O Touro E A Donzela

6 Capítulo 6 - O início do fim


O início do fim

Capítulo 6

Acordando lentamente depois de sonhos tranqüilos e aquecidos Agda se viu ainda nos braços de Aldebaran, deitada sobre o corpo grande do cavaleiro, a mão dele repousava no fim de suas costas, ela sentia-se um pouco cansada, mas totalmente relaxada, e aquecida com aquele homem, olhou para a expressão tranqüila do cavaleiro, ele não tinha um belo rosto, ao menos não um belo rosto convencional, era um tanto bruto, mas fazia o coração dela derreter, e os olhos dele eram tão bons que ela não ligaria se ele fosse o homem mais feio do mundo, se não fosse o problema com os Guerreiros Deuses ela neste momento estaria totalmente realizada, beijou com muita delicadeza os lábios dele esperando não acordá-lo, o cavaleiro estava em um sono profundo, apenas mexeu-se levemente e deixou a mão descer mais um pouco ficando sobre a bunda da jovem que corou um pouco sentindo aquela sensação de calor lhe percorrer novamente, tinha se entregue ao cavaleiro, e foi maravilhoso, mas já era tarde da noite, ela conseguiu ver as horas em um relógio sobre a cômoda do quarto, eles tinham perdido o almoço e o jantar, percebeu o quanto estava faminta e precisava de um banho, suas pernas estavam meladas de sangue e do prazer dos dois. Levantou-se devagar, não queria acordá-lo, foi ao banheiro e colocou a banheira para encher com água quente, enquanto a banheira não estava pronta com uma toalha ela molhava na água quente e se limpava superficialmente, seu sexo estava dolorido e com uma sensação de ardência, mas era uma delicia porque lhe

lembrava de como o cavaleiro entrou nela, e lá estava ele novamente a olhando pela porta do banheiro, mas não havia mais fúria em seu olhar, só um doce olhar, ela corou-se novamente.

- Precisa de ajuda? – Ele foi aproximando-se ainda com o corpo nu e melado, ela tirou os olhos dele, estava completamente envergonhada, seus pensamentos eram só sobre o que tinha acontecido entre eles, aquela paixão desesperada, a sensação de urgência. Ele segurou a toalha da mão dela, se ajoelhou em frente à jovem e foi deslizando com cuidado o tecido umedecido sobre as pernas dela, em cada parte limpa ele beijava com suavidade, os olhos dele estavam cravados sobre o rosto corado dela que tentava não olhá-lo. – Senti sua falta na cama.

- Eu não queria acordá-lo... – Ela não estava conseguindo pensar direito com ele fazendo aquilo, sempre que sentia os lábios dele sobre sua pele sensível um arrepio percorria seu corpo, sua respiração estava ficando ofegante. – Pensei... em pegar algo para comermos...

Ele molhou novamente o tecido na água quente, passando com delicadeza no sexo dela que estava um pouco inchado nos grandes lábios, pensou que provavelmente a tivesse machucado mais do que devia, ele era muito grande e ela ainda não havia sido possuída por ninguém, só por ele, ela era dele agora, e aquilo lhe dava uma enorme satisfação, seu membro já estava ereto novamente, ele necessitava mais um pouco dela antes de voltar a pensar tranquilamente sobre qualquer outra coisa, depois de limpar com cuidado o sexo dela sem machucá-la, ele levou os lábios até ele, enfiando a língua em busca do clitóris dela e lhe chupando devagar quando o achou, as pernas dela automaticamente abriram-se mais sentindo o prazer que vinha da boca do cavaleiro.

-Aahh... Aldebaran... Não faça isso... – Ela dizia não, mas seu corpo lhe denunciava implorando por isso, ele colocou as mãos sobre a bunda dela e apertou-a puxando mais para si, ela estava quase sentada sobre o rosto dele, contorcendo-se de prazer, e tão sensível que não demorou a sentir aquele forte choque de prazer lhe tomando o corpo e apagando qualquer pensamento que poderia estar tendo, tudo ficou branco, só prazer absoluto, o corpo foi relaxando e deixou-se cair nos braços do cavaleiro.

- Você é deliciosa. – Ele a beijou com gula, tomando-lhe os lábios avidamente, ela pode sentir seu próprio gosto na boca dele, enrolou seus braços no pescoço do cavaleiro, e as pernas ao redor da cintura do mesmo, podia sentir a pressão do membro duro dele entre suas pernas, ele ainda não estava possuindo-a, ele levantou-se e encostou as costas dela contra a parede do banheiro. – Quero você novamente... Com força. Mande-me parar se ficar muito forte, não desejo machucá-la. – Antes que ela pudesse falar qualquer coisa, ele a penetrou fundo, ela deu um gritinho já que não esperava tanto tão rápido, ainda estava ardida, mas aquilo era muito bom, ele aguardou ela dizer algo por alguns instantes, mas quando não escutou nada sabia que podia continuar, e estava louco para isso, ele tirou e enterrou-se novamente com força. – Argh... Delícia... Diga que é minha Agda... – Ele lambia e chupava o pescoço dela deixando uma marquinha vermelha em sua pele, e aumentou a velocidade com que enfiava nela.

- Simmm... Sou sua... Toda sua Aldebaran... – Ela queria gritar de prazer, já tinha perdido a razão, mordia o pescoço do cavaleiro e o chupava também, na tentativa de não gritar com toda sua força enquanto era tomada novamente, e dessa vez com força por aquele enorme homem, ele nem parecia sentir suas mordidas só gemia palavras incompreensíveis, ela puxou

com força os cabelos dele e o beijou forte, nunca foi tão ousada em sua vida, mas não ligava para mais nada nesse momento, e enquanto se beijavam os dois gozaram, ele a preenchia com seu gozo quente que escorria pela intimidade dela pingando no chão do banheiro, o beijo foi parado, ambos precisavam respirar, mas mantiveram suas testas juntas e as bocas arfando, buscando ar, ainda com os lábios próximos.

Ele foi carregando-a para a banheira que já estava transbordando com a água quente e entrou ainda a segurando nos braços, desligou a torneira da banheira, e ela se aconchegou sobre o corpo dele, ele com uma esponja passou a lavá-la e a si próprio, não falaram mais nada até que a barriga dele roncou, isso tirou risos dos dois.

- Acho que estou com fome. – Ele a beijou carinhosamente, de forma muito doce, ela suspirou sem perceber, estava encantada.

- Nós perdemos o almoço e o jantar, vou buscar algo para comermos. – Ela se retirou do banho se enxugando com uma toalha felpuda branca enquanto o cavaleiro não a perdia de vista.

- Não demore, ainda temos que conversar sobre o que vamos fazer agora. – Ele ficou sério ao pensar sobre o assunto, não queria vê-la junto de Fafnir novamente, achava que teria que recorrer a métodos mais brutais de uma vez por todas.

Ela concordou em não demorar, vestiu-se rápido e saiu do quarto, o cavaleiro terminou seu banho e vestiu-se só com as calças, sentou-se na poltrona em frente à lareira encarando as chamas de forma pensativa, depois de meia hora ela ainda não havia voltado, imaginou se estaria cozinhando algo, nunca tinha provado da comida dela, ainda tinha uma série de coisas desconhecidas de um para outro, imaginou que teria que ir embora quando a missão acabasse, será que poderia voltar para visitá-la? Lembrar-se-ia de perguntar para Hilda e Atena, Talvez elas concordassem, Atena tinha um fraco sobre assuntos de coração, porém não sabia como Hilda reagiria. Ele tirou logo o assunto da cabeça, isso aconteceria quando tivesse que acontecer, antes o mais importante era descobrir quem era a bruxa envenenando a cabeça dos guerreiros e destruí-la, assim sua missão estaria realizada e ele teria todo o tempo para tratar disso. Logo se passou quase uma hora e Agda não voltou, preocupado o cavaleiro, vestiu sua camisa, e foi em busca da jovem, não conhecia bem o Palácio o que lhe fez perder algum tempo, mas localizando um empregado que estava perambulando pelo Palácio ele lhe indicou o caminho, Aldebaran chegou à cozinha, mas ela estava intocada, não havia ninguém naquele ambiente, só a janela de vidro aberta, um pouco de neve dentro do lugar, e um frio, que pior do que o frio do ambiente se espalhava pelas entranhas do cavaleiro, olhando pela janela havia marcas de pisadas e um pouco mais longe uma bota que ele reconhecera, era a que Agda usava. Alguém havia seqüestrado a jovem, o cosmo de Aldebaran cresceu assustadoramente, nessa noite ele iria matar alguém, correu para seu quarto e pôs sua armadura dourada, olhou para trás e Hilda estava lá, provavelmente sentiu a mudança no cosmo dele.

- O que aconteceu cavaleiro? – Ele lhe explicou o mais rápido que conseguiu, ela estava muda e espantada com a dimensão das coisas, pensava ser apenas algum desentendimento, mas isso era muito pior, sem poder acalmá-la já que ele mesmo não estava nada calmo o cavaleiro saiu do Palácio, iria seguir para a floresta que era onde Fafnir e Hati estavam com comportamento

suspeito da última vez e se precisasse a reviraria por completo, à hora da batalha havia começado.