O Verdadeiro Romance Entre Nós
49 Capítulo 49 - Mudanças.
Notas iniciais
POV America
Grávida. De novo. Eu necessito ter uma séria conversa com Maxon. Quatro filhos? Eu achava impossível. Meus pais tiveram sorte de todos sermos tranquilos, mas só por meus filhos mais velhos era notável que todos puxavam o meu traço teimoso. Como em minha última gravidez, eu não sabia o sexo do bebê, queríamos saber apenas na hora do parto. Claro que como toda mulher com nove meses, eu estava enorme. Felizmente, eu aguardava apenas um, não gêmeos como em minha primeira vez. Sinceramente, nesse ponto eu e Maxon éramos completamente diferentes, ele queria família grande, e eu me contentaria com apenas um. Mas, como eu cuspi tanto para o alto que acabou caindo na testa, agora eu tenho quatro. Por conta da gravidez, a paz voltou um pouco a nossa família. Ethan não brigava com Katrina, Katrina estava bem com Maxon, Malcolm...bem, ele nunca fez nada. E espero que continue assim. Após o aniversário de nove anos dos gêmeos, seus traços ficaram mais evidentes para mim. Katrina sempre gostou de brincar com as câmeras de Maxon, mas só agora, que ela ganhara uma de presente do pai, ela tornara isso um hobby. Ethan descobriu que ama esgrima, ele se esforça muito em todos os treinos, exigindo o melhor de si cada vez mais. Porém, todos os meus filhos tinham algo em comum, amavam tocar instrumentos. Katrina toca piano a certo tempo, e ela é muito dedicada quando toca, suas músicas normalmente são extremamente calmas e relaxantes. Com o piano, ela também aprendera a tocar teclado, que ela acreditava ser muito mais simples que o piano. Ethan começou a tocar guitarra aos sete anos, ele achava incrível poder descarregar tudo o que sentia nos acordes metálicos do instrumento, sem falar que ele dizia que o som ajudava-o a se acalmar. Malcolm, apesar de muito jovem, já frequentava aulas de violino, ele gostava do som agudo que o instrumento produzia. Eu gostava de saber que minhas crianças gostavam das mesmas coisas que eu, apesar de todos sermos bem diferentes.
May estava feliz, casada com Ernest a certo tempo, eles viviam juntos em uma casa perto do palácio. Kenna e James se mudaram de Angeles, ela disse que não aguentava mais morar na cidade que tanto fez alegria ao nosso pai, então ela se mudou para Honduragua com James e Astra, que já estava com dez anos. Astra era tão linda quanto a mãe e tão alegre quanto o pai, como pouco nos víamos, ela adorava me visitar, mas agora isso perderia a frequência. Meus filhos pouco conheciam os primos pela família de Maxon, raramente Adele vinha nos visitar. Eu nunca mais tivera notícias de Kota, parece que ele se enfureceu após a abolição das castas, pois o objetivo de sua vida era juntar dinheiro suficiente para subir na escala das castas, e isso não era mais possível. Só o que eu desejava, era que ele estivesse bem e feliz.
Durante minha gravidez, Katrina insistia em dizer que ela também necessitava de esgrima. Ela queria aprender a como lutar.
– Não mesmo! – dizia Maxon todas as vezes. – Eu dama não deve lutar. – disse ele, e eu pigarreei.
– Mas por que você quer aprender a lutar, minha querida? – eu a perguntei.
– Para aprender a me defender, mamãe. – me respondeu ela, docemente. Maxon riu sem humor.
– É para isso que existem os guardas, minha querida. Você não deve se preocupar com nada, eles sempre estarão com você. – disse Maxon.
– Mas papai, Ethan tem o direito de aprender, e eu quero ser tão experiente quanto ele.
– E por falar isso, você está sendo muito machista, Maxon. – eu disse, de braços cruzados. – Damas também necessitam de autodefesa, e além disso, eu sei lutar.
– E desde quando você é uma dama? – sussurrou Maxon.
Eu o olhei indignada! Como ele ousava falar comigo daquela maneira? E ainda por cima em frente a nossa filha!
– Quer saber? Você fará esgrima juntamente com Ethan. – eu disse me virando para Katrina. – E se seu pai ousar lhe impedir ou proibir, eu mesma a ensinarei. – agora eu olhava para ele. – E creio que não queira sua linda esposinha grávida ensinando sua filha a lutar.
– Isso é jogo sujo. – disse ele, cautelosamente.
– E por falar nisso, eu preciso conversar com você filha. – eu disse, me virando a ela e depois voltando a falar com Maxon. – A sós. – ele ergueu as mãos a cima da cabeça, como em uma ato de inocência, e saiu do cômodo.
– Você está bem, mamãe? – me questionou Katrina, calmamente, notando que eu estava ofegante.
– Sim, apenas nervosa demais com as atitudes dos homens de minha vida. – eu disse e ambas rimos.
– Mas, o que você queria falar comigo? – perguntou ela, com curiosidade.
– Ah, sim. Bem, vamos sentar primeiro. – eu disse, a conduzindo até o par de poltronas no cômodo. – Você sabe que a mamãe logo terá o seu irmãozinho e terá que dar toda atenção a ele, certo?
– Mas é claro! Mamãe, eu já tive um irmão mais novo! – disse ela, rindo.
– Sim, mas além disso, eu acho que você já está crescida o suficiente para isso.
– Para o que mamãe?
– Para ter suas próprias criadas. Elas vão fazer suas vestimentas, arrumar o seu cabelo, o seu banho, tudo para você, todos os dias.
– Jura? – ela me perguntou, com a esperança no olhar. Eu sorri de seu entusiasmo.
– Sim. Eu me lembro o quanto eu amava as minhas durante a Seleção, quem sabe você também goste das suas?
– Claro! E quando elas começam?
– Bem...elas estão lá no seu quarto! – eu disse.
Ela deu um gritinho e correu em direção ao seu quarto. Eu fui logo atrás, mais vagarosamente por conta de minha barriga. Quando me aproximei, ela estava na porta do quarto.
– Por que não entrou filha?
– Estou com vergonha – disse ela, timidamente.
– Venha, vou apresentá-la a elas.
Entramos no quarto e as três moças que eu havia pedido estavam em pé, aguardando as nossas palavras.
– Katrina, essas são Beatrice, Lily e Úrsula. Elas são suas novas criadas. – eu disse, as três sorrirem e nos reverenciaram.
– Estamos a sua disposição, Alteza. – disse a loira, de cabelos curtos e olhos verdes, Úrsula.
– Seremos suas criadas pessoais até o fim de nossas vidas. – disse a morena, de cabelos compridos e olhos azuis, Beatrice.
– Esperamos que possamos agradar-te sempre. – disse a outra loira, de cabelos compridos e olhos castanhos, Lily.
– Obrigado meninas. Quero que sejamos amigas, não precisam me tratar tão formalmente quando estivermos entre amigos. – disse Katrina, docemente.
– Vossa Alteza é muito gentil, mas ainda preferimos a tratar corretamente.
– Ok! Mas saibam, sempre podem me chamar de Kat, a menina mais gata do palácio. – disse Katrina lançando uma piscadela a elas e arrancando-lhes tímidos risos.
– Tudo bem, vou deixá-las a sós para se conhecerem melhor e se acomodarem, com licença. – eu pedi. Elas me reverenciaram, Katrina me deu um abraço e sai com um sorriso bobo no rosto.
Alguns meses depois, eu já estava com nove meses e agora Katrina tinha a permissão para frequentar as aulas de esgrima. Esta tarde eu iria vê-los treinar, eu adorava ver os meus filhos desenvolvendo suas habilidades. Ethan usava sua típica vestimenta de guerra e Katrina usava um conjunto de calças de couro e uma blusa laranja. Seu cabelo já era tão comprido que ela sempre amarrava seu cabelo em um rabo de cavalo. Eu me aproximei do salão de armas, onde eles treinavam, e me sentei no banco no interior da sala. Enquanto Ethan lutava com um boneco preenchido de palha Katrina lutava com o instrutor, e várias vezes eles trocavam de lugares. Era possível notar o olhar de determinação estampado no rosto de ambos quando desferiam um golpe certo. Eu os observava atentamente. Seu instrutor era um senhor de idade que também treinara Maxon quando jovem, seu nome era Peter, ele possuía ralos cabelos brancos e um espesso bigode.
Não sei por quanto tempo eu fiquei os observando, só voltei a mim quando senti a água escorrer. Por um instante me desesperei, mas logo em seguida me lembrei que isso ia acabar acontecendo. Quando fui me levantar, a dor começou e eu gritei. Meus filhos pararam abruptamente e ,notando a situação, vieram até mim.
– Mamãe, está tudo bem? – me perguntou Katrina.
– Está. Ethan, chame seu pai. – eu disse, olhando para meu filho. Ele concordou e desatou a correr.
– Eu sobre partos em um livro. Respire profundamente e depois inspire. – disse ela, me fazendo rir.
– Se lembra da última vez que você me viu em trabalho de parto?
– Sim, acho que eu ainda era muito bobona naquela época. – disse ela, com um risinho fraco.
– Você nunca foi bobona filha, apenas era muito jovem.
– Obrigado, mamãe. – disse ela e sorriu.
Maxon chegou rapidamente até mim e me conduziu até a ala hospitalar. Meus filhos estavam indo atrás de mim, então eu parei e olhei para eles.
– Por favor, vão atrás de seu irmão e cuidem dele. Em breve voltarei a vê-los.
– Sim, mamãe. – disseram em coro.
Nós voltamos a andar e Maxon beijou minha testa. Logo chegamos e o médico já me conduziu até a sala de parto.
Durante o parto, eu me senti mais tranquila. Fiz a maior força que eu podia aguentar e após alguns minutos, meu filho nasceu. Quer dizer, filha. Era uma menininha, ruiva dos olhos castanhos. Eu sorri com a visão. A enfermeira se aproximou e me entregou a minha filha. Ela dormia serenamente em meus braços.
– Qual o nome dela, Majestade? — perguntou-me a enfermeira. Eu olhei para Maxon e ele sorriu para mim.
– Amberly, seu nome é Amberly. — disse sorrindo é olhando para Maxon, ele se assustou com a escolha e depois sorriu novamente.
Além de meu pequeno Maxon, agora teria minha pequena America. Bem-vinda ao mundo Amberly.
Fale com o autor