O Violinista

1 Capítulo único


Notas iniciais
Minha primeira one shot, não sei se ficou boa,por que estou acostumada a escrever histórias com vários capítulos. Mas espero que gostem. Enjoy!

Marcus é um cara de alta estatura, com um talento que poucos possuíam, ele sabia fazer arte.

A arte de tocar.

Jazia em suas mãos seu instrumento favorito, o violino. Para Mark -apelido que adquirira durante época de faculdade- tocar era transmitir seus sentimentos para seus "telespectadores" mesmo que estivesse a tocar uma sinfonia de autoria de artistas reconhecidos pela sociedade e não canções próprias. Sua carreira não era solo, fazia parte de uma orquestra sinfônica que apenas apresentava em competições levando um troféu ou outro para a pequena cidade onde morava.

Durante todo o seu dia, a hora que mais aguardava era o início de seus treinos diários. Seu professor era rígido com seus alunos e sempre buscava a perfeição, isso causava os ensaios cansativos e longos, mas que para Marcus era essencial.

Estava a caminhar seu trajeto até o teatro como sempre fazia, pensando nas preocupações que o afligia, contas, família e Miles.

Seu salário havia sido diminuído esse mês pelas faltas que teve que fazer para comparecer em competições importantes.

Esse mês passaria no vermelho.

Está em constante "guerra" com sua família, por não exercer a faculdade que tinha em seu currículo. Direito podia lhe trazer muita renda, mas não trazia essa felicidade e satisfação que a música lhe oferecia diariamente.

O professor de Mark, Miles, não era como os que normalmente apareciam na televisão. Era jovem e viril, mas com uma inteligência e capacidade inigualável, destina das demais mentes. Mesmo a ser um jovem frio e arrogante, o violinista havia se apaixonado por ele, carregava dentro de si, um amor bem camuflado, para não perder a oportunidade que estava tendo de tocar ao seu lado.

Estava meia hora adiantado, pois saíra mais cedo do trabalho, ele queria passar na biblioteca para alugar biografias e livros especializados na arte, queria ampliar seu conhecimento. Uma pratica que adquiriu na faculdade de direito foi a da leitura, ele já gostava de ler quando menor, agora, sentia satisfação com os livros. Admirava a forma que os autores organizavam simples palavras umas com as outras e faziam textos que maravilhariam pessoas até mesmo fora de época.

Um dia Marcus esperava conseguir produzir textos como seus escritores favoritos produziam.

Outro hobbie dele era escrever.

Finalmente havia chego na tal biblioteca, pegou três exemplares da coleção "artistas&música" e foi para o teatro aonde acontecia seus ensaios junto ao resto da turma.

Como de costume chegou pontualmente e direcionou-se a sua cadeira ao lado de outros violinistas. Miles adentrou no palco e percorreu com o olhar toda a classe, voltou a sua bancada e levantou as mãos, todos se aprontaram e finalmente começaram a tocar, os movimentos do professor ora eram leves, ora eram rudes e fortemente carregados de emoção que a música provavelmente o causava.

Seu ensaio terminou algumas horas mais tarde, deu uma última olhada para o seu querido professor, que sorriu e despediu-se, como era o costume. Caminhou até a sua casa e fez sua rotina de higiene pessoal, alimentação entre outros afazeres antes de deitar-se em seu leito.

Uma noite tranquila e de bom sono foi se embora, dando lugar ao brilho do Sol. O despertador soava insanamente, seus ponteiros marcavam seis horas, era hora de trabalhar.

O moreno levantou-se e esfregou com as costas de suas mãos seu belo par de olhos castanhos infantilmente. Tomou um banho, bebericou um pouco de café bem forte, como gostava e dirigiu-se ao seu emprego.

Logo na entrada do prédio foi abordado pela secretária de seu chefe, que o arrastou para a sala do último. A única coisa que aquela mulher louca o disse foi:

-Boa sorte garoto. -a mesma bateu na porta e logo depois da permissão para entrar o moreno ouviu a secretária anunciar sua chegada. Isso estava muito estranho, pensou ele.

Para Marcus o clima estava extremamente carregado e a falta de informação sobre o que iria acontecer o deixara assustado. Sentou-se na cadeira a frente da mesa de seu chefe e o encarou apreensivo.

-O que o senhor deseja? -tentou ser o mais educado e suave com as palavras.

-Marcus, devido a corte de gastos, serei obrigado a te demitir. -Falou sério, sem expressar nada pelo seu rosto.

O violinista abaixou sua cabeça pensando em como seria sua vida, estava desempregado e com algumas contas a serem pagas. Passaria por uma época difícil.

-Não tem jeito mesmo?

-Sinto muito garoto. — Levantou-se e saiu do escritório de seu ex-chefe.

Recolheu suas coisas, que não eram muitas, apenas seu estimado violino e uma jaqueta que deixara como reserva em seu armário e caminhou até o teatro, já sabendo que não haveria ninguém lá, por ser muito cedo. Adentrou ao local e sentou-se em uma das várias cadeiras que estavam presentes no palco. Pegou seu violino e começou a tocar uma sinfonia triste para tentar retirar de si um incomodo que a demissão o causou.

Miles como sempre fazia, arrumou suas partituras e escolheu outras que seriam da aula do dia, iria distribuir pelas bancadas de cada aluno quando ouviu um som de violino sendo tocado.

Avistou um de seus alunos, sozinho tocando uma sinfonia triste, deduziu que Marcus estaria passando por um momento difícil. A dúvida de que iria ou não conversar com o violista tomou conta de sua mente, pensou nas consequências e variáveis que aquela aproximação traria, não era um homem de conversas, muito menos conselheiro, mas sempre notara que sentira algo por Mark , não que sentia uma paixão por seu aluno, mas sim que seu coração e respiração se aceleravam quando Mark sorria para si, odiava isso, parecia uma adolescente apaixonada, extremamente ridículo,mas isso não cessara as sensações estranhas.

Decidiu por fim, tentar uma conversa normal, sem assuntos que pendiam ao pessoal. Desceu ate o palco, e encarou o garoto de cabeça baixa tocando, com certeza de que não fora visto sentou-se na cadeira a frente da de seu aluno e esperou que o último terminasse de tocar. Quando isso aconteceu, o professor aplaudiu levemente, o que fez com que Marcus levantasse seu rosto assustado. Miles percebeu que o menor estava chorando, pois seus olhos e seu nariz estavam com um tom avermelhado incomum.

-E-esta tudo bem? -perguntou receoso e gaguejando por puro nervosismo que não conseguia controlar.

-Desculpa professor, eu não deveria estar aqui, me desculpa, eu não pensei direito e vim pra cá, por favor não quero sair da orquestra, não faço mais isso, juro -Mark falou quase em desespero.

-Se acalme o que aconteceu?

-Eu fui demitido e agora estou desempregado e com contas a pagar. -O menor pensou que não deveria ter lhe contado seus problemas, mas como sempre abria a boca, deixou escapar a razão de estar ali.

-Mas não é pra tanto, tenho certeza que você consegue outro emprego.

-Não é só pelo emprego.

-Ok -disse Miles tentando encerrar a conversa. Marcus abaixou a cabeça, logo a levantando novamente e encarando o professor. Não poderia perder a oportunidade de tentar se aproximar de Miles, mesmo que a ideia fosse a ser maluca.

-Professor, você gostaria de ir a uma exposição de arte que vai ter no centro cultural hoje? -arriscou.

-Am...Não sei, eu.. eu tenho que pensar. -Nunca em sua carreira profissional gaguejou tanto, estava começando a se tornar patético.

Qual seria o problema de ir a uma exposição com seu aluno? Miles pensava se conseguiria controlar seus sentimentos e tentar ser o mais profissional possível, se conseguisse não haveria problemas.

-Vou sim, Marcus.

-uh, ok professor logo quando a aula acabar podemos ir juntos.

-Podemos ir no meu carro?

-Claro.

Mark tentava assimilar o que estava acontecendo, esse fora o primeiro contato que tivera com Miles durante todo o seu curso e estadia na orquestra, estranhou o jeito "envergonhado" de seu professor, mas não recuou em um momento sequer. Não poderia tentar uma aproximação de imediato, mal o conhecia e o que conhecia, entrou em conflito com o que vivenciou momentos atrás.

Seria apenas um passeio, pensou ambos.

Mais e mais alunos chegaram ate toda a sala ficar completa, não conversaram mais. A aula como sempre correu bem, ambos estavam ansiosos, mas não demonstravam, Miles por puro orgulho e Marcus por receio de seus sentimentos não serem recíprocos.

No final da aula Mark esperou que todos os alunos se retirassem. Viu seu querido professor terminando de arrumar suas coisas com um sorriso no rosto, o acha adorável.

-Mark, viu meu casaco por ai? — o menor apontou para a cadeira atrás dele. Miles virou e a viu -Ah, obrigado. Podemos ir agora. –assenti, saíram juntos do teatro e o professor os guiou ao encontro do carro.

Marcus não falou nada durante o trajeto já que o maior sabia aonde se localizava a exposição de arte. Ouvia-se apenas a respiração de ambos, ninguém tomou a iniciativa de começar uma conversa, apenas encaravam a paisagem exterior. Miles ligou o rádio, pois não gostava do silêncio em ocasiões constrangedoras. Quando Marcus deu-se conta de que havia música, sorriu por ser uma de suas sinfonia preferidas, encarou seu professor- que mantinha a atenção na rua -e voltou a encarar o exterior.

Chegando ao centro cultural, entraram no local e receberam folhetos informativos com nome de obras e seus autores. Percorriam lentamente os corredores parando apenas para admirar e comentar algumas obras de arte. Estavam tendo uma conversa sobre os gostos de cada um, uma oportunidade de se conhecerem melhor, sem pender muito para o pessoal. Andavam lado a lado quando o inesperado aconteceu, um grande estrondo ecoou pelos corredores e a escuridão tomou conta do lugar.

No impulso Mark abraçou Miles instantaneamente, seu medo de escuro -coisa que adquirira quando criança- impedia-o de raciocinar direito, enlaçou seus braços na cintura do professor e escondeu seu rosto em seu peito a procura de segurança.

Por alguns estantes não recebera rejeição nem aceitação, mas isso mudou quando o maior correspondeu ao abraço.

Uma sensação estranha correu pelo corpo de ambos, Miles não esperava por aquele contato, mas já que estava sendo proporcionado resolveu se entregar. Seu aluno não se mexia, devia ser por medo. Afagou seus cabelos para tentar acalma-lo.

O apagão continuou por 5 minutos, para Mark era uma eternidade, pois tinha medo, mas para Miles foi proveitoso.

As luzes ascenderam novamente e um pedido de desculpas saia das caixas de som do local. Miles e Marcus ainda não haviam se separado, ninguém tomara a iniciativa de cessar aquele contado.

O menor levantou seu rosto encarando seu professor, seus rostos estavam perigosamente perto, um conseguia sentir a respiração do outro.

Em um movimento inesperado Miles tocou os lábios de Marcus com o seu, dando um selinho desajeitado, que durou segundos, separou minimamente os rostos, mas Mark não gostou, juntou seus lábios novamente aos do professor, pedindo passagem com sua língua, que foi concedido quando Miles entre abriu sua boca. Um beijo delicado, mas voraz começou, as mãos do maior que se encontravam um em volta do corpo do outro subiram ate a nuca, afagando seu cabelo novamente.

Percebendo que estavam em uma exposição de arte Mark separou-se de Miles.

-N-não, pare, estamos em um centro cultural. -sussurrou tentando se justificar. Percebeu que os lábios de seu professor se encontravam mais avermelhados que o normal, o que dava para deduzir que estavam se beijando por um tempo longo.

-Me desculpe, foi um impulso.

-Tudo bem. -Desviavam seus olhares, tentando não manter um contato visual. Mesmo com aquela "tensão" sobre ambos, ainda continuaram caminhando ate o final da exposição.

-Vamos embora?

-Acho melhor sim -respondeu Miles com um sorriso discreto no rosto.

As únicas coisas que eram ouvidas durante o trajeto até a casa de Mark, eram as instruções dadas por ele para chegar até a sua residência.

Quando finalmente chegou, encarou seu estimado professor e ficou se perguntando s se despediria de Miles com um beijo ou apenas um “boa noite”. Não sabia se tinha total permissão para isso.

-Muito obrigada Miles pela sua presença.

-Não a de que. Vemos-nos amanhã no teatro no horário de sempre. -Mark balançou a cabeça positivamente e se aproximou do mais velho depositando um beijinho em sua bochecha.

-Boa noite -sussurrou em seu ouvido. Quando ia se levantar, seu professor segurou em sua nuca e lhe deu um beijo totalmente inesperado, se beijaram por longos minutos, até o ar se ausentar. Mark se afastou um pouco envergonhado. -Boa noite.

-Boa noite — repetiu surpreso pela ação do mais velho. Saiu do carro e acenou para Miles que deu partida e foi embora.

O violinista estava totalmente confuso e apaixonado, sempre pensava em seu professor como sendo egocêntrico, frio e totalmente profissional, mas o que presenciou essa noite foi uma pessoa totalmente calma, conversativa e gentil. Com certeza sua imaginação formara uma personalidade diferente da real.

Mas o que aquelas atitudes vindas de si e principalmente as vindas de Miles significavam? Poderiam ser demonstrações de carinho que podiam se transformar em algo mais ou apenas um impulso meramente carnal.

Mark acreditava fielmente na primeira sugestão, pois achava que Miles era uma pessoa culta demais para se aproximar por pura diversão. Sua cabeça estava a mil, mas tentou esquecer de tudo e descansar, mesmo não tendo compromisso de um trabalho logo de manhã queria manter sua rotina.

Já o professor de arte estava disposto a se aproximar de seu estimado aluno, pois a partir daquela noite seus sentimentos pelo menor aumentaram a ponto de tomar iniciativa de um beijo, nunca em sua existência havia feito algo do gênero, sempre fora um homem acanhado e na sua. Seria Mark a pessoa que conseguira mudar isso?

Raios de sol atravessavam a janela do jovem violinista fazendo-o despertar de uma relaxante noite de sonhos. Fez sua rotina de higiene e alimentação matinal e decidiu começar a fazer seu currículo para mandar a empresas a procura de trabalho.

Estava concentrado digitando suas habilidades quando foi surpreendido pela campanhia.

Levantou-se e abriu a porta, dando de cara com Miles, que por sinal estava realmente lindo a visão do jovem aluno.

-Posso ajuda-lo em algo? -perguntou sorrindo.

-Na verdade vim te fazer uma proposta.

-Por favor, entre. -o mais novo deu espaço para Miles entrar que o fez. Acomodou-se no sofá e Mark sentou-se ao seu lado.

-Diga professor.

-Me chame de Miles, por favor.

-Ok. -sorriu envergonhado.

-Bem Marcus, hoje eu estive em uma reunião no teatro e deram a notícia de que estavam procurando um professor de violino para jovens, e eu estava pensando se gostaria de dar aulas. — aquilo tinha sido uma noticia mais do que maravilhosa para o jovem, seu corpo estava tão eufórico que em comemoração pulou em seu professor o dando um abraço desajeitado sussurrando várias vezes "obrigado". Estava realmente muito feliz e encantado com a proposta.

-Não foi nada -retribuiu ainda o abraçando. Se separaram e Marcus ainda sorria grande pela notícia.

-O que tenho que fazer para conseguir a vaga?

-Apenas seus documentos e sua carteira de trabalho.

-Nada de currículo ou apresentação de adimição? -Miles soltou uma risada divertida negando com a cabeça. O professor encarou o menor que ficou imóvel pelo contato visual, o maior se aproximou lentamente e pousou sua mão em seu rosto, deixou seu rosto bem próximo do outro.

-P-posso te beijar? -Miles não respondeu apenas cessou o espaço entre seus lábios, dando-lhe um beijo maravilhoso deixando-os rapidamente sem ar. Ambos estavam com seus sentimentos a mil. Miles sentou-se o mais próximo possível de Marcus a procura de contato. Separam-se minimamente ofegantes, o menor avançou no pescoço de seu professor o beijando, como resposta ouvia ofegos e vez ou outra gemidos que escapavam dos lábios do maior.

-hm, não acha que estamos indo muito rápido?

-Não -respondeu próximo ao seu ouvido. -Afinal te conheço a muito tempo.

-5 anos. -acrescentou o maior.

-É, cinco anos. -o menor deitou-se sobre o outro e o beijou novamente, só que dessa vez mais intenso.

Miles tomou a iniciativa e passou a acariciar as costas de seu aluno, por sua vez Mark já começara a sentir um incomodo em seu baixo ventre, tudo em aquele homem lhe parecia maravilhoso. Pararam de se beijar e o menor se atreveu a colocar suas mãos sob a blusa do outro. Não recebendo rejeição de seu ato, subiu suas mãos pelo abdômen do mais velho levando consigo a blusa que vestia aquele belo corpo. Retirou-a e a tacou em um canto qualquer, distribuiu vários beijos e mordidas pela pele alva de Miles deixando algumas marcas. Deu uma atenção especial a um dos seus mamilos, apenas ouvindo as reações que Miles às vezes emitia sem querer.

O desejo tomou conta de ambos os corpos.

Marcus voltou a beijar Miles com a mesma intensidade de antes, longos segundos até que se afastaram ofegantes.

-Vamos para o quarto. — sussurrou provocando o mais velho enquanto o guiava quarto a dentro.

O empurrou delicadamente em direção a cama, deitando-se sobre aquele maravilhoso corpo. Atreveu-se a abrir o zíper da calça do outro, e com rapidez retirou a mesma, observou a bela imagem que estava a sua frente, seu belo instrutor apenas com roupas íntimas.

Com certeza uma ótima visão.

Ia retirar a ultima peça que faltava para deslumbrar aquele corpo totalmente desnudo, quando recebeu um resmungo negativo.

-O que há?

— Você ainda esta vestido -falou baixo e calmo. O mais novo inclinou-se e respondeu provocadoramente em seu ouvido.

-Então tira elas pra mim. -não pensando duas vezes retirou com delicadeza peça por peça que cobria seu aluno até ele ficar totalmente livre delas.

-Você é realmente lindo -elogiou Miles. Marcus agradeceu com um beijo intenso e cheio de desejo. Cuidadosamente retirou a peça íntima de Miles e o penetrou sem preparação alguma. O quarto foi cheio por ofegos e gemidos cada vez que ambos se uniam mais e mais. O prazer de cada um estava aumentando a cada toque e movimento feito pelo outro.

Eles simplesmente se amaram naquela tarde.

Estavam suados e tentavam controlar e normalizar suas respirações e batimentos, não havia palavras a serem ditas e nenhum dos dois ousaria dizer algo que pudesse quebrar aquele contato que estavam tendo. O menor se aconchegou em Miles que o abraçou com cuidado e ternura.

-Adorei ter você.

-E eu adorei receber seus carinhos. Mark sorriu e selou seus lábios.

-x-

No dia seguinte a aquela tarde de prazeres, Miles convidou seu amado para ir a uma amostra de filmes antigos, o mais novo não recusou, já que adorava eventos como aquele. No meio da seção suas mãos se encontraram e entrelaçaram-se como um gesto de carinho.

Terminada a seção saíram para se conhecerem melhor, foram em uma praça perto dali. Sentaram em um banco e conversaram.

Miles descobriu mais sobre a família de Marcus e um pouco de curiosidades ao seu respeito assim como o menor descobrira que seu professor nutria um medo por palhaços e que desde sua juventude não ia a nenhum local que tinha como temática o circo.

A tarde terminou com um beijo, uma despedida e uma promessa de mais passeios como aquele.

-x-

Um ano se passou e Marcus estava amando seu trabalho como professor havia assumido um relacionamento sério com Miles e estavam pensando em morarem juntos depois do inverno.

A família de Mark ainda não haviam aceito o emprego do menor, mas o último citado não se importava mais, adorava o que fazia.

As sequências de eventos fizeram Miles e Marcus se unirem para um futuro incerto. A maturidade de ambos falou mais alto e fez com que eles tratassem os problemas corretamente sem se separarem ou receberem consequências ruins.

Notas finais
me digam o que acharam!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!