Petyr Baelish jantava um ensopado de carneiro com pão preto uma refeição preparada às pressas com um quartilho de cerveja preta que fazia qualquer comida parecer agradável, depois de algumas viradas, Mindinho pediu que lhe servissem a ceia no quarto. Era onde ele passava a maior parte do seu tempo quando estava no Ninho da Águia, era um aposento oval com paredes decoradas com longas cortinas bordadas com brasão da casa Arryn em fios de prata, nas quatro colunas de mármore que se erguiam no meio do aposento havia quatro círculos de prateados e rodeados por penas de águias com velas à frente isso deixava o ambiente muito bem iluminado.

A mensagem que chegara de Porto Real o intrigava, mas não tanto quanto o comportamento de sua protegida. Quando a trouxera para o Vale sobre o nome falso de Alayne Stone, Petyr brincava de ensinar a bela e inocente jovem as malícias da vida na corte. — Um sorriso brotou no rosto do homem.

Terminou sua refeição e saiu andando pelo corredor com as mãos para trás e a cabeça baixa, desceu os degraus da parte leste do castelo, esperou um pouco no fim da escada, em seguida, virou à esquerda em um corredor repleto de janelas estreitas, o vento passava pelas frestas frio e carregado de uma neve muito fina, saiu no jardim do pátio interno do Ninho da Águia e ficou parado olhando para o céu contemplando o vazio. Foi aqui! Pensou. Soltou o ar dos pulmões pesadamente.

Por quê? Porque estou pensando nisso? O pensamento insistia em atormentá-lo. Aquele beijo era parte do plano, era sim! Pensou com veemência. Começou a andar de um lado para o outro impaciente, até que resolveu voltar pelo corredor e seguir para o outro lado em sentido aos quartos do castelo, foi espreitando próximo a parede até se encostar à porta de um quarto, porém estava trancada colocou as mãos juntas em punho na frente de sua testa. Ela não passa de uma garota. Sua respiração parecia pesada e ruidosa sentia uma sensação estranha no estomago. Nossa como é difícil... muito difícil! Mindinho fechou os olhos e se endireitou e respirou fundo. Ela é a chave para o Norte. O poder é conquistado mediante estratégia e sacrifício. Deu meia volta e voltou a subir a escada de pedras azuis com entalhes de penas de águia que dava para o andar de cima, subindo lentamente cada degrau. Eu preciso da aliança com os vassalos de Harrenhal. Preciso reunir uma força massiva o suficiente para subjugar o Norte à minha vontade e os Lannister temerem minhas espadas. Pensou enquanto apertava a pena contra o papel.

Baelish se sentou na sua escrivaninha pegou uma pena e começou a escrever. Precisava se comunicar com os Waynwood e Hardyngs, ele também precisa ir até Porto Real para atender ao chamado de Olenna Tyrell que lhe escrevera a convocação em nome de Cersei Lannister, mas colocou um selo com um pássaro segurando uma rosa no canto inferior esquerdo da mensagem. Mindinho sabia que Olenna nunca assinaria uma mensagem com seu próprio nome e selo. Afinal quem é o idiota que conspira contra a coroa e deixa provas escritas disso! O pensamento trouxe-lhe um sorriso malicioso aos lábios. Petyr abriu o grande livro de contas e guardou a mensagem já aberta que Sansa havia lido antes dele, Mindinho deixou escapar um sorriso.

— Ruiva malvada. — As palavras saíram-lhe a boca — linda e malvada, — Eu gosto disso.

Por um longo tempo, o trabalho de pensar e escrever suas mensagens de forma estratégica, a tensão da antecipação da jogada, as movimentações das peças no seu tabuleiro faziam com que Mindinho ficasse com todos os seus sentidos focados. Ele sabia que um bom jogador sempre está à frente três ou sete jogadas de seu oponente gostava de se gabar em seus pensamentos, lembrava-se de como tramou contra Ned Stark e ajudou a colocar Joffrey no Trono de Ferro e como tirou o mesmo do poder assim que o menino Rei não era mais um trunfo e sim uma pedra no seu sapato. Seus próximos passos envolviam muitas peças diferentes. Teria que dar a Senhora do Jardim de Cima uma informação que deixaria a Rainha Cersei em maus bocados, mas isso teria que ser feito pessoalmente dado o cunho da informação, também teria que se comunicar com Varys e obter informações sobre a Mãe dos Dragões e seu avanço rumo a Westeros. Para Petyr era quase noventa e nove por cento de certeza que Varys estava agora em algum lugar das terras livres apoiando as pretensões da garota Targaryen.

— Maldito eunuco — falou para si mesmo enquanto alisava o queixo onde a barba formava uma ponta.

Petyr começou a procurar por um jarro de porcelana que estava cheio com cerveja preta, ele o encontrou e derramou uma boa quantidade no seu quartilho, levantou-se e foi até a janela com painel de vidro e olhou para fora. A noite estava densa como trevas e não se podia ver muito longe, bebericou um trago da grossa cerveja e chacoalhou-a na boca antes de engolir, suspirou aliviado sentou-se no sofá do batente da janela, o mesmo onde ele e Sansa estava há algumas horas atrás. Passou a mão onde ela estivera. Gelado. Tudo parece está ficando frio ao invés de esquentar... Mindinho pensou de forma triste tentando convencer a si próprio que se existia alguma coisa no mundo que fazia um homem perder a cabeça essa coisa estava em um dos quartos no andar de baixo, mas não seria ele a perder a cabeça manteria o controle de seus atos para com a bela donzela de cabelos acobreados que tanto lembrava a mãe Catelyn Tully.

Pensar em Cat trouxe a Petyr uma sensação nostálgica, era como se todo o amor que ele sentira por ela não parecesse lá essas coisas, não conseguia decifrar o porquê do desapego, mas depois de ter sabido da morte da sua amada Mindinho se concentrou ainda mais no jogo dos tronos e em suas intrigas de poder, porém tudo dava uma louca volta em sua cabeça e novamente ele se via como o menino dos Dedos e pronto para se entregar a uma avassaladora paixão.

Baelish se levantou e voltou para a escrivaninha ele sabia que ainda havia muito que fazer e o seu tempo estava se tornando escasso, após passar e repassar planos e estratagemas em sua mente um milhão de vezes, Baelish voltou a pensar em Sansa Stark. Era algo que ele não podia evitar o que incomodava era a amizade da garota Stark com uma garota bastarda que prestava serviço no Portão da Lua. Segundo informações, Sansa passava muito tempo confabulando com Mya Stone e o que elas tanto segredavam nenhum dos informantes de Mindinho sabia dizer. Essa tal garota das mulas é nada menos que a filha bastarda do falecido Rei Robert Baratheon e tudo indicava que Sansa sabia deste fato. O que a ruiva faria com essa informação? Era essa a pergunta que latejava na mente de Petyr e por esse motivo e também para se prevenir de uma possível tentativa de fuga de Sansa para fora do Vale. Mindinho encarregou Sor Lothor Brune de se aproximar de Mya e descobrir qualquer plano que levasse a isso, mas já não confiava totalmente nos relatórios do seu homem outrora de confiança. Para Petyr Baelish parecia que Lothor estava realmente apaixonado por Mya Stone deixando-se ser conduzido por ela. Será que Sansa está manipulando Mya para que assim Lothor não perceba que está sendo manipulado por ela? Sansa lucraria com essa situação? E se Lothor ajudar Sansa a fugir de mim? Todos esses pensamentos trouxeram um sentimento de ira a Mindinho e ele bateu com a mão cerrada em punho na mesa.

— Não, ela não pode fugir de mim. — Petyr Baelish se recompôs e bebericou a cerveja preta quente e grossa. Para onde ela iria se fugisse? Ele pensou tanto sobre o assunto que as horas passaram, pego pelo cansaço vencido por um torcicolo largou tudo e se lançou na cama caindo em um sono profundo.

Petyr Baelish ouviu risos roucos por toda parte olhou em volta para ver se encontrava sua musa. Cat, Cat é você? Ele correu em direção de um vulto que seguia pelo corredor bem iluminado por uma forte luz, correu até se cansar e colocar as mãos nos joelhos para tentar recuperar o fôlego, quando olhou em volta estava no quarto do alto da torre e uma silhueta feminina estava parada a sua frente, Catelyn... é você? Não houve resposta, Mindinho começou a caminhar para frente, estava excitado porque a figura feminina na sua frente estava completamente nua. Não pode ser a minha Cat ... ela está morta. De repente o rosto da figura feminina tomou forma, era Sansa Stark e Baelish agarrou seus longos cabelos na região da nuca com sua mão direita e passou o braço esquerdo pela cintura dela fazendo a garota se inclinar para trás, ela gemeu antes de beija-lo e começarem a se acariciar freneticamente. Isso está acontecendo de verdade? Preciso parar antes de fazer alguma merda. Petyr tentou se afastar dos braços da donzela, mas as mãos dela estavam por todos os lados e a sua voz rouca gemia o seu nome. Que tipo de feitiço a garota-loba tinha lançado sobre ele, não sabia dizer, mas estava adorando o fato dela se entregar tão loucamente, afinal de contas Petyr era o salvador dela. Sansa o admirava por tê-la salvo das garras de Joffrey e trazê-la em segurança para O Ninho, Mindinho jogou Sansa na cama e a olhou nos olhos ansiosos e se deitou sobre ela segurando seus braços, á penetrou com lentidão a donzela gemia de prazer ele colocou seu rosto junto ao dela e começou lentamente a fazer um movimente cadenciado com o quadril à garota irradiava um calor do meio de suas pernas e se contorcia em espasmos de prazer, Sansa girou o corpo e ficou por cima e começou uma cavalgada rápida e furiosa. Petyr segurou os seios dela enquanto a ruiva falava loucuras e gemia descontroladamente. Ela o arranhou no peito e Mindinho a segurou pelos ombros e a jogou para o lado com violência e voltou a ficar na posição dominante por cima, levantou as pernas dela até seus ombros e começou a entrar cada vez mais fundo e forte dentro de sua Sansa. Gritos, gemidos e sussurros estavam chegando ao auge do prazer, Sansa... Sansa eu vou ... Petyr deitou aliviado, um misto de satisfação culpa e exageros passaram por sua mente por ser um homem experiente sabia que era fácil conseguir algum favor de sua protegida, no fundo de sua mente ele sabia que Sansa desejava aquilo. Ela estava crescida já havia tido seu ciclo de sangue da lua seu corpo estava desenvolvido e pronto para dar e receber prazeres. Petyr não queria pensar na besteira que acabara de fazer fechou os olhos e se deleitou com o momento, a garota a seu lado começou a cantar bem baixinho eram só sussurros indistintos, mas as palavras começaram a ressonar com a voz rouca de Sansa Stark:

Tenho medo do escuro, medo da escuridão. Tenho medo constante de que algo esteja sempre perto.

Medo do escuro, medo da escuridão. Tenho uma fobia de que alguém esteja sempre ali.

Você já correu seus dedos pelas paredes e sentiu a pele de sua nuca arrepiar quando estava procurando por uma luz?

Alguma vez quando você está com medo de olhar em cantos escuros

Você sente que alguma coisa está observando você...

Petyr Baelish não sabia quanto tempo havia se passado, de repente tudo era silêncio e ele não ouvia nada além de sua respiração ofegante pelo esforço levantou a cabeça para olhar a ruiva nos olhos e o que viu o assustou era um cadáver de mulher com um profundo corte na garganta e profundos sulcos nas maçãs do rosto olhos fantasmagóricos o olharam. Cat... Cat! Mindinho acordou sobressaltado, ele ainda estava nos seus aposentos no Ninho da Águia.

Notas finais
Gostaram da música que a "Sansa" cantarolou? https://www.youtube.com/watch?v=epYKVcHrVr0 In join!