O Trato - SasuHina

1 Capítulo 01: O início do fim


Aquele dia havia sido longo. Tudo pelo que ansiava era um banho quente, de forma a aliviar a tensão em seus músculos. Àquela hora — por volta de 18:30 — as ruas de Konoha estavam abarrotadas de pessoas voltando para casa ou em seus carros buscando os filhos na escola. À medida que se aproximava de seu apartamento, tentava compreender o motivo de sentir seu peito tão apertado. Era como se seu corpo estivesse mandando sinais de que algo estava fora do lugar. Procurou distrair seus pensamentos observando o céu manchado em uma mistura de laranja e rosa. Logo aquelas cores dariam lugar ao negro, confirmação de que mais uma noite havia se instalado. Eu só devo estar cansada, dizia para si mesma.

Na portaria de seu prédio, abriu a bolsa à procura de suas chaves. Isso aqui é mesmo um buraco negro, por mais que não quisesse admitir, tinha que dar o braço a torcer. Uchiha Sasuke era uma das pessoas que mais dizia essa frase quando era incumbido de achar algo ali dentro. E ao pensar em Sasuke, um sorriso involuntário brotou em seus lábios. Não gostava dessas reações que o Uchiha causava em si. Ela tentava se convencer disso todas as vezes que ele a tocava ou a beijava com delicadeza e paixão, mas sabia que seria apenas mais uma mentira. E das boas. Antes mesmo que pudesse encontrá-las, escutou o som de passos se aproximando. Voltou a atenção para o som, vendo a porta ser aberta em seguida.

— Boa noite, Hina.

— Boa noite, Akira. — saudou a morena com um sorriso, voltando uma das alças da bolsa ainda aberta para o ombro — Muito obrigada, não estava encontrando minhas chaves.

— De nada, Hina. Espero que as encontre logo. — desejou Akira, vendo a morena cruzar a porta e percorrer o corredor até o seu bloco.

Em seguida, o porteiro do Edifício Sunset coçou a cabeça, questionando se deveria contar ou não a Hinata sobre o que vira mais cedo. Mais cedo ou mais tarde, ela vai saber. Sabia que o correto seria contar a verdade a Hinata, mas não se via nesse direito. Além do mais, nos anos de experiência que adquiriu como porteiro, aprendeu que cada casal deveria resolver suas pendências sozinhos ou acabaria sendo chamado de intrometido. Sentia por Hinata, que sempre fora gentil e educada, mas não havia nada que pudesse fazer. Àquela altura, o sr. Uchiha já deveria estar longe. Balançou a cabeça, reprovando a atitude do Uchiha. Ao voltar para sua cadeira, procurou pelo controle para que pudesse mudar de canal.

Quando finalmente encontrou sua chave, suspirou aliviada. Por alguns segundos, teve medo de a ter esquecido no trabalho ou, pior, a ter perdido na rua. Ao abrir a porta, encontrou a casa silenciosa e escura. Um arrepio percorreu sua espinha. Após acender as luzes e certificar que havia trancado a porta — por várias vezes dormiu com a porta destrancada -, começou a chamar por Sasuke. Naquela sexta-feira ele não pôde buscá-la. Como ninguém respondia, chegou a conclusão de que o moreno havia agarrado no trabalho. Logo ele está aqui. Sentou-se na cama, deixando a bolsa ali. Finalmente poderia tomar o banho que tanto desejava. No entanto, sentiu-se ainda mais tensa que antes. E ainda não entendia o porquê disso. Após retirar as roupas — jogando-as na cama — e retirar a sandália de salto alto, caminhou de calcinha e sutiã até o banheiro. Abriu a porta do box e também o registro do chuveiro. Sabia que a água demoraria um pouco para esquentar, então foi até o espelho. Sabia que era bonita. Sasuke sempre dizia isso. O cabelo negro que alcançava a metade das costas contrastavam com seus olhos brancos como a lua. Os lábios eram vermelhos como um botão de rosa. Não havia motivos para reclamar, afinal.

Voltou ao chuveiro, verificando com a ponta dos dedos que a água já havia esquentado o suficiente. Após retirar as roupas íntimas, deixou que água quente percorrer cada centímetro de seu corpo, desde o cabelo sedoso até a sola dos pés pequenos. Como esse era um dos momentos que mais gostava no dia, curtia cada segundo. Finalizado o banho, fechou o registro, enrolando-se na toalha já estendida no box. Foi quando reparou em algo. Onde está o shampoo e o condicionador de Sasuke?. Da última vez que podia se lembrar, esses itens estavam ali na prateleira. Pensava nisso enquanto se secava , vendo o tapete abaixo de seus pés absorver alguns pingos d’água que caiam de seu cabelo. Voltou ao quarto, jogando a toalha na cama e pegando seu celular dentro da bolsa. 19:30. E nenhuma mensagem ou ligação de Sasuke avisando que iria se atrasar. E isso deixou a Hyuuga um tanto irritada. Sasuke e essa mania de achar que é sozinho no mundo, bufou jogando o celular na cama. Abriu o seu lado do armário em busca de algo confortável para vestir. Escolheu um short jeans, uma blusa de mangas curtas e nos pés uma rasteirinha. Só faltava a última etapa. Voltou novamente ao banheiro para que pudesse pentear o cabelo.

Com os próprios dedos, desembaraçou os fios, bagunçando um pouco a franja que usava rente aos olhos. 19:40. Pensou se deveria ligar para o Uchiha. Ainda não estava tarde a ponto de se preocupar. Com certeza Sasuke estaria ali daqui a pouco. No entanto, à medida que o tempo passava, Hinata realmente começou a se preocupar. Já havia ligado duas vezes para o moreno, vendo as ligações cair na caixa postal. Havia até mesmo mandado mensagens pelo aplicativo de mensagens WhatsApp, mas nenhuma delas fora respondida. Lembrou-se que o Uchiha e seu primo, Hyuuga Neji trabalhavam juntos. Talvez Neji pudesse lhe dar alguma pista de onde Sasuke havia se metido. Discou o número do celular do primo. Bastou alguns segundos para que uma voz feminina lhe respondesse. Sorriu sabendo que Mitsashi Tenten ainda não havia desistido de seu primo. Por mais que fossem diferentes em tudo, de alguma forma Tenten parecia ser aquilo que faltava na vida do Hyuuga.

— Oi Ten. — disse a Hyuuga. Queria parecer despreocupada, como se ligasse para o primo apenas para matar o tempo. — O Neji está em casa?

— Está sim. Estou aqui arrumando algumas gavetas, mas ele decidiu fazer o jantar para nós. Acabou até esquecendo o celular comigo. — disse a Mitsashi com uma risada. — Mas como você está, Hina? Aconteceu alguma coisa?

— Não… — Hinata ainda não poderia ter essa certeza, mas seria melhor não causar alarde sem motivos. — Está tudo bem, Ten. Poderia passar o telefone para o Neji, por favor?

— Claro, só um minuto — disse Tenten levando o celular para Neji.

Por alguns segundos, a linha ficou muda.

— Hina? — logo ouviu a voz do primo. — Tá tudo bem?

— Está. Eu só queria saber se você sabe do Sasuke? — disse Hinata apertando o seu celular entre os dedos. Era a prova de que estava nervosa.

— Ele saiu um pouco depois de mim — respondeu o Hyuuga, já denunciando a desconfiança em seu tom de voz. — Mas ele ainda não apareceu por aí?

— Ainda não… Estou começando a me preocupar. — não conseguiria mentir por muito tempo, melhor contar tudo logo de uma vez. — Já liguei, mandei mensagens e nada.

— Quer que eu e Ten vamos para aí ficar com você? — perguntou Neji. — Pelo menos até o Uchiha dar notícias.

— Não precisa, eu vou esperar mais um pouco. E aqui tem porteiro, tá tranquilo, primo. Qualquer novidade eu ligo para vocês.

Conversaram mais um pouco antes de Hinata encerrar a chamada. Sentada em sua cama, apertou novamente o aplicativo WhatsApp. E ele continuava do mesmo jeito. Sem explicações ou respostas satisfatórias. Não poderia surtar, tornaria as coisas piores. Vou arrumar alguma coisa para fazer. Como Tenten estava arrumando as gavetas, ela poderia, talvez, organizar o lado do guarda-roupa de Sasuke. Por mais que o moreno fosse organizado, vez ou outra perdia alguma coisa. E qual foi sua surpresa ao ver tudo vazio. Vazio. Só poderia ser uma ilusão de ótica. Mas ao abrir e fechar a porta novamente, tudo permaneceu do mesmo jeito. A respiração começou a acelerar e as pernas tremiam feito vara-verde. Se viu cair de joelhos, com as palmas das mãos segurando uma das aberturas das gavetas de meias e cuecas do Uchiha. Só pode ser brincadeira. Sasuke não havia comentado nada sobre precisar fazer uma viagem, mesmo que curta. E essa não poderia ser uma viagem curta, já que não havia mais nada ali.

Sentiu as lágrimas salpicar em seus olhos, como se estivesse cortando cebolas. Sentiu que não conseguia respirar. O desespero e a agonia a atingiram como uma onda, inundando-a por completo. Deveria haver um motivo para que Sasuke partisse assim. Tinha que ter uma razão plausível para essa loucura. Se ainda soubesse a localização do Uchiha… Se não buscasse o apoio de alguém, iria enlouquecer. Engatinhando até a cama, pegou o celular que havia deixado sob a colcha, ligando para Neji. Ela sabia que Neji tinha as suas reservas em relação ao Uchiha. Dizia que Sasuke ainda a faria sofrer. E esse filho da puta estava certo. Assim que escutou a voz do primo, não sabia nem ao menos como começar. Deveria se acalmar, pois assim Neji não iria entender nada que ela falasse. Com dificuldade, tentou explicar a Neji o que estava passando. O Hyuuga disse que mataria Sasuke assim que o visse. Isso não ajudaria, mas Hinata não impediria o primo. A dor que estava sentindo apenas Deus poderia mensurar.

Mas era preciso ser racional.

Enquanto Neji a consolava — ao mesmo tempo que soltava mais ameaças de mortes contra Sasuke -, Hinata se pôs a pensar. Por alguns instantes, as palavras de Neji entravam por um ouvido e saiam pelo outro. Não fazia mesmo ideia para onde Sasuke poderia ter ido. Ou com quem ele poderia estar. E essa menção ao provável quem fez que entrasse em choque. Sasuke não faria isso com ela. Ele não seria tão cafajeste… Ou será que não? Apenas dúvidas atingiam a mente da Hyuuga como em um turbilhão. Ela sabia que Sasuke não era nenhum santo, mas acreditou em todas as suas juras de amor. Isso até que o Uchiha começou a comentar sobre uma tal Haruno Sakura. O choque aos poucos ia passando para dar lugar a raiva e ou ressentimento. Sasuke sempre fora ambicioso, lutando para chegar ao topo. Só que tudo tinha um limite e, aparentemente, o céu não era o limite para ele. As lágrimas ameaçaram cair dos olhos claros, mas as evitou a todo custo. Agora tudo estava claro como água. Era a Haruno que Sasuke escolheu, a descartando como se fosse um papel higiênico usado.

— Neji, eu preciso desligar.

Não deu tempo para que Neji a respondesse. Voltou ao aplicativo de mensagens WhatsApp e clicou na conversa com Sasuke. Apertou por alguns segundos o desenho do microfone. Quando o tempo para a gravação e um cadeado apareceram, Hinata levantou o cadeado para cima. Assim não corria o risco de não gravar tudo que queria dizer. Havia se esquecido de ao menos respirar fundo antes de começar. Ela decidiu que não gritaria, fazendo o papel da namorada histérica. Iria ser firme e postaria a voz sem emoções. Sasuke a feriu, é verdade. Contudo, Hinata tinha algo para proteger. Seu orgulho e seu brio. Não queria dar a Sasuke a gosto de vê-la desabar. E não daria mesmo.

— Muito bem, Uchiha, você claramente esqueceu de se despedir — sentiu uma vontade repentina de estapear a cara de Sasuke até arrancar sangue, mas se conteve. — Espero que esteja bem com a Haruno. Vocês se merecem. Parece que ela pode te dar o mundo e é com isso que você vai ter que se contentar. Só vou avisar uma vez e escuta bem, Sasuke porque eu não vou repetir. Nunca mais bata na minha porta. E estou falando sério, Uchiha, se o fizer, eu mesma vou acabar com a porra da sua vida.

*

Quando terminou de ouvir o áudio, quase podia sentir o amargor da boca da Hyuuga.

Não iria mentir. Saber que havia machucado Hinata não o fazia se sentir melhor. E aquele áudio havia cimentado o fim entre eles. Após bloquear o celular, voltou com ele para o bolso da calça. Fitou a noite sem estrelas do apartamento da Haruno, imaginando como Hinata deveria estar. De tudo que poderia pensar, a melhor opção seria confusa. Nem mesmo havia dito a Hinata o motivo de ter partido. Não seria uma conversa fácil, mas pelo menos colocaria tudo em pratos limpos. Passou a mão pelo cabelo negro — quase sempre arrepiado -, soltando um logo suspiro. Sentiria falta da Hyuuga e de tudo que haviam compartilhado. Eles não viviam mal, ganhavam salários razoáveis e conseguiam até mesmo fazer alguns programas e viagens durante os finais de semana e feriados. Contudo, o Uchiha queria muito mais do que aquela vida clichê.

E Haruno Sakura poderia lhe proporcionar muito mais.

Sentiu o aroma de cerejeiras preencher suas narinas e mãos rodearem sua cintura. Cobriu as mãos da rosea com as suas. Pelo reflexo do vidro da grande janela, Sasuke pode ver o sorriso da Haruno direcionado para si. Eles haviam combinado no dia anterior que Sasuke a esperaria na garagem do prédio do jornal onde trabalhava. A princípio, Sasuke quis desistir da ideia de entrar no carro da Haruno. Hinata estaria em casa esperando por ele e ficaria preocupada se chegasse muito tarde. Só que as malas já estavam prontas e foram deixadas no apartamento de Sakura antes que fosse para o jornal. Enquanto ocupava o lado do passageiro, Sakura tirava o cinto para que pudesse lhe dar um beijo. A Haruno estava quase louca esperando por aquele horário em seu apartamento. Não estava acreditando que teria Sasuke apenas para si. Não precisaria mais dividi-lo com aquela mosca morta da Hyuuga. Sentiu os lábios quentes de Sasuke sobre os seus e uma das mãos do moreno em seus fios rosados. Um calafrio percorreu quase que instantaneamente sua coluna. Quando o ar se fez necessário, separaram-se. Sakura procurou algum arrependimento naqueles orbes tão escuros, mas ainda estava aprendendo a decifrar o Uchiha. Estavam naquele caso há apenas alguns meses, mas agora teria tempo o suficiente para aprender tudo sobre ele. Enquanto permaneciam em silêncio, Sakura imaginava o que se passava pela cabeça do Uchiha.

— Porque não vamos tomar um banho? — perguntou a Haruno com a voz soando inocente, mas os planos que tinham em sua mente eram tudo, menos puros. — Depois podemos sair para comemorar sua chegada. Dessa vez, definitiva.

Um êxtase percorreu seu corpo ao se ouvir. Definitiva. Assim seria a permanência do Uchiha em sua vida. Quando começaram a se encontrar, Sasuke não escondeu Hinata de si. Mas não conseguia negar Sakura o atraiu. E a rosada já tinha alguns motivos para isso em sua lista. Pelo pouco que haviam conversado, Sakura percebeu que o Uchiha era ambicioso. Então poderia muito bem juntar o útil ao agradável. Sakura também se sentia atraída pelo Uchiha. Quando estava sozinha, deitada em sua cama, pensava qual poderia ser sua moeda de troca. Sasuke queria poder, queria ser ouvido e mostrar o ótimo jornalista que era. Acho que o cargo de editor-chefe vai estar livre em breve. Ainda não havia revelado seus planos ao Uchiha. Antes precisava preparar o terreno, conversar com o pai, contar a ele quem era Sasuke e seu potencial.

— Claro, vamos comemorar.

Não poderia ficar sentindo pena de si mesmo. Havia tomado uma decisão. E sabia que não dava mais para voltar atrás. Aliás, ele tinha consciência disso desde as 06:00 horas da manhã da sexta-feira. Ainda lembrava-se de sentir-se aflito ao arrumar em silêncio uma mala com todas as suas coisas. Tinha medo de que a Hyuuga acordasse. Ele não havia pensado em um plano B para contar a ela, caso algo desse errado. Cada vez que Hinata se remexia na cama, segurava a respiração. Quando terminou de organizar sua mala, a pegou pela alça. Olhou pela última vez Hinata dormir antes de fechar a porta do quarto. Seria melhor ir embora assim, sem histeria, sem acusações ou dedos na cara. Sentiu Sakura afastar o corpo que antes estava colado ao seu. A seguiu até o banheiro, vendo a rosada tirar seu vestido, jogando-o no chão do banheiro. Sasuke não pode deixar de sorrir maliciosamente ao ver Sakura apenas de calcinha e sutiã. Ele poderia se acostumar com a nova realidade.

— Faltam só essas duas peças — Sakura se aproximou do Uchiha como um gato, colocando os antebraços em seu pescoço. Na ponta dos pés, levou os lábios até o ouvido do Uchiha. — Porque não me ajuda a tirar?

*

Sasuke viu Sakura enrolar-se na toalha e sair para o quarto. Não soube precisar o tempo que gastaram debaixo do cheveiro fazendo amor, mas de uma coisa tinha certeza. Ele precisava se controlar, quase deixou escapar o nome de Hinata ao chegar em seu ápice. Caso o tivesse feito, apenas iria conseguir mais uma dor de cabeça. Fechou o registro e pegou a toalha que Sakura reservou para ele. Ao que tudo indicava, Sakura teve bastante tempo para preparar o apartamento para a chegada dele. Secou o cabelo de qualquer jeito, amarrando a toalha na cintura. Ao entrar no quarto, viu que Sakura ainda estava apenas de lingerie. Ela olhava pensativa para seu armário, sem saber o que vestir. Sakura estava tão distraída que nem mesmo escutou os passos de Sasuke até si. O Uchiha passou o braço pela sua cintura, depositando pequenos beijos na lateral de seu pescoço. Sakura sentiu o corpo esquentar de imediato.

— Desse jeito nós não vamos sair — repreendeu a rosada abafando uma risada, retirando o braço de Sasuke de sua cintura. — Vamos, me deixe escolher o que vestir. Quero que hoje seja especial.

— Tudo que vestir ficará bem em você, Sakura. — disse o Uchiha carinhoso. Não pode evitar comparar a Haruno com a Hyuuga. Por mais simples que fossem suas roupas, Hinata não tinha muitas dúvidas em relação a seu guarda-roupa. Mas o Uchiha percebeu que o guarda-roupa da Haruno definitivamente não era o mesmo que o da Hyuuga.


Sasuke foi até a sua mala que estava no canto do quarto.Sempre fora uma pessoa prática, inclusive quando precisava se arrumar para sair. Colocou uma roupa um pouco mais sofisticada, pois imaginava que Sakura gostaria de levá-lo a um lugar mais elegante. Após calçar um sapatenis, procurou por seu perfume na mala. Retirou quase tudo de lá, sem encontrar o que precisava. Devo ter esquecido em casa. Outra coisa que precisava corrigir. Aquela não era mais a sua casa. A sua vida agora era com Sakura. Ele havia escolhido isso e deveria arcar com as consequências. E além do mais, ele só teria a ganhar nessa relação, enquanto que, se estivesse com Hinata, nada sairia do lugar. Que a nova vida comece, pensou o Uchiha soltando um suspiro de alívio quando viu que Sakura havia escolhido sua roupa.