Notas iniciais
desculpem qualquer erro

Já virou até clichê se auto intitular antissocial, mas a verdade é que eu era. Tinha certos problemas, por motivos que ainda vou explicar eu tinha o que chamam de afefobia. O toque de qualquer um que não fosse da minha mãe, meu pai ou minha melhor amiga causava em mim: ânsia, desespero e medo. Ninguém além de mim mesmo sabia disso, e sabia que ninguém poderia saber, então tentei me acostumar com o contato humano. Consegui depois de muito esforço minimizar os sintomas para pequenos toques, poderia assim: apertar a mão de uma pessoa, receber uma mão em meu ombro, um toque acidental na rua, porém, estava longe de poder viver normalmente.

Havia também certas condições para que minha fobia fosse “ativada”. A primeira e mais óbvia era eu ser tocado por alguém, a segundo é que eu deveria conseguir ver os olhos dessa alguém quando se aproxima-se para fazer o contato e pôr fim a terceira, o mesmo alguém não ter pedido permissão.

Então quando ela realizou o contato visual comigo e estendeu a mão, senti todo o conforto de estar em sua presença desmoronar como um castelo de areia, afinal ela era como qualquer um, incapaz de sentir meu medo, foi ai que mais uma coisa desmoronou minha confiança em conseguir realizar aquele comprimento. Sei o que qualquer um que leia isso vai pensar, é sou um aperto de mãos, bom... era exatamente o que dizia a mim mesmo, por sorte o professor acabara de chegar e tinha pedidos para todos se sentarem e que começassem as apresentações. Obedeci ele sem realizar antes o aperto de mãos.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.