O Tom Macabro de Lavender

1 O Tom Macabro de Lavender


Notas iniciais
Embora essa seja inicialmente uma fic de terror, ela ficou muito menos puxada para o terror, e colocando mais a amizade. Fazer o que, não tenho lá muita habilidade com esse tema...

Era mais ou menos meio dia. Aquela caverna escura parecia estar se tornando cada vez menor, enquanto continuava dando seus passos. Ao lado dele, somente aquele pequeno bichinho, que tivera lhe acompanhado durante toda a sua viajem até agora.

Os passos iam ficando mais fracos, e o estomago começava a roncar, ia acabar tudo ali, ou melhor, iria, se não tivesse visto uma luz no fim de um grande corredor escuro. Seus passos iam ficando mais fortes e rápidos, assim como da pequena criatura que lhe acompanhava.

– AAAAAAAAH! Conseguimos! – O garoto sorria para o sol quente que lhe abraçava.

– Char! – Dizia a pequena criatura.

– Muito bem, Charmeleon! Agora falta pouco para chegarmos à próxima cidade!

O garoto estava usando uma jaqueta vermelha com camiseta branca, uma calça jeans e tênis vermelhos. Um boné vermelho e branco cobria seus cabelos negros curtos. Ele parecia ter uma altura normal para um adolescente, assim como parecia ter um peso normal.

Ele sorria para si mesmo, enquanto observava suas mãos sujas do terreno pedregoso da caverna.

– Foi realmente uma difícil caminhada... – Ele pensava com si mesmo, fechando os olhos.

Então o garoto ouviu algo. Parecia ser um pequeno canto feminino, era um alivio para ele ouvir uma voz humana, ainda uma voz tão bonita como aquela. Ele decidiu seguir aquele doce som, até onde estivesse.

Ele andou até uma estrada, cercada por duas enormes rochas, que cercavam o lugar, ao longe, ele viu um pequeno campo de flores, cheio dos mais variados tipos. No meio dele, ele viu uma garota, alta, cabelos verdes meio curtos com uma tiara vermelha no meio dele, um pequeno vestido rosa, olhos verdes e uma aparência jovial, ela cantarolava uma pequena música, ao qual o garoto não prestava atenção na letra, assustado por tamanha beleza.

– Char? – O Charmeleon do garoto se posicionava ao seu lado, querendo saber o que tanto observava.

– Hã? – A garota havia ouvido o som do pequeno Pokémon, e havia olhado para a direção do som, e viu o garoto. – Oh...

– Er... O-O-Oi! Desculpe-me pela intromissão! – O garoto falava um pouco envergonhado.

– Ah! – A garota corria até ele. – Você é um treinador Pokémon? Esse é um lindo Charmeleon!

– Hã, bem... Sim! Meu nome é Red da cidade de Pallet!

– Muito prazer. Meu nome é Natsume! – A garota então olhou para Red, e viu seus vários machucados. – Oh. Você veio pela caverna?

– Sim... Foi uma péssima idéia...

– Você está todo machucado! Venha comigo e arranjarei um local para você se tratar.

Red não teve muita escolha, pois a garota puxava o seu braço fortemente, o impedindo de parar. Eles andaram um pouco, e então a garota parou em frente a uma pequena cidade, talvez a menor que o garoto tenha estado até agora.

– Essa é a cidade de Lavender! – Natsume falou rindo.

– Que sensação sombria é essa...? – O garoto pensava. Então ele olhou para um dos cantos da cidade, e viu uma grande construção, que parecia uma torre. – O que é aquilo?

– É a Torre de Lavender. Lá são enterrados os corpos de todos os Pokémons mortos.

– Entendo... – Red então abaixou a cabeça.

– Bom... Venha comigo! – Natsume voltava a puxar Red até chegar a uma casa pequena. Eles entraram e ela logo falou.

– Pessoal! Cheguei!

Então duas crianças vieram vê-la de imediato, e logo mais atrás estava um velho, que levava um Pokémon com uma caveira na cabeça no ombro.

– Olá Natsume! – O velho falou, então olhou para o garoto e disse. – Quem é esse seu amigo?

– Ele é Red, eu o achei enquanto cuidava das flores agora a pouco. Ele está cheio de ferimentos da viajem pela caverna.

– Entendo... Mas garoto, antes de cuidarmos dos seus ferimentos, tem algum lugar que queira ir?

– Hã? Eu? Bem... – Ele pensou um pouco e então respondeu. – Preciso ir ao Centro Pokémon!

– Uma boa resposta... Meu nome é Fuji. E eu simplesmente amo Pokémons. Como esse Cubone aqui no meu ombro.

O garoto então abriu um pequeno dispositivo vermelho, que logo ao avistar o Cubone, começou a bipar e falar.

Cubone – Um Pokémon solitário. – Os Cubones usam a caveira de sua falecida mãe. Quando chora, uma pequena melodia triste pode ser ouvida vinda da caveira.

– Hmm... Meu nome é Red, muito prazer!

– Ótimo. Agora venha até o Centro Pokémon conosco. – Fuji ia saindo da casa, sendo seguido por Red e Natsume.

O Centro Pokémon era praticamente do lado da casa, após um tempo, Red recebeu seus Pokémons de volta com força total.

– Muito obrigada, Enfermeira Joy! – Agradecia o garoto.

– De nada Red. – A enfermeira falou e então saiu da recepção.

– Ótimo, agora... – Red falou olhando para suas Pokébolas, quando foi interrompido por Natsume.

– Ah! Droga, eu quase esqueci! Desculpe-me Red, Fuji-san, mas eu preciso ir! – A garota então se apressou em sair do Centro.

– O que houve? – O garoto perguntou ao velho.

– Red, quantos anos você tem?

– 15. Por quê?

– Então você entende como é a vida, não é?

– Sim... – Red então abaixou sua cabeça.

– Nós nascemos, crescemos e morremos. E com os Pokémons não é diferente.

– O que quer dizer?

– Assim como os nós e os pokémons morremos, são de vários jeitos diferentes... Morte natural, acidente, ou até... Assassinato.

– Hm. – Red abaixou ainda mais a cabeça. – Mas quem faria isso?

– Venha comigo. – Fuji então saiu do Centro, e Red o seguiu até chegar à Torre de Lavender.

A Torre era macabra. Existiam vários túmulos, e algumas escadas que subiam e desciam a partir do térreo. Existiam algumas pessoas, a maioria chorava em frente ao um túmulo ou traziam flores. Num ponto mais afastado, era vista uma garota orando ajoelhada ao um túmulo.

– Natsume... – Red falou baixo.

– Natsume tem sua idade hoje Red, mas ela já tinha uma relação com Pokémons desde antes. Ela na realidade tinha um Pokémon, um muito raro.

– E qual era?

– Um Kangaskhan. E a mãe desse Cubone.

– O que? Mas eu jurava que os Cubones evoluíam para Marowaks!

– O mundo Pokémon é cheio de mistérios... E é por isso que você carrega esse pequeno dispositivo, chamado Pokedéx.

– Hm...

– Enfim, voltando a Natsume...

Ela estava cuidando das flores, como em qualquer outro dia, ela havia deixado a Kangaskhan em casa, pois ela estava muito preocupada com seu bebê. Ela então ouviu um barulho alto vindo da cidade, e correu o mais rápido para sua casa. Porém quando ela chegou, viu sua Kangaskhan banhada numa poça de sangue, e o pequeno bebê chorando enquanto tentava acordar sua mãe do “sono”.

– Mas... Isso é muito triste...

– O pequeno bebê pegou o crânio de sua mãe e colocou na cabeça, e pegou um osso dela e fez de arma. E assim nasceu esse Cubone.

– Mas porque ele fez isso?

– Bom... Existem várias teorias... Mas eu creio que, ao ter a morte de sua mãe muito cedo, o Cubone acha que colocando o crânio dela na sua cabeça, será mais protegido, como se levasse uma parte dela.

– Hm.

– Red, porque não vai falar com a Natsume?

– Ah... Ok.

O garoto chegava perto de onde estava a garota, que então soltou suas mãos da posição de oração e disse.

– Ela era muito boazinha... Muito boa... – A garota então começava a chorar. – Porque ela teve que partir? Porque tiveram que matá-la?

Red então se ajoelhou ao lado da garota e a abraçou fortemente, enquanto a mesma chorava em seu ombro.

– Relaxe... Sei que ela iria querer que você parasse de chorar, ao se lembrar dos seus momentos juntos...

– Ora, ora! Se não é o pequeno treinador Pokémon, Red. – Uma voz falava.

Red olhou para da onde vinha a voz. Ele viu um garoto com cabelos loiros arrepiados, uma camiseta preta e uma calça roxa. Ele estava encarando Red de um jeito desafiador.

– Green? – O garoto então se soltou de Natsume.

– Exato, Red.

– O que faz aqui?

– Red... Sabe como é a dor de perder um Pokémon? De ter que levar seu corpo morto para ser enterrado?

– Green, não me diga que...?

– Claro, estou só falando da boca pra fora, queria saber como é essa sensação.

– Hã? – Red parecia surpreso.

– Red... Nossa última batalha no SS Anne... Vamos lutar de novo!

– O que? Mas aqui é território sagrado! – Gritou Natsume.

– Não me importo desde que eu vença o meu rival! Growlithe vai!

Green jogou sua pokébola, de onde saiu um pequeno Pokémon cachorro vermelho, com tons de preto e branco.

– Droga... Natsume, relaxe, eu terminarei isso rápido. Pikachu, eu escolho você!

Red jogou uma pokébola também, e que saiu um Pokémon rato amarelo, com as bocejas vermelhas.

– Growlithe, use Ember!

– Pikachu, Tail Whip!

O Growlithe então lançou uma pequena onda de chamas de sua boca. Porém o Pikachu foi rápido e se esquivou do ataque.

– Pikachu! Ataque com Thundershock!

– Growlithe! Sand-Attack!

O Pikachu então jogou uma onda de choques em direção ao Growlithe, que por sua vez, usou areia para se livrar do ataque.

– Agora! Mega Punch!

O Pikachu rapidamente passou pela areia que o Growlithe fez, e deu um soco direto e potente no Pokémon. Growlithe foi a nocaute.

– Droga. Growlithe volte. Agora vai, Sandshrew!

– Pikachu volte. Vai Buterfree!

Os dois jogaram suas pokébolas, da de Green, saiu um pequeno Pokémon amarelo, e da de Red, um Pokémon borboleta.

– Buterfree! Confusion!

– Sandshrew, use Quick Attack!

O Pokémon terra começou a correr muito rapidamente, quebrando o Confusion do Buterfree, e lhe acertando o golpe.

– Droga... Use Stun Spore!

– Isso não vai funcionar! Sandshrew, use Dig, depois Tackle!

O Buterfree então deixou um pó laranja no ar, porém o Sandshrew escavou um buraco, esquivando do ataque, e então subiu a toda velocidade, acertando o Buterfree com um ataque direto. Buterfree então desmaiou.

– Droga... Volte Buterfree. Vai Nidoking!

– Um Nidoking, hein?

– Minha passado na Mt. Moon foi bem produtiva.

– Entendo... Retorne Sandshrew. Vai Fearow!

Da Pokébola de Red, saiu um grande Pokémon roxo. E da de Green, um grande pássaro amarelo alaranjado.

– Fearow! Drill Break!

– Nidoking, use Defense Curl!

O Fearow foi com seu bico em direção ao Nidoking, porém ele ficou em forma de casulo e resistiu ao ataque totalmente.

– Agora Nidoking! Use Ice Beam!

– O que? Um Nidoking do level do seu não deveria saber esse golpe!

– Quer apostar?

O Nidoking então abriu a boca, e dela saiu um grande raio azul, que acertou o Fearow, congelando suas asas. Fearow desmaiou.

– Volte Nidoking, você foi ótimo!

– Ah. Droga. Só me falta você agora... Vai Wartortle!

Da Pokébola de Green saiu um Pokémon tartaruga.

– Ei Green. Cadê seu Raticate? – Red falou sério para o rival.

– Quem se importa? – Green virou a cara. – Ele era fraco, e eu o deixei pra trás! Apenas!

– Green, nem você é tão cruel... Ele morreu, não?

– Aaaah! Jogue logo seu Charmeleon e vamos lutar!

– Hmpf. Não tenho escolha... Vai Char...

De repente, um barulho forte é ouvido por todos no térreo. Os ouvidos de alguns começaram a sangrar com o barulho, que mais parecia uma música, outros ficaram tontos, porém para Red era diferente.

– O que...? – O garoto abria os olhos devagar.

Ele então ouviu “LEAVE NOW”, e então viu várias imagens de pessoas e pokémons gritando, logo após, uma imagem com estranhos Pokémons letras, que formavam a frase Leave Now.

– Mas o que é isso...? – Se perguntava o garoto.

O barulho cessou. Fuji logo foi em direção aos três.

– Vocês estão todos bem? – O velho se mostrava preocupado.

– Sim... – Falou Natsume.

– Também... – Disse Green aliviado.

– E você Red? – Perguntou Fuji. Porém Red estava observando uma parede, sem um verdadeiro motivo. – Red?

– Ah. O que? – O garoto então acordara do transe. – Sim, estou bem... Porém tem algo estranho aqui.

– E o que você sugere? – Perguntou Green.

– Bom... Que tal irmos até o topo?

– Mas... Ninguém nunca foi ao topo! – Disse Natsume.

– Como assim? – Perguntou Green.

– Quando os ascendentes dos atuais moradores de Lavender chegaram aqui, essa torre já estava construída, ninguém sabe o que tem no topo dela, ou ao menos ninguém voltou para dizer... – Fuji explicava cabisbaixo.

– Então vamos ser os primeiros! – Gritou Red entusiasmado.

– Parece divertido! – Falou Natsume para Red.

– Hmpf... Não acredito que vocês vão me arrastar para uma dessas... Mas estou dentro. – Falou Green.

– Vamos agora mesmo! – Red nem esperou o resto concordar e já foi correndo subir as escadas.

– Natsume, leve o Cubone com você, pode ser bom para ele ter uma aventura.

– Cubo-ne!

– Certo Fuji –san! Até mais!

Os três então foram subindo as escadas, a Torre tinha por volta de 10 andares, durante uns oito, parecia que nada ocorria, porém...

– Nossa. Isso já está ficando chato... – Bufou Green.

– Ele tem razão... Está chato... – Concordou Red.

– Se animem. Com certeza tem algo ali em cima.

Do nada a música voltou aos ouvidos, porém dessa vez, ela não foi tão atordoante, ela foi mais é... Traumatizante. Os três ouviram aquele grande barulho, porém sem conseguir levar as mãos aos ouvidos, eles ouviram “Leave Now” novamente, e viram imagens novamente de pessoas sofrendo, e no fim, a imagem de um ser vestido de preto e com uma foice.

– O que... O que foi isso? – Perguntou Green, ainda meio espantado com aquelas cenas.

– Foi uma mensagem... De quem está no topo! – Disse Red, com um pouco de raiva, mas certo do que iria fazer.

Os três continuaram, porém no nono andar...

– Todos, tenham muito cuidado... – Falou Natsume, enquanto segurava o Cubone.

– Sim... Qualquer falha pode ser fatal... Além de que ele não nos quer aqui. – Disse Red, observando as costas.

– Fico imaginando quem será “ele”... – Falou Green.

Então algo apareceu para Red. Parecia ser uma mão, mas ela estava com a carne de fora e ao contrário, ele então a olhou com mais atenção, e viu que a mão estava ligada a algo.

– Red! Cuidado! – Natsume gritou, empurrando o garoto, para ele não levar um soco daquela mão.

– O que é isso? – Perguntou Red apavorado.

– Parece ser um tipo de fantasma... – Falou Green. – Eu sei como lidar com isso! Vai Wartortle!

Green chamou seu pequeno Pokémon tartaruga.

– Wartortle, use Water Gun!

– Tortle!

Wartortle lançou uma rajada de água em direção ao fantasma, que por sua vez, tentou contra atacar com um soco com a mão revirada, porém foi em vão, o fantasma caiu.

– É isso aí Wartortle! – Green vibrou junto de seu Pokémon.

– Ei Green, não quero acabar com sua felicidade... – Disse Red.

– Mas tem muito mais vindo em nossa direção... – Completou Natsume.

– O que? – Green olhou para aquela infinidade de fantasmas e gritou correndo. – RUN TO THE HILL’S!

– Meu herói... – Bufou Natsume, também correndo.

– Pelo menos ele é modesto... – Falou Red.

Os três continuaram correndo, e finalmente chegaram ao décimo andar, se livrando dos fantasmas. O décimo andar era um corredor livre, totalmente sem nada, túmulos, móveis ou qualquer outra coisa. Porém, ao andarem até o fim dele, nada ocorria.

– Hmpf... Não me diga que tanto trabalho para nada... – Falou Green.

– Realmente... Que decepção. – Disse Natsume, levando a mão ao rosto.

– Esperem... Tem algo errado...

– O que, por exemplo? – Perguntou Green, sem muito interesse.

– E a música, e as visões, os fantasmas! O que significa tudo aquilo?!

– É um ponto interessante. – Falou Natsume.

Então eles começaram a ouvir uma voz, ela era aterrorizante, e as palavras que vinham com ela também não eram nada amigáveis.

– Eu estou sozinho... Muito sozinho... Você vai me fazer companhia?

Os três se entreolharam, algo dizia a eles para fugirem, porém suas pernas não se mexiam como eles queriam. Eles então olharam para o fim do corredor, um homem saia do chão, mas era um homem com carnes de fora, esqueletos expostos, e outras coisas que deixariam pessoas normais apavoradas, e isso não foi exceção para os três adolescentes.

– O que... O que é isso...? – Perguntou Green.

– É uma antiga lenda... De que no topo da Lavender Tower, o criador teria sido soterrado pelo teto, após um terremoto, e enterrado vivo...

– Não é uma lenda garotinha... – O homem começava a andar em direção aos três. – É verdade...

– Mas... Como...? – Red balbuciava palavras, que talvez nenhum dos que estavam presentes entendesse.

– Hmm... Vocês são treinadores Pokémons... – O homem começou a rir. – Isso é bom... Gosto de me divertir com minha comida.

– Hein? – Bufou Green.

– Vamos lá... White Hand.

O homem jogou uma pokébola, e dela saiu um Pinsir, que parecia extremamente pálido, e estava totalmente branco.

– Isso é... – Natsume começava a falar. – Um Pokémon... Morto...

– O que? – Os dois garotos gritaram para ela.

– Não entendem? Ele pode controlar qualquer Pokémon que tenha sido enterrado aqui!

– Esperta garotinha... Mas eu proponho uma luta de 3x3. Se vocês ganharem, lhes deixo ir, se eu ganhar, vocês irão se tornar minhas companhias... E minhas comidas.

– Tsc. Aceito! – Gritou Green, saltando na frente.

– Espere Green. – Red puxou o amigo. – Eu vou primeiro.

– Hmpf. Como quiser. – Bufou o garoto.

– Charmeleon, vai!

A pokébola se abriu e o pequeno Pokémon de fogo saiu.

– Um Charmeleon... Belo Pokémon... Pinsir, use Slash.

Pinsir rapidamente faz um corte com seus chifres em Charmeleon.

– Ah. Droga. Charmeleon, use Metal Claw!

O Charmeleon então deixou suas garras mais afiadas, e foi em direção ao Pinsir, e fez dois cortes frontais, porém o Pinsir parecia não se abater.

– Char? – O Charmeleon olhou para trás assustado.

– Pinsir, agora ataque com Submission.

O Pinsir foi rapidamente em direção ao Charmeleon, e lhe deu um golpe de lutador muito forte.

– Charmeleon!

– Isso! HAHAHAHA! Ver a falta de esperança no rosto de alguém é revigorante! Parece até que não tenho toda a minha idade!

– Droga... Charmeleon... – Uma lágrima começava a cair do olho do treinador. – Você não pode morrer...

– Pinsir! Acabe com Guillotine!

O Pinsir foi em direção ao Charmeleon com tudo, e cravou o afiado chifre no peito do Pokémon.

– Charmeleon! – Mais lágrimas saíram do rosto de Red.

– HAHAHAHAH! Isso! Desesperança! Medo! Isso me alegra! Mas... Huh?

O Charmeleon, mesmo com um buraco no peito, começara a brilhar, ele estava crescendo, ganhou asas e um longo pescoço. Charmeleon havia evoluído, e parecia zangado com um certo Pinsir.

– Charmeleon... Você evoluiu...

– Esse é um Charizard! – Se espantou Natsume.

– Red! O que está fazendo parado? – Gritou Green.

– Ah, certo! Charizard, use Seismic Toss!

Charizard rapidamente pegou o Pinsir, sem que ele tivesse tempo de escapar, o Pokémon alado de fogo então girou e voltou com tudo para a terra, deixando o Pinsir lá. Mesmo assim, o Pokémon inseto era forte e tinha sobrevivido.

– Vamos acabar com isso! Charizard ataque com Blast Burn!

O Charizard então lançou uma grande labareda que atingiu em cheio o Pinsir, que havia desmaiado.

– HAHAHAHAAHAHA! – O zumbi continuava gargalhando.

– Mas porque ele continua rindo...?

– Adoro quando as comidas tentam resistir! – A gargalhada estava cada vez mais forte.

– Agora é minha vez! – Disse Green, se pondo a frente. – Ei seu zumbi imbecil! Vamos logo com isso que eu tenho que chutar o teu traseiro!

– Vamos então... White Hand. Go.

– Wartortle, vai!

O Wartortle saiu da Pokébola de Green. Porém, o Buried Alive jogou um Pokémon que Green não esperava. Um Raticate, ou melhor, o seu Raticate.

– R-r-raticate...! – O garoto parecia pasmo.

– Green... – Red pensava sobre o amigo.

– Então é assim, né...? Então é jogando sujo desse jeito, não é? – O garoto então virou para o Buried com raiva e disse. – Você vai ver o que é dor, o que você vai sentir vai ser... Muito doloroso, seu bastardo!

– HAHAHAHAAHHA! Raticate, use Hyper Fang.

– Wartortle, use Protect!

Raticate atacou com seus dentes afiados, porém o Protect do Pokémon tartaruga foi mais resistente.

– Agora, Wartortle, Skul Bash!

O Wartortle então abaixou a cabeça, então logo deu um ataque extremamente forte no Raticate, deixando ele caído no chão.

– Raticate, se levante. – O zumbi falou, e o Raticate obedeceu.

– Mas o que...? Você está forçando ele! – Gritou Green.

– E daí? Você não fez o mesmo? Não foi por isso que ele morreu?

– O que...?

– Green! Não caia nessa! Ele só quer te deixar confuso! – Disse Red.

– Mas... O que ele disse é verdade... – Green estava pálido. – Eu o forcei demais na luta contra você, e então, no meio da multidão... Eu não o consegui mandá-lo ao Centro Pokémon em tempo...

– Green...

– É tudo minha culpa... Por causa minha que agora ele está sendo controlado por um zumbi idiota!

– Raticate... Use Pursuit...

Então o Pokémon rato atacou o Wartortle com um poderoso ataque sombrio, que deixou o Pokémon tartaruga muito fraco.

– Green! Acorde, o Wartortle está perdendo!

– Mas é minha culpa, Red! Eu que deixei o Raticate! Eu que... – Green estava quase chorando.

– E daí? – Red gritou.

– Hein?

– As coisas acontecem! Mas você tem que saber como ir em frente, e deixar o passado para trás! Aprenda isso!

– Red... – Green então limpou uma lágrima, rindo. – Você está certo.

– Então, já acabaram o papo emocional? Se sim, Raticate, Super Fang.

– Vou mostrar... Wartortle, use Hydro Pump!

O Pokémon tartaruga lançou um gigante jato de água no Raticate, que levou o ataque em cheio, e caiu desmaiado.

– Raticate... Obrigado por tudo... E descanse em paz, meu amigo...

– Bravo. – O Buried Alive começa a bater palmas. – Mas agora, falta o terceiro Pokémon, e meu oponente será aquela garota.

– Tudo bem... – Disse Natsume, confiante.

– Mas Natsume, você tem algum Pokémon? – Red e Green perguntaram.

– Bem... Não.

– O que?!

– Mas eu tenho o Cubone, certo Cubone? – Ela sorriu para o pequeno Pokémon, que sorriu de volta.

– Interessante... White Hand. Go.

Então o terceiro Pokémon dele apareceu. Talvez aquilo significasse o começo do fim, porém os três não queriam pensar naquilo. O terceiro Pokémon era...

– Não... Não pode ser... – Natsume começava a balbuciar.

– Eu não acredito nisso! – Red se espantou.

– Mas o que tem demais num simples Kangaskhan? – Perguntou Green aos outros dois.

Sim, um Kangaskhan. O Kangaskhan da Natsume, e a mãe de Cubone.

– Eu não posso lutar contra ele! Nem eu nem o Cubone! – A garota se ajoelhou e começou a gritar.

– Isso está errado... Muito errado... – Red pensava.

– Kangaskhan. Comet Punch!

O Kangaskhan então atacou o pequeno Cubone com vários socos seguidos, deixando o pequeno Pokémon fraco.

– Natsume! O que você vai fazer? – Perguntou Green.

– Eu... Eu... Eu não sei... – A garota então começava a chorar.

– Isso é mais fácil do que eu pensei. Kangaskhan, Mega Kick, mate logo esse Cubone inútil.

O Kangaskhan pulou e posicionou seu pé para acertar em cheio o Cubone, porém na hora do impacto, algo se posicionou na frente.

– AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! – Os gritos de dor de um garoto ecoaram por toda a torre.

– Red! – Green gritou!

– Red... – Natsume a recém tinha notado algo da situação.

Red tinha segurado o pequeno Cubone, e ficado na frente do Mega Kick, para que o pequeno não morresse.

– Você ainda tem muito a viver... – Falou Red para o Pokémon.

– Cubo... – Cubone começara a chorar na hora, porém...

O Pokémon começou a brilhar intensamente, e todos sabiam o que aquilo significava.

– Ele está... Evoluindo! – Falou Red.

– Marowak! – O Cubone evoluído falou suas primeiras palavras. – Marooowaaaaak!

O Marowak jogou seu osso na direção do Kangaskhan, e o fez se distanciar de Red, que logo foi ajudado por Green e Natsume a se levantar.

– Red... Comande o Marowak... – A garota lhe pediu.

– O que?

– Você é o único que realmente pode ter esse potencial... Vá, comande o Marowak. – O garoto respondeu com um sinal de positivo e se virou para a batalha.

– HAHAHAHAHAHAHAH! Isso está ficando muitoooo interessante! – O Buried continuava gargalhando. – Kangaskhan, use Reversal!

– Marowak, use Bone Club!

O Kangaskhan foi atacar o Marowak, porém ele foi mais rápido e o atacou com o osso. Deixando o Kangaskhan no chão.

– Nós... Conseguimos... – Falou Green.

– Sim... – Disse Red.

– Muito obrigado, a vocês dois... – A garota agradeceu.

Eles então ouviram aplausos, e se viraram para o zumbi, que os estava aplaudindo.

– Muito bom! Eu sempre esperei alguém dos patamares de vocês chegarem aqui!

– Como assim? – Perguntou Green.

– Por décadas eu venho atraindo pessoas para o Lavender Tower, a ponto de algum dia, eu achasse treinadores que fossem bons o bastante para eu dar o meu tesouro.

– Bons o bastante...? – Disse Red, ainda com um pouco de dificuldade.

– Não somente bons na batalha... Mas bons em controlarem seus sentimentos, e de terem a confiança de seus Pokémons... Por favor, me sigam.

O zumbi abriu uma porta no fim do corredor, e lá estava, num pedestal, uma pokébola roxa, com um “M” nela.

– Esse é o tesouro que eu venho guardado... A Master Ball!

– Master... Ball? – Disse Natsume. – O que ela faz?

– É tarefa de vocês descobrirem... Agora peguem ela, e contem suas aventuras para o resto do mundo!

– Ah?

– E não se esqueçam! Batalhem sempre do jeito que fizeram aqui hoje!

O Buried estalou os dedos. Os três então apareceram no primeiro andar da torre.

– Meu Deus! Vocês estão bem? – Chegou o Fuji perguntando.

– Estamos... – Disse Green. – Eu acho.

– Eu estou bem... – Disse Red tentando se levantar, porém caindo de dor logo em seguida. – Não, não estou bem!

– Red, vamos cuidar dos teus ferimentos! – Disse Natsume.

– Mas Natsume... Primeiro os Pokémons, ok? – Disse o garoto sorrindo.

Alguns dias depois, na saída da cidade.

– Red, o que você fez com a Master Ball? – Perguntou a garota.

– A mandei pro Professor Oak. Ele disse que mandará ela para a Silph CO, para que a examinem melhor...

– E aonde foi o Green? – Perguntou Fuji.

– Tsc... Conhecendo ele, deve ter ido embora antes, para dizer que chegou antes de mim a algum lugar...

– Rsrs. Vocês dois são bons rivais e amigos. – Natsume disse.

– É, talvez...

– E Red. – Fuji começara a falar. – Eu gostaria te pedir um favor.

– Pode falar.

– Leve o Marowak contigo na viajem!

– Hein? Mas o Marowak foi sempre de vocês!

– Mas ninguém conseguiu ter a verdadeira confiança dele... – Explicou Fuji.

– Marowaaaak.

– Tsc... Então tá. Está pronto para ser meu companheiro?

– Maro! Maro!

– Rsrs. Então vamos, temos uma longa jornada!

– Red, espera!

Natsume correu até o garoto, e lhe deu um pequeno beijo na boceja.

– Volte logo...

– Pode deixaaaar!

O garoto então saiu da cidade com um sorriso no rosto, com um novo amigo, e mais certo de todos os mistérios que lhe esperavam nesse mundo.

Fim

Notas finais
Bom, espero que tenham gostado, e logo mais eu voltarei aqui postando um final alternativo.