O Uivo de um Alfa
10 Humana, entre os lobos.
Acordei durante a viagem por diversas vezes e na maioria via Elena olhando a janela com um olhar distante, não sabia o que podia estar acontecendo, mas eu sentia que não estava tudo bem com ela, então, em uma das minhas idas e vindas de sono eu virei levemente o corpo e coloquei a mão no ombro dela a abraçando daquele modo breve e a puxei, ela não negou e me abraçou, deixei um sorriso brincar nos meus lábios e ouvi um fungar breve vindo dela, abaixei o rosto e tirei os cabelos dela da frente do óculos que começava a se tornar nublado por conta dela estar começando a chorar.
— O que foi baixinha? – Perguntei para ela enquanto via ela tentar limpar os olhos.
— Meus pais se separaram... E minha mãe falou que ia passar uns dias na minha avó, lá naquela casa da baixada... E isso faz uns meses e ainda não voltou... – Ela falou chorando enquanto se aconchegava nos meus braços.
— Ahh, desculpa não te responder minha pequena! Se eu soubesse já teria vindo te buscar faz tempo... Eu imaginei que seu pai iria embora uma hora ou outra... Mas é melhor assim não é? Ele era tão agressivo com você... – Falei com uma pontada de ódio no tom de voz enquanto ela ainda chorava.
Ela não disse mais nada, somente fez um sim com a cabeça e deitou a mesma no meu ombro, fechou os olhos e acabou caindo no sono, olhei com o canto dos olhos e via Sarah olhar a janela e suspirou, ela logo deitou no meu ombro e fechou os olhos, assim que ela fez isso comecei a passar a mão nos cabelos de Elena e logo meu tio olhou pelo retrovisor, quando ele fez isso o fitei e logo falei baixo.
— Falta muito John? – falei enquanto ele respondeu com um balançar de cabeça.
Depois de uns 5 minutos cai no sono junto com as duas, quando acordamos pude ouvir do lado de fora do carro um alvoroço, quando abri os olhos me deparei com minha mãe me olhando, eu estava abraçado a Elena e ela tinha o rosto inchado de lágrimas que não cansavam de cair, ergui meu rosto e fitei os dois, sei que eles entenderiam, mas também sabia que ninguém na reserva estava aceitando muito bem a presença de uma humana.
Com muita delicadeza, chamei Elena para que ela acordasse, quando ela abriu os olhos e me fitou seu rosto inchado e vermelho ela fungou brevemente e coçou os olhos, ela olhou para fora e se deparou com o mesmo que eu olhava, várias pessoas encarando a janela do carro, assim como encaravam a mim, elas não sabiam como reagir, sabia que não poderiam virar lobos enquanto ela estivesse ali, então, estavam me bombardeando de coisas mas afinal, eu era o alfa não era? Tinha algum poder para fazer certas coisas, não deixaria uma pessoa tão querida para mim sofrendo e agora com risco da toupeira a pegar para fazer chantagem comigo, mas logo sorri para Elena que me olhava de modo questionador, ela ameaçou abrir a porta e eu somente a incentivei, quando ela fez isso o bafo quente do lado de fora tomou conta do carro gelado pelo ar condicionado, ela suspirou junto comigo e Sarah que saiamos um atrás do outro. Como Elena estava deveras abalada ela não se atentou ao fato de que todos ali estavam de cara feia comigo e principalmente com ela, ela somente se importou em correr para minha mãe e a abraçar, o que fez minha mãe tirar aquela cara feia do rosto e sentir como Elena precisava de um lugar para ficar, ela entendeu o que eu havia feito, porque agora, Elena estava chorando nos braços dela de modo tão entregue e tão doloroso que vi os olhos da minha mãe se encherem de lágrimas, ela tomava coragem e passava a mão nos cabelos desengrenados e castanhos da menina.
— Ei, Le... O que foi? Conta para a tia Bruna, conta? – Minha mãe falou de modo delicado enquanto fazia carinho nos cabelos dela.
— Me.... Meus pais se separaram tia Bruna... meu pai... e-ele foi embora... – Elena falava entre soluços de um choro guardado a muito tempo – Minh-a mãe, fa-falou que iria passar um tem... tempo na baixada..., mas..., mas... isso faz 4 meses e ainda não... voltou.
Ela falou em um choro entregue de uma completa criança, os olhos fechados enquanto ela abraçava minha mãe. Como muitos estavam ali olhando, ergui a cabeça e forcei o maxilar, balancei o rosto rapidamente e vi que aos poucos, os que estavam ali observando foram se afastando, mas um não saiu dali o rosto dele carregava uma feição de dor tão grande, como se tivessem torturado, então, como achei estranho, caminhei na direção dele e ele me olhou e curvou o corpo de modo breve.
— Alfa... – Ele falou baixo enquanto olhava Elena e minha mãe.
— Desculpa, você é? – Perguntei um pouco envergonhado por ainda não ter decorado o nome de todos.
— Henrique, me chamo Henrique. – Ele não tirava os olhos de Elena nem para falar comigo e isso me deixou com dúvidas.
— O que tanto olha na minha amiga? Está passando mal? Seu rosto está tão pálido... – Falei como quem se importava com o que ele aparentava, mas no final das contas queria somente saber o que estava acontecendo.
— Ela... está chorando... isso dói em mim Alfa... será que significa algo? – Ele perguntou.
Fiz uma cara que deixou obvio que eu não sabia o porquê ele sentia a dor olhando Elena, muito menos se isso significava algo, então respirei fundo e coloquei a mão nos bolsos e balancei a cabeça para ele como se não soubesse, mas em sua mente ele vasculhava a de todos em busca de respostas, mas quem ele menos esperava falava com ele.
— “Companheira” — foi que Kirian sussurrava na minha mente.
— “Nossa companheira foi para casa descansar da viagem, Kirian…” – Respondi me tornando inerte no que acontecia a nossa volta agora.
— “Não, criança... Essa humana e esse lobo, são companheiros, por isso ele sente essa dor” – me espantei com a resposta que ele dava e antes de eu pensar em alguma coisa ele já me respondia. – “Ele pode transformar ela em loba..., mas só se ela reconhecer ele como companheiro”
— “Está falando sério? Que lobos podem encontrar companheiras humanas e as transformar em lobas? ” – Ele se limitou a responder.
Assim como ele apareceu ele se foi da minha mente, meus olhos piscaram diversas vezes e fiquei indo de Elena para Henrique, imaginei como ele se sentiria se Elena não o reconhecesse como Companheiro, como ele iria sofrer e se iria conseguir outra pessoa, mas eu sabia muito bem, que só achamos uma companheira em toda a nossa vida, nossas almas foram moldadas para isso, então esperava que minha amiga visse nele o que faltava nela, seria engraçado ela sendo uma loba nerd, esse pensamento me fez abrir um breve sorriso, me aproximei de Henrique e pousei a mão em seu ombro, ele me olhou espantado, não imaginava que um Alfa faria isso, meus olhos se fecharam e ele sorriu pra mim, logo falei baixo para conforta-lo.
— Tudo ao seu tempo, Henrique, vamos ter que aguardar. – Só falei isso para ele, e ele havia entendido quando disse.
Então ele começou a se afastar, cada vez que ele se afastava mais eu sentia a dor dele aumentar em um nível espantador, ele realmente sofria somente de se afastar, enquanto isso, minha pequena amiga estava ali, abraçada a minha mãe que tentava confortar a mesma nos braços, ela tremia de cima abaixo, os óculos dela estavam nas mãos do meu pai que olhava sem saber o que fazer, mas via que a sua mão livre ele fechava em punho fortemente, deixando o maxilar fortemente apertado, ele sentia ódio do pai de Elena, assim como eu também sentia.
Demorou um pouco para que Elena se recuperasse do choro e quando isso aconteceu, minha mãe a escoltou e meu pai junto, ela quando me olhou observando de longe se aproximou com a cabeça baixa e me abraçou novamente, eu abaixei o rosto e dei um breve beijo na cabeça dela sobre os cabelos dela e ela me apertou, sabia que ela gostava quando eu fazia isso, então a voz dela saiu fraca e bem baixa.
—Pe... Quem são todas essas pessoas nesse lugar magnifico? – Ela falou baixo, e me soltou, quando fez isso ela olhou para o lado onde via Henrique bem ao longe sentado na praia sem camisa olhando o mar. – E quem é aquele? Ele parecia se sentir mal quando chegamos.
— Aqui é a Reserva, estamos em alguma parte do litoral do Nordeste, ou pelo menos foi isso que meu pai falou... Ahn... essa “vila” se assim posso dizer é onde todos da minha família moram, todos, sem exceção... E aquele ali, ele é o Henrique, ele estava se sentindo mal mesmo, mas era porque você estava chorando. – Enquanto eu falava, ela ouvia e abria e fechava a boca brevemente, ela não tinha assimilado a informação que eu tinha falado.
— Sua família toda? E... Henrique? Hm... ele é diferente – não entendi o diferente dela, mas notei como ela ficou olhando para Henrique.
— Diferente como Le? – perguntei para ela enquanto fiquei a olhando com certa curiosidade.
— Não sei explicar, oras... ele só é diferente ué... — Ela ficou vermelha e eu comecei a rir o que me causou um belo tapa nas costas – Ta rindo do que? – perguntou ela enquanto eu parava de rir.
— Nada, baixinha! – falei rindo e comecei a caminhar fazendo ela me seguir.
Logo começava a caminhar pela praia e ela estava me acompanhando em silencio, meus olhos fitavam o mar, em como ele estava calmo e me lembrei quando cheguei aqui, eu estava com raiva dos meus pais, que haviam me tirado da minha casa e dos meus amigos, e agora eu lembrava em como eu gostava de estar aqui, com Sarah, com os lobos e com todos os outros, meus olhos se fecharam e eu deixei um suspiro escapar. Sabia que Elena precisava de um tempo para pensar em tudo e que ela não aceitaria estar ali de uma hora para outra ou talvez aceitaria, vendo a situação dela. Mas, em meio a alguns pensamentos, ela me fez voltar ao mundo real, com a voz baixa dela.
— Sabe Pe... Eu sei que meu pai não era o melhor do mundo, sei que ele me machucou varias vezes... Mas... minha mãe não merecia estar sozinha, ela sofre sem ele, mesmo que ele tenha sido total ignorância com ela... – A voz dela era distante de quem falava consigo mesmo e não precisava de respostas. – Fico imaginando, se seria diferente se eu... se eu...
— Se você nada Le... ele não tinha o direito nenhum de fazer tudo que já fez... – Interrompi o que ela estava falando com um suspiro e fazendo ela caminhar ao meu lado mais rápido.
Ela não disse mais nada e somente virei o rosto por um tempo, olhava o mar quebrar na praia e as gaivotas cantarem em um sincronismo único que eu não conseguia explicar. Mas o que eu não esperava era que logo ouvimos um uivo de um lobo, Elena ao meu lado travou e procurou de onde vinha aquele som, que a deixou tão imensamente presa no que ouvia naquele momento, então, me virei rapidamente e onde estava Henrique agora havia um grande lobo de cor creme, o copo imenso, maior que o um lobo normal, tremia com a cabeça erguida em direção ao céu, ele uivava de um modo muito triste e meu corpo por um instante, me pediu para que eu também me tornasse um lobo e uivasse com ele, mas não foi necessário, porque logo se podia ouvir em toda a ilha vários uivos um seguido do outro, os demais estavam consolando o lobo que chorava naquele momento.
— Pe... O que é isso? – Ela falava de modo preocupado e com certo medo.
— São... Lobos Le... nada além de lobos. – Falei de modo despreocupado naquele momento.
— Lobos?! Como os.... Selvagens? – ela falou baixo e com mais medo ainda.
— Sim... e não... olha. – Falei e direcionei o corpo dela em direção a onde estava, o Henrique em sua forma de lobo.
— Pe... – Ela parou de falar assim que ele virou na direção dela e a olhou nos olhos, ela piscou diversas vezes e ainda assim nada disse.
— O que foi Le? – Falei baixo e ela não respondeu.
Assim como ela manteve o silencio, ela começou a andar em direção ao lobo, como se estivesse hipnotizada pelo lobo, então, somente deixei ela seguir em frente. O lobo que estava ali se sentou e abaixou as orelhas se mostrando receptivo a aproximação dela, fiquei observando de longe ela se abaixar e abraçar o pescoço dele, o que fez o meu próprio coração bater mais rápido no peito, fazendo o lobo que estava ali fazer um som breve como quem estivesse gostando, ele esfregou o focinho na bochecha dela e ela riu e abriu um sorriso o que fez os olhos daquele grande lobo creme brilharem.
Comecei a me aproximar lentamente e ela estava fazendo carinho nele, então ela falou baixo, sabia que eu estava ali.
— Ele... Tem algo que me chama... Ele é aqui da ilha? Já tinha visto ele Pe? – ela falou inocentemente e ergueu a cabeça com um sorriso delicado nos lábios.
— Ele eu ainda não tinha visto... Mas vi muitos outros mais... Le... O que sente por ele? – Perguntei baixo e até com certo medo da resposta que ela tinha para mim.
— Não sei... é como se eu sempre tivesse algo faltando aqui... –Ela colocou a mão sobre o coração- E ele conseguiu fazer tudo ficar bem... como se eu sempre precisasse dele...
— E se eu te falasse que ele é um humano, como reagiria Le? – Ela riu tão alto que me senti envergonhado.
— Está falando sério? Tipo lobisomem?! Ahh para Pe! – Ela falou rindo e o lobo se encolheu brevemente, os olhos dele se abaixaram e ela notou – O que foi lobinho?
— O nome dele é Henrique... – Falei baixo para ela – E falei sério sobre ele ser humano.
Ela ficou muda e eu também fiquei daquele mesmo modo, não demorou muito para que alguns lobos aparecessem na praia e corressem se via alguns lobos bem pequenos o que indicava que eram filhotes, mas a loba mais linda vinha calmamente caminhando ali, o pelo branco brilhante, os olhos lilases e as orelhas abaixadas, quando ela se aproximou de mim passei a mão na cabeça dela e Elena se aproximou de mim brevemente, ela esticou a mão e Sarah abaixou a cabeça, como se aceitasse o carinho que ela oferecia, eu sorri naquele momento, mas uma face muito séria se plantava no meu rosto. Elena por outro lado não notava isso, então falei com uma voz forte que fazia o ser de todos os lobos vibrarem, eu falava como um alfa.
— Eu sou o Alfa dessa matilha, sou... metade da alma de Kirian, assim como Sarah, essa linda loba branca é Sarah e metade da alma de Ester, somos parte dos primeiros alfas... – Enquanto eu falava, se ouvia uivos breves como se batessem palmas para o que eu estava falando.
— Pe... Está me assustando, não pode ser verdade... – Ela falou baixo, mas logo ela me olhou de um jeito estranho. – Pe?
Não respondi, somente deixei meu instinto me tomar, meu corpo tremeu completamente, ela estava assustada e isso era evidente, ela foi para trás e Henrique foi para a frente dela para poder protege-la, o que a fez colocar as mãos na boca, ele rosnou e eu me transformei no imenso lobo que eu era, os olhos brilharam e as orelhas estavam para trás, eu rosnava e Henrique também, mas logo uivei tão alto e bati as patas no chão que todos fizeram a mesma coisa. Elena por outro lado estava boquiaberta com o que via, depois que meu uivo cessou, Sarah se aproximou e esfregou o focinho no meu, comecei a me aproximar dela e ela estendeu a mão para tocar meu rosto, quando ela sentiu o pelo ela riu e os olhos encheram de lágrimas, eu me joguei em cima dela e me deixei ali enquanto ela ria e tentava me tirar dali.
— Sai! Seu... Vira-lata que se acha o Pedro! –Ela ria e se eu pudesse estaria rindo também, então aos poucos me afastei e voltei a forma humana. – AHH!
Assim que voltei ela começou a gritar e eu sabia o porque, eu estava nu, e para melhorar ou não a situação, Sarah deitou no meu colo para tapar o que estava amostra o que me fez cair em uma imensa gargalhada, ela estava vermelha e com a mão no rosto.
— Ahhh que menina tímida! Ah... Henrique, não volte a forma humana, ela... você sabe – Falava olhando para o lobo que fez um sim com a cabeça e deitou com a cabeça no colo de Elena.
— Você volta... pelado... e você... você é UM LOBO! –Ela falou alto e ficou em silencio, imaginava o que se passava na cabeça dela naquele momento. –Eu... nunca imaginei que todos os livros que eu li eram verdadeiros... eu... você é um lindo lobo.
— Obrigada amiga... Eu sou, mas a Sarah aqui é a mais linda... –Falei enquanto passava a mão nos pelos dela que ficava de olhos fechados sentindo o carinho.
— Henrique também é... E ele sente algo muito grande por você... que também sente pelo que vi... –Quando falei isso eu vi o rosto dela corar.
— Acho que sim... mas como seria, ele é um lobo e eu sou uma baixinha gordinha? –Ela tentou ser engraçada, mas não conseguiu.
— Ele pode te transformar com uma mordida... durante... um ato... –Não continuei o que ia falar porque ela ficou tímida.
— Hm... então primeiro nos conhecemos... não é Henrique? – Ela falou tocando o focinho dele em um carinho delicado que ele não respondia somente sentia.
— Eu vou te explicar tudo... mas não agora, precisamos comer... – Falei baixo para ela que logo fez um sim com a cabeça.
Quando levantei ela gritou novamente e eu me tornei um lobo, assim seguimos, Henrique estava guiando ela e eu mandei uma mensagem mental a ele para que ele me seguisse que iriamos para a cabana dos alfas, ele foi me seguindo lentamente, enquanto eu ia ao lado de Sarah a empurrando lentamente, enquanto ela fazia o mesmo.
Não demorou muito para entramos dentro da floresta, e na trilha seguimos lentamente para a cabana, assim que chegamos, ela olhou a casa e eu entrei, Sarah ficou parada na porta, eu me transformei novamente e me vesti, quando voltava a sair estava em forma humana, Sarah fez a mesma coisa e voltou vestida.
— Henrique, entre e pegue uma roupa para você... – Falei baixo e ele entrou e logo saiu com uma bermuda e uma regata branca.
Elena não olhou para ele quando ele voltava com aquela roupa, os olhos dela fitavam o chão e ela se encolhia levemente, então Henrique se aproximou e abraçou Elena, ela abriu e fechou os olhos, ela se remexeu brevemente ali, quando ela ergueu o rosto se via como o rosto dela estava avermelhado.
— Vamos comer? –falei quando todos estavam ali, e foi unanime a resposta o que me fez rir – Vem, vamos comer na casa da minha mãe!
Ninguém falou nada, então comecei a andar pelo caminho entre a floresta, assim logo chegávamos a casa que as paredes eram de vidro, se via a cozinha e minha mãe e meu pai andando ali e rindo, ela olhava a parede e acenava o que me fazia sorrir, chegamos até a entrada da casa e entramos, assim que estávamos na sala ouvi minha mãe falar alto.
— Venham pra cozinha! O Almoço está pronto!
Não demorou muito e todos foram para cozinha, a mesa estava posta e tinha tudo que mais gostávamos, se via salada de maionese, carne assada, arroz, feijão, uma grande bandeja de salada e ao forno se sentia o cheiro de um franco assado, eu respirei fundo e ergui a cabeça falando alto com agua na boca.
— Ai que cheiro bom! –Todos concordaram e eu ri, nos sentamos a mesa e começamos a comer depois de agradecer.
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