O Touro E A Donzela
3 Capítulo 3 - Os problemas de Asgard
Os problemas de Asgard
Capítulo 3
Aldebaran acordou ainda na banheira quando a temperatura da água já não estava mais quente, seus dedos enrugados. – Nossa... Apaguei, será já hora do jantar? – Levantando-se da banheira o cavaleiro de touro passa uma toalha pelo corpo secando-se e vai para o quarto sem roupa mesmo, assim que entra no quarto uma surpresa, Agda acaba de entrar no quarto com uma bandeja de chá e ao ver o corpo nu do enorme cavaleiro, a donzela espantada arregala bem os belos olhos castanhos e abre a boca sem emitir nenhum som, mas a bandeja que esta na sua mão escorrega por seus dedos, sem a mesma nem ter conhecimento disso, com um rápido reflexo e sua velocidade o cavaleiro impede a bandeja de cair, mas lá esta ele completamente sem roupas olhando nos olhos daquela bela mulher completamente muda e com total surpresa no rosto, ao passar alguns segundo a face dela vai ficando cada vez mais vermelha. – Me-me-me desculpe... – Ela vira-se rapidamente de costas, mas a imagem do enorme cavaleiro de músculos definidos e com suas partes íntimas expostas está martelando na mente dela. – Eu vim só trazer um pouco de chá antes... do jantar sabe? Vou embora agora. – Antes que ele pudesse falar algo ela já havia saído do quarto, ele estava lá, completamente atordoado e olhando para a xícara de chá sobre a bandeja.
- Isso sim foi algo inesperado. – Ele deixa a bandeja sobre a cama e trata de se vestir tendo em mente a imagem daquela face corada e linda, e daqueles lábios rosados que era uma verdadeira tentação, imaginava o gosto deles, de como gostaria de beijar aquela boca e cada parte do corpo daquela linda mulher. – Devo estar virando um tarado. – Deu umas tapinhas no próprio rosto para tentar esquecer-se do ocorrido e sair daquela hipnose.
Algum tempo depois o cavaleiro escuta alguém bater na porta, pensando ser a jovem Agda, ele praticamente pula para fora da cama, e passa as mãos pelas roupas como se estivesse desamassando-as, pigarreia para que a voz não saia falha e fala. – Pode abrir. – Mas a jovem que aparece na porta não é mesma que ele esperava, essa usava um vestido longo vermelho bem colado no corpo e tinha um generoso decote eu os seios fartos quase pulam para fora, cabelos longos negros com mechas vermelhas e olhos negros como as trevas, era uma figura extremamente sexual.
- Boa noite, cavaleiro soube de sua presença e vim visitá-lo, me chamo Holda, e sou uma serva de Hilda, as vezes a ajudo com suas obrigações para com Odin. – Os olhos dela analisavam cada centímetro do corpo de Aldebaran, e ela aproximava-se devagar com passos de uma pantera. – Não mentiram... Você é grande. – Ela passou a língua sobre os lábios e pôs as mãos nos braços do cavaleiro. – E forte... – Ele não sabia bem o que fazer com esta sedutora mulher que vinha lhe provocar, mas ele não tinha um bom pressentimento sobre isto, e antes de falar qualquer coisa ele viu os olhos na porta que já estava aberta graças a Holda, aqueles olhos castanhos que fascinavam tanto, mas que estavam bem aborrecidos agora, e ela entrou de vez.
- Não querendo atrapalhar os dois, mas as senhoritas já nos esperam. – Ela estava mais linda, se é que era possível pelos olhos de Aldebaran, vestia um longo vestido azul claro de alcinhas, não tinha decote, e os seus pequenos seios estavam bem guardados diferentes dos de Holda, mas era uma visão encantadora, ele quase soltou um suspiro, tinha até esquecido que Holda estava quase pulando sobre ele.
- Mas já? É uma pena... Queria conhecer mais do nosso convidado antes de jantar... Mas fica para depois então. – Muito desinibidamente a jovem Holda entrelaçou o braço no de Aldebaran. – Vamos cavaleiro, permita-me acompanhá-lo. Você não se importa, não é mesmo Agda? – Ao perguntar ela deu um belo sorriso para Agda. – Sabe o quanto sou encantada pelos poderosos cavaleiros de Atena, ainda mais um de ouro.
- Faça como quiser. – A loira saiu com passos pesados e com um rosto bem carrancudo, a mesma expressão que fez para ignorar Fafnir, mas ao invés de indiferença havia um grande traço de descontentamento nos olhos. Os outros dois a seguiram, e Aldebaran ficou sem saber o que fazer só se deixando levar.
Na sala de jantar havia uma mesa enorme que daria para sentar facilmente uns trinta convidados, e na cabeceira da mesa já estava Hilda com Freya do seu lado, as duas levantaram-se quando os viram aproximar-se.
- Aldebaran de touro, é uma honra que estava hoje aqui conosco, parece que já conheceu nossas fieis servas, Agda e Holda, sentem-se, por favor. – Disse Hilda. Holda foi com Aldebaran sentar-se do lado esquerdo de Hilda, e Agda sentou-se ao lado de Freya ficando de frente a Aldebaran.
- Eu espero poder lhe servir Hilda, a Deusa Atena ficou preocupada com sua carta. – Aldebaran falou já se sentindo aliviado por Holda ter-lhe soltado o braço no momento que se sentaram à mesa.
- Primeiramente vamos jantar. – Todos concordaram com Hilda enquanto os pratos eram servidos, jantaram de maneira farta, e logo a criadagem levou os pratos vazios novamente. – Bom, vamos ao assunto. O que esta ocorrendo em Asgard é algo que não consigo entender, meus guerreiros deuses eram fieis e dispostos a darem suas vidas por mim sem questionar, e isso foi o que ocorreu quando fiquei presa no feitiço do anel de Nibelungo, graças a ordens que deu meus guerreiros faleceram. – Freya segurou na mão de sua irmã que tinha os olhos tristes ao tocar neste assunto, mas Hilda continuou a falar. – O normal é que agora eu escolha novos guerreiros com grande força, mas os novos guerreiros têm duvidas e medos com relação aos meus comandos. Eu já tentei descobrir os temores deles, mas eles sempre parecem incertos, já expliquei que o que houve não vai mais repetir, que serei mais cuidadosa, enfim, ainda não sei por que eles não me seguem como deveriam, dessa forma não posso entregar as safiras de Odin para nenhum deles até que tudo se esclareça. Pedi a ajuda de Atena, pois não sei mais o que fazer no momento.
— Não se preocupe senhora de Asgard, eu estou aqui justamente para ajudá-la, descobrirei o que está havendo e trarei de volta a paz deste lugar. – Um pouco pensativo o cavaleiro continuou. – Será que posso pegar a senhorita Agda como ajudante? Preciso de alguém daqui para me auxiliar com algumas coisas.
- Claro que sim, Agda vai lhe ajudar e Holda irá ficar responsável pelos afazeres dela enquanto isso. – Holda não pareceu gostar muito do que Freya disse, mas não questionou quando viu a concordância de Hilda, logo Hilda e Freya tiveram que se retirar e levaram Holda junto para concluir os afazeres do dia, e Aldebaran foi com Agda lhe seguindo esperando que ele lhe dissesse os próximos passos a serem tomados.
- Agda, ponha seu casaco. Estamos indo ao bar da vila que os cavaleiros freqüentam. – Aldebaran não gostava da idéia de levar a jovem mulher pela noite no frio que fazia em Asgard, mas ele próprio não sabia o caminho ou quem era confiável para pegar as informações e isso era algo que a jovem deveria saber perfeitamente, logo a melhor decisão era levá-la.
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