Notas iniciais
Olá! Estou de volta com um novo capítulo, talvez um pouquinho demorado, mas sou uma pessoa muito desorganizada. Boa leitura!

O frio do inverno de Nova Iorque me atingiu como um soco, pois a primeira classe do avião estava realmente muito quentinha. Memórias Relembradas – Um Momento Que Não Deve Ser Esquecido foi finalmente terminado, e a editora simplesmente o amou, apesar de ter ficado extremamente grande, seu formato não ficou didático, porém o tamanho ficou um pouco maior que a maioria dos livros que se compram. Além da sua capa dura maravilhosa.

A pré-venda foi maravilhosa, tendo esgotado o estoque no primeiro dia. Isso me deixou extremamente animada, assim como meu melhor amigo. Apesar que eu ainda não peguei o livro em mãos.

Ruy está fazendo um grande suspense quanto a sua formatação, pois não deixou que eu lesse o livro. Minha curiosidade está me matando, nunca fui boa em esperar pacientemente. É algo que eu realmente não suporto.

Vou atrás das minhas bagagens no desembarque, logo as identificando por ser um presente de Ruy (ou seja, rosa com brilho, muito minha cara). Ando até as malas e as pego, com a minha mochila sempre nas costas.

Logo o vejo, correndo desesperadamente até mim, com o livro em suas mãos. Sorrio abrindo os braços e o recebendo neles. Seus cabelos estavam visivelmente mais longos, e agora uma barba rala crescia em seu rosto.

— Baby! Que saudades guria, e deuses, você está realmente muito magra. Venha, vamos comer, depois vamos ao salão para dar um jeito nisso tudo – diz apontando para mim – e comprar uma roupa para a estreia.

— Você não esqueceu que isso tudo vai ser em uma biblioteca né? – Pergunto rindo, ele está colocando muita purpurina em uma estreia de um livro sobre o Holocausto. Quem mais compraria seriam historiadores e alguns interessados no assunto.

— E você esqueceu que as fotografias foram feitas por Celina Rose Martinelli, fotografa mais amada pelos ativistas e adolescentes pelos seus trabalhos extremamente encantadores? Acho que você esquece isso.

— Ai Ruy – choramingo voltando a abraçar ele. – Eu nunca me senti tão solitária em uma viagem. Mesmo com todas as pessoas visitando e os grupos, eu me senti totalmente sozinha. Eu odeio esse sentimento. Estou rodeada de pessoas, mas mesmo assim, estou sozinha. As pessoas me ignoram, não dão atenção. Acho que vou mudar de profissão, ser modelo, pelo menos assim a pessoa me dão atenção.

— Iiih TPM. Vem, vamos até um café e tomar um chocolate quente com waffle. – Ele passa seus braços ao redor e me encaminha. – E você tem que ver o nosso livro.

...

Bem, os meus primeiros agradecimentos vão para Gregrory, o filho da mãe que me traiu em minha própria casa, o que fez com que eu bebesse vinho até ter e a ideia desse livro com minha melhor amiga, e a ela, tenho que agradecer muito mais. A ideia foi toda sua, eu apenas escrevi. Suas fotos são maravilhosas, e cada vez mais me surpreendo com seu estilo fotográfico maravilhoso que vai ser o maior motivo das compras desse livro, e caro leitor, todos sabemos disso. A maioria dos adolescentes não tem um interesse grande sobre vitimas do Holocausto, antigos soldados da SS e modos utilizados por nazistas para matar Judeus, Comunistas e Ciganos. Celina, você fez tudo isso valer a pena, e todos esses meses trabalhando em um livro longo e cansativo recompensou não apenas pelas compras, mas sim porque você esteve comigo. Como sempre está. Muito obrigada Rose.

Devo admitir que meus olhos se encheram de lágrimas quando terminei de ler a dedicatória do livro. Um pouco por rir e um pouco por emoção. Sinceramente, não achei que Ruy faria uma parte da dedicação do livro para Gregory, pois sei como ele ficou magoado depois daquilo, mas seu jeito ousado sempre me surpreendeu. Como sempre, tudo que ele faz é surpreendente e você não espera por suas ações.

Como, por exemplo, se mudar comigo para o Brasil.

Enquanto tomávamos um chocolate quente em um Starbucks qualquer de NY conversamos direito sobre a mudança. Segundo ele, caso o livro tenha uma quantia de vendas suficiente para uma temporada no Brasil, iremos nos mudar assim que possível. Minha mãe mora em São Paulo, e é onde o tratamento do meu pai vai ocorrer, portanto irei morar lá. Continuarei a fotografar, mas provavelmente em uma agencia apenas, sem ter que viajar milhares de quilómetros por uma foto. Ruy decidiu se manter na escrita, e usará esse tempo para escrever algo mais leve. Mais leve pelo menos que o Holocausto.

— Mas então bebê – diz Ruy, sorvendo mais um gole de seu chocolate quente – Casa ou apartamento?

Rio pela sua pergunta. Sempre ousado, mesmo não tendo certeza da mudança.

— Apartamento. E eu quero adotar um gato, então o prédio deve aceitar animais. Hm... e também, que seja no alto, odeio térreo. – Digo, dando uma mordida nos meus waffles. Vejo meu melhor amigo rir com o que eu disse e concordar com a cabeça.

— A pré-venda dos livros foi um sucesso, esgotaram o estoque no primeiro dia, então provavelmente vamos conseguir um bom desempenho dele, com isso um ótimo apartamento. Que tal decidirmos como decora-lo? Estou ansioso para a mudança, agradeço aos céus por sair dessa cidade, meu pai está fazendo pressão para que eu assuma a empresa, mas não estou preparado para parar agora. Apesar de que eu posso escrever e administrar uma empresa ao mesmo tempo, mas eu não teria vida.

Concordo com a cabeça. Ruy sempre foi uma pessoa determinada, e nunca se apavorou por muito trabalho. Sempre o admirei por isso, pois foi criado com tudo de bandeja, mas mesmo assim nunca se deixou levar pelo dinheiro. Apesar de que, quando era pra gastar, ele fazia isso muito bem.

— Acho que devemos ter uma decoração bem colorida, pois nosso apartamento atual é muito preto e branco, meio sem vida. E também, quero bastantes quadros. Das coisas que gostamos. Star Wars, Harry Potter, Senhor dos Anéis, Friends, alguns jogos e livros, muitos livros. Quero levar todos os nossos livros e comprar alguns a mais, então devemos ter bastante estantes espalhadas pela casa. E um sofá. Quero um sofá grande o suficiente para sempre poder dormir nele quando o filme estiver chato ou quando você estiver assistindo romance.

Ele me olha com raiva, mas depois cai na gargalhada.

— Vamos querida, temos que ir ao salão nos arrumar para a estreia e depois ir para o shopping comprar roupa, então vamos logo. A estreia vai ser na New York Public Library.

Abro um sorriso gigantesco ao saber que será na minha biblioteca favorita, e levanto para pagar nossa conta. Logo que termino de pagar, sinto os braços de Ruy contornar meus ombros, e com um sorriso gigante, ele fala:

— Vamos baby, está na hora de fazer sucesso.

Notas finais
Gostaram? Digam nos comentários caso sim. Até a próxima!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.