O Touro E A Donzela
7 Capítulo 7 - Lutas Implacáveis
Lutas Implacáveis
Capítulo 7
Aldebaran alcançou rapidamente a longa floresta de Asgard, era difícil saber sua exata localização sem a ajuda de Agda, mas ele seguiu com convicção em direção ao local por onde Fafnir e Hati estavam vindo na última vez que viu os dois dentro daquele verdadeiro matagal escuro com suas trilhas sinuosas, seu cosmo ainda se mantinha elevado, mesmo que ele não encontra-se o inimigo, eles viriam a seu encontro, e foi o que aconteceu.
- Mirageshun! – Aldebaran gritou e a mão rápida de Hati com unhas que pareciam presas estava dentro da garganta de Aldebaran, o sangue jorrando fazendo o cavaleiro aos poucos ir se afogando em seu próprio sangue, Hati tirou sua mão e viu o cavaleiro cambalear para trás e cair com uma morte agonizante.
- Muito fácil. – Hati falou sorrindo para o corpo no chão e virou-se, para sua grande surpresa lá estava Aldebaran atrás dele em posição de ataque, o Mirageshun é um golpe de esquiva ilusória que Aldebaran raramente usa deixando o inimigo tendo certeza que o acertou.
- Steel Punch! – O grande cavaleiro gritou e foi à última coisa que Hati viu e ouviu naquele momento, pois poucos instantes depois estava inconsciente, Aldebaran não o acertou, mas com a pressão do golpe de seu poderoso punho de aço o corpo do jovem Hati voou e bateu com a cabeça em uma tora de árvore deixando um grande corte na testa dele. O cavaleiro aproximou-se e confirmou que o jovem só estava desmaiado, provavelmente com uma concussão cerebral por causa do traumatismo. – Crianças não devem se meter nisso. Meu assunto é com Fafnir. – Aldebaran logo escuta um grito agudo, era um grito de mulher, ele corre em direção ao som parando logo em frente a uma Holda que corria em seu encontro, havia arranhões em seu rosto e seu vestido vermelho estava com pedaços rasgados, tinha uma expressão de terror no rosto.
- Aldebaran! Aldebaran! Ajude-me! Ele vai me pegar novamente, está com Agda, Fafnir está vindo! – Ela apontava para a direção logo atrás dela, era uma área mais escura ainda do que o local que estavam, a vegetação gelada era mais espessa e tinha um aspecto aterrorizante.
- Você viu Agda? Holda me diga! Me leve até lá! – O cavaleiro já ia puxá-la para voltar ao interior da floresta, mas a mesma resistiu bravamente chorando com histeria.
- Não vou! Não me leva de volta! É só ir pelo caminho escu... – Antes de terminar a frase algo atravessou o corpo de Holda e cravou na área descoberta pela armadura da perna de Aldebaran quase atingindo um ponto fatal, se pegasse na artéria ele podia ter se considerado morto, assim como Holda que olhava para o objeto estranho lhe transpassava a barriga, algo afiado e pingando sangue.
Fafnir puxou a espada de volta, e Holda caiu nos braços de um abismado Aldebaran, não tinha sentido a presença do Guerreiro que agora lhe olhava com ar superior empunhando sua espada longa de ouro tão perigosa quanto seus olhos e afiada também, não pegou em nenhum lugar fatal de Aldebaran, mas a ferida era profunda e transbordava seu sangue, a dor o fez momentaneamente ajoelhar-se ainda segurando o corpo de Holda que obviamente estava morta, ele a deitou no chão ao seu lado, não havia mais nada a fazer por ela, só por Agda.
- Covarde! – O ódio de Aldebaran queimou e seu cosmo acendeu ainda mais, parecia que Atena estava lhe enviando forças para esta batalha. – Porque a matou?
- Porque era a melhor oportunidade de lhe deixar machucado. Entenda, eu ainda não consegui minha armadura, mas isso será facilmente solucionado, assim que a bruxa me der o poder que eu quero ela virá até mim, finalmente a armadura do Dragão guardião de ouro me reconhecerá! – Ele gargalhou já se sentindo vitorioso. — A espada foi um presentinho da bruxa para mim, assim como meu anel, agora eu conseguirei tudo que quiser, Agda e o posto de mais forte de uma só vez! – Os olhos de Fafnir estavam transtornados enquanto ele gargalhava, obviamente a ambição havia lhe feito perder o juízo.
- Você está louco e não vê, mas o que fez já é algo imperdoável e eu como cavaleiro de Atena trarei a justiça com meus punhos. – O cavaleiro se levantou com um pouco de dificuldade ficando na posição de lai com os braços cruzados, preparando seu golpe supremo de força e defesa.
- Como se eu fosse deixar minha glória! – Bufando de raiva o Guerreiro Fafnir corre na direção de Aldebaran. – Gold Death! – A espada de Fafnir voou de sua mão em uma velocidade absurda, foi em direção ao rosto de Aldebaran, logicamente o guerreiro estava mirando nos pontos sem a proteção da armadura dourada.
- Great Horn! – Com seu maior golpe que serve tanto para defesa quanto para o ataque as palmas das mãos de Aldebaran ficam douradas com a concentração de cosmo e logo a espada e Fafnir sofrem o golpe na velocidade da luz, a espada voa para a maior escuridão da floresta e o guerreiro é lançado ao chão cuspindo sangue, mas misteriosamente ele começa a rir quando Aldebaran aproximasse mais dele.
- Você está morto e não sabe. – Fafnir tenta levantar-se, mas o golpe o tinha atingido forte demais, e Aldebaran chegava mais perto olhando aquela criatura deplorável no chão, mais morto do que vivo.
Antes que o cavaleiro chegasse mais próximo do Guerreiro algo aconteceu, a espada voltou com o dobro da velocidade, ele só conseguiu desviar alguns centímetros, seu capacete dourado voou com a intensidade do golpe, seu pescoço sangrava na lateral, era um corte feio, o cavaleiro teve que rapidamente rasgar um pedaço de sua camisa por baixo da armadura e utilizá-la para estancar mais o sangue, tanto do pescoço quanto da perna que não havia parado, já sentia-se tonto com a perda.
- Morra! Morra de uma vez! Ela é minha, tudo é meu! – E ainda com o Guerreiro gritando o cavaleiro de touro cego de ódio aplicou-lhe um último golpe, finalizou com a vida do guerreiro com um punho de aço.
Fale com o autor