Notas iniciais
Gostaria de me desculpar pela demora da postagem do quarto capítulo da histório aos meus leitores, mas com o Enem, vestibulares e tudo mais, eu fiquei sem tempo para atualizar. Mas em breve as atualizações voltaram ao normal.

Não sei por quanto tempo fiquei incosciente, mas sei que acordei com uma dor de cabeça horrível. Talvez tenha sido porque tenha batido a cabeça muito forte com aquela pedra, ou se era porque eu estava virado de cabeça para baixo nas últimas horas!

Olhando em volta eu percebi que eu estava de ponta-cabeça e estava distante do chão, mas ainda estava naquela maldita floresta. Não conseguia me mover, algo prendia meus braços, pernas e meu dorso. Por sorte, ou talvez azar, dessa vez acho que não eram os Drowzees.

Olhando mais atentamente, eu estava preso em algum tipo de rede, ou teia. Na mesma teia que eu, haviam alguns pokémons de grande porte, como Scythers e Butterfress mas todos completamente imóveis. Então me lembrei das teias de aranha que vimos quando estrávamos na floresta. Será que essa era uma dessas. E que tipo de pokémon havia feito isso comigo?

O tempo passava e nada acontecia, eu estava apenas ali, de ponta-cabeça e preocupado com Karen e o Pikachu, que ficaram para trás. Por mais que eu tentasse, a teia não cedia e eu já estava começando a ficar paranóico.

– Quem fez isso comigo?! – Gritei para o nada. Me tira daqui agora, senão..!

Sem resposta. Não sei por quanto tempo fiquei ali, mas de repente comecei a sentir uma coceira na minha perna. É a pior sensação do mundo ter coceira e não poder coçar! Tetei ignorar a coceira durante algum tempo para não pirar, mas não dava, ela não ia embora. Quando olhei para baixo, quase morri de susto! Algumas aranhazinhas, do tamanho da palma da minha mãeo, estavam na minha perna, mordiscando minha calça.

– Xô, xô! Sai daí! – Falei com elas.

Não adiantou e elas continuavam mordiscando. Bom, enquanto elas não rasgassem minha calcá, acho que não tinha proble- E elas rasgaram minha calça. Agora elas estavam entrando pelo rasgo da minha calça e eu sentia mordidinhas na pele. Tentava me chacoalhar e me mexer, mas não adiantava, eu estava firmimente preso àquela teia.

– Era o que me falta! – Falei sozinho. – Vou ser comido vivo por aranhas. Pelo menos elas são pequenas, vão demorar...

Bom, foi só eu falar isso que eu vi diante de mim, surgir nas sombras da floresta, com olhos vermelhos como sangue, uma aranha gigante. Ela devia ser maior que eu e tinha uma cor rosada e bem chamativa, mas certamente era um pokémon infectado, pois uma de suas pernas estava pela metade e com a ferida completamente exposta. Ew.

Ela veio na minha direção lentamente e atrás dela surgiram mais duas iguais a ela e várias outras arazinhas menores e verdes, como as que estavam indo para a região mais desconfortável do meu corpo. Uma delas tinha um pedaço de pokémon na boca, que eu acho que era um Paras. Nunca havia visto esses pokémons antes, mas li num livro sobre eles. Acho que se chamavam Galvantula ou Ariados e os menores eram Spinaraks ou Joltiks, não sei ao certo. Mas isso não importava, o que importava era que eu ia ser comido vivo ali mesmo.

Eu rezava à Arceus para que Karen aparecesse com meu Pikachu e salvasse o dia. Mas esse não parecia ser o caso, duas das aranhas maiores subiam a teia e tiravam os pokémons mortos dela, que por sinal, eram só a casca, como um Shedinja. A terceira estava em uma outra teia ao lado, degustando seu Paras com muito prazer, aparentemente.

As aranhas já tinha terminado de tirar os corpos mortos da teia e agora vinham para cima de mim, enquanto as aranhas menores terminavam de servir o jantar. Foi quando eu ouvi uma movimentação em alguns arbustos próximos dali, que também chamou a atenção das aranhas.

– Karen, é você?! – Gritei.

A movimentação foi ficando mais intensa e para minha surpresa, não era a Karen. Mas sim vários cogumelos. Na verdade, eram Parasects e Paras, que vinham furiosos em direção as aranhas, talvez buscando vingança pelo Paras que uma delas saboreava. As aranhas grandes desceram da teia num piscar de olhos e as aranhazinhas da minha calça também, que alívio. E ali, bem na minha frente, começou uma guerra entre os dois ninhos, Parasects de um lado e, Galvantulas, talvez Ariados, do outro! Mas tinha algo de estranho com os Paras e Parasects... eles não pareciam infectados, nenhum deles!

Os Paras e Parasects estavam em maior número, mas se nenhum deles estava infectado mesmo, eles não tinham chance contra as aranhas infectados e com força sobre-pokémon. No meio da luta, um Parasect foi feriado e arremessado contra a teia onde eu estava e ela colapsou. Cai no chão, meio atordoado e o Parasect caiu ao meu lado, ele parecia ferido e não conseguia ficar de pé. Eu devia sair correndo dali enquanto podia, mas não conseguia vê-lo daquele jeito, ele não estava infectado e estava sofrendo.

Tirei uma poção, que é um tipo de medicamento em spray para pokémons, da minha mochila, que eu havia ganhado de um dos moradores do abrigo em Goldenrod. E borrifei nele. Em um primeiro momento ele se assustou, mas logo percebeu que aquilo o fez melhorar. Ele me encarou durante um tempo e então voltou para a guerra.

Eu pensei em sair dali assim que possível, mas lembrei que se Karen estivesse no meu rastro ela poderia vir dar ali. E se ela acabasse ferida na briga entre os pokémons e se a gente se perdesse de vez? Resolvi ficar ali, na espreita e tentando mantêr distância da briga. Foi tentando me afastar um pouco que percebi algumas outras teias ali próximas, que não havia visto antes. Em uma delas, estava Karen, incosciente, junto com vários outros pokémons.

– Essa não! – Disse, baixinho. Essa não, essa não, essa não, essa não...

Cheguei próximo dela, e graças a Arceus ela estava respirando. Mas eu não conseguia tirar ela daquela teia de jeito nenhum.

– Merda! – Falei comigo mesmo. – E agora, Peter?

Foi então que eu senti algo encostando na minha perna. Quase me borrei, achando que era outra daquelas aranhas, mas um Parasect. Acho que era o mesmo Parasect que eu havia ajudado. Ele olhou para mim e depois para a teia, como se esperasse receber algum tipo de ordem.

– Pa-Parasect... – Disse. – Use Slash na teia!

E foi o que ele fez, levantou suas garras e cortou as teias em um piscar de olhos, fazendo Karen cair nos meus braços, ainda incosciente.

– Obrigado Parasect, mas sua família precisa de você agora. Vá ajudá-los – Disse para ele.

Ele e fez uns ruídos e barulhos, apontando para o campo de batalha com a garra. Quando olhei, parecia que a guerra já havia acabado e os Parasect haviam vencido. Claro, haviam tido algumas perdas, mas não há nada que podia se fazer.

– Parasect, você quer vir comigo, é isso? – Perguntei.

– Ele fez mais ruídos e barulhos e como eu não falava pokemonês, não sabia se aquilo era um sim ou só um obrigado por tê-lo ajudado. Então tirei uma das pokébolas que Bill nos deu da minha mochila e coloquei na frente dele, no chão. Ele deu uns passos e cutucou a pokébola com a garra, que se abriu e o sugou para dentro. A pokébola sequer se movimentou, como de costume e eu sabia que ele nem tinha resistido a captura.

Fiquei feliz com meu novo companheiro, mas ainda estava preocupado com Karen e com meu Pikachu, que estava perdido no meio daquela floresta. Não sabia que horas que eram, mas se estivesse ficando de noite, teríamos problemas e eu não sabia andar naquela floresta. Chamei Parasect para fora da Pokébola e pedi para que ele me guiasse até Azelea. Se tinha alguém que conhecia bem aquela floresta, deveria ser meu novo Parasect.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.