O Vizinho da Minha Melhor Amiga
21 Capítulo 21 - Ciúmes, Despedida e Desfile
Notas iniciais
Depois que meus pais chegaram, pensei Putz estamos lascados, mais quando vi Dimitri falando com minha mãe e meu pai e principalmente todo cheios de sorrisos para meu pai, fiquei com a pulga, será que ele já sabia quem eram meus pais desde o começo? Fiquei ali quietinha na minha só vendo como aquilo acabaria e minha mãe surtou mas no final acabou aceitando de boa. Acho que a terceira lua de mel tinha feito bem para ela.
Depois que meus pais saíram pedi explicações e o russo me deu. Não concordei por ele ter recorrido ao meu pai, mais pensando bem, era melhor, meu pai com certeza iria agilizar o processo.
Já no hotel quando estávamos na sala depois do jantar, e ele me falou da possibilidade de nós nunca precisarmos nos separar durante minha faculdade, eu mal pude acreditar. Beijei sua boca e afirmei que tudo que eu mais queria era estar ao seu lado. Eu ainda não tinha parado pra pensar direito nessa questão depois que voltamos, mais que bom que ele tinha pensado por nós dois.
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Na manhã seguinte fui acordada com leves beijos ao longo de minha coluna. Sorri. Como eu amava aquele homem. Atencioso, carinhoso, gostoso... Tudo de bom. Tomei um banho e vesti uma saia rodada preta e branca e uma blusa azul.
Depois do café, ele me levou na escola. Me despedi com um longo beijo, segui para minha sala. As aulas transcorreram normalmente. No horário do intervalo liguei para meu pai e falei que ficaria com Dimitri hoje já que ele iria embora amanhã cedo. Quando o sinal da última aula soou, peguei rapidamente minhas coisas, e praticamente corri para poder matar as saudades do meu russo.
Chegando ao pátio o vi lá no estacionamento, encostado no carro, super sexy em uma camisa cinza em gola V, calças jeans. Assim que me viu abriu um lindo sorriso, mais em um determinado tempo seu sorriso se fechou, a princípio não entendi o porquê até ser quase esmagada por um um abraço, e nem precisei ver pra ver quem era, pois o cheiro de cravo-da-índia me atingiu.
— Adrian — falei retornando o abraço e me afastando em seguida — Quanto tempo! Já voltou de suas andanças pelo mundo?
— Mais ou menos — disse ele colocando a mão em meu ombro — Voltei a pedido da minha tia. E resolvi ver como você estava já que não vai mais às festas. Aconteceu alguma coisa?
— Aprecio sua preocupação — falei e vi o russo impaciente, Adrian seguiu meu olhar — Mais eu tenho um compromisso agora, depois a gente se fala, tudo bem?
— Não vai me dizer que aquele cara é seu compromisso? — falou ele dando um lindo sorriso, merda, eu conhecia esse sorriso — Tudo bem então — falou ele e passou o braço ao redor dos meus ombros — Eu te levo até ele — me puxou me fazendo andar até Dimitri.
Vi meu russo e ele ainda estava na mesma posição, mas estava com sua máscara sem sentimentos. Definitivamente ia dar merda.
— E aí primão — disse Adrian sorrindo para Dimitri, sem é claro me soltar — Ah pequena Rose — falou e depois me olhou — Pensou mesmo que eu te traria pra um russo mal encarado e ainda abraçada? Pensei que me conhecia melhor.
Olhei para Dimitri, peraì ele falou primão?
— Já acabou com a brincadeira Adrian? — disse Dimitri — Agora pode parar de abraçar minha namorada?
— Namorada? — perguntou Adrian me soltando — Esse é o casal menos provável. Mais me diz aí, você não é muito velho para aguentar o pique dessa aqui? Porque vou te contar...
— Chega Adrian — intervi antes que Dimitri usasse aquele punho fechado no belo rosto dele — Vamos meu amor — disse pegando na mão de Dimitri e ficando em sua frente e com a outra mão abaixando seu rosto para o meu dando um selinho — Vamos?
Ele olhou para Adrian que ainda estava no mesmo lugar, depois olhou pra mim e abriu a porta do carro, entrei e depois ele fez o mesmo, não antes de ouvirmos Adrian dizer para mandar lembranças para tia Olena.
Meu, que mundo pequeno, eu jamais ia cogitar que Dimitri e Adrian se conhecessem e no entanto eram primos.
Durante todo o caminho ele não falou uma palavra sequer. Obrigada Adrian, pensei.
Quando chegamos no quarto ele entrou primeiro, fechei a porta e ao me virar fui impressada na mesma e meus lábios amassados, fiquei momentaneamente atordoada, mas depois correspondi o beijo com a mesma intensidade. Ele então me impulsionou para cima e entrelacei minhas pernas em seu quadril. Paramos o beijo, olhei em seus olhos e vi um brilho perigoso passando neles, mais logo perdi o foco com seu pau entrando em mim e ele simplesmente me tomou ali, forte, rápido e intensamente.
— Acho que vou pedi pro Adrian — falei com um sorriso, eu estava com a cabeça apoiada em seu ombro — Te provocar mais vezes. — disse e ele gargalhou
— Desculpa Roza — sua voz estava um pouco triste agora então olhei para ele — Não sei o que deu em mim, eu te machuquei?
— Tudo bem Dimitri- falei acariciando seu rosto — Foi só uma crise de ciúmes. Não me machucou, pelo contrário, me fez gozar em tempo record... E ao contrário de quê Adrian disse, você é quem me da canseira — falei sua expressão suavisou.
— E você está cansada agora? — perguntou ele safadamente
— Pra você nunca camarada — disse e ele me beijou.
É, parece que eu ficaria cansada agora...
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Depois de sexo no sofá, na cama, no sofá do quarto, na banheira e durante o banho de chuveiro, eu estava exausta... Dimitri realmente era insaciável, adormeci assim que ele me pôs na cama. Muitos casais brigam por ciúmes, nós fazemos sexo, e delicioso por sinal.
Horas mais tarde acordei com minha barriga roncando. Só tinha tomado café naquele dia, virei pro dado da cama e encontrei aqueles olhos chocolates que eu tanto amava, me observarem.
—Boa tarde meu amor — disse ele com um belo sorriso.
— Boa tarde amor — respondi dando um beijo casto em seus lábios — Que horas são? Estou morta de fome — como para provar isso minha barriga roncou. Ele sorriu.
— Já passa das dezesseis — disse — Levanta eu pedi comida.
Levantei sentindo meu corpo dolorido, principalmente entre minhas pernas e percebi que ainda estava nua, ouvi um rosnado, virei-me e Dimitri me olhou dos pés a cabeça com fome e parou em meus seios. Ele nunca cansa?
— Wow camarada — disse pegando o lençol me cobrir — Tentadora sua proposta de transarmos novamente, mais não há nada que eu queira mais agora do que comer. — completei vendo ele se aproximar de mim.
— Você irá comer Roza — disse ele inclinando-se para sussurrar em meu ouvido — Sua boceta vai comer meu pau todinho. — arfei e ele gargalhou.
— Seu cretino — dei um tapa em seu braço — Estou falando sério. — Ele parou de sorrir e pôs suas mãos ao redor de minha cintura.
— Eu também Roza — disse e me beijou.
E ao contrário do que eu pensei nosso beijo foi calmo, intenso porém lento, e deixei perder-me até meus pulmões clamarem por ar.
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— Mas onde essa desgraçada foi? perguntei furiosa. — Eles não podem simplesmente ter desaparecido.
Após o beijo não fizemos mais nada além de almoçar. Depois nos sentamos no sofá e perguntei a ele como tinha sido a reunião com Erick e meu pai e seu olhar ficou duro, pronto sabia que tinha acontecido alguma coisa.
Ele falou que Erick tinha conseguido provas, ele encontrou a cabana, e lá digitais minhas, de Tasha, Nathan e Jesse. Algumas seringas que foram mandadas para análise em laboratório e outras coisas que ajudariam no processo, que foi aberto contra eles e também foi reaberto o caso da morte de Emily. E tinham também a confissão de Jesse, que queria se vingar por ter sido deixado para trás, pois Tasha e Nathan tinham sumido magicamente, sem deixar vestígios nenhum.
— Nós não sabemos — disse Dimitri- Mais não descansaremos até encontrá-los. Só temos agora que te manter segura Rose, essa é nossa prioridade...
— Como assim me manter segura? — disse cortando-o — Oh! Não me diz que é o que eu estou pensando...
— Sim Roza — falou me abraçando — Você vai ter que andar com um segurança, ordens do seu pai.
Eu iria discutir mais com o olhar dele dizendo, quase implorando, resolvi aceitar. Dimitri e meu pai ficaram mais tranquilos.
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Na manhã seguinte fui acompanhá-lo até o aeroporto. Me despedi dele e ficamos de nos falar todos os dias.
Quando cheguei em casa encontrei meu pai na sala e com ele um homem jovem, não deveria ter mais que vinte e sete anos, alto, musculoso, loiro de olhos azuis, lindo, não mais que Dimitri é claro, mais deixaria qualquer mulher impressionada com tamanha beleza.
— Kiz minha querida — disse meu pai me cumprimentando com um beijo na testa — Esse é Andrews. John Andrews, seu segurança.
— Prazer Srta Rosemaire — disse John apertando minha mão.
— Prazer — disse soltando sua mão — Mas pode me chamar de Rose, somente.
Ele acenou com a cabeça e pedi licença e fui para meu quarto pegar o material para aula de hoje, desci e me despedi do meu pai que mandou John me levar à escola. No caminho soube um pouquinho de sua vida. Ele tinha vinte e seis anos, e sabia lutar, era noivo, apaixonado por sinal. Suspirei alegremente, não que eu achasse que ele daria em cima de mim, tá achava um pouquinho sim, mais fiquei aliviada. Ele era bem divertido, me senti bem com sua presença, seríamos ótimos amigos.
— Boa aula Srta... err... Rose — falou ele envergonhado, não sei porque mais achei uma graça. Sorri e me despedi dele.
Na hora do intervalo, recebi uma mensagem, sorri era do meu russo.
(Dimitri)
"Já cheguei minha Roza, morrendo de saudades de você. Como você esta?"
(Rose)
"Bom saber que chegastes bem, estou bem e morrendo de saudades, louca para te ver de novo. Conheci meu segurança hoje. Ele é bem jovem, muito legal também."
(Dimitri)
" Eu também estou louco para estar com você... Hum... Preciso me preocupar com isso?"
Dimitri com ciúmes era novo para mim, mas eu adorava isso, ainda mais se fosse acabar novamente em sexo.
(Rose)
"Claro que não camarada. Além do mais só gosto de homens com lindos cabelos escuros, olhos chocolates e deus do sexo. Para mim só existe você."
(Dimitri)
"Bom saber... Eu te amo minha menina safada"
(Rose)
"Eu também te amo"
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Os dias se passaram rapidamente, meu amor por Dimitri só aumentava. Nos falávamos todos os dias. Fazia muito tempo que ele não vinha me ver por conta da empresa, ele estava em Londres essa semana, tinha aceitado a proposta assim que minha carta de admissão à Oxford tinha chegado. Eu estava com tantas saudades dele mais logo teria a oportunidade de passar um tempo só nós dois. Durante esses três meses eu e John viramos parceiros. Até Dimitri falava bastante com ele, eles não se conheciam pessoalmente, mas via que ele confiava em John.
Erick conseguiu provas contundentes contra Tasha, e Ivan conseguiu um mandado de busca e apreensão e encontraram na casa de Tasha um laboratório clandestino no porão, várias substâncias manipuladas e ilegais, tínhamos tudo para colocar aquela vaca na cadeia. Faltava encontrá-la.
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— Está pronta... Wow — disse John entrando no meu quarto.
Eu tinha acabado de me arrumar para o desfile de Lissa (tinha sido adiado). Eu finalmente veria Dimitri novamente, que nos encontraria na festa.
— Se minha noiva saísse assim, eu não tiraria meus olhos dela. Você está linda, não é querida? — continuou ele, e vi que não estava sozinho.
— Você veio, que bom — falei abraçando Ana, noiva de Jonh
— Não perderia esse momento por nada — disse ela com um pequeno sorriso cúmplice com John.
— Tá... falem logo — falei — Vocês sabem alguma coisa que eu não sei, desembuchem.
— Fica fria Rose — disse John — Não é nada não.
Optei por não discutir, já sabia que eles não me diriam nada. Terminei a maquiagem e me olhei no espelho, como esperado o vestido que Lissa tinha feito para mim tinha ficado perfeito.
— Vamos — disse pegando minha bolsa.
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Chegamos no local do desfile e estava lotado, fui até o camarim e desejei boa sorte para minha amiga.
Na volta do camarim decidi ir ao banheiro antes de voltar para perto de John.
Estava sozinha lá e depois que saí do cubículo para lavar as mãos senti uma pancada forte na cabeça, alguém tinha me jogado contra a parede, minha visão embaçou momentaneamente e olhei quem era meu agressor, Nathan. Minha cabeça doía muito e estava sendo difícil me manter acordada então fui levada a inconsciência, mas não antes de ouvir Tasha dizer: "Olá queridinha, voltei."
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