O Touro E A Donzela
1 Capítulo 1 - A missão
A missão
Capítulo 1
Isto ocorreu em uma época de paz e tranqüilidade para os cavaleiros depois de terríveis batalhas e quando Atena consegue ressuscitar todos eles que passam a viver em harmonia em cada uma de suas casas, principalmente os cavaleiros de ouro que ainda cuidam das doze casas do zodíaco para que nenhum mal chegue até o templo de Atena que agora passou a ser a casa oficial de Saori junto com os cavaleiros de bronze.
Em uma manhã de clima fresco o cavaleiro Aldebaran de touro foi chamado para o templo de Atena ela tinha uma missão para o bravo cavaleiro, que ajoelhou ao ver Atena sentada em seu trono.
- Aldebaran meu bravo cavaleiro, tenho uma missão para você. – Abrindo um papel que estava em suas mãos Atena continuou a falar. – Recebi uma carta de Hilda de Poláris, ela esta escolhendo seus novos guerreiros deuses, mas parece que ocorre algum descontentamento entre eles que ela ainda não sabe o motivo, mas imagina que seja por causa da morte de seus antigos defensores. Atualmente tenho outros assuntos a resolver aqui e não posso me afastar, peço para que você seja meu representante em Asgard e mostre aos novos escolhidos que a aliança de paz entre nós está completamente firme.
- Mas Atena eu perdi a luta contra o guerreiro Deus Shido, que foi morto na batalha entre os cavaleiros de bronze e eles... – Antes que Aldebaran terminasse sua fala Saori continuou.
- Foi por isso que lhe escolhi, assim não terão na cabeça que estamos com a intenção de humilhá-los com sua derrota, foi algo que simplesmente teve que acontecer, nós lutamos pela justiça e por todos na terra.
- Sim Atena, farei como me pede e irei até Hilda de Poláris, só voltarei quando a paz se restabelecer em Asgard. Com sua licença. – O grande cavaleiro levantou-se e foi seguindo para a saída do templo ainda tendo tempo de escutar um “tome cuidado” da Deusa que o mesmo servia, ele faria todo o possível e o impossível também para cumprir sua missão, e rapidamente se encaminhou para Asgard só antes passando na sua casa para levar sua armadura de ouro e algum dinheiro que pudesse precisar na viagem até lá.
Depois de pouco mais de um dia finalmente o cavaleiro chegou a Asgard, usando sua velocidade (mas não toda ela) para que a viagem não se tornasse muito longa, finalmente chegando no extremo norte da Europa, na fria Asgard para a qual ele não precisava de muitas roupas de frio, pois seu forte corpo era bem treinado para diferentes climas e o seu cosmo também o permitia se manter quente mesmo com apenas uma calça jeans escura, botas próprias para a neve e uma camiseta branca que contrastava com a cor da pele morena do cavaleiro. Seguindo diretamente para o Palácio de Guaruhara que recentemente havia sido restaurado para que Hilda voltasse a fazer suas orações ao Deus Odin dentro do mesmo onde a própria também morava, para chegar ao palácio ele passou por diferentes áreas, algumas pareciam uma espessa floresta com plantas de clima frio e outras com tanta neve que só se via a grande brancura por todo o lugar, e logo ele chegou na área mais próxima ao templo, o lugar de treinamento para os guerreiros, muito semelhante ao que eles tinham na Grécia, um punhado de guerreiros estava no local, mas ao invés de treinarem estavam tendo algum tipo de conversa acalorada pois Aldebaran podia escutar alguns tons elevados apesar de não ter discernido qual o assunto que estava em questão, mas alguns guerreiros o viram aproximar-se e logo todos estavam calados olhando de maneira inquisidora para o cavaleiro.
- Quem é você? Não permitimos estranhos próximos ao Palácio, principalmente um que leva uma armadura consigo. – Falou o guerreiro de menor tamanho que tinha no local, e parecia que ele ficava menor ainda na presença de Aldebaran com seus 2,10m de altura, mas ele não parecia receoso, seus olhos eram dourados e perigosos, um cabelo negro revoltado descia pelo rosto do guerreiro que não parecia se incomodar, uma pele morena mas era mais clara que a de Aldebaran, e o mesmo tinha uma cicatriz feia que descia da bochecha direita até o queixo, mas tirando isso não era um homem feio, e os seus braços eram obviamente a parte mais trabalhada de seu corpo, o tamanho dos músculos revelava isso, um homem com muita força foi o que o cavaleiro logo concluiu.
- Sou um cavaleiro de Atena, Aldebaran de touro e vim a pedido da mesma para me encontrar com a representante de Odin, Hilda de Poláris, creio que a mesma já me espera.
- E que tipo de assunto um dos preciosos cavaleiros de Atena tem para tratar com a nossa Hilda? – A pergunta tinha um tom de ironia bem visível e os olhos do guerreiro pareciam mais perigosos ainda, ele queria só um motivo para atacar e isto estava obvio para Aldebaran que também estava começando a se irritar com os modos do guerreiro.
- Um tipo de assunto que não foi dado autorização para chegar aos seus ouvidos senhor Fafnir. – Uma jovem apareceu, os olhos de Aldebaran pousaram nela, e ficaram surpresos com a beleza da dona da voz que tinha respondido ao guerreiro, uma mulher menor que o guerreiro, uma pele muito branca, olhos castanhos com cílios pretos bem longos, cabelos loiros quase brancos e lisos que passava um pouco da altura dos ombros, parecia uma pequena fada delicada aos olhos de Aldebaran, ela vestia um grosso casaco longo que cobria do seu pescoço até seus pés que o cavaleiro pensou em como deveriam ser pequenos também, ele balançou a cabeça para que os pensamentos sobre a jovem não continuassem, e a mesma foi na direção dele. – Vim acompanhá-lo até o Palácio senhor Aldebaran, me desculpe, cheguei atrasada e o senhor deve ter sido incomodado. – Ela disse com uma expressão séria, obviamente não gostou da atitude do guerreiro para com Aldebaran.
- Eu apenas estava curioso sobre o sujeito Agda, não fique zangada, fica muito melhor com um sorriso. – Disse o guerreiro Fafnir com um sorriso muito intimo para a jovem que parecia não ligar nada para ele, e nem se deu ao trabalho de lhe responder.
- Vamos senhor Aldebaran, por favor, me siga. – Ela caminhou na frente indiferente as palavras do guerreiro o que fez de Aldebaran um cavaleiro muito satisfeito vendo como aquela bela mulher ignorava o guerreiro e seguia com ela em direção ao Palácio.
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