O amigo visto.
1 O início de uma amizade
Notas iniciais
Eu estava entrando na sétima série do colégio particular. Estudar nessa "joça" é muito ruim. Mas, em compensação, até que tenho alguns bons amigos. Como começou a sétima série do colégio, eu estava um pouco ansioso por isso.
— Mãe! Vou pegar uma maçã, ok?
— Certo, meu filho. Boa aula! — Ela acenou. — E não se atrase!
— Tudo bem..não vou me atrasar. — Respondi.
Sai de casa e comecei a andar lentamente. Como estava olhando pro chão, não percebi uma menina se aproximar e acabei esbarrando nela.
Os livros dela caíram, e minha maçã foi junto.
— Me desculpe, não percebi você se aproximando, e também não pretendia esbarrar em você.
— Eu que tenho que me desculpar. Afinal, estava te vendo, deveria ter desviado. Bom, me desculpe por derrubar sua maçã que, provavelmente, irá levar para o colégio, eu acho. — Diz ela, retornando com um belo sorriso.
Fiquei meio sem jeito..
[...] — Aonde você estuda? — Perguntei, tentando mudar de assunto.
— Estudo no Miezós C.I School, e você?
— Cara... Que coincidência. Eu também estudo lá!
— Que legal.. Na 7º série, né?
— Sim.
— Ótimo.
— Gostaria de ir comigo? — Fico sem jeito novamente. Não sou muito bom pra conversar com garotas. — S-só diga sim se quiser!
— Mas é claro que quero. Obrigada pelo convite. — Agradeceu.
Nós fomos até a escola. Cheguei lá encontrei meus amigos passados.
— Fala aí, Roney! Qual é a fita? — Disse um amigo meu. (Na verdade, nem meu amigo é. É apenas um colega).
— Olá, David! Como vai?
— "De boa na lagoa", e tu?
—Hãan.. "De boa na lagoa" também.
Eu quis me aparecer um pouco para a garota. Assim que ele foi embora, fui à direção da tal garota que conheci.
— Quer sentar comigo num banco?
— Quero sim.
Procuramos o banco mais próximo. Achamos um e sentamos nele. Eu não fui comer a maçã aquela hora, só iria comer quando estiver com fome.
— Posso te fazer uma pergunta?
— Pode, pode sim. — Respondeu ela. — Também depende da pergunta.
— Então, acho que posso perguntar. Como se chama?
— Marcela... E você, Roney. Certo?
— Sim, mas.. Como sabes meu nome? — Perguntei.
— Vi se amigo te chamado assim.
— Me desculpe, mas.. Ele não é meu amigo. — Respondi.
— Como não?
— Como assim? Nunca viu ele mexendo comigo aqui na escola? Ele fica implicando comigo aqui. No começo de aula, sempre é assim. Acho que você deve ir se acostumando. Tens quantos anos? — Perguntei.
— 13, e você? — Retornou a pergunta.
— Também tenho. Coincidência? Acho que não.
Começamos a rir um pouco.
— Dilma mandou abraços. — Sussurrei.
— O que você disse?
— Dilma mandou abraços. Sua audição é muito boa.
Tocou o sinal. Hora de ir para sala.
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