O Vilarejo
9 Festa de máscaras - parte 2
Capítulo 9
19 de maio-1452
**Sophie**
–Isso só vai doer... muito –Disse um homem alto, com uma cicatriz no rosto, segurando uma bowgun.
Assustada fui chegando para trás. Quando o homem estava prestes a me atacar, ele pegou fogo, então Jacob e Pietro apareceram.
–O que foi isso? –Perguntou Pietro.
–Não temos tempo para isso, precisamos sair daqui. –Disse Jacob.
–O que está acontecendo? –Perguntei assustada.
–Sophie, não temos muito tempo. –Disse Jacob chegando perto de mim.
–Não toque em mim. –Falei assustada.
–Já que não confia em mim, confie em Pietro. –Disse Jacob abatido.
Então Pietro segurou minha mão e nós voltamos para a torre. Quando chegamos, Jacob trancou as portas e as janelas desesperado.
–Eles sabem! –Disse Jacob para meu pai.
–Sophie, está tudo bem com você? -Perguntou Micael.
–Foi uma armadilha. –Disse Jacob.
–O que está acontecendo? –Gritei.
Micael olhou para Pietro.
–Eu acho melhor eu ir... –Disse Pietro.
–Fique, por favor. –Pedi.
–Eu prometo que volto amanhã. –Falou Pietro me dando um beijo na testa.
Pietro saiu.
–É uma longa história. –Disse Jacob.
–Sophie, você pode fazer coisas que muitas pessoas normais não conseguem. –Disse Micael.
–Você é uma bruxa. –Disse Jacob.
–Há muito tempo as bruxas(os) estão sendo caçadas(os) e a sua mãe era uma. –Disse Micael.
–O que? –falei surpresa.
–Ela foi assassinada... –Disse Jacob abatido.
–Achavam que você estava morta... mas quando fugiu da torre com Pietro, descobriram a verdade. –Disse Micael.
–A festa foi uma armadilha deles. –Disse Jacob.
–Eles sabiam que eu deixaria você sair, por haver máscaras. –Disse Micael.
Eu não estava acreditando... como puderam me esconder tantas coisas?
–Mais agora que sabe a verdade, Jacob irá treiná-la. –Disse Micael.
**Pietro**
Cheguei em casa não conseguindo acreditar no que aconteceu...Meu pai estava sentado comendo e me encarando.
–Disse para ficar longe dela! –Disse meu pai misterioso.
–Ela precisa de mim. –Falei.
–Você só irá se prejudicar. –Disse meu pai.
Apesar de tudo o que aconteceu, eu não iria deixá-la, pelo contrário, eu iria ajudá-la.
–É muito perigoso. –Disse meu pai.
Então eu fui para o meu quarto, tomei banho e deitei. Eu não parava de pensar em Sophie e em como ela estaria, eu sinto como se devesse protege-la, quando estou perto dela é como se eu e ela fossemos ligados, nunca senti isso por ninguém e eu tinha certeza de uma coisa, eu não deixaria que ninguém fizesse mal a ela.
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