O Touro E A Donzela

5 Capítulo 5 - O ciúme e a paixão


O ciúme e a paixão

Capítulo 5

Ela estava lá, tão linda nos seus aposentos, deixou a alça do vestido azul cair pelos ombros, ele beijou o ombro nu, puxou a alça do vestido para que aqueles pequenos seios arrebitados aparecessem, ela lhe sorria com aqueles lábios rosados perfeitos, as mãos dele eram grandes e cobriam todos os seios dela, ele queria sugar os mamilos rosados, mas ela puxou-lhe a face para beijar, ele já sabia que aquilo não era mais um sonho, podia sentir os lábios ávidos beijando-lhe duro, uma pele quente contra a sua, e um corpo que se empurrava contra sua dura ereção.

- Ahhh... Agda... – Então tudo parou ao gemido do cavaleiro, e rapidamente mãos o estavam estapeando, ele nem conseguiu reagir a tempo, só sabia que estava apanhando e por sorte as tapas não eram tão fortes, apesar de serem rápidas.

- Agda!? Agda!? Seu cretino! Eu vim aqui me oferecer a você, e chama o nome dela? Acha que a santinha viria até sua cama? – Holda praticamente gritava inconformada, levantando de cima do corpo do cavaleiro, estava completamente nua. Aldebaran estava embasbacado com aquilo, não espera por isso.

- Errr... Desculpe-me Holda, não pensei direito, estava dormindo. – Ele tinha mais surpresa na face do que tudo, não imaginava aquilo acontecendo, e ela vestiu seu roupão nas pressas, o xingando e saindo de seu quarto batendo a porta. – O que foi isso? – Ele voltou a acomodar-se na cama, mas dessa vez o sono demorou a vir, só depois de umas duas horas rolando na cama conseguiu voltar a dormir, e dessa vez não mais sonhou.

Na manhã seguinte Agda chamou o cavaleiro e foram tomar o café da manhã, Hilda e Freya não estavam, parece que estavam ocupadas com assuntos da vila desde ontem, apenas uma aborrecida Holda esperava na mesa, Agda sentou-se ao lado dela, parecia ainda envergonhada pela noite anterior, já Holda estava ainda furiosa, ele tratou de sentar do outro lado da mesa ficando de frente as duas mantendo a vista no café da manha, havia diferentes bebidas quentes, café, chocolate e chá, mas havia também sucos, pães, queijos, frutas, bolos e uma série de outras deliciosas comidas, ele foi provando um pouco de tudo e as outras duas também.

- Hum... Está um belo dia lá fora. – Agda tentava puxar algum assunto para que a tensão diminuísse, estava tão distraída com os seus próprios pensamentos que nem tinha dado conta da fúria gelada de Holda.

- É mesmo? Ainda não vi. – Ao falar isso Holda que segurava uma xícara de café bem quente o deixou escapar por entre os dedos de uma maneira claramente proposital pelo que percebeu Aldebaran, e o líquido fervente foi parar na coxa direita de Agda, encharcando o seu belo vestido rosa longo e de mangas compridas, a jovem gritou e Aldebaran levantou rapidamente para ajudá-la, Holda também levantou.

- Nossa como sou desastrada, é melhor resfriar isso. Por hora vou me retirar, desculpe Agda. – E saiu da sala rapidamente, mas ainda furiosa.

Aldebaran levantou parte do vestido da jovem para ver o estrago causa pelo café, segurou o tecido para que não voltasse a entrar em contato com a coxa de Agda, e descobriu as pernas dela, e o estrago se mostrava em uma mancha grande vermelha na coxa, destacando-se firmemente em contraste com sua pele, tinha gelo sobre a mesa para quem quisesse por no suco, ele o pegou deixando uma Agda que choramingava um pouco pela dor segurando o próprio vestido, se não fosse às lágrimas da garota e aquela mancha vermelha, aquela seria uma cena bem sexy, mas Aldebaran nem reparava, estava preocupado demais para isso, cobriu o gelo com um guardanapo de lenço e colocou sobre a queimadura.

- Calma vai passar, a dor vai passar. – Ele deslizava o gelo na pele da jovem, tomando cuidado, ficaram nisso durante um tempo, sem falar mais nada, a pele dela às vezes se arrepiava, ela foi se acalmando. – Esta melhor? – Ele perguntava com preocupação, sabia que o culpado daquilo na verdade era ele, mesmo não tendo idéia que aquilo aconteceria, mas despertar a ira de uma mulher era sempre muito perigoso.

- Está à sensação de queimor esta diminuindo. Obrigada. – Ela estava com uma expressão mais aliviada, apesar da mancha ainda estar bem vermelhinha em sua pele. – Ele pensou em pedir desculpas e lhe contar o que aconteceu entre Holda e ele, mas pensando bem viu que isto não beneficiaria ninguém. – Eu vou me trocar e limpar o rosto, ainda temos um plano a seguir hoje. – Ela seguiu para o quarto, limpando as lágrimas com as mangas do vestido, pediu a um dos empregados para passar o recado para Fafnir dizendo que o esperava na escadaria do Palácio dentro de vinte minutos.

Aldebaran saiu do Palácio e procurou uma coluna não muito longe onde ficaria escondido, e daria para ver os movimentos de Fafnir, era difícil para ele resistir à tentação de pegar Agda em seus braços e levá-la para algum lugar seguro, onde nada de mal pudesse lhe acontecer, mas sabia que não tinha direito algum de fazer isso. E assim pouco tempo depois lá estava Fafnir na escada aparentando impaciência, e Agda desceu as escadas a seu encontro, ele viu o sorriso de Fafnir se alargar quando a viu.

- Olá Agda fiquei surpreso com seu convite, do que se trata essa maravilhosa surpresa? – O sorriso dele era largo, foi logo segurando a mão delicada de Agda e a beijando, ela estremeceu um pouco, o que para ele era um sinal de prazer, para ela era repulsa, mas abriu o mais encantador de seus sorrisos falsos, até Aldebaran ficou zangado, ela não deveria sorrir para aquele imprestável, era um pensamento que ficava martelando na cabeça dele.

- Eu andei pensando sobre nós... Sobre sua proposta. – Como uma atriz de primeira ela entrelaçou os dedos com os dele, e o puxou para sentar ao seu lado, agora eles estavam de costas para Aldebaran que não conseguia ver suas expressões e aquilo estava o tirando do sério.

- Mesmo? Eu sabia que você acabaria percebendo, que eu sou o melhor homem para você, te darei tudo do bom e do melhor, não precisará servir a ninguém, eu vou lhe cobrir de ouro Agda. – Ele a mostrou um anel grosso dourado que usava no dedo. – Você sabe que tenho muito mais do que qualquer outro homem dessa região, eu tenho o dom para achá-lo, você será como uma rainha. – Ele foi aproximando mais do rosto dela, e ela sabia que para convencê-lo não poderia se afastar, ele a beijou nos lábios e Aldebaran respirou fundo quando viu, seu sangue ferveu cabeça fria não era uma das qualidades dele, fechou os punhos com tanta força que eles quase sangraram. Ela afastou os lábios dos de Fafnir, estava enojada, mas mantinha um sorriso.

- Eu sei que sim, eu já não agüento mais ter que servir de empregada aqui, não agüento mais as ordens de Hilda, vou acabar enlouquecendo. – Ela falou tentando manter a voz firme.

- Não se preocupe, logo isso se resolverá. – Fafnir falou com convicção. – Minha mulher não será empregada de ninguém, só servirá a mim.

- Sim eu farei isso, mas sabe que Hilda não me autorizará parar de servi-la, eu sou eficiente. – Isso era extremamente verdadeiro ela realmente era eficiente e uma das servas mais próximas a Hilda e Freya assim como Holda, eram servas de confiança.

- Já disse para não preocupar esta cabecinha linda meu bem, amanhã vou lhe levar a um lugar, você irá ver com seus próprios olhos o motivo para não se preocupar mais com nada disso. – Ele cheirou os cabelos dela, e estava puxando o casaco dela para ter acesso a seu pescoço, quando a mesma se afastou.

- Não vamos fazer essas coisas aqui, Hilda pode acabar sabendo disso, e preciso cuidar novamente dos meus afazeres ou vou ficar ouvindo sermões, sabe como são as coisas por aqui. – Ele ainda a puxou e deu-lhe outro beijo tão feroz que os lábios dela ficaram inchados.

- Ok, amanhã venho lhe buscar minha Agda. – Ela quase que desmaia de tanta aversão e sobe rapidamente as escadas.

Seguindo para o quarto de Aldebaran, estava com vergonha para olhá-lo sabendo que ele viu tudo aquilo, mas tinha que lhe atualizar e era melhor fazer isso longe dos olhares alheios que poderiam ter por perto. Entrando no quarto ela foi lavar o rosto no banheiro dele, queria esquecer daqueles beijos para não ficar mais tão enjoada, encarou no espelho seus lábios um pouco inchados, e escutou a porta do quarto abrindo, ele estava lá e estava encarando-a na porta do banheiro, a expressão no rosto dele era furiosa, ela deu até uns passos para trás um tanto temerosa, só para depois lembrar-se que ele nunca a machucaria, ele era um bom homem, apesar de bem furioso.

- Eu não agüento mais... – Ele aproximou-se dela e a puxou para seus braços, a levantou como se fosse uma boneca de pano com um dos braços, posicionou o outro na nuca dela e a beijou sofregamente, e ela não ofereceu resistência, estava entregue para ele, suas línguas se esfregando, o beijo era quente, ele foi levando-a para a cama, deitou-se sobre ela mantendo o peso do corpo em seus próprios braços. –Eu quero você agora Agda, não quero mais ninguém lhe tocando, você quer ser minha? – Ele perguntou com suas bocas separadas, mas tão próximas que ainda havia um pequeno fio de saliva unindo seus lábios.

- Eu quero ser sua... – A resposta saiu de maneira natural dos lábios dela, estava sôfrega, foi um beijo que lhe tirou o ar, ela estava tão excitada que nem mais conseguia raciocinar, estava louca por aquele cavaleiro de aparecia tão bruta e com os olhos tão gentis.

Ele não precisa escutar mais nada, a puxa para que se sente na cama assim como ele, abre o casaco dela e o joga contra o chão, ela agora usava um vestido amarelo muito parecido com o azul que fizera também parte do sonho dele, ele desceu as alças do vestido revelando os seios dela que era do jeito que ele sonhara, pequenos, firmes, com mamilos rosados, ela estava corada, e ele a puxou começando a sugar seus seios devagar, aproveitando seu gosto, passando a língua pelo mamilos que ficavam cada vez mais rígidos, fez com um e com outro, ela tentava se controlar para não gemer.

- Aaahhh... – Ela não conseguiu evitar gemer e ele ficou satisfeito com isso, sua ereção parecia querer explodir para fora da calça, ele tirou sua camisa e puxou o vestido dela que deslizou para fora do corpo magro e com delicadas curvas de Agda, ela usava uma simples calcinha branca, aquilo já estava enlouquecendo o cavaleiro que queria tomá-la com rapidez e desejo, mas sabia que a assustaria dessa forma, e também não queria machucá-la tinha que se lembrar que era muito grande para ela, teria que tomá-la lentamente e com cuidado, ele a fez se deitar, com as mãos sobre os joelhas dela abriu suas pernas, ela envergonhada cobria os seios de mamilos enrijecidos com as mãos.

- Não se esconda, você será toda minha Agda. – E com essas palavras ela deixou os seios livres, mas ainda estava corada, ele passou a língua sobre os lábios com a deliciosa visão, avistou a queimadura dela ainda vermelha na coxa e beijou levemente a mancha, subindo o rosto até aspirar o cheiro gostoso de sua intimidade abafada pela calcinha que já tinha um aspecto molhado, aquilo deu água na boca do cavaleiro que passou a língua pelo tecido e Agda gemeu alto, um som muito gostoso para o cavaleiro que até chupou o tecido molhado, viu a jovem estremecer, e ele sabia que aquilo era prazer, ele puxou a calcinha dela e a tirou, ela estava completamente molhadinha, ele foi introduzindo a língua na intimidade dela, saboreando aquele líquido que lhe lambuzava todo o lábio, massageando o clitóris dela com seu dedo, ela gemia mais alto, Ele queria ver bem o rosto dela, sua expressão de prazer, então tirando os lábios ele continuou esfregando seu dedo naquela massagem erótica no clitóris vermelhinho dela, observando ela arquear as costas de prazer, a expressão dela o deixava louco, estava muito sexy enquanto gemia com o dedo dele, devagar ele foi lhe enfiando o dedo do meio, ela deu um gritinho de surpresa e logo gozou na mão do cavaleiro. – Você é tão sexy Agda que nem imagina seu efeito em mim. – Ele chupou o dedo molhado, ela arfou com os olhos entreabertos, estava perdida no seu primeiro delicioso orgasmo, mantendo as pernas dela abertas, ele libertou sua ereção da calça e jogou a roupa no chão. – Quero que me diga se doer... Eu paro, ok? – Ela balançou a cabeça concordando, mas não conseguia tirar a visão do membro duro do cavaleiro, achava que aquilo não entraria nela, e ficou com medo, mas não queria demonstrar, só queria ser dele, e aquele prazer que tinha acabado de ter foi enlouquecedor, ela queria mais, seu corpo pedia por mais. Ele separou mais as pernas dela, segurando o membro ele passou a cabeça na intimidade dela já bem molhada, esfregando-o devagar, até ele gemia e ela também, foi relaxando acostumando com a proximidade dele. – Relaxe querida... – Com essas palavras ele foi introduzindo, primeiro só parte da cabeça, depois ela inteira, e Agda ficou rígida nesse momento, aquilo iria doer, ela estava ainda se acostumando e ele entrou mais enfiando a metade daquele enorme membro nela, uma dor tomou suas partes, ela mordeu os lábios com força para não gritar, e o sangue descia lentamente escapulindo entre as pernas dela. – Shhh... Calma, calma vai passar. – Ele docemente a beijo, sugou seus lábios, desejava possuí-la mais que tudo, mas ficou parado, esperando o corpo dela acostumar-se ao seu, ela estava muito apertada e acabava por machucá-lo um pouco também, mas não era nada em comparação a vontade de tê-la. – Posso continuar? – Ele perguntou com a voz rouca de excitação, ela balançou a cabeça em concordância, não ousava falar. Ele começou a se mover vagarosamente, e à medida que se acostumava ela gemia baixinho. – Está gostoso Agda? – Ele perguntou em um sussurro rouco, ela concordou.

- Sim... Está... Aldebaran. – Ela tinha que falar devagar, uma sensação mais prazerosa do que a primeira que teve estava invadindo-a enquanto ele entrava cada vez mais nela naquele vai e vem lento, ela jogou os braços ao redor do pescoço dele e o beijava enquanto o prazer os dominava completamente, então ela sentiu o prazer chegar com força, seu corpo estremeceu, ele sentiu o prazer dela chegando e se permitiu chegar junto, ele gozou dentro dela com intensidade como se nunca tivesse tomado uma mulher em sua vida, e ela o abraçava com força, estremecendo e gemendo alto, sua voz ecoando pelo quarto do cavaleiro, e sem forças deixou-se ficar ali, ele deitou ao seu lado, e puxou o corpo dela para ficar sobre o dele, e também um cobertor para cobrir seus corpos nus, saiu devagar de dentro dela e sentiu a mistura de sangue e gozo melarem suas pernas sem ligar.

- Você está bem? – Ele acariciava os cabelos loiros dela , que parecia pronta para dormir sobre ele e lhe deu um pequeno sorriso tímido. – Que bom... Agora descanse. – Deu um suave beijo nos lábios e outro na testa, ficou olhando o belo rosto corado dela até que a mesma dormiu, e ele também se permitiu um bom sono relaxado.