O amor não está na moda!
25 Arrependimentos
Notas iniciais
No dia seguinte, Pan estava ansiosa para a consulta do bebê.
Pela primeira vez, veria de fato um ultrassom. Era uma sensação estranha, um misto de ansiedade, medo, curiosidade...
Trunks precisou ir até a corporação para resolver algumas pendências inadiáveis mas prometeu que estaria de volta antes do horário da consulta, o que encheu o coração da modelo de felicidade.
Estava feliz que ambos estavam se esforçando para tudo ficar bem, ou pelo menos melhor do que o estavam.
Resolveu se arrumar um pouquinho mais do que costumava atualmente. Depois de toda a confusão com Trunks e a descoberta da gravidez, já não andava tão vaidosa assim... coisa que não combinada e nada com ela.
Deixou os cabelos longos e negros soltos, passou uma maquiagem leve com máscara de cílios e um batom rosado.
Com o frio que estava, vestiu um conjunto de moletom cinza com rosa que adorava. Foi um presente do seu pai, e tinha um apego sentimental enorme aquela peça, então nada mais justo do que usá-la em uma data com essa.
Por fim, se perfumou e se encarou no espelho.
— É... bem melhor do que a Pan de ontem.
Pensou enquanto notava a pequena melhora em tão pouco tempo. Mas sabia que ainda tinha um longo caminho pela frente.
Ouviu o barulho da porta e sabia que era Trunks.
(Óbvio, quem seria?)
Conferiu a hora, já eram 14h25. Sua consulta estava marcada para ás 15h00 e como estava ansiosa, queria chegar o quanto antes.
Antes que chegasse até a porta do quarto para sair, a mesma foi aberta.
— Pan... ah, Oi... está tudo bem? Vim só avisar eu já cheguei e podemos ir quando você quiser. –Disse o empresário, um pouco sem jeito. Ainda era novidade essa reaproximação dos dois, e Trunks não sabia muito bem o que esperar de Pan, tão pouco queria forçar qualquer situação-
E novamente Pan o encarou.
Inferno, ele era e estava lindo... não se lembrava de sentir essa atração toda quando namoraram. Não que não sentisse na época, mas tudo era intensificado agora.
Malditos hormônios.
— Podemos ir agora? –Perguntou Pan em resposta, desviando a secada que deu em Trunks enquanto pegava sua bolsa e conferia se não faltava nada-
Trunks concordou e logo já estavam no carro, a caminho do consultório. Bra ficou de encontra-los direto no lá, sem problemas quanto a isso.
Estava um silêncio desconfortável durante o trajeto. Mesmo que o rádio estivesse ligado, nenhuma palavra era trocada entre os futuros papais... o clima, apesar de tudo, ainda era bem estranho.
Infelizmente algumas situações não se resolviam do dia para a noite, não é mesmo?
Pan estava pensando em tudo o que aconteceu até o presente dia.
Jamais imaginou se sua vida estaria desse jeito... mas, apesar de tudo, já estava aceitando a situação de uma melhor forma.
Será que um dia conseguiria perdoar Trunks? Ou, será que ele ainda sentia algo realmente por ela, ou era somente culpa e remorso por tudo o que aconteceu, fazendo com que ele se sentisse na obrigação de ficar com ela, ainda mais por causa do bebê?
Só de pensar em tudo aquilo já sentia vontade de chorar.
Seus pensamentos foram interrompidos pelo toque de celular de Trunks, mas o mesmo não deu muita atenção. Depois de perceber que a pessoa do outro lado da linha não desistiria tão fácil, disse para a modelo:
— Pode atender se quiser, sei que está se irritando com esse som.
Pan respondeu com uma cara de “Ahhh, não mesmo!”
Trunks acabou com o tormento e atendeu rapidamente enquanto dirigia e colocou a ligação na viva voz.
O que surgiu em seguida foi uma voz feminina, melosa demais para o gosto de Pan, perguntando se os dois se veriam hoje mais tarde.
Claro... até parece que Trunks ficaria sozinho por muito tempo!
Pensou Pan, já segurando o choro.
Droga, porque esses malditos hormônios a deixavam tão à flor da pele????
— Não consigo falar agora, mas se não conseguir hoje remarcamos para outro dia. Qualquer novidade te mando um e-mail, tudo bem? –Respondeu Trunks, ainda concentrado na direção-
— Você sabe o quanto é importante que seja o quanto antes, tenho alguns prazos para cumprir e prefiro que seja pessoalmente, sempre foi assim...—disse a mulher do outro lado da linha, insistente. Era nítido que algo estava rolando-
— Vejo isso depois, mais tarde nos falamos, até. –Finalizou Trunks, ainda sem dar muita atenção e encerrando a chamada em seguida-
Sabe quando você é criança e não quer dar o braço a torcer e chorar na frente dos outros? E, ao invés de chorar morde os lábios e tenta pensar em qualquer outra coisa?
Bom, acho que isso não é válido somente quando somos crianças.
Pan disfarçou a vontade de chorar com uma tosse e em seguida se encolheu mais no banco, abraçando a si mesma e alisando a barriga, mesmo que involuntariamente.
Pararam em um sinal vermelho e o empresário percebeu o quanto Pan estava enciumada, ou talvez apenas com raiva.
Era nítido, estava piscando com luzes neon em sua testa.
Bobinha.
— A mulher que me ligou é uma investidora, e o encontro que ela se referiu é sobre negócios. –Disse, enquanto olhava Pan torcendo para que não brigassem novamente-
— Você sabe que não precisa se justificar para mim, qual é! –Respondeu, forçando um sorrisinho de que tudo estava bem-
— Preciso sim, não só preciso como devo. A última coisa que eu quero é que você pens..
— Que eu pense que você está saindo com alguém? –Interrompeu, a modelo- Trunks isso é completamente normal, relaxa. Não temos mais nada um com o outro a não ser um bebê a caminho... fora isso, você é um homem livre e desimpedido, não precisa dourar a pílula.
— Você sempre terá o meu total respeito Pan e jamais me envolveria com alguém enquanto estamos dividindo a mesma casa... não sou um canalha.
— Não precisa paralisar a sua vida por minha causa Trunks, logo vou ter alta e posso morar sozinha novamente, retomar meus trabalhos e só precisaremos nos ver eventualmente.
Óbvio que tudo era mentira. De longe, a última coisa que Pan queria era Trunks com outra pessoa... nem saberia como lidar com isso, não nesse momento.
Odiou completamente a forma como aquela mulher falou no telefone!
Mas tinha que tentar bancar a madura, né? Pelo menos agora que estava decidida a viver em paz.
— Não estou saindo ou tendo qualquer coisa com alguém, só para deixar claro. –Respondeu Trunks, seguindo o caminho até a consultório-
Pan preferiu não continuar com aquela especulação... se estava rolando algo e ele preferia não dizer, tudo bem... mas logo descobriria.
Tentou se concentrar no fato de que daqui uns minutinhos veria seu bebê (pelo menos por um borrão de ultrassom, né)
Logo chegaram ao destino e Trunks fez questão de abrir a porta para Pan (Como sempre fazia quando saíam juntos no passado)
— Está se sentindo bem?
— Sim, tudo certo. –Respondeu Pan, saindo do carro e avistando Bra que estava os esperando do lado de fora da enorme clínica-
Chamou pela estilista que logo os avistou de volta e foi mais do que depressa de encontro ao irmão e a amiga com um sorriso enorme.
— Podia ter esperado lá dentro Bra, está um tremendo frio aqui fora. –Disse o empresário enquanto cumprimentava a irmã com um abraço-
— Eu estou ansiosa demais para ficar lá dentro e sozinha! Como você está Pan, e meu sobrinho? –Perguntou, alisando a barriga de Pan por cima da blusa-
— Estamos bem –respondeu a futura mamãe também abraçando Bra- Espero que tudo esteja realmente bem com a gente.
— Tenho certeza que sim –disse Bra, de forma terna enquanto entravam na enorme porta da clínica maternidade-
Trunks e Bra pesquisaram até encontrar o melhor hospital para que Pan pudesse fazer todo o acompanhamento da gestação. O local era realmente incrível e apesar da grande estrutura, era calmo e emanava paz.
Se apresentaram na recepção e aguardaram apenas alguns minutos até serem chamados por uma enfermeira, que fez alguns procedimentos básicos em Pan como medir a pressão. Os irmãos não desgrudaram um segundo sequer de perto da modelo.
—Tudo certo mamãe, sua pressão está ótima e tenho certeza que seu bebê está tão bem quanto você –disse a enfermeira de forma gentil e pediu que aguardassem na sala de espera, o quanto antes a Dra. Chamaria Pan-
Não demorou muito até escutarem Pan ser chamada finalmente ao consultório médico.
Trunks perguntou novamente se estava tudo bem, se sentia qualquer desconforto, mas de acordo com a morena estava tudo ótimo.
Assim que entraram Pan se identificou como a paciente e Trunks não hesitou em dizer que era o pai do bebê a caminho.
Bra estava animadíssima e tinha muitas perguntas para fazer a médica a respeito da saúde de Pan, sabendo que a amiga não estava cem por cento, queria estar a par de tudo.
Mas deixou a consulta rolar naturalmente. A médica aparentava ter uns 50 anos, era gentil e aparentemente uma ótima profissional.
Depois de analisar os exames anteriores de Pan, todos os registros desde o início da gravidez, todo o histórico de desmaios e a necessidade do repouso (tudo enviado à clínica com antecedência por Bra e Trunks) a médica iniciou um questionamento a modelo:
— Como andam esses enjoos? Ainda com dificuldades para comer ou passamos dessa fase? –Perguntou de forma delicada e atenciosa-
— Bom, não sinto mais enjoos matinais ou tenho vomitado... isso melhorou bastante. Tenho picos de fome em alguns horários, mas tem dias que passo o dia todo sem comer. É tudo bem estranho.
— Ficar o dia todo sem comer nem pensar! –Repreendeu a médica- É normal ter alguma dificuldade para comer, principalmente na parte da manhã... mas, passar um dia sem comer? Nada disso! Você precisa me prometer que isso não vai acontecer mais.
— Vou me esforçar –disse Pan-
— Não, você precisa me prometer. Pan, o seu bebê precisa receber todos os nutrientes principalmente nesse estágio da gravidez... caso contrário, ele terá problemas para se desenvolver forte e saudável. Você é a única fonte dele, e precisa se alimentar bem! Por vocês dois.
— Vamos cuidar disso Dra. Garantimos para a senhora –respondeu Trunks, fazendo menção em segurar a mão de Pan, mas parou o ato no meio do caminho-
Sentia-se culpado por tudo o que estava acontecendo, e tinha certeza de que a má alimentação de Pan era devido a todo o estresse. Precisava concertar todas as merdas que causou o mais rápido possível.
Incrível como uma decisão errada afetava até mesmo seu filho, que nem sequer nasceu.
A médica fez mais alguns questionamentos a respeito do estado de Pan, se sentia alguma dor específica, sangramento, alergia, ou demais sintomas que só surgiram depois da gravidez.
Após, direcionou Pan para uma salinha dentro do consultório mesmo, chegou o momento tão esperado por todos, ver se o bebezinho estava bem.
— Ela só vai vestir a roupa para o exame, é bem rápido. Assim que ela terminar vocês já podem entrar –disse a médica para os irmãos-
Não demorou muito para que Pan surgisse na porta indicando que entrassem.
Usava uma camisola hospitalar azul e estava com suas meias. Trunks a observou e desejou do fundo do seu coração que ainda estivessem bem. Que não tivesse feito a besteira de trair sua confiança e acabar com o relacionamento dos dois.
A morena deitou em uma maca estofada e confortável e Bra foi imediatamente para o seu lado, depositando um beijo em sua testa e dizendo que tinha certeza que tudo estava bem com o pequeno.
Pan sorriu para a amiga e segurou sua mão.
Estava nervosa, ansiosa e já queria chorar. Sentiu um frio na barriga, literalmente falando, quando a médica espalhou o gel e logo o monitor a sua frente foi ligado.
E lá estava ele... um pedacinho seu, tão pequenininho.
E de Trunks, claro.
Já dava para enxergar a cabecinha em um borrão, mas era bem pequenino.
Naquele momento esqueceu de todo o inferno que estava passando ou já tenha passado, e se sentiu uma tremenda irresponsável por não estar se dedicando cem por cento a sua gravidez e ainda mais por ter dito aquelas coisas...
— Ahh, olha lá, digam oi ao bebê pessoal! –Disse a médica, de forma animada-
Todos disseram um “oiii” sorrindo, mas Pan não parava de chorar. Bra também estava chorando e imensamente feliz por ver o sobrinho pela primeira vez, mesmo que apenas por um ultrassom.
E sem um aviso prévio, a médica permitiu que escutassem os batimentos acelerados do bebezinho.
Pan nunca sentiu tanto amor por alguém ou algo, como ali, ouvindo os batimentos da vida que crescia dentro dela.
O amava tanto... como pôde ser tão idiota?
—Olha como bate rápido! Estou tão feliz Pan, você não tem noção. –Disse Trunks e em seguida uniu suas mãos sem pensar duas vezes. Definitivamente aquele não era um momento para olharem as diferenças, e sim para serem pais. A modelo não evitou o contato e entrelaçou os dedos, aceitando.
— Eu já o amo tanto... –Pan disse, enquanto enxugava as lágrimas que ainda caiam-
— Pessoal, tudo certo com o bebê de vocês! –Disse finalmente a médica, ainda movimentando o aparelho de ultrassom no ventre de Pan- Mamãe, sua gravidez está exatamente na oitava semana, ou seja, dois meses completos. Nesta fase não é possível sabermos o sexo do bebê, isso fica lá para o terceiro ou quarto mês... Mas preciso que você se cuide mocinha! Agora, preciso fazer apenas um exame rápido em você, somente para ter certeza de que tudo está bem com você, tá?
A médica faria um exame ginecológico em Pan e os irmãos preferiram sair da pequena sala, para deixar a modelo à vontade. Sentaram-se nas cadeiras do consultório e Bra percebeu o quanto Trunks estava calado, mesmo tendo demonstrado total felicidade minutos atrás.
— Trunks, tudo bem? Você está estranho de repente...
— Eu faria qualquer coisa para voltar no tempo e desfazer o que fiz, entende? Imagina só, se a minha situação com Pan hoje fosse diferente... Se eu não tivesse beijado Hayley aquele dia, estaríamos juntos com certeza. – Respondeu de forma apreensiva-
— É algo a se pensar, mas já aconteceu. Já foi Trunks, não tem como voltar no tempo. Mas, você tem o hoje! Pan me disse que vocês conversaram ontem, pela primeira vez há tempos... isso já é um baita avanço. Se Pan decidir perdoar você em relação ao que aconteceu, ótimo! Torço por isso, mas se ela optar por manter uma relação com você somente de amizade, relacionado apenas a paternidade, você vai precisar entender e aceitar.
— Eu sei... eu fui um verdadeiro imbecil!
— Sei disso –respondeu a irmã, com um sorrisinho sarcástico- Mas, dê tempo ao tempo e tentem reconstruir uma relação amigável, é o melhor a se fazer por enquanto. E por favor, sem mais nenhuma besteira, fui clara?
Antes que Trunks pudesse responder, Pan saiu da pequena sala já vestida no seu conjunto de moletom e acompanhada pela médica.
— Tudo certo com Pan e com o pequeno –disse, sorrindo- Vou receitar algumas vitaminas adequadas para esse período de gestação, é importante você tomá-las diariamente e sem esquecer!
— Vou cuidar para que tudo aconteça de acordo –respondeu Trunks, antes que Pan pudesse dizer qualquer coisa-
— Perfeito papai, conto com você e principalmente com a sua alimentação Pan! Sem isso, todo o cuidado é inútil. Bom, como você anda sem sangramentos, dores e tanto o ultrassom quanto o exame estão perfeitos, você pode sair do repouso.
Pan não hesitou um respiro de alívio ao ouvir isso!
— Mas... é apenas experimental, tá? Te vejo daqui 2 semanas e qualquer desconforto, dor, sangramento, ou queixa você volta imediatamente comigo e dependendo, o repouso volta. Isso não quer dizer que você possa carregar peso, fazer muito esforço desnecessário ou correr uma maratona.
Todos consentiram e a modelo estava com um sorriso de orelha a orelha.
— Por último e não menos importante: Fique em paz, Pan. Tenho certeza que os desmaios e a necessidade do repouso são de fonte emocional. Preciso que você pense no seu bebê e se afaste de qualquer estresse, ou não teremos muito avanço, combinado? Descanse bastante e se divirta, de forma moderada, claro. Nesse período, é normal você sentir sono excessivo e uma montanha russa de emoções, mas são apenas os hormônios comuns de toda a gravidez.
— Entendido Doutora, vou cuidar o máximo desses dois –disse Bra, enquanto alisava a barriga ainda não aparente da amiga-
— Casal, vocês podem manter relações sexuais normalmente, talvez estivessem com dúvidas ou receio, mas está tudo ok quanto a isso. –Disse a médica de forma mais natural possível-
Pan arregalou os olhos e preferiu nem olhar para a cara de Trunks. Respondeu imediatamente:
— Não somos um casal Doutora, ele é somente o pai do meu bebê. Não temos vínculo fora isso, pode ficar tranquila.
Ninguém ousou dizer nada, e a médica apenas assentiu.
Se Trunks já estava se sentindo mal, agora...
Foi como um balde de água fria.
Não, de gelo!
Saíram do consultório e Pan ainda estava radiante. Bra se despediu do irmão e da amiga, dali voltaria direto para o trabalho, estava lotada de coisas para resolver.
Pan agradeceu imensamente todo o apoio e acabou chorando (pela milésima vez).
Entrou no carro de Trunks e logo já estavam em movimento. Pan estava tão feliz que seu bebê estava bem... era inexplicável.
— Agora que sabemos que tudo está bem, você pode retomar sua rotina. Ficaremos bem, eu e o bebê. Prometo.
Trunks já esperava por essa conversa. Era fato que Pan odiava morar com ele nessas circunstâncias. E, agora que sabiam que tudo estava bem e o repouso não era mais necessário, era de se esperar essa decisão imediata de Pan.
Preferiu não levar essa conversa adiante agora. Tentaria fazer com que Pan mudasse de ideia, mas não dentro do carro sem dedicar cem por cento da sua atenção naquela conversa. Apenas assentiu e seguiu rumo sua casa.
Trunks sugeriu que comessem alguma coisa por ali, mas Pan disse que estava morrendo de sono e preferia comer em casa e dormir um pouco em seguida.
E assim fizeram. Pan tomou um belo copo de vitamina de frutas e comeu alguns pães. Trunks a acompanhou com uma xícara de café e beliscou um pão doce.
Em seguida, Pan foi para o “seu quarto” e ficou por lá por toda tarde. Trunks de vez em quando ia conferir se estava tudo bem, mas Pan realmente estava apenas dormindo tranquilamente, enrolada em uma manta.
Tinha certeza que ainda a amava. Na verdade, nunca considerou a opção de não sentir nada por Pan, mesmo que separados. Desde o início do romance entre os dois, nunca quis enrolar... Sempre teve certeza dos seus sentimentos, por isso logo assumiu um compromisso sério entre os dois e deixou isso claro para todos.
Não se considerava do tipo pegador, ou garanhão. Claro, quando solteiro ficava com um número considerável de mulheres, mas nada que o fizesse ganhar um título de mulherengo.
A única com quem teve uma longa história foi Hayley, e com quem decidiu viver isso novamente foi com Pan.
E olha só, conseguiu vacilar com as duas, em um tiro só!
Quando conheceu Hayley era apenas um garoto, não tinha o costume de frequentar festas ou qualquer farra, como Goten fazia. Principalmente após perder os pais e se sentir na obrigação de estar com Bra.
Quando as coisas melhoraram, considerou experimentar ir para uma festa com Goten, após os inúmeros pedidos do amigo... e lá conheceu Hayley.
Foi a primeira mulher que teve na vida inteira, e se tivesse dependido unicamente dele, teriam namorado ou até mesmo casado, mas sabia que Hayley não o amava a esse ponto.
Estavam mais para uma amizade colorida, e não um amor para toda a vida.
Depois disso, nunca mais teve um relacionamento realmente sério com alguém, apenas algumas ficadas, mas nada tãaaaao sério.
Até decidir que Pan era a pessoa certa.
Mas claro, conseguiu estragar tudo! E de brinde, estragou sua amizade de anos com Hayley.
O que confortava seu coração era saber que teria um filho e não estaria completamente sozinho na vida. Fracassar como pai estava totalmente fora de cogitação.
Tentaria ainda reconquistar Pan, se houvesse um único vestígio de chances, não desperdiçaria.
Hoje, quando Alissa o ligou, ficou nítido que Pan se incomodou. Não queria usar da confusão sentimental de Pan para se aproximar, mas acreditava que a modelo ainda sentia algo por ele.
E se realmente fosse isso, faria o possível e o impossível para se aproximar e se redimir.
Já eram 19h00 e Pan ainda estava dormindo.
Decidiu ir dar uma olhada, apenas para ver se está tudo e talvez a acordaria, precisava jantar.
Quando abriu a porta do quarto da modelo, viu Pan separando algumas roupas em cima da cama. No chão, estava a mala de viagem aberta, mas ainda vazia.
Trunks sentiu todo o ar sair do seu pulmão e o coração extremamente apertado.
Merda!
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