O Ultimo Conto Maldito

4 Capítulo Quarto-Mortes na Noite


Notas iniciais
Um pouco de acao =*

Naquela noite eu nao fiquei acordada apenas para vigia-la,mas sim pois ficava em todas as outras tambem.Uma parte de mim dizia frequentemente que uma assassina fria como eu nao haveria de dormir nunca.Normalmente me sentava naquela poltrona e ficava a recordar cada lagrima de medo e dor,cada gota de sangue que via sendo jorrado para fora de um corpo,se esvaindo rapidamente como se fosse a alma daquele ser.

Eu ria.

Meu riso tao vazio e insignificante que nao faria diferenca se eu chorasse.

Ha quanto tempo eu nao chorava?Eu ja nao sabia descrever a sensacao de ter meus olhos se enchendo de agua e embacando minha visao,de sentir uma lagrima solitaria percorrendo minha face para morrer em meu labio.Ah,o gosto de sal!

Naquela morada subterranea — perdoe-me adiantar os fatos dessa forma -a ultima noite ali,eu ri.E depois silenciei.Um silencio sepulcral com gosto de antibiotico.

De repente um estouro surdo fez-se ouvir no fundo da casa,fui lancada em questao de meio segundo para longe da poltrona e tudo ficou novamente tranquilo e silencioso.Meus ouvidos estavam tampados.E eu pude sentir um liquido quente escorrendo deles.Sangue.

Num impeto de consciencia me levantei e peguei as armas,fui em direcao ao quarto da garota.Pude ouvir a alguns metros da porta uma respiracao ofegante,quando entrei vi a menina olhando seria para o chao com uma faca melada de sangue entre as maos.Um homem caido aos seus pes.Franzi o cenho e corri para os fundos,senti algo em minhas costas antes de chegar la e me virei com um chute violento que acertou em cheio a nuca de outro homem vestido de negro.Corri em frente enquanto carregava e me preparava com uma pistola em cada mao.Joguei a da esquerda para a direita e agachando muito rapido puxei a lamina do coturno e deslizei-a nos tendoes de mais dois grandalhoes que se escondiam no corredor escuro.Finalmente cheguei ao final e vi um enorme buraco na parede e uma grande quantia de terra caindo la de cima.Sorri quase com satisfacao.Explosivos.

Ouvi passos espreitando e num movimento ensaiado atirei com as duas pistolas ao mesmo tempo,para a esquerda e a direita acertando mais duas pessoas que urraram com o tiro certeiro,sem tirar os olhos da terra molhada e achocolatada que caia,assim como um relogio de areia,marcando cada segundo.

Fui andando sem pressa para o quarto da menina novamente,sem nem olhar para tras.Adentrei o comodo e ela continuava la parada.

-Temos que ir.Virao mais. — disse secamente.

Ela apenas fez que sim com a cabeca e me seguiu ate a sala por onde entramos na casa pouco tempo mais cedo.

-Vista essa jaqueta e pegue o capacete — apontei para uma mesinha de canto. — Esta na hora de brincar.- sorri.

Saimos da casa e fomos andando na direcao do fim da ruela.Coloquei a mao dentro do meu sobretudo e puxei um controle de no maximo dez centimetros,apertei o botao central.Um barulho de implosao originado na casa velha que tinhamos acabo de sair ecoou pelo bairro e o asfalto tremeu.

No fim da rua havia uma pequena garagem com portoes enferrujados que se abriram rangendo ligeiramente quando os forcei com o pé.

-Vamos.

Entramos e eu liguei a maquina com a chave,coloquei o capacete preto,da mesma cor da minha Harley Davidson XL 883 e chamei a menina vestida com uma grande jaqueta de couro negra e botas ate o joelho.

O motor roncou.Saimos em disparada.

Tudo passou em questao de minutos e eu nao parei para reparar no detalhe daquela cena.A garota com a faca suja na mao e o homem morte no solo.

Outra falha para minha mais nova lista.

Notas finais
ja esta praticamente no meio da historia ,euacho XP