O Vizinho da Minha Melhor Amiga

11 Capítulo 11 - Prazer, Confusões e Confissões


Notas iniciais
Olá! estou até envergonhada com a demora! Desculpem! Queria agradecer a todas pelos reviews, você são um máximo. Nos vemos lá nas NF

Depois de conversarmos muito abraçadinhos, aproveitei para tirar algumas fotos do lugar, algumas nossa juntos — que no começo ele relutou mais consegui convencê-lo — e pedi também para tirar algumas minhas tudo no celular dele pois o meu tinha esquecido em sua casa, em seguida o convenci a entrarmos na água novamente e trasamos loucamente. Começou a ficar escuro e logo saímos daquele pequeno paraíso. No caminho até o carro acabei passando muito perto do mato e rasguei mais meu vestido.

Ao chegarmos no carro não aguentei vê aquela delícia de homem e o provoquei e ele me jogou no capô do carro de costas para ele e terminou de rasgar meu vestido deixando-me totalmente nua e me possuiu mais uma vez. Suas estocadas eram tão fortes que faziam meus seios se esfregarem na lataria de seu carro, eu gemia e gritava de prazer, e depois de um tempo ele agarrou meu cabelo puxando minha cabeça para trás e estocava bem forte, gozei duas vezes e só na segunda vez ele veio comigo.

O sexo com Dimitri estava cada vez melhor, hoje estava selvagem, não sei se por contra de toda aquele verde que nos cercava ou por minhas provocações, fosse o que fosse eu estava adorando aquele russo totalmente fodastico.

Para voltarmos ele me emprestou sua camisa e foi só de bermuda.

Chegamos em sua casa peguei uma roupa reserva vesti e tive que ir até Lissa, pois tinha várias chamadas perdidas dela e de minha mãe também no meu celular. Aproveitei mandei uma mensagem para minha mãe dizendo que estava ocupada e ligaria amanhã.

Quando eu estava com Dimitri era como se o resto do mundo não existisse. Me despedi dele com um beijo que quase não deu vontade de sair de lá. Ele falou que não era pra demorar e voltasse logo que iria preparar uma macarronada especialmente pra mim.

Deus aquele russo supria todas as minhas necessidades. Ele era carinhoso, compreensivo, gentil, ótimo cozinheiro e era um deus do sexo, sabia me dar prazer como nenhum outrora fez. Ele me fez apreciar mais o sexo e consequentemente querer mais sexo, eu estava totalmente dependente de seu corpo.

Entrei na casa de Lissa e ela estava na sala sentada no sofá de mãos dadas com o namorado. Ao me ver correu a meu encontro e me abraçou forte.

— Deus Rose! — ela falou — Onde você estava? Eu fiquei muito preocupada. Esqueceu que eu sou responsável por você?

— Calma Lissa! — falei puxando-a para sentar-se — Eu estou bem, desculpa por não ter avisado, é que Dimitri me levou em um... — não terminei porque o Cristhian que tinha até me esquecido que estava ali me interrompeu.

— Peraí... — falou ele espantado — Você está dando para o Belikov?

— Oi pra você Cris — disse sarcástica — Se eu estou dando ou não pra ele, isso não é problema seu.

— Wow então você está mesmo com o Belikov iss... — disse ele

— Amor vai dar uma volta por favor — interrompeu minha amiga antes que eu falasse coisas nada boas e quebrasse o nariz de seu namorado.

Ele saiu dizendo que iria para o restaurante que depois se falavam.

— Sua mãe me ligou — disse ela — Queria falar com você, acabei dizendo que você deixou o celular em casa e saiu com uma nova amiga. Acho que ela não acreditou muito não, você sabe que eu sou uma péssima mentirosa.

— Eu sei Lissa, me desculpe por isso — disse me levantando do sofá — É que Dimitri me levou em um lugar magnífico e quando estou com ele sei lá tudo ao redor some. Só existe eu e ele.

— Deus Rose! — disse ela preocupada — Eu te avisei, e agora você não está mais apaixonada por ele, você está amando.

Me sentei olhei pra ela, me dei por vencida e admiti que ela estava certa. Contei-lhe tudo (quase) que aconteceu e ela me ouviu atentamente.

— E agora Rose? — perguntou-me — O que você vai fazer? Você terá que voltar a sua rotina, a sua vida.

— Eu sei disso Lissa — disse suspirando forte — Eu ainda não sei o que fazer. Ele me trata tão bem como ninguém nunca me tratou, mais e se for só eu que goste dele? E se for somente uma ninfeta para diversão que ele quer? — perguntei sabendo que ela não tinha resposta — Eu não deveria ter continuado com isso, você me avisou eu sei, mais eu o amo e não há como reverter. Minha cabeça está uma confusão só. — falei com sinceridade.

Conversamos um pouco e ela disse que como sempre estaria ao meu lado, agradeci e disse que voltaria para casa dele, ela me desejou boa sorte e boa noite.

Subi para o quarto e tomei um banho quente, vesti uma blusa de mangas que era forrada na parte do busto, um pouco transparente na barriga e uma calça larguinha de tecido fino estampado, estava com um fio dental rosa e sem sutiã. O tempo havia mudado e eu estava com um pouco de frio deixando meus mamilos durinhos aparecendo um pouco na blusa.

Chegando a sua casa entrei e não vi ninguém, procurei em todos os cômodos da parte de baixo e nada, ouvi no início da escada uma melodia que vinha lá de cima, subi e comecei a procurar, entrei em seu quarto e ouvi o chuveiro ligado, entrei no banheiro.

Ele estava de costas e a melodia que tinha ouvido era ele cantando, sua voz era muito bonita, cheguei mais próximo ao box com todo cuidado pra não fazer barulho e fiquei parada observando-o.

Seus cabelos molhados que estavam alguns centímetros mais longos, seu corpo nu, seus músculos perfeitos, sua bunda malhada. Que homem!

— Que homem o quê Roza? — perguntou virando de frente para mim.

É... eu e meus pensamentos altos.

— Nada camarada, só pensei alto — admiti

— Toma banho comigo? — pediu

— Muito obrigada camarada mais já tomei o meu e estou morta de fome, se eu entrar aí não vai ser simplesmente para tomar banho — disse — Estou só esperando sua macarronada, então é melhor você se apressar porque eu fico uma fera quando estou com fome.

Ele lançou-me um sorriso dizendo que já estava quase terminando. E eu tive que sair de lá ou agarraria ele e me esqueceria de alimentar-me.

Fui para sala e deitei um pouco no sofá, minhas pernas e meus seios doíam, não sei quanto tempo passou mais fui desperta por mãos afagando meu rosto.

Abri os olhos e vi aqueles olhos castanhos chocolate me admirando, sorri e passei uma mão em seu rosto perfeito.

— Você parece um anjo dormindo minha Roza — falou e beijou-me — Vamos! Já está pronto.

Me levantei e senti meu corpo um pouco dolorido, fiz uma careta que foi percebida por ele, que perguntou-me em um olhar se estava tudo bem e eu confirmei que sim.

Jantamos, e sua comida estava deliciosa como sempre. Conversamos um pouco e fizemos carinhos algumas vezes um no outro. Eu estava amando o momento.

Terminamos o jantar e subimos para seu quarto, deitei-me em sua cama e ele ao meu lado me abraçando pela cintura. Logo ele se levantou e foi até seu guarda-roupas e tirou de lá uma embalagem que eu identifiquei sendo um creme corporal e voltou pra cama.

— Vi que você está um pouco dolorida — disse ele abrindo a embalagem e colocando um pouco nas mãos — Tira a roupa para que eu possa fazer uma massagem, vai ser relaxante prometo.

Tirei minha blusa e seu olhar saiu rapidamente do meu rosto e foi parar em meus seios nus, vi seu olhar escurecer. Retirei minha calça e seu olhar ficou mais vidrado ainda.
É, acho que não iria ter mais massagem, pensei.

Mas ele balançou a cabeça e pediu que me deitasse de barriga para baixo, obedeci e ele começou a passar nas minhas costas — suas mãos eram tão boas para massagem — comecei a relaxar aos poucos, e elas desciam pela minha coluna até minhas pernas abrindo-as para passar na parte interna delas.

Tremi de leve com sua carícia, ele continuou por mais alguns minutos e me virou de frente para ele. Começou a massagear meus pés depois minhas pernas.. Eu já estava completamente relaxada.

Suas mãos faziam um ótimo trabalho. Até que ele lambuzou bem suas mãos de creme e começou a massagear meus seios. Gemi com a carícia.

— Estava louco para fazer isso... — falou e massageou mais forte — Desde aquele dia que você se exibiu em seu quarto, massageando-os e impedindo-me de vê-los por completo, me torturando.

Não consegui falar nada, ele rapidamente alcançou minha boca com a dele em um beijo intenso.

Nossa, eu não sabia se minha vagina aguentaria mais uma vez sexo selvagem com Dimitri, meu corpo estava dolorido cheio de marcas de dedos que com certeza ficariam roxas pela manhã, mais correspondi o beijo a altura.

Ele então parou o beijo, olhou em meus olhos por um tempo, percebi que seu corpo estava em cima do meu e usava seus braços como apoio para não me machucar.

Beijou-me novamente, dessa vez calmo, era o meu beijo favorito, tentei passar através do beijo tudo que sentia no momento e tudo que sentia por ele.

Ele quebrou o beijo indo para meu pescoço descendo sua cabeça até meus seios onde ficou, agarrou-os com ambas as mãos massageando-os suavemente, senti umedecida entre as pernas, e ele não se deteve muito ali, logo desceu pela minha barriga até minha boceta onde passou a língua em toda sua extensão fazendo-me ofegar e gemer baixinho, depois começou a chupar meu clitóris com maestria, mais antes que eu gozasse ele se levantou e tirou sua roupa toda e pôs-se em cima de meu corpo encaixando seu pau em minha entrada onde deslizou lentamente preenchendo-me por completo.

Seus movimentos eram, lentos, carinhosos, fundo, intensos.. Estávamos fazendo aquilo que fizemos na banheira... Amor eu acho.

Ele beijou-me aumentando o ritmo de suas estocadas, e em busca de ar paramos o beijo e ficamos nos olhando.

Seus olhos estavam transmitindo tantos sentimentos misturados que era impossível decifrar, paixão, admiração, carinho, amor? Eu queria tanto saber o que realmente ele queria de mim...
Afastei esses pensamentos e deixei que pensamentos positivos inundassem minha mente e me entreguei as sensações pré-ápice. Gemi baixinho olhando em seus olhos e gozei sendo seguida por ele.

Nossos corpos estavam suados e nossa respiração ofegante, ele retirou-se de dentro de mim e deitou me puxando para cima de seu corpo delicadamente e nos cobriu com um fino lençol.

Não dissemos uma palavra se quer, mais nesse momento não precisávamos delas. Ele beijou minha cabeça e eu o seu peito, afagou minhas costas e assim adormecemos.

»»»°«««

Acordei de madrugada sentindo uma dor em meu baixo ventre e com meu estômago embrulhando, corri para o banheiro e me ajoelhei perto do vaso colocando tudo para fora.

Senti segurarem meu cabelo, droga esqueci a porta aberta, não queria que ele me visse assim.

Depois de um tempo parou e estava sem forças e sentei-me no chão mesmo, e aí que eu fiquei mais envergonhada, o piso do banheiro estava ensanguentado. Droga! Que dia era hoje mesmo? Me esqueci desse período, deveria ter me ligado nas dores no seio e nas pernas, mais não.

— Roza! Está tudo bem? — perguntou ele preocupado com a cara de dor que eu fazia.

— Tudo bem camarada! São só coisas de meninas — falei e queria um buraco pra me esconder — Será que você poderia me deixar sozinha um pouco? Preciso me limpar. — ele assentiu e saiu.

Peguei um papel higiênico fiz uma trouxinha e coloquei tentando parar o fluxo um pouco, me limpei e peguei minha bolsa que por sorte estava no banheiro, tirei um Ob, separei e fui tomar banho.

Depois de banho tomado e tudo certinho com o Ob, limpei o banheiro e saí. Não tinha ninguém no quarto, olhei para a cama e constatei que pelo menos não tinha sujado ela.

Deus como eu pude me esquecer que estava perto? Senti a irritação começar a tomar conta de mim, pronto TPM. Ainda bem que meu anticoncepcional era injetável pois eu era muito nova pra ser mãe, aí lembrei que não tínhamos nos protegido esse tempo todo, sempre me protegi até com Adrian eu fazia isso...
O barulho da porta abrindo fez esse pensamento se afastar.

— Fiz um chá para você — disse ele com uma bandeja na mão que tinha uma xícara de chá e alguns comprimidos — Minha mãe sempre fazia esse chá para minhas irmãs e dava junto com um comprimido, mais como não tenho esse, trouxe alguns para dor.

Deus esse homem existia mesmo? Que se preocupava até com minha cólica. Senti uma vontade de chorar, e chorei, malditos hormônios femininos.

— Não chora minha menina — disse ele, droga mais uma coisa que não queria fazer em sua frente — Se tiver muito forte, posso ir a farmácia ou te levar ao médico.

Que lindo, ele estava pensando que eu estava com muita dor. Não que eu não estivesse — e como estava porque quando fico nesses dias falto morrer e as vezes até desmaio — mais ele ficou tão fofo preocupado comigo, que dava vontade de chorar mais. Me controlei e parei de chorar, não sei o que estava acontecendo comigo.

— Tudo bem — disse — O que você trouxe vai resolver, obrigada. Mais acho que vou ter que ir para casa de Lissa, não quero estragar seu domingo. — disse terminando de beber seu chá.

Tinha que ir embora, afinal não poderíamos mais transar e eu estava lá exclusivamente para isso, não era?!

— Você não vai embora — disse — Não agora, espere amanhecer. Gostaria que você ficasse, mais se achar melhor ir, não à prenderei aqui. — fiquei feliz com sua resposta, mais tinha que ser realista

— O que eu faria aqui camarada? — perguntei me irritando — Você sabe que não da para fazer sexo desse jeito. — Deus que loucura de sentimentos bagunçados.

— E quem falou em sexo Rose — falou — Estava falando em desfrutar de sua companhia, mas se tudo que eu fiz, todos os carinhos, não significaram nada para você e deram a entender que o que eu queria de você era apenas sexo, sinto muito mais você entendeu errado, é melhor mesmo você ir embora. — disse saindo do quarto.

Arg! Como que essa situação mudou tão depressa? Tudo bem que eu me deixei levar por toda aquela confusão de sentimentos. Mas caramba ele respondeu minha pergunta, ele estava comigo não só por sexo, carinho talvez? Eu deveria estar feliz mais fiquei mais confusa ainda.

Ah mais eu iria tirar essa história a limpo. Me levantei da cama para sentar-me de novo por conta da tontura que me atingiu, mesmo não me sentindo bem vesti uma roupa e desci às escadas, só que antes que eu chegasse lá no último degrau, senti uma dor aguda em minha barriga e uma tontura, apaguei.

Acordei no hospital, sentindo uma mão repousando sobre a minha, mais contra toda minha expectativa não era a mão de Dimitri e sim a de Lissa. Me mexi um pouco na cama e ela despertou.

— Ei! Como se sente? — perguntou ela esfregando os olhos.

— Estou bem — disse olhando para os lados — Sempre a mesma coisa de todo mês. — respondi e abaixei a cabeça

— Ele está lá fora — disse ela fazendo-me levantar a cabeça e olhar em seus olhos cor de jade — Ele estava bem preocupado quando me ligou. Vim o mais rápido que pude da casa de Cris.

— E o que o médico disse? — perguntei querendo desviar a conversa de Dimitri.

— Ele fez alguns exames em você e tudo deram normais, disse que seu desmaio foi por conta da dor que você sentiu que abaixou sua pressão arterial. Fez também um exame de gravidez, por conta do relato de Dimitri que você tinha vomitado, mais deu negativo.

Contei pra ela sobre nossa pequena discussão antes de eu desmaiar. E ela aconselhou-me a conversar com ele e resolver tudo isso de uma vez, concordei e ela foi chamá-lo.

— Você está bem? — perguntou ele depois de entrar, sentou-se na cadeira ao meu lado.

— Estou bem obrigada — disse com um pequeno sorriso.

— Você me deu um susto — disse ele ainda longe de mim, sem me tocar — Estava em meu escritório, só escutei o barulho e quando cheguei lá vi você desacordada no chão, não sabia o que fazer então de trouxe pra cá.

— Eu agradeço por isso — falei — Dimitri sei que você está chateado comigo, mais minha cabeça está uma confusão só. Desde que nos beijamos a primeira vez algo em mim mudou e até pouco tempo atrás eu não sabia o que eu sentia, e você com seus carinhos fizeram esse sentimento crescer. Tudo aconteceu muito rápido, você pode até me chamar de louca ou nunca mais querer saber de mim, mais eu não consigo mais esconder que amo você. Então desculpe minha atitude, mais antes o que me atraía em você era seu corpo, sua beleza, mais conforme eu fui te conhecendo me apaixonei e fiquei com medo de me envolver mais com você além do sexo, porque no final quem iria se magoar era eu, pois iria ser só uma aventura na sua vida. — fui sincera.

Ele me fitou por alguns instantes, seu olhar era algo indecifrável, puxou a cadeira mais para perto de mim, pegou minha mão e depois afagou meu rosto.

— Minha menina — disse e meu coração acelerou — Minha Roza eu também te amo — meu coração quase saiu pela boca — Também me apaixonei por você, só não disse com receio de te assustar e você fugir de mim. Eu estava disposto a te conquistar aos poucos, estava tentando. Seu jeito, seu corpo me conquistaram como nenhuma antes fez.

Ele então me deu um beijo casto em meus lábios, na minha testa e me abraçou, ficamos um tempo abraçados conversando. Depois de um tempo Lissa voltou e ficou feliz por nós.

Eu não me aguentava de felicidade, só que ainda estava preocupada com relação ao futuro, teríamos que conversar sobre isso também, mais por enquanto eu deixaria como estava e curtiria meu russo.

»»»

Depois do almoço fui liberada do hospital e Dimitri insistiu que eu ficasse na cada dele, no caminho passamos pela farmácia e comprei absorventes e a medicação que o doutor receitou. Lissa já tinha ido para casa.

Durante a tarde de domingo ficamos assistindo alguns filmes agarradinhos no sofá, eu estava com um top preto e uma calcinha de renda amarela, por cima tinha vestido uma calça folgada e uma camisa de Dimitri, nada atraente pois ele estava sendo tão bom comigo, não queria tentá-lo. E ele vestia uma camisa verde e uma calça de moletom preta.

Quando escureceu ele foi à cozinha preparar nosso jantar, deixando-me sozinha na sala, estava procurando algum canal bom para assistir quando a campainha tocou, olhei no relógio e já era dezenove horas, falei que deixasse que eu atendia.

Fui em direção a porta e vi pelo olho mágico, era Tacha, pensei em não abrir e deixá-la plantada, mais ela tocou a campainha mais uma vez — mulher irritante — abri a porta com um belo sorriso nos lábios.

— Dimka até que... — ela não terminou quando percebeu que na verdade era eu — Rose o quê você está fazendo aqui?

— Boa noite pra você querida! — falei com ironia — E respondendo sua pergunta eu fui convidada já você...

Ela me olhou dos pés a cabeça parando seu olhar na blusa que estava vestida. Permitir olhar pra ela que estava com um vestido vermelho curtíssimo e uma maquiagem pesada parecendo aquelas putas de beira de estrada, com um perfume muito forte, estava um pouco frio e sua roupa não era adequada ao tempo.

— Ah então não era só na festa, você está saindo com ele... Ouve só uma coisa menininha, eu já fui namorada do Dimka e sou muito amiga dele e não vai demorar muito pra ele voltar para mim, para minha cama — disse com um sorriso triunfante — Vim convidá-lo para jantar e digo que com certeza ele irá comigo, eu sou muito mais mulher, você é apenas uma ninfetinha que serve para diversão, é descartável.

Ah aquela mulher me irritou, fui levantando minha mão para dar um tapa em sua cara nojenta mais fui impedida pela voz de Dimitri.

— Roza... — falou se aproximando rapidamente de mim — Algum problema aqui? — disse olhando de mim para ela

— Claro que não Dimka — disse ela abraçando ele — Estava apenas falando para Rose que hoje nós dois vamos jantar para relembrar os velhos tempos — disse com um sorriso sonso.

Ele a afastou de seu abraço sutilmente dando distância entre eles.

— Na verdade não vamos Natasha — falou ele e eu dei um sorriso para ela — Convidei Rose para jantar hoje aqui comigo.

— Ah então eu posso fazer companhia para vocês — disse alegremente — Adoro sua comida.

— Acho que você não entendeu querida — disse fingindo simpatia — É um jantar a dois e você não foi convidada, você está se oferecendo, que coisa feia.

Falei e Dimitri me lançou um olhar reprovador que ignorei e continuei falando.

— Portanto gostaria muito que você voltasse do buraco de onde você veio para podermos jantar em paz.

— Ora sua... — começou a falar mais acho que para não desmanchar seu papel não completou, olhou para Dimitri com um olhar magoado — Dimka você vai deixar essa garotinha falar comigo dessa maneira e ainda me expulsar de sua casa. Tá frio lá fora.

— É mais acho que você só percebeu isso, agora? — disse olhando para seus trajes — Faça-me o favor Tasha... Ah agora entendi você veio vestida assim por que queria se esquentar na cama de Dimitri, talvez?

— Ora sua pi... — começou

— Já chega vocês duas — disse Dimitri — Natasha por favor vá embora.

— Dimka eu não acredito que você está me trocando por essa aí — disse fingindo mágoa e tristeza — Você vai se arrepender quando ela for embora e dizer que só brincou com você... Mas eu estarei te esperando...

— Tá, tá tá — falei com impaciência — Ele já ouviu, mais é melhor você desencanar querida, porque isso não vai acontecer. Eu acompanho você até a porta — falei puxando-a pelo braço e abrindo a porta.

Ela se recompôs e chegou perto do meu ouvido

— Você vai se arrepender Rose — disse ameaçadoramente — Isso não vai ficar assim.

— É mesmo? — sorri — Olha só o que eu faço. — a empurrei para fora e bati a porta. VACA

Encostei minha testa na porta e respirei fundo tentando controlar meu instinto assassino e nem percebi a presença de Dimitri.

Ele estava atrás de mim, suas mãos vieram para meus braços alizando-os suavemente subindo até meu pescoço apertando ali, meu corpo correspondeu e comecei a relaxar. Ele então me abraçou pela cintura e deu beijos.em meu pescoço até chegar a minha orelha.

— Você fica tão sexy brava e com ciúmes... — sussurrou e me arrepiei — Que se não tivesse menstruada, eu te foderia muitas vezes até entender que sou todo seu e que só quero você.

Ele então me virou e me beijou. Seu beijo era exigente, puro fogo, mais logo ele se afastou me arrastando para a cozinha. Droga de menstruação, ainda bem que eram só três dias e logo teria aquele homem dentro de mim novamente.

Jantamos e ele estava super carinhoso comigo, brincamos um pouco e ele mandou que eu fosse para o quarto enquanto ele terminava de arrumar a cozinha.

Tomei um banho rápido, estava só de calcinha e shortinho preto, fui a seu guarda-roupas e peguei outra camisa sua, vesti e me deitei em sua cama cobrindo minhas pernas com um lençol.

Ele subiu e me deu um beijo e foi tomar um banho. Depois vestiu um pijama, apagou a luz e deitou-se ao meu lado me puxando para mais perto dele, me deu um beijo de boa noite.

— Durma bem minha Roza — falou afagando minha costa — Eu amo você.

— Eu também te amo camarada — falei sorrindo e adormecendo em seguida em seus braços.

Notas finais
O que acharam? Comentem seu review é muito importante para mim. Xero. Até o próximo.