No dia seguinte, eu acordei 11h27min. Não é da minha natureza acordar tarde, mas eu havia ficado acordada até 2:00 da manhã, pensando sobre o que minha mãe havia me dito. Tentei por os pensamentos em ordem, mas eles só ficaram mais bagunçados.

Eu saí do quarto, estava de férias; finalmente!

— A bela adormecida acordou! – exclamou minha mãe

— Mas ela ainda está no modo zumbi. – eu disse meio sonolenta

Minha mãe deu uma risadinha e foi para a cozinha. Eu peguei o meu notebook no meu quarto e o levei para a sala. Abri o e-mail, nenhum e-mail. Abri o MSN, nenhuma mensagem. Facebook: nada. Twitter: nada. Eu não estranhei; isso acontecia 50% das vezes que eu abria o notebook. Eu desliguei-o e fui para a cozinha.

— Mi, vamos almoçar direto ok? – perguntou minha mãe – A bela adormecida acordou quase na hora do almoço!

— Ok... – falei – Vou arrumar a mesa.

Eu arrumei sem a interrupção de aranhas gigantes. Nós almoçamos, e quando eu acabei, falei:

— Ontem você disse: “Chega por hoje”... Tinha mais?

— Tem mais. – disse ela, com ênfase no “tem”.

Ela me encaminhou para o sofá da sala, e começou a me contar coisas que eram de surpreender bastante. Por fim, ela me disse:

— Existe um acampamento de verão para crianças como você. É perto da costa daqui do RJ. Seguindo a praia de Copacabana, a alguns quilômetros para o mar. É uma ilha, mas existe a névoa; você aprenderá isso no acampamento; que impede que os mortais a vejam. Eu sou uma das poucas mortais que podem enxergar através da névoa, então consigo vê-la. É divertido lá! Você passaria o verão inteiro no acampamento, dormiria lá. Você pode escolher se quer passar o ano inteiro lá ou se quer voltar quando as aulas começarem.

Eu parei para pensar.

— Mas se há um grande número de semideuses lá, os monstros devem ser atraídos... Como eles se protegem de todos os ataques? – perguntei

— Em volta da ilha, há mar, correto? – ela disse – Cem metros, mais ou menos adiante da areia, há uma cerca, que mostra o lugar onde a fronteira está. A fronteira impede que monstros entrem lá. Eles viram pó quando encostam na fronteira.

Eu estava começando a gostar dessa história de acampamento...

— Aquela faca estranha... – falei

— Ela é feita de bronze celestial. – disse minha mãe – É um dos materiais que servem para lutar contra monstros ou outras coisas. Não fere mortais. Mas fere semideuses, monstros, deuses...

— Mi, você quer ir para o acampamento? – falou minha mãe – Para aprender a lidar com monstros, e outros? Para aprender mais sobre isso? Você quer?

Eu hesitei um pouco, mas disse:

— Sim, eu quero.

Ela deu um sorrisinho.

— Nesse caso eu tenho que mandar uma carta ao acampamento, para informar que você precisa de um sátiro. E de um helicóptero. – falou – E mocinha, assim que eu acabar de escrever a carta, e enviá-la, eu vou até o seu quarto para ajudá-la a fazer as malas!

— Mãe! – exclamei – Não posso contar a ninguém sobre isso, não é?

— Creio que não, Mi... – disse ela com calma – Mas pergunte quando chegar ao acampamento. Eles te dirão.

Notas finais
Espero que tenham gostado!
Publicarei o próximo capítulo assim que possível.