O Velho Kaije

1 Capitulo 1 - O Velho Bêbado


Notas iniciais
A Fanfic está terminada, mas irei postar aos poucos os capítulos.

espero a todos uma ótima leitura.


TEMPLÁRIO!

O que vocês imagina quando ouvem esse nome? Nobreza, Coragem, Justiça, Soldados de Deus? Bom, é isso que todos pensam na maioria.

Hoje, vou contar uma história diferente. Talvez ninguém a tenha ouvido ou conhecido ele. Mas vou contar assim mesmo. Ele? Bem, ele se chamava Kaije. E sim, ele era um templário, um pouco velho, bem experiente alguns diriam, mas não é essa a verdade. Kaije vivia de bar em bar, de festas e bebedeiras. Seus amigos eram aqueles que ficavam em sua companhia até de manhã bebendo e bagunçando em alguma taverna em Prontera. Era um Boêmio.

Aquela manhã era uma manhã normal para o Velho Kaije, como todos o chamam. A porta do bar se abria e ele saia cambaleando, falando mole com suas barbas longas e seu bigode desarrumados assim como seu cabelo e vestes de templário. Como de costume alguns amigos o carregavam para as ruas desertas enquanto eram obrigados a ouvirem suas piadas sem graça:

- Hey, Mung, voxe... sabie... oquê o Xumo... dixe ao Gatuno??? — falava com a voz mole.
- Não! O que velho? — Respondia o arruaceiro que o carregava pouco interessado em saber.
- Devolve... minha... carteira. — dizia o velho enquanto dava sua risada mole, totalmente alcoolizada.

Cansado pelo esforço de carregar o velho Kaije e sua pesada armadura, o arruaceiro parou e sentou na calçada. Neste momento o templário bêbado começava seu momento depressivo.

- Mung... voxe é um amigão cara.... eu to de devendo uma... só voxê se importa comigo...

As ruas começavam a receber os mercadores, que aos poucos abriam suas lojinhas. O Arruaceiro viu um mercador aproximar-se e o chamou.

- Hey cara, te pago mil zennys se levar esse velho até a casa dele em seu carrinho.
- Mas... estou indo a Geffen agora. — falou o jovem mercador.
- Há! Ta bom. Te dou dois mil zennys! — Jogou o dinheiro na mão do mercador e já foi colocando o templário sobre o carrinho. Este ainda tentava abraçar o arruaceiro e beija-lo no rosto afirmando que eles eram irmãos.
- Ele te mostra qual casa é! — Gritou o arruaceiro enquanto saia correndo pela rua.

Kaije e o mercador rodaram pelas ruas ainda escuras enquanto o sola começava a brilhar atrás das colinas ao lado da cidade.

O templário ainda disse algumas palavras mas silenciou-se. Dormiu e sonhou com o mesmo sonho que de todas as noites. Um sonho de sangue. De terror. De uma visão que jamais sua mente esqueceria.

O mercador continuou com o carrinho para um lugar que não seria a casa do velho Kaije.

Notas finais
[continua]