O amor é relativo
8 Raiva, ódio e rancor
Notas iniciais
Fiquei pasma, Atena e Poseidon olharam para mim com uma expressão de surpresa e espanto, olhava pros dois com uma expressão de nojo e desgosto pelo o que eu tinha visto.
–Annabeth, não é o que você esta pensando... –Atena com seu típico modo de falar “tranquilizador”.
Encarei os dois com uma expressão de deboche e encarei Atena.
–Não? É o que então? Vai me dizer que esse é o irmão gêmeo de Poseidon? – os encarei com uma sobrancelha arqueada e braços cruzados.
Ela olhava pra mim e Poseidon desesperadamente procurando o que falar, Poseidon estava, como sempre, com sua cara de bobo, como se não estivesse entendendo nada, mas estava mais do que obvio o que estava acontecendo. Atena por fim desistiu de tentar encontrar palavras para explicar o que estava acontecendo, minha face relaxou, eu simplesmente não sabia o que fazer, me sentei na outra ponta do sofá. Apoiei meus cotovelos nos joelhos e minha cabeça nas mãos tapando meu rosto, múltiplos pensamentos passavam pela minha cabeça naquele momento, “Poseidon agora vai ser meu padrasto?”, “Percy e eu vamos ter que terminar?”, “Como vou explicar isso para Percy?”. Desisti de pensar naquele momento, olhei novamente para os dois, estavam um pouco afastados no sofá cabisbaixos, suspirei.
–Desde quando? – quebrei o silencio.
Os dois se entreolharam e por fim me olharam.
–Olha, Annabeth, nós...
–DESDE QUANDO MÃE? – falei com o tom de voz mais elevado, estava cansada de historinhas, queria uma resposta certa.
Atena me olhou espantada, como se visse que eu finalmente tivesse crescido e tomado coragem de falar as coisas na frente dela e exigir dela uma posição, e era isso mesmo que acabou de acontecer, chega de ser a menina submissa da mamãe, chega.
–Desde aquela viagem... Nós já nos gostávamos... E hoje foi a primeira vez que... Você sabe...
Fiquei surpresa. Atena, a dona de uma empresa milionária de Nova Iorque falando baixo e fraco como se me estivesse “obedecendo”, me espantei comigo mesma, agora entendi por que Atena tinha me olhado daquele jeito da primeira vez. Suspirei e olhei pros dois. “E agora?”. Pensei. A imagem deles dois não me saía da cabeça.
–E agora? –disse exigindo uma resposta.
–E agora Annabeth – Poseidon me olhou. – Você e Percy terão que terminar.
Encarei Poseidon com cara de ódio. Fechei os punhos tentando controlar a raiva e não socar a cara dele na mesma hora.
–Como é que é? – falei trincando os dentes de raiva.
–Terão que terminar sim senhorita, senão...
–Senão o que?
–Senão quem vai fazer isso somos nós – Poseidon olhou no fundo dos meus olhos, desviei o olhar.
–Vocês me dão nojo – Falei com desgosto e sai da casa.
Piper estava dentro do carro falando no telefone, deveria ser Jason, sempre era, abri a porta do motorista e liguei o carro, Piper desligou o celular e olhou pra mim.
–O que era lá dentro?
–Eu te explico tudo mais tarde, agora to com raiva de mais pra isso – pisei fundo no acelerador e segui pra cidade.
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