabe... antes mesmo de terminarmos.

Bra apenas mordeu seu lábio inferior em sinal de nervosismo e assentiu, mostrando que estava ali naquele momento apenas para ouvir.

— De qualquer forma eu ignorei, já que o que eu sentia eram tonturas, fraqueza, dores de cabeça. Diagnostiquei tudo isso como estresse, já que não tenho vivido um mar de rosas ultimamente. Vim para Milão, e em um dos ensaios do desfile eu desmaiei. Acordei, e já estava aqui. Todos os estilistas, modelos, fotógrafos, foram bastante solidários comigo, e não param de me ligar ou me visitar. Mas não consigo dizer a ninguém o que está acontecendo. Por isso preciso de você aqui.

— Seja o que for, eu estou com você. –respondeu Bra, totalmente aflita, entretanto tentando não demonstrar-

— Estou grávida. –disse somente, e já esperou por qualquer reação da amiga. Menos a que presenciou. Bra abriu um enorme sorriso, tão bonito que quase a contagiou. Mas não tinha motivos para sorrir, oras.-

— Bra, você entendeu o que eu disse? –perguntou, desconfiada-

— Que você está grávida!

— Bra, tem noção de que estou esperando um filho do seu irmão, que provavelmente a essas horas está recuperando o tempo perdido com aquela garota... Acho que você não entendeu direito a situação.

— Não, eu entendi perfeitamente. Se estiver se referindo à Hayley, tenha certeza, não existe absolutamente nada entre eles. Eu só não consegui evitar em ficar feliz, vou ser tia, você vai ter um bebê...

— Como consegue ficar feliz com isso? –interrompeu a morena, com a voz embargada- Eu não quero isso, não quero ter um filho de um cara que me traiu, que mentiu e só me machucou. Não quero interromper minha vida, não quero nada, absolutamente nada que venha de Trunks, e agora isso?

— Você não está sozinha nisso, não vai interromper sua vida, pare de pensar assim! Você e Trunks precisam conversar, tenho certeza que ele lhe dará total apoio, minha amiga, eu quero que tudo se acerte. Ele já sabe? O que ele disse?

— Se estiver se referindo ao seu irmão, ele ainda não sabe. Não pretendia contar tão cedo.

— Ele tem que saber! Pan, você está grávida! Trunks será pai, ele precisa saber. Eu entendo que não queira dizer agora, e que esteja nervosa, mas assim que voltarmos você vai conversar com ele.

Pan apenas concordou com a cabeça. Mas de forma alguma queria falar com Trunks. Não queria nem imaginar o que ele diria ou pensaria sobre isso.

Três dias se passaram como um piscar de olhos. Pan finalmente teve alta médica, porém o médico recomendou repouso, no mínimo nas próximas três semanas. Devido à gravidez estar em seu estágio inicial e Pan ter desmaiado, era necessário todo o cuidado possível.

Pan e Bra já estavam no avião, enquanto a futura mamãe dormia tranquilamente em sua poltrona, Bra estava imersa em seus pensamentos. Ela seria tia, de uma criança entre seu irmão e sua melhor amiga. Seria tudo tão lindo, se a presente situação não fosse tão trágica.
Estava feliz? Sem dúvidas! Mas parando para pensar no lado de Pan, era realmente uma situação complicada. Ela e Trunks se separam de uma forma terrível, querendo ou não, Trunks mentiu. Ela sabia que Pan ainda o amava, e muito. Trunks também, mas as coisas não eram tão simples assim. Havia muita mágoa.

E por falar em mágoa, nem com toda essa história deixou de pensar em Goten e no que aconteceu. Em tudo o que aconteceu, para ser mais sincera.
Em como sua vida mudou completamente desde que retornou da Europa...
Seria tão difícil assim esquecê-lo?

*


Distante dali, Goten estava deitado em sua cama, coberto por uma manta velha que cismava em guardar. Sentia o corpo todo doer, principalmente a cabeça. Maldita gripe!
Olhou às horas, já eram quase 18h00 e nem da cama tinha saído.
Em uma sexta feira?
Fala sério.
Que merda havia se tornado?

Tudo bem, tudo bem... tinha a desculpa da suposta gripe. Era isso. Só estava gripado.
Passou os últimos dias desse mesmo jeito, isso passa. Vai passar.
Não vai?
Queria saber como estava Hayley, mas seu orgulho não o deixava em paz! Tantas perdas causadas por orgulho, que era difícil aceitar.
Entretanto, se Hayley fosse o maior de seus problemas...
Mas isso passaria! Ele voltaria a ter a vida que sempre teve, rodeado de mulheres, amigos, bebidas! Diversão fácil, afinal, sempre teve tudo o que sempre quis.
Não deixaria que ninguém atrapalhasse sua vida! Então, quando essa gripe passasse, sairia com novas mulheres, talvez até faria uma viagem... isso, uma viagem. Com várias mulheres, claro.
Só estava nessa situação por que foi fraco, ponto final!

*


Trunks estava desesperado, andando de um lado para o outro na sala de estar da irmã. Bra não avisou que foi viajar, não atendeu seus telefonemas, e para piorar, não teve noticias de Pan. A sorte foi encontrar Hayley, que estava passando um tempo na casa de Bra.
Ótimo, mais uma novidade para a lista de “Eu sou o último a saber das coisas”

Depois que conversasse com Bra e tentasse mais uma vez resolver as coisas com Pan, faria o possível para resolver as coisas para Hayley. A morena lhe contou que Goten a expulsou de sua casa, e por isso estava morando temporariamente com Bra.

Bom, não teria uma conversa muito amigável com Goten futuramente. Sem dúvidas.

Hayley resolveu deixa-lo sozinho, estava na cara que inventou qualquer desculpa de qualquer compromisso e saiu. Provavelmente não se sentia mais à vontade em estar sozinha com ele. Droga, merecia um prêmio por tantas merdas em série!

Onde estaria Pan? Com quem estaria? Já teria outra pessoa? Seria justo se enfurecer, caso ela já tivesse outro alguém?

Esfregou os olhos e sentou-se no confortável sofá da sala. Sentia-se perdido, e por mais ridículo que parecesse, com medo.
Foi quando a porta se abriu, e lá estava ela.

Pan.

Fixou seu olhar na morena, que ainda não o havia notado. Ela estava um pouco mais pálida do que o habitual, entretanto, continuava linda.

— Trunks? O que faz aqui? –Bra quebrou o silêncio, e finalmente Pan o notou. Assim que o viu, imediatamente saiu disparada, deixando bolsas e malas para trás. Quando se deparou, Trunks já estava no banheiro da irmã, assistindo Pan abaixada no vaso sanitário colocando provavelmente o jantar todo para fora.

Pela primeira vez Trunks viu a expressão de “Não sei o que fazer” no rosto da irmã. Mas antes que qualquer pergunta fosse feita, entre alguns engasgos ouviu Pan dizer “Intoxicação alimentar. Comida de aeroporto”

Pan continuava vomitando, e Bra segurava seus cabelos, com uma expressão preocupada. A única coisa que queria era arrancar Pan dali, leva — lá ao hospital e permanecer perto dela.
De qualquer forma sabia que as coisas não seriam tão fáceis.

Quando a modelo finalmente se recuperou, pediu para que a deixassem sozinha por um momento, e assim fizeram. Parte boa? Pelo menos não o expulsou de imediato, como imaginou que seria.
Saindo do banheiro, segurou a irmã pelo braço

— Onde estavam? –perguntou, sem rodeios-

— Acompanhei Pan em um trabalho, nada mais. –respondeu de forma tão direta quanto foi questionada-

— Desde quando ela está assim?

Silêncio total.

— Pan saberá explicar melhor. Vocês precisam conversar Trunks. Como dois adultos que são, por favor...

— Estou tentando Bra. As coisas acontecem de forma tão rápida... quer dizer, as coisas que aconteceram entre eu e Pan... eu não quero que termine assi...

Antes que pudesse concluir, foi interrompido por um baque vindo do banheiro.


Menos de cinco minutos depois já estavam no hospital.
Pan havia desmaiado no banheiro.
Bra já não tinha mais unhas para roer, tamanho era o nervosismo... Não sabia o que Pan tinha, estava preocupada com o bebê, e Trunks ainda nem sequer sabia o que realmente estava acontecendo.
Motivos suficientes para pirar? SIM!

Graças à Deus o médico logo ressurgiu, e com uma boa expressão, pelo menos é o que aparentava.

— Como ela está Doutor, o que ela tem? –perguntou Trunks de forma aflita-

Tinha que estar tudo bem, tinha que estar tudo bem... –Pensava Bra-

— Primeiramente está tudo bem com ela e o bebê. Ela só está muito fraca, tem se aliment...

— Como é que é? –interrompeu Trunks com total expressão de confusão- De quem bebê está falando Doutor?

O médico ficou um pouco sem graça, mas logo respondeu:

— Achei que vocês soubessem, eu sinto muito. A paciente está grávida, o Senhor é o esposo dela? Meus parabéns! Ela só precisa ficar em total repousou, darei as demais instruções detalhadamente após finalizarmos todos os exames, mas ela está fora de perigo, e o bebê também, podem ficar tranquilos. Visitas somente amanhã, mas como eu disse, fiquem tranquilos.

Grávida...
Pan está grávida..

— Trunks? –Bra o chamou mas ele não parecia ouvir. Estava preso em algum tipo de transe ou em estado de choque. Paralisado, totalmente fora do ar

— Você sabia de alguma coisa

— Pan esteve em um hospital em Milão. Lá descobriu a gravidez e fui para lá imediatamente...

— Espera aí... Pan esteve em um hospital, grávida, e você não me contou?! –interrompeu Trunks, se segurando ao máximo para não alterar a voz, levando em consideração o ambiente em que estava-

— Ela estava mal Trunks! Perdida! Totalmente perdida! Ela não queria te contar, mas eu a deixei ciente de que uma hora você teria que saber, afinal esse filho é seu! Mas só eu sei a expressão que vi no rosto dela quando cheguei naquele hospital, não queria pressiona-la a nada, pelo menos no momento. E não queria ser eu a contar algo de tamanha responsabilidade. –fez uma pausa e respirou fundo- Não se aborreça com ela Trunks, por favor. Pode se aborrecer comigo, mas entenda o lado dela, ok? De qualquer forma, agora você já sabe.

Trunks ficou calado. Não sabia exatamente o que dizer, as coisas não estavam fazendo muito sentindo naquele momento...
Pan estava grávida, ele seria pai.

— Trunks... sei que vai demorar um pouco para digerir tudo, mas a situação é exatamente essa...

— Vou ser pai... Pan estava grávida... está na verdade. E eu pisei na bola enquanto isso. Me sinto mais culpado ainda, droga!

— Não é hora de pensar nisso. –respondeu a estilista, afagando os cabelos claros e lisos do irmão- Tudo vai se resolver, tenho certeza. A única coisa que peço é que fique com Pan, não estou pedindo para reatarem, por mais que eu queira isso... Só quero que esteja ao lado dela nessa.

É claro que estaria ao lado dela. Mais do que isso, queria ser o homem dela, agora tinha total noção de seus sentimentos... Cara, ele seria pai!
Não deixaria que Pan se sentisse sozinha, claro que não! Se já estava desesperado antes, quem dirá agora.

Passaram a noite no hospital, o médico retornou pela manhã e disse que Pan teria alta naquele mesmo dia. Recomendou que se alimentasse corretamente, prescreveu algumas vitaminas, e por último, mas não menos importante, que parasse suas atividades e repousasse, ao menos na maior parte do dia.

O médico também liberou meia hora para que pudessem ver Pan antes de ser liberada. Trunks insistiu em ir primeiro, mas a irmã conseguiu o convencer de que talvez não seria uma boa idéia (sem dúvidas, não seria uma boa idéia).

Trunks ficou apreensivo, sentado em uma das poltronas da sala de espera do hospital. Sua vida mudaria completamente dali para frente, seria pai! E pensar, que agiu feito um moleque enquanto Pan esperava um filho seu...
Toda vez que pensava nisso sua cabeça doía insuportavelmente.

Porém... quando pensou no seu futuro filho ou filha, se pegou sorrindo feito bobo. Não vacilaria, não dessa vez!

Depois do que pareceu ser uma eternidade (e foram somente quinze minutos) Avistou os longos cabelos azuis da irmã em movimento, reparou a expressão cansada no rosto de Bra, o que não era de se espantar, já que passara a noite toda em claro. Diria à irmã que fosse descansar, ir para casa, tomar um banho e dormir. Ele assumiria dali para frente.

— Conversei com ela -iniciou Bra- Bom, não foi tão ruim quanto eu imaginei. Disse que você já sabe sobre a gravidez, mas antes que ela dissesse qualquer coisa, a deixei ciente de que de agora em diante vocês tem que tratar isso juntos. Mas ela está melhor, pode ficar tranqüilo.

Ótimo! Agora era desejar todo o tipo de sorte para si mesmo, para reconquistar Pan. Apesar de que, terem um filho juntos já seria uma GRANDE ajuda, oh se era...
Bra pela primeira vez o obedeceu sem questionar e foi para casa, deixou ciente para a irmã que levaria Pan para casa e tentaria convencê-la de ficar por lá. Pelo menos por enquanto.

Esperava não ser tão difícil convencê-la.

*


Chegando em casa, Bra esperava encontrar Hayley. Mas a única coisa que encontrou foi um bilhete, dizendo que a amiga saiu para correr, e depois comeria fora.
Bom, de qualquer forma, cairia no sono mesmo.
Entrou no chuveiro, deixou a água cair sobre os cabelos, e por todo o corpo. Sentiu-se relaxar aos poucos, os músculos darem uma trégua em contato com a água quente.
Com toda aquela história de Pan, Trunks, e agora o bebê, era difícil conseguir relaxar.
E nem queria pensar em todo o trabalho que lhe aguardava segunda feira... Precisava de umas férias não interrompidas, de preferência.

Saiu do chuveiro, vestiu uma camisola velha e se jogou na cama.
Fechou os olhos e pensou na última pessoa que queria pensar, e que, infelizmente, insistia em visitar seus pensamentos diariamente.

Precisava sem dúvidas de umas férias...

*


— Trunks, você não pode me obrigar a morar com você!

A discussão rolava no quarto do hospital,mas ao menos, estavam conversando civilizadamente. Trunks propôs que ficassem na mesma casa, e que a modelo ficasse aos seus cuidados até que o médico lhes desse certeza de que ela e o bebê estavam fora de risco. Além do mais, ela precisava ficar de repouso absoluto, ou seja, não poderia ficar sozinha.

— Só até o médico te liberar do repouso. Eu não vou encostar em você Pan, se é o que pensa. Nesse momento estou prezando pela sua segurança e do bebê, então por favor, eu sei que errei e não fui a melhor pessoa nesses últimos tempos, mas vamos parar de tomar decisões pensando em nós mesmos, por que você sabe que de agora em diante não será mais assim.

Certo.
Trunks tinha razão.
Por mais que não estivesse emburrada, e perdida com toda a situação, decidiu não levar essa discussão adiante.

Ele não falava de bebê com raiva, e nem desgosto, como imaginou que seria. Estaria com pena? De todas as possibilidades que sua cabeça criou, Trunks aceitar sua gravidez de forma positiva foi uma que não cogitou.
De qualquer forma, não deixaria que isso fosse uma brecha para sua mente traiçoeira criar expectativas de um futuro final feliz.

Quando chegou na casa do ex namorado (haha, que ótimo), ainda se lembrava perfeitamente de todos os detalhes, e de todos os momentos que passaram ali. E pensar que agora viveria ali, mesmo que temporariamente... Era uma tortura!
A sala de estar continuava grande, o vídeo game Xbox continuava no mesmo lugar...

— Vou passar na Bra e pegar suas coisas que estão lá. Precisa que eu passe na sua casa e pegue mais algumas coisas? Se preferir podemos comprar coisas novas, de qualquer forma você vai precisar. –perguntou Trunks, acendendo o restante das luzes do apartamento-

Roupas novas...
Seu corpo mudaria! Óbvio, estava grávida!
E se após a gravidez seu corpo não retornasse ao que era antes? E se... não conseguisse mais ser modelo?!

Fechou os olhos e respirou fundo.
Só tinha uma única certeza no momento: Sua vida se tornou totalmente incerta.
E isso era péssimo.

Notas finais
Bom, quando você acha que nada mais pode acontecer... Ah, e aguardem! Ainda tem muitaaaa coisa pra rolar. Beijos amores, até a próxima! (prometo ser breve!) :*