O Viajante De Animes
56 Cap 16 Second Season
Notas iniciais
Xx---Serena---xX
??? – Deus? Quem é esse deus a quem vocês humanos vivem pedindo ajuda?
Eu abri meu olhos e me deparei com um homem de olhos tão vermelhos e dentes tão afiados que eu acabei dando alguns passos para trás. Ele usava uma roupa também vermelha e tinha uma voz de dar medo. Eu estava em um lugar totalmente branco.
Serena – Quem é você?
Ele riu, a risada dele indicava loucura. Ou alguém muito próximo dela...
??? – A pergunta aqui é quem é você.
Serena – Meu nome é Serena...
Ele cruzou os braços.
??? – Achei que fosse um sujeito chamado Willian que tivesse meu sangue.
Serena – Eu sou Willian... É bem complicado mesmo.
Ele riu de novo.
??? – A aparência não é importante. Me diga, você sabe quem eu sou?
Serena – Um... Vampiro?
??? – Essa não foi a pergunta.
Serena – Não.
??? – É melhor assim. Me diga, por que ainda insiste em não usar meus poderes? Você é algum idiota?
Eu fechei a cara, ele com certeza não sabia com quem estava falando.
Serena – Eu já uso meus poderes.
??? – Tsc... Você é um vampiro como eu e nem consegue usar todos os seus poderes. Que decepção.
Ele fez que ia embora e saiu andando, eu não sabia se deveria chama-lo de volta mas ele parou de andar.
??? – Quando chegar a hora você vai saber o que fazer. Me diga, você sabe o que significa tomar o sangue de alguém?
Eu fiquei em silencio.
??? – Significa tomar toda a vida de uma pessoa para você... Que vampiro mais burro você é.
Xxxx
“Mas o que será que foi esse sonho?”
Pensei enquanto me arrumava. Tinha sido um sonho bem diferente. Eu estava me arrumando pois afinal a gente ter que ir bonita para uma guerra
“Se bem que eu já tive sonhos estranhos antes..”
Pensei enquanto colocava minha saia. Depois que me arrumei completamente eu sai de minha tenda e fui ver os “cães”. Ao chegar na tenda de comando, vi Esdeath sentada novamente na mesma cadeira, ela parecia feliz, mas ainda sim meio impaciente.
Serena – Bom dia.
Esdeath – Bom dia. Onde está sua serva?
Eu me sentei em outra cadeira.
Serena – Dormindo, como ela bem merece. Como estamos?
Ela cruzou os braços, coisa que fez os seios dela parecerem bem maiores. Aquilo me fez sorrir.
Esdeath – Estamos prontos para atacar, mas esse capitão está com medo pelo simples fato de não termos tropas o suficiente. Ele certamente nunca ouviu falar de mim.
Serena – Só por isso? Tsc...
Eu fiquei olhando para a Esdeath, ela ficaria muito bonitinha vestida de empregada. Foi quando uma ideia me passou pela cabeça e eu olhei em volta. Não havia mais ninguém por ali...
“Será que devo morder ela agora?! Essa oportunidade pode ser a melhor que eu tenho...”
Esdeath – Você está me olhando com um olhar muito indecente. Quer morrer?!
Eu tive de rir da cara dela.
Serena – Oh! Desculpa ai se te olhei de modo indecente!
Falei dando uma risadinha.
Um soldado entrou correndo na nossa tenda.
Soldado – Esdeath Shogun! A batalha vai começar!
Juntas nós fomos para a frente de batalha, eu deixaria Reynalle dormindo mesmo. Ela já tinha feito o bastante.
Assim que já estávamos de frente aos muros da cidade, atrás de mim estava o exército imperial e na frente o exército do norte onde Numa Seika, apareceu com uma lança em mãos. Ele ficou berrando algumas coisas que nem fiz questão de prestar atenção, ele iria morrer e não fazia a menor diferença para mim, o que alias me deu uma ideia.
“Vou matar ele aqui e agora! Assim Esdeath vai ter no que pensar...”
Pensei com um sorriso no rosto, já ativando o meu Mangekyou Sharingan.
Numa Seika – Não temos medo do império! Muito menos do que isso! Nós...
Eu fechei meu olho direito, senti algo quente descendo dele.
“Amaterasu...”
O tão poderoso herói do norte morreu agonizando ao ser atingindo pelas chamas negras, e no mínimo mais doze soldados foram com ele para o além, ao tentarem ajudar seu líder, agora morto. Aquilo me deu um acesso de risinhos.
Esdeath olhou para o lado e me viu com o olho sangrando, assim como muitos oficiais.
Esdeath – Foi você?!
Eu suspirei fazendo meu Sharingan voltar ao primeiro nível.
Serena – E se foi?
Perguntei alegre.
Esdeath – Ataquem! Não deixem nenhum vivo!
“ E lá vamos nós! Acho que é aqui que a gente ativa o modo Madara...”
Pensei antes de sair correndo em direção a cidade. Eu escalei o muro simplesmente colocando chakra nos meus pés, coisa que deixou muitos soldados impressionados. No alto do muro tinham vários atiradores, que começaram a gritar assim que me viram.
Eles já estavam mirando em mim, porém mais rápido do que eles, eu me aproximei por tras de um deles e o peguei de escudo. Ele ficou gritando.
Serena – Cala a boca!
Um tiro passou do meu lado e vi um dos atiradores com a mão tremendo, contando com aquele deveria ter uns 26 por ali.
“Armas de fogo... Melhor dar um jeito nisso.”
Serena – Zuun Haal Viik!
Minha expressão foi de pura alegria ao ver as armas deles voando muro abaixo. Eu olhei para o refém que eu tinha pego. Me foquei no modo vampiro e mordi com força o pescoço do sujeito, tomando o sangue dele para mim.
“Delicia... Parece que hoje vou ter uma refeição digna de um lorde.”
Pensei olhando os outros soldados inimigos se aproximando com espadas...
...
...
...
Sangue. Muito sangue. Eu já não fazia mais ideia de quantas pessoas eu tinha tomado o sangue. Eu me sentia tonta, mas satisfeita. Quase três horas de batalha intensa dentro da cidade, três horas em que suguei no mínimo umas 100 pessoas. Fiquei pesando nisso enquanto caminhava pela cidade agora destruída em inúmeros lugares. Muitas casas pegavam fogo, o que restou dos soldados inimigos se rendeu e esperava pela morte.
E lá estava Esdeath em seu nada humilde trono de gelo no meio da praça, ela havia me convocado do nada.
“Acha que sou um cachorro pra ser chamada assim do nada. Ela ainda me paga”
Os soldados abriram espaço para eu passar e notei vários corpos perto dos pés de Esdeath, havia muito sangue escorrendo deles, que desperdício.
Esdeath – Shogun Uchiha. Quem diria você está viva.
Serena – Eu já ia te fazer essa mesma pergunta. Sabe? Esse trono não te vai bem. Uma coleira seria melhor.
“Opa!”
Eu nem sei o porque de ter falado aquilo, mas simplesmente saiu. A expressão de raiva dela foi menor do que eu pensava, mas vi a mão dela apertar o braço do trono com força. No chão eu notei uma coisa interessante. O sangue havia se feito uma poça e ela parecia se mexer...
Esdeath – Você com certeza foi muito útil hoje Shogun Uchiha...
Palavras? O sangue estava se amontoando em palavras.
Esdeath – Mas sabe? Eu poderia ter facilmente dado conta disso e foi o que eu fiz enquanto você se divertia por ai.
“Eu... Eu... Sou... O... Pássaro de Hermes... Eu... Devoro minhas... Próprias asas... Para me domar...”
Aquela frase significava algo porem eu não sabia o que.
Esdeath – Você nem está prestando atenção ao que eu estou dizendo...
Serena – Eu sou o pássaro de Hermes... Eu devoro minhas próprias asas... Para me domar.
Sussurrei baixinho... algo tinha acontecido comigo. Eu não sabia exatamente o que, mas algo tinha acontecido.
Esdeath – Sua utilidade ao império acaba aqui Shogun Uchiha.
Eu olhei para frente confusa. Algo estava errado com meu corpo, eu me sentia diferente... Eu vi Esdeath estalar os dedos...
Tiros. Muitos tiros. Eu caiu no chão... Mas não sentia dor. Eu apenas estava sangrando.
“Mas o que...”
Esdeath – Sua puta. Bem! Terminamos por aqui. Vamos matar a serva dela agora.
Minha mente estava muito confusa... Tinha algo novo em mim. Eu me levantei do chão, atrás de mim escutei gritos de soldados e me virei. Esdeath me encarava.
Serena – Eu sou o pássaro de Hermes, eu devoro minhas próprias asas, para assim me domar.
(Musica)
Eu dei um grito para o céu. Meu vampirismo estava diferente! Eu podia sentir poder correndo em mim agora. Em meu braço a minha Sacred Gear surgiu.
Alduin – Overboost!
Minha armadura negra surgiu em min, mas não cobriu minha cabeça. Na minha cintura minha espada de oficial ainda estava lá. Ao meu redor eu via morcegos voando? Eles estavam me protegendo? Eu ainda não estava pensando muito bem... O extasse do vampirismo ainda cobria minha mente...
Esdeath – O que estão olhando?! Atirem! Matem ela!
Eu olhei para Esdeath, ao menos aquilo eu entendia. Ela tinha um olhar de assustada... A maior general de todo o império, assustada?
Serena – Você tentou me matar.
Eu fui andando até ela, mesmo com tiros me acertado. Aquilo já estava incomodando. Eu olhei para os soldados. Ali deveria ter ao menos uns cem.
Serena – Você tem seu exército não é mesmo? Eu também tenho o meu. Mas acho que não vou precisar usa-lo contra você.
E eu avancei na direção de um soldado, ele bem que tentou desviar mas eu enfiei minha mão em seu peito forte o bastante para arrancar seu coração fora. Eu pulei para outro soldado e nesse eu enfiei meus dedos em seu rosto e o arranquei, deixando o cérebro para fora pendurado enquanto tomava o sangue que escorria. Assim que larguei o sujeito eu olhei para o lado, eu já havia sentido a presença dela no telhado de uma casa.
Serena – Minha serva Reynalle! Me escute e obedeça! Quero que se delicie nesse baquete junto comigo... No entanto deixe a mulher. Ela me pertence.
Eu vi o olhar de Reynalle mudando subitamente.
Reynalle – Yes my lady...
Uma estaca de gelo se fincou em minha cabeça naquele exato momento enquanto eu voltava minha atenção ao exército a minha frente. Eu ri. Eu tinha de rir dessa tentativa inútil de me matar.
Eu olhei para Esdeath novamente enquanto minha cabeça se regenerava em uma velocidade absurda. Em algum lugar um soldado gritou. A estaca de gelo caiu no chão com um baque.
Serena – Deixe-me devolver o favor.
Com um grito selvagem eu avancei na direção dela, ela pulou para trás, mas não a tempo de evitar que eu a pegasse pelo braço. Eu olhei para o braço esquerdo dela e com um puxão selvagem eu o arranquei do corpo dela, que gritou .
Esdeath – NÃO FIQUEM OLHANDO! FAÇAM ALGO!
Soldado – Contra esse monstro?!
Eu fui para minha esquerda a onde um soldado estava distraído e enfiei minhas mão no peito dele e o abri ao meio com pura força. Eu avancei para outro e arranquei seu pescoço fora com minhas mãos, em minhas mãos apareceu meu chicote de sangue, que eu girei em volta de min mesma, não pude contar quantos soldados foram cortados do tronco para baixo... porém... Eu ainda não tinha acabado.
Eu olhei para cima, o céu havia ficado negro, mas percebi que se tratava apenas de um numero muito grande de morcegos. Ao olhar em volta eu vi algo muito interessante, ao lado do trono de gelo estava um caixão preto. Eu fui andando até ele e vi que tinha algo nele, um bilhete preso.
Você vai precisar de um.
Só isso. Ao abrir o caixão eu entendi finalmente para que o mesmo servia.
Serena – Venha meu exercito. Sua senhora o chama...
Eu tinha certeza que aquilo deveria ter deixado os soldados com muito medo afinal, vi muitos com as pernas bambas. Um soldado acabou caindo no chão e largando sua arma.
Eu não tinha certeza do que aconteceu depois... Mas de dentro do caixão eu vi muitas pessoas saindo... Elas pareciam mortas... Mas ao mesmo tempo não. Reconheci muitas daquelas pessoas. Elas carregavam lanças negras... Esdeath me olhava com ódio estampado no rosto, ela veio correndo em minha direção com um grito de guerra selvagem e de espada em sua única mão.
Eu ri daquilo e esperei seu ataque... Quando ela estava a alguns metros de mim apenas eu senti algo estranho em meu corpo. Eu não soube exatamente como havia feito aquilo, mas meu corpo havia se desfeito em vários morcegos, e eu havia aparecido nas costas dela. Eu saquei minha espada da cintura, ela se virou para mim com uma cara de surpresa.
Esdeath – Você é apenas um monstro agora!
Eu e ela nos encontramos pelas espadas, eu não tinha nenhuma intenção de usar meu Sharingan ali. Notei no rosto dela um sorriso assassino, bem diferente de alguns minutos atrás. Ela colocou sua mão no chão. Uma arena de gelo nos envolveu, eu dei uma risada.
Serena – Você acha que pode me derrotar?
Esdeath – Não só posso como vou.
Uma estaca de gelo apareceu fincada em meu peito, e ao olhar para trás eu vi que ela havia saído da parede de gelo. Ela aproveitou isso para tentar cortar minha cabeça, mas eu em inclinei para trás e agarrei a espada dela com a mão. Eu andei para frente, saindo da estaca de gelo e tirando a espada das mãos dela. Eu a joguei para trás, mas ela não se incomodou e criou outra espada de gelo. Ela deu um chute em pleno ar na minha direção, o que eu não entendi, mas ao olhar para o chão eu vi uma trilha de gelo acompanhando o movimento dela. Eu simplesmente andei para o lado e continuei indo na direção dela.
Esdeath – Tsc... Sua regeneração é muito incomoda... Mas e se eu te cortar toda?! Será que ainda consegue se regenerar?
Minha espada passou muito perto da cabeça dela, mas Esdeath se abaixou e pegou em meu braço direito. Ela havia congelado meu braço, que eu não sentia mais, a minha espada caiu no chão com um som metálico. Eu tentei recuar, mas com um chute dela meu braço se quebrou em milhares de pedaços. Eu olhei para onde deveria estar meu braço. Com um certo esforço eu vi meu braço regenerando, parte por parte, desde os ossos até a musculatura. Esdeath também olhava aquilo preocupada, e logo meu braço estava novo. Eu o testei abrindo e fechando minha mão e peguei minha espada do chão, e reparei que Esdeath ja tinha recuperado sua propria espada.
Serena – Tenho que admitir que isso doeu, mas só um pouco.
Esdeath apontou a espada para mim e novamente veio para o ataque. A espada dela passou a centímetros de meu rosto, com essa abertura eu dei um soco em cheio no estomago dela. Ela foi vários metros para trás devido ao impacto, e ao se recuperar, cuspiu um pouco de sangue. Em pleno ar em volta dela, espinhos de gelo surgiram e ela os lançou em minha direção. O que eu não desviava eu simplesmente destruía com a espada. Quando eu destruí o ultimo deles eu vi ela praticamente na minha frente de espada erguida. Eu inspirei...
Serena – Yol Toor Shul!
Ela realmente não espera aquilo. Eu vi o outro braço dela completamente queimado, ou achava que estava, pois ele estava coberto com o que parecia ser uma proteção de gelo. Ela sorriu para mim.
Esdeath – Fogo? Esse tipo de coisa não funciona contra mim... Eu ja sabia que você estava preparando algo...
Serena – Fus Ro Dah!
Ela foi literalmente jogada para a parede de gelo que ela própria havia criado. Eu me direcionei para o céu.
Serena – Strum Bah Qo!
Um raio caiu bem em cima da parede de gelo, quebrando-a em varias partes e pude ver que o exército dela agora jazia dizimado e empalado em varias lanças. O chidori negro surgiu em minha mão.
Serena – Talvez não fogo... Mas e quanto a eletricidade?
Desta vez o que surgiu no céu foi um dragão da cor de meu chidori. Negro e somado ao fato de que os morcegos estavam bloqueando a luz do sol, aquilo criava um clima macabro ao lugar. Esdeath olhava fixamente para o dragão negro no céu. Ela deu uma risada.
Esdeath – VENHA!
Eu abaixei meu braço.
Serena – Kirin!
Esdeath – Makahadoma...
Xx--- Esdeath---xX
“A vitória é minha...”
Lá estava aquela monstruosidade a minha mercê. Ela estava com o braço levantado e o dragão negro ainda me encarando. Serena ainda tinha o olhar vermelho como sangue, eu tinha de admitir, ela era incrível. Ninguém nunca havia me forçado a ir tão longe assim e eu sentia que ela estava brincando comigo.
Serena – Kirin!
Gritou ela abaixando o braço. O dragão negro voltou ao céu. Era agora ou nunca.
Esdeath – Makahadoma...
E o tempo parou. Eu não consegui conter uma gargalhada enquanto caminhava na direção dela de espada em mão.
“Eu não sou a fraca por aqui... Vou provar isso ao matar ela...”
Eu estava de frente para a Serena. Eu estava prestes a enfiar minha espada nela quando notei um pequena coisa, a boca da Serena se mexia.
“Droga!”
Eu enfiei minha espada em seu coração, se isso não fosse o suficiente eu iria arrancar sua cabeça.
“ALGO TEM QUE FUCNIONAR CONTRA ELA!”
Eu tentei notar o que ela estava falando naquele momento... Era provavelmente mais uma daquelas magias estranhas. Eu tinha que mata-la e logo... Porem eu não conseguia?
“O que... Houve?!”
Serena – Tid... Klo... Ul...
Era eu que estava mais lenta? O que tinha acontecido? Eu olhei para Serena que agora se movia normalmente, mas o tempo continuava parado. Ela tinha um sorriso.
Serena – Você não é a única que pode controlar o tempo ao seu redor. Acredite ou não eu já esperava essa sua... habilidade incomum.
Ela caminhou até mim e me deu um chute no estomago. Eu senti alguns órgãos se rompendo com aquele chute... Ou isso, ou apenas tinha doido demais...
Enquanto eu caia no chão eu notei o tempo voltando a sua normalidade, e ao cair no chão eu vi um clarão e um grande raio negro descendo do céu.
“Não pode ser... Vou morrer assim?”
E tudo se apagou...
...
...
...
Xx--- Serena---xX
Reynalle – SERENA!
Reynalle me sacudia, ela parecia preocupada. Eu me peguei sentada em um trono de gelo. E ao olhar para o lado eu vi Esdeath. Ela estava desmaiada no chão em um canto, percebi que nela faltava um braço. O esquerdo, e que ela parecia extremamente deblilitada.
“Mas o que...”
Eu olhei em volta, onde eu estava? O que tinha acontecido por ali?
Tudo que eu estava olhando eram centenas de corpos empalados em lanças negras. Todos sem exceção eram soldados do império... O chão estava abarrotado de sangue. Alguns corpos ainda pingavam. E eu estava usando a minha balance breaker? A minha armadura?
Serena – Mas o que... aconteceu por aqui?
Reynalle me olhou assustada.
Reynalle – Você não se lembra?
Serena – Lembrar? Do que...
As lembranças apareceram na minha memoria como um estalar de dedos. Eu, controlando um exercito de mortos. Minha cabeça doía e meu estomago estava embrulhado... Como quando a gente come demais... Eu olhei Esdeath no canto, algo tinha que ser feito.
Eu me levantei do trono e fui na direção dela andando e me agachei perto dela.
Serena – Você tentou me matar.
Eu olhei em volta, eu finalmente havia notado aquela ENORME cratera no chão e vários pedaços de gelo. Eu me repreendi pela minha falta de atenção.
Ela se engasgou enquanto eu apertei o pescoço dela. Eu tinha que fazer isso rápido, ela parecia bem pálida. Ela acordou tonta e ficou me olhando.
“Deve ter perdido muito sangue.”
Eu ativei meu vampirismo e mordi violentamente o pescoço dela, eu não queria ser nem um pouco clemente com ela.
Ela caiu no chão gritando coisas incompreensíveis. Reynalle veio ao meu lado.
Reynalle – Mas o que foi isso tudo my lady?
Serena – Não tenho certeza... Mas acho que esses são os poderes de um vampiro de verdade.
Ela ajeitou seus óculos.
Reynalle – Você me deixou dormindo...
Eu olhei subitamente para ela a tempo de ver o rosto dela vermelho. Eu dei um sorriso.
Serena – Claro, imagine se você se ferisse por causa de cansaço? Eu não me perdoaria.
Ela deu um sorriso. O rosto dela ficou vermelho de novo.
Reynalle – My lady...
Serena – O que?
Reynalle – Se você ficar me olhando assim ficarei gravida...
Minha única reação quanto àquelas palavras foi dar uma gargalhada. Ela realmente parecia envergonhada. Eu fiquei encarando ela por um tempo.
Serena – Sabe? Acho que você ficaria muito mais sexy em uma roupa de empregada!
Ela olhou para a própria roupa.
Reynalle – Mesmo? Vou providenciar uma. Talvez a Mika tenha mais uma guardada.
Esdeath – Mas... O que... Aconteceu comigo? Estou viva por que?
Eu olhei para baixo e vi a Esdeath, ela tinha um olhar vermelho como sangue e uma cara de confusa. Eu dei um sorriso para ela.
Serena – Bem vinda, Esdeath. Você agora é minha serva e uma vampira.
Ela se levantou com dificuldade, ela parecia bem fraca. Eu fui até ela e peguei o braço dela e o coloquei em volta do meu pescoço.
Serena – Vamos, temos que voltar a capital. Tem apenas mais uma pessoa por aqui que eu gostaria de recrutar... Talvez duas...
Esdeath – Mas e agora?...
Perguntou ela desanimada, eu comecei a caminhar com Reynalle andando ao meu lado. Eu dei um largo sorriso para Esdeath.
Serena – O que você acha?
Xx --- Rina ---xX
Yume – Rina!
Eu desviei bem a tempo daquela espada. Um cortezinho e já era. E essa Akame era realmente muito rápida. Eu pulei para trás, mas não a tempo de evitar que ela cortasse um pouco do meu cabelo com a espada, algo que me deixou extremamente nervosa. Eu fui para o lado da Yume.
Rina – Mas que merda! Ela cortou meu cabelo perfeito!
Yume – Se a gente sair vivas dessa eu te pago um tratamento completo no salão de konoha.
Rina – Agora gostei!
Eu vi Yume desaparecendo do meu lado, a Akame ficou apreensiva e olhou para a esquerda, justo de onde Yume vinha com uma kunai na sua mão. As duas se encontraram em som de metal, Yume era rápida, muito rápida mesmo, mas Akame parecia ter mais noção de batalhas. Eu vi Akame distraída no confronto e peguei a kunai especial de Yume, se eu estivesse certa Yume poderia se teleportar para a kunai. Eu a joguei na direção de Akame, mas Tatsumi interveio.
Tatsumi – Akame atrás de você!
Akame se abaixou bem a tempo e a kunai passou por cima de sua cabeça. Foi por um segundo, mas nesse segundo eu vi Yume sumindo da frente da Akame e indo para cima dela, na mão dela havia um rasengan pronto que atingiu em cheio as costas da Akame.
“Bingo!”
Akame caiu no chão com um grito e ao redor dela o chão se quebrou devido à força do jutsu. Yume se afastou de Akame para ver o que se seguiria. Tatsumi foi até Akame chorando.
Tatsumi – Akame!
Akame – Daijobu Tatsumi... Temos que recuar... Agora!
E apoiada ao garoto, Akame sumiu entre os telhados. Tatsumi estava tendo certa dificuldade em carrega-la. Eu olhei para Yume.
Rina – Devemos ir atrás deles?
Yume tinha um sorriso no rosto.
Yume – Não... não precisa... Afinal eu já marquei ela com o hiraishin. Podemos acha-los quando quisermos.
Eu assoviei, ela realmente tinha mudado.
Rina – De volta para o palácio?
Ela concordou com a cabeça.
Xxxxx
Assim que entrei no meu quarto notei que a garotinha não estava mais lá, eu cheguei mais perto da cama e vi que havia um bilhete.
Arigatou one-san... Você me ajudou muito.
Eu deixei o bilhete ali mesmo e suspirei. Eu não tinha nenhuma intenção de deixá-la ficar mesmo. Isso apenas poupou o trabalho de se despedir dela. A porta do meu quarto de abriu e Yuno entrou no quarto, ela usava sua roupa de colegial.
Yuno – Rina-san! Você saiu?
Eu gostava da Yuno, ao menos ela não tentava me agarrar como aquela pervertida da Reynalle...
Rina – Sim! Alguma noticia da Serena?
Ela ficou meio estranha.
Yuno – Bom... Quanto a isso... Ela e Reynalle-san estão bem... Eu acho. Não nos deram muitos detalhes, mas acho que elas já estão voltando.
Rina – Me diga... Você escutou aquilo?...
Ela se sentou na minha cama com um suspiro.
Yuno – Ta falando daquelas palavras loucas e daquele sentimento de que o mundo ia acabar? Sim eu senti.
Eu deu um risada. Foi quando eu senti um cheiro estranho e percebi que eu ainda não tinha tomado banho.
Rina – Ah... preciso de um banho!
Yuno pareceu ter ficado animada.
Yuno – Se importa de dividir seu banho comigo?
Eu fiquei meio apreensiva... Mas pensei melhor. Talvez ela não quisesse dizer nada com aquilo.
Rina – Ah, por mim tudo bem!
Yuno – Ótimo. Vou a meu quarto pegar algumas roupas e uma toalha.
Xxxx
Yuno – Ah! Que bom!
Falou ela se encolhendo na banheira. Eu fiz a mesma coisa com um suspiro. Depois de lutar contra uma garota que pode te matar com um arranhão, um banho quente era bom. Eu fechei os olhos para aproveitar o momento...
Yuno – Fico preocupada com a Serena... Ela geralmente adora uma confusão.
Eu concordei com a cabeça. Para puxar assunto com ela eu resolvi perguntar algumas coisas.
Rina – Ei... Yuno. Como era a sua vida antes de... Você sabe. Da Serena... Tudo bem, eu já sei algumas partes mas eu queria escutar de você.
Eu abri meus olhos e fiquei esperando a resposta dela... Yuno se encolheu mais um pouco na banheira antes de responder.
Yuno – Bom... Eu morava em Sakuragi... Com meus pais...
E ela me contou como conheceu Yukiteru, um garoto que ela ficou seguindo durante um ano todo.
Yuno – Mas sabe... Prefiro não falar muito sobre isso.
Rina – Oh nossa, desculpe então...
E novamente a banheira ficou em silencio. Apenas o barulho da agua se mexendo ocasionalmente.
Yuno – Rina-san, você também se incomoda com o fato de... você sabe... ficar muito sozinha de vez em quando?
Eu olhei para Yuno, ela parecia meio envergonhada ao perguntar aquilo. Eu fiquei meio sem jeito ao pensar em fazer... aquelas coisas... sozinha.
Rina – G-geralmente não... Mas tenho que admitir... A Serena tem andado muito ocupada ultimamente... Mas acho que faz parte...
Yuno – Não? Mesmo?
Perguntou Yuno, que agora tinha um olhar meio indecente. Ela riu e fechou os olhos.
Yuno – Sabe, de vez em quando acho que a Serena não consegue dar conta de todas nós...
Rina – Tsc... Claro. Tem muita concorrência...
Yuno deu uma gargalhada.
Yuno – Aposto que eu estou no meio dela não é?
Eu dei uma risadinha.
Rina – Com certeza! Mas fazer o que... Vocês sempre ganham...
Yuno me olhou confusa.
Yuno – Como assim?
Eu apontei para os seios dela que flutuavam lindamente na agua. Yuno se apressou em tampar eles com a mão.
Yuno – Rina-san! Você não deveria se incomodar com isso... Você também tem...
Ela simplesmente não conseguiu terminar a frase.
Yuno – Bom... Etoo... Aposto que eles são muito... macios.
Rina – NANI?
Yuno – É! Quer ver?
Ela literalmente pulou em cima de min, espirando agua para todos os lados e agarrou meus seios com as mãos. Eu dei um gritinho apavorada.
“Ah não de novo!”
Rina – Para com isso!
Yuno – Bobagem, eles são muito bons de apertar. Será que você é sensível aqui?
Ela apertou mais forte a parte sensível deles o que me rendeu um gritinho pois tinha doido um pouco.
Rina – Já chega Yuno! Para com isso!
Eu tentei afastar ela, mas ela se agarrou com firmeza em mim. Ela apertou eles de novo, mas de um modo mais prazeroso... Prazeroso? Eu deixei sair um gemido.
Yuno – Você também está gostando né? Aposto que com isso a gente não se sente mais sozinha...
“Ah... Que droga... É bom... Mas por que de TANTAS garotas nesse palácio elas escolhem logo eu?!”
Uma mão da Yuno foi descendo pelas minhas costas e parou nas minhas nadegas... Ela ficou apertando um pouco... Meu corpo começou a ficar um pouco mais quente...
“Isso é bom... Acho que não vai fazer mal aproveitar um pouco...”
Com minha mão livre eu peguei em um dos seios da Yuno. Que inveja, eles não eram tão grandes, mas se comparados com os meus eram mil vezes maiores. Eu o apertei de um jeito bem gentil e fiquei brincando com ele enquanto Yuno apoiou sua cabeça no meu ombro e eu conseguia escutar a respiração acelerada dela. Com a minha outra mão eu desci pelas costas dela até parar em suas nadegas, eu apertei elas um pouco e desci mais um pouco a minha mão até chegar em sua parte mais sensível. Yuno tirou sua cabeça do meu ombro e ficou me olhando enquanto fazia a mesma coisa comigo. Eu senti os dedos dela dentro de mim, e fiz a mesma coisa com ela. Ela gemia lindamente na minha frente, meu corpo se contorcia com os dedos dela em mim. Ela deu um sorriso, o rosto dela estava muito vermelho.
Yuno – Está gostando?...
Eu não respondi mas coloquei outro dedo dentro dela, o que rendeu um belo gemido da parte dela. Ela se aproximou o meu rosto e me beijou, coisa que eu adorei fazer enquanto os dedos dela brincavam comigo. A língua dela na minha boca tinha um gosto de êxtase puro...
Eu me perdi em tempos... Eu não fazia ideia do tempo em que ficamos na banheira, mas havia sido o bastante para fazermos por pelo menos três vezes. Quando saímos dela para nos secar ela ficou me olhando e dando sorrisinhos. Não que eu não tenha gostado, mas fazer aquilo com outra garota não era o mesmo que fazer com... a Serena...
Yuno – Que cara é essa Rina? Não gostou?
Rina – Não!... Digo, sim! Mas é que... Sabe...
Ela vestiu algumas roupas e eu me apressei em fazer o mesmo.
Yuno – Você preferiria a Serena não é mesmo?
Perguntou ela com um sorriso. Eu concordei com a cabeça...
Xx---Serena—xX
Eu olhei Esdeath dormindo ali perto da fogueira. Ela parecia realmente bem diferente, estávamos acampados a vários quilômetros da cidade imperial. Reynalle estava sentada ao meu lado, mais precisamente encostada em mim. A lua estava alta no céu.
Reynalle – O que vamos fazer com ela agora? Ou melhor... O que nós vamos fazer agora?
Perguntou Reynalle se aconchegando mais perto de mim.
Serena – Bom... Esdeath já é nossa.
“Embora eu preferia que ela tivesse se apaixonado por mim ao invés de chegar ao ponto de morde-la...”
E eu pensei em mais algumas coisas...
Serena – E eu tenho negado isso por um tempo... O que faz de mim um péssimo mentor...
Reynalle – Do que você está falando?
Eu fiquei olhando para as chamas crepitantes da fogueira.
Serena – Chega de servir ao império. Vamos dar um basta na situação desse país... Os Assassinos vão nascer por aqui. Acho que negar isso por aqui foi umas das coisas que me arrependo... Eu deveria ter escolhido o lado certo.
Reynalle ficou em silencio por um tempo. Ela mexeu um pouco antes de responder.
Reynalle – Bom... Como sua serva, eu sempre devo obedecer suas ordens, mesmo que seja para matar milhões de pessoas inocentes. Mas... Com tudo o que você me ensinou sobre o que é ser uma Assassina... Se fosse para mim pensar como uma Assassina, você agiu como as justas pessoas que tentamos derrotar. Você agiu errado... Mentora.
Eu fiquei em silencio, jamais imaginei receber um sermão de uma pessoa como ela, o que me deu um gosto ruim na boca... O de que não fui inteligente o bastante para notar isso.
Reynalle – Sem contar que você usou mal o credo. Nada é verdade... Isso não significa que você não DEVA fazer o que é certo. E tudo é permitido, não significa que você deva fazer o que quiser. Você me ensinou isso...
Ela desencostou de mim e ficou de frente para mim. Ela mostrou seu pulso e puxou a manga de seu fraque, revelando sua Lamina.
Reynalle – Se eu fosse levar a serio tudo o que você me ensinou eu diria que você descumpriu ao menos uns dois dogmas. Mantenha sua lamina longe de pessoas inocentes. Você fez justamente o contrario.
Eu franzi a testa e comecei a ficar nervoso com aquilo.
Serena – Está me repreendendo?!
Ela continuou com o olhar serio que estava.
Reynalle – Sim. Pois olhe em si mesmo e você vai ver que eu estou certa. Você mesma não me disse que estar no Credo era um constante aprendizado?...
Era claro que ela estava certa e eu sabia disso. Eu parei para pensar naquilo com um sorriso.
Reynalle – Se Altair Ibn Lahad estivesse aqui o que ele diria?
Eu dei uma risada.
Serena – Na época dele? Nada. Ele simplesmente me mataria por ter quebrado os dogmas dos Assassinos.
Reynalle – Isso mesmo. Morte... Mas como sua serva acho que não estou em posição de dizer isso.
Falou ela dando um breve sorriso para mim, eu gostava nisso nela, ela era atrevida ao ponto de fazer esses insultos.
Serena – Você realmente está certa. Eu teria sido sentenciado a morte... E ainda me chamo de Assassina. Sabe Reynalle? Tenho orgulho de você.
Ela ficou com o rosto vermelho e ajeitou os óculos.
Reynalle – Arigatou...
Eu me deitei no chão com um sorriso.
Serena – Quando voltarmos a capital vou pedir desculpas a todos. Eu não deveria ter seguido esse caminho.
Reynalle se deitou em meu peito. Ela ronronou, algo que achei muito fofo.
Reynalle – E o que mais?
Eu levantei meu braço e destravei a minha lamina, ela brilhou a luz da fogueira.
Serena – Révoltion...
Fale com o autor