Notas iniciais
Oláaa amores, Me perdoem pela demora! Capítulo curtinho, mas espero que gostem. Boa leitura :*

Bra estava satisfeita por estar tão cansada.
Passou o dia trabalhando,e a noite foi para a academia em busca de uma forma de tirar toda aquela tensão.
Finalmente em sua cama, seu único pensamento era dormir, apesar de ainda serem 20h00.
Como estaria Goten?
Infelizmente, assim que fechava os olhos era a primeira coisa a vir em sua mente.
Legal, que golpe baixo! Só estava afim de dormir, e a principal razão de todas suas preocupações invadia sua mente sem pedir licensa.
Quando finalmente pegou no sono, acordou com seu celular.
Droga, quem seria?
Toda sua raiva foi embora quando do outro lado da linha ouviu a voz de Hayley. Eram tantos problemas acumulados que até se esqueceu de que elas adiaram uma importante conversa.
Passaram bons trinta minutos na linha, tocou rapidamente no assunto "Trunks" e como esperado, suas versões batiam. De qualquer forma, não prolongaria o assunto, percebeu o quando a deixava desconfortável.

Não estava acreditando que Goten tinha a expulsado de sua casa, e tudo isso por causa dela? Legal, estava se sentindo pior do que antes.
Precisava corrigir tudo isso o quanto antes, Goten querendo ou não iria ouvi-la de qualquer forma.
Que merda se passava pela cabeça dele?
Adormeceu novamente pensando em como faria para Goten entende-la.

Na manhã seguinte Bra acordou bem mais disposta, e disposta também a resolver tudo.
Tomou um banho e antes de ir para o trabalho, iria ao escritório de Goten. Cancelou todas as reuniões que tinha para o caso de o Senhor revoltado não recebe-la, assim ela esperaria o dia todo, uma hora ele teria que sair.
Estaria exagerando?
Exagerando ou não, teria de resolver isso.
Quando finalmente chegou ao seu destino, estava super hiper mega nervosa.
Ao invés de 25, sentia que tinha 15 anos.
Se arrependeu amargamente por estar usando saltos tão altos... sentia que iria cair a qualquer momento.
Fez questão de se indentificar antes de verificar se teria algum tempo para conversar com ele. Quando a secretária avisou que era ela quem estava ali, seu coração já estava fora de controle.

— Senhorita Briefs, pode entrar.

Quase não acreditou quando ouviu aquelas palavras!
Agradeceu e foi disparada para a enorme porta de madeira á sua frente.


Desde que chegou ao escritório, Goten não conseguiu se concentrar no trabalho.
O monitor a sua frente mostrava uma das fotos que tinha de Bra.
E não, não conseguia parar de olhar.
Conseguiu as fotos pela internet, mas estava louco para fotografa-la especialmente para ele.
Por outro lado, estava morrendo de ódio. Ódio por não conseguir esquece-la, por não conseguir desejar outra mulher além dela.
E seu prinicipal ódio era saber que nunca a teria só para ele.
Saiu de seus pensamentos quando sua secretária anunciou que tinha uma visita sem hora marcada.
Ficou sem ar quando escutou o último nome que esperava.
Maldição! Droga! Merda!
Será que era tão dificíl viver longe dela?
Pediu para que entrasse. Precisava vê-la, sentir aquele cheiro maravilhoso que vinha dele, pelo menos uma última vez.
Registraria cada parte dela em sua mente, pois seria a última vez que teriam um contato tão próximo.
Faria questão para que fosse.

E lá estava ela... a mulher mais linda que já viu. Seus longos cabelos azuis estavam soltos, emoldurando aquele rosto maravilhoso. Usava uma blusa de seda aberta onde se podia ver a curva de seus seios perfeitos, saia risca de giz que o deixou totalmente enciumado, mas o que o fez ficar louco foram aqueles olhos azuis que o fitavam de forma tão determinada.
Quando seu cheiro chegou até ele, Goten quase cedeu.
Mas por mais dificil que fosse, não poderia continuar com aquilo.

— O que quer? -perguntou de forma seca-

— Conversar... Será que podemo..

— Já estamos conversados Bra. -respondeu interrompendo-a-

— Bom, quero falar sobre o que aconteceu.

— Se for falar sobre você e Daniel, me poupe dos detalhes. Nada que vem de vocês me interessa.

— Goten, eu quero me explicar. Sei que te devia isso antes, mas tive medo. Então me deixe explic..

— Já disse que não quero ouvir -respondeu mais uma vez interrompendo Bra- Quando você vai entender que você não é o centro das atenções? Está feliz por ter me feito de idiota, ótimo. Entenda que não me importo com você, e o que você fez ou deixou de fazer já não tem mais nada a ver comigo.

— Tudo bem. -disse Bra, com uma pequena alteração de voz. era bem provavél que estava prestes a chorar- Ao menos não desconte essa situação em Hayley.

— Não me diga o que fazer. Agora se só queria falar isso, já pode sair.

Bra estava atônita diante de toda a situação, e já se dirigia á porta quando se virou e fez uma última pergunta.

— Não sente absolutamente nada Goten? E tudo o que você me disse? Era bom o que tínhamos, sabe.

Goten a fitou. Por um momento sua expressão mudou, ele a olhou com os olhos de quem olha para algo precioso. Mas logo isso mudou, e voltou a assumir a máscara de indiferença que estava usando.

— Foi bom levar você para a cama. Agora saia.

Ela tentou, mas não conseguiu impedir as lágrimas que cairam diante das últimas duras palavras. Saiu mais uma vez sem olhar para trás.
E dessa vez definitimente.

Assim que Bra saiu, Goten atacou contra a parade a primeira coisa que viu pela frente. Era seu celular, que se quebrou em alguns pedaços.
Assim como o telefone que acabou de quebrar, ele também estava totalmente destruído.


Bra não conseguia digerir o que havia acabado de acontecer.
Saiu tão rápido quanto entrou, sentiu algo roçar suas bochechas e só ai percebeu que estava chorando.
Tudo o que precisava.
Mas não se importou, não pretendia voltar a ver Goten pelo resto de sua vida. Ela esperava o que? Que ele realmente sentisse algo? Que estivesse apaixonado? Merecia um oscar por sua ingenuidade.
Foi para casa se sentindo um pedaço de lixo, isso mesmo, não voltou ao trabalho. Não estava em condições de pensar em nada, resolveria qualquer coisa no dia seguinte.
Tentou ligar para Pan durante o trajeto mas em nenhuma das ligações a amiga a atendeu. Provavelmente estava em meio a um desfile ou alguma sessão fotográfica.

Quando chegou em casa arrancou as roupas e se enfiou em baixo do chuveiro. Sentia-se suja, imunda por ter se entregado a um homem tão baixo como Goten. E ah, por falta de aviso não foi. A única coisa que queria era apagar da sua pele e da sua mente qualquer vestígio e qualquer lembrança de que um dia esteve com ele.


A semana passou rápida para alguns, lenta e dolorosa para outros.
Mas de qualquer forma a vida tinha que continuar.
Bra estava em frente ao enorme espelho se maquiando, enquanto Hayley encantada com o tamanho do closet de Bra, não parava de falar.

— Bra! Isso é simplesmente incrível! Não tem como ficar triste com tantas roupas, tantos sapatos, tantas bolsas!

Bom, certas dores não tem como serem curadas com bens materiais.

— Pode escolher o que quiser vestir, se gostar, fica de presente para você. Algumas peças são da minha própria coleção e eu tenho mais de uma peça. -respondeu Bra sorrindo-

A morena pirou, e saiu saltitando em felicidade.
Era bom ver e fazer alguém feliz quando se sentia um caco. Esse sempre foi o pensamento da estilista. Preferia fazer alguém sorrir, preferia dar algum presente ao invés de receber... Talvez tenha sido por isso que se decepcionou tantas vezes.
Tratou de afastar esses pensamentos e continuou o que estava fazendo. Ninguém merece se deprimir em plenos preparativos para uma noite que tinha de tudo para ser maravilhosa.

Ela, Hayley e Maurício dançariam até cairem em um novo clube onde ela foi convidada vip. Estava morrendo de saudades do amigo, suas agendas nunca batiam, mas finalmente conseguiram um tempinho.
Sem dúvidas isso a faria esquecer os últimos ocorridos.


A boate estava super lotada, mas isso não importava, afinal eram convidados vip. Música eletronica tocava e na pista corpos entrelaçados dançavam ao som das batidas. Entre a multidão, Bra dançava de frente para Maurício, deslizando sobre o corpo forte do amigo de acordo com a música, enquanto uma de suas mãos o segurava pelo pescoço. Quem visse a cena sem dúvidas acharia que algo entre os dois estava rolando, se não fosse por Hayley dançando por trás do loiro, enquanto percorria as mãos por seu corpo.

Ficaram assim por mais algum tempo, até estarem cansados demais e necessitarem de uma bebida. Maurício se propos a buscar, enquanto as meninas descansavam um pouco.

— Esses sapatos estão me matando -se queixou Hayley, enquanto se sentava em um sofá de couro vermelho-

Maurício logo retornou com nossos drinques, bebi feito aguá estava morrendo de sede, e depois de dançar sem parar desde que pisei nesse lugar, meu corpo suplicava por um pouco de alcool.

Após quatro doses, voltaram para a pista, mas dessa vez preferiu deixar Hayley e Maurício dançarem sozinhos enquanto tomava um ar. Caminhando entre a multidão, sentiu um olhar familiar sobre si...
Olhou para trás e tudo o que pôde ver foi um vulto.
Bom, provavelmente algo da sua cabeça.
Chegou a área de fumantes e sentiu seu celular vibrar
Nova mensagem


"Se divertindo, piranha?"

Fala
Sério.

Uma única pessoa veio a sua mente como autor de uma idiotice dessas, e caso suas suspeitas estivessem corretas, isso definitivamente passou dos limites! De todos os limites!
Mas não iria se estressar, não deixaria isso arruinar sua noite.
Nem sua noite, nem sua vida.
Definitivamente não!

Retornou para dentro do clube, precisava de mais um drink!
Dois talvez.
Avistou os amigos ainda dançando, estavam tão sensuais juntos. Sentiu vontade de fotografar o que via.
Hayley se destacava sobre a pele bronzeada de Maurício. Os cachos negros se misturando aos cabelos loiros, o vestido preto roçando na camisa branca.
Estavam perfeitos.
Isso a fez se lembrar da noite em que dançou com Goten na festa a fantasia do Hotel... Como ele estava lindo vestido de policial.
Quando ela estava morrendo de raiva achando que Hayley fosse sua nova garota, e depois de descobrir que era sua irmã...
Por um momento se deixou levar e fechou os olhos. Se deixou levar para um momento em que tudo estava bem, ou pelo menos parecia estar.

E agora tudo o que restou foi mágoa, desprezo.

A vida e suas peças
Ah, e claro! Mais um drink por favor.

No dia seguinte acordou em sua cama, mas não se lembrava de como chegou até ali.
Sua cabeça anunciou uma dor de cabeça típica de ressaca.
Merda, no mínimo bebeu mais do que devia.
A porta se abriu e graças a Deus Hayley entrou, sorrindo e bela como sempre.

— Bom dia! Trouxe aspirinas para você, acho que vai precisar.

— Que merda aconteceu? -perguntou, esfregando o rosto com a voz sonolenta e rouca-

— Aconteceu que você bebeu pra valer, senhorita.

— Você me trouxe pra cá? Para a cama? -perguntou, franzinho a testa devido a dor de cabeça- Não me diga que fiz alguma merda...

— Bom... você dançou com o dedo na boca, derramou bebida na sua roupa e deu risada disso tudo. Ah, também perdeu seus sapatos! Mas foi uma noite muito boa. Tiramos algumas fotos, você fez questão de registrar os momentos -respondeu, rindo-

Se preparou para o que viria.
A primeira foto estava no colo de Maurício, bom, pelos menos ainda com seus sapatos.
Segurava uma taça de martini, e com a outra mão enfiava a ponta dos cabelos no nariz do loiro. Ambos estava rindo, ele provavelmente agoniado e querendo mata-la.

A segunda foto, Bra soltou uma gargalhada, apesar da dor de cabeça.
Ainda sentada no colo do amigo, tinha derramado a bebida toda na bela camisa branca que ele vestia. Maurício estava puxando a camisa ensopada com as pontas dos dedos, com uma expressão de "Poxa, eu gostava dessa camisa", enquanto ela estava com uma das mãos na boca, rindo.

— Queime isso por favor! -pediu a estilista, ainda rindo-

— Nada disso! Vou guardar essas provas contra você como minha vida. Depois disso, eles estavam fechando e tivemos que sair. Você foi rindo até o carro, mas assim que entrou capotou e dormiu. Te trouxemos para a cama, e Maurício foi embora. Precisamos repetir isso mais vezes! -disse a morena, animada, oferecendo um copo de suco de laranja para Bra e aspirinas- Agora vamos lá, hora de curar essa ressaca!

A tarde passou tranquilamente, para compensar os agitos da última madrugada.
Hayley estava dormindo em sua casa desde que Goten a expulsou. Amava a companhia da nova amiga, e não queria deixa-la ficar em um hotel. Pelo menos até que ela volte para casa dos pais, a conveceu de ficar por lá.
O que estava sendo ótimo, afinal, se distraia, já que Pan estava longe e não queria atrapalhar seu trabalho com seus problemas.

Seu celular começou a tocar, e temeu ser o dono da mensagem que recebeu na última noite. Não comentou isso com Hayley e nem com Mauricio, melhor assim. Acreditava ser uma pirraça, e não daria créditos para infantilidades.

Sentiu um enrome alivio quando a voz da melhor amiga a chamou do outro lado da linha! Estava com tantas saudades, queria saber se estava bem, o que andava fazendo, mas todas as perguntas foram interrompidas quando com voz de choro ela pediu a última coisa que imaginaria.

— Bra, preciso que venha para cá agora!

Só podia ser uma piada!
Pan estava em Milão, por que isso agora?

— Não me assuste, e nem brinque comigo dessa forma, por favor...

— Não estou brincando, por favor. Venha assim que puder, de preferência sozinha. Quando chegar no aeroporto, mando alguém para te buscar... Eu só preciso que venha.

— Pan, o que aconteceu? -perguntou já desesperada-

— Nada. Eu estou bem, eu só preciso que venha. Pode fazer isso? Bra, é urgente!

— Você foi assaltada? Alguém te fez algo? Pan eu preciso saber, que merda!

— Diga que virá! Preciso que diga.

Bem vinda a minha vida. Quando você acha que já tem problemas demais, relaxe. Logo um outro aparece.

Notas finais
Que ódio do Goteeeen! Será ele o autor da mensagem que Bra recebeu? E quanto a Pan, o que teria acontecido em Milão? Espero que tenham gostado, até a próxima!