O Testamento
21 Que a verdade seja dita.
Notas iniciais
Desculpa gente tava meio sem ideia pra fanfic e pra compensar escrevi 600 palavras a mais afinal seria injusto tirar partes do capitulo ne, mas mostrem que merecem comentando em.
-Conte-me tudo.
Percy estava confuso demais, por que as mulheres eram tão complicadas? Ele tinha que beber. Foi até a cozinha, ele sabia exatamente onde ficava o estoque de bebidas de Frederick. Ele era muito idiota. Percy paralisou e as lembranças daqueles dias malditos voltaram.
Percy estava perdido, o fogo havia tomado conta da cozinha e ele não sabia como apagar ele gritava para a mãe dele acordar, mas a porta de seu quarto estava trancada e ela não respondia. Ele respirava ofegante a fumaça tomava conta da casa. Ele rezou para cada santo e deuses que vinham em sua cabeça. Ele tentou gritar, mas a fumaça tomou conta da sua boca e ele já não suportava mais respirar. Onde estava seu pai? O garoto começou a dar chutes na porta e berrar o mais rápido que podia. A casa estava desabando e ele não conseguia salvar sua mãe! Ele abriu a janela de seu quarto e não muito longe dali estava à casa de seu padrinho, Frederick, Por que ele não vinha para ajuda-lo? Como ele podia não ver que a casa estava pegando fogo. Percy fechou os olhos e sentiu o fogo tomar conta das suas pernas.
Percy olhou para onde ficava sua antiga casa. Não existia nada ali agora. Nenhuma lembrança de sua mãe.
A porta da cozinha se abriu, revelando Quiron e um homem de terno preto engravatado.
-Percy- Quiron falou lhe estendendo a mão.
-Quiron, quanto tempo em!- Percy forçou um entusiasmo.
-Esse é Léo- Quiron apontou para o menino engravatado.
Percy apenas o cumprimentou com a cabeça.
-Onde esta Annabeth?- Quiron perguntou sorrindo.
A outra porta da cozinha que era ligada a sala se abriu, revelando Annabeth agora com Jeans e camiseta escuros e tênis, seus cabelos molhados caiam sobre os ombros e seus olhos cinza agora eram doces e amigáveis.
-Estou aqui- ela respondeu.
Quiron sorriu.
-Bom eu estou aqui para ler o testamento... Estão todos aqui já?
Os olhar de Annabeth se perdeu em algum ponto quando ela percebeu que Thalia e nem Luke haviam voltado.
Thalia estava em silencio há vários minutos depois de sua mãe ter lhe contado tudo, ela estava chocada. Ela achava que era uma pessoa ruim até então conhecer as verdades sobre sua família.
-o exame era falso?- Thalia perguntou finalmente.
Ava apenas assentiu levando um copo de água a boca.
-Por que era falso?
Ava sorriu.
-Não era “falso” apenas não era verdadeiro, seu pai fez três exames de DNA o primeiro deu negativo e então ele prosseguiu com o segundo e deu que era Jackson o seu pai e ele simplesmente não esperou exames mais exatos e simplesmente fez oque ele fez.
Thalia respirou fundo, realmente era demais para a cabeça dela.
-Mas então quem é meu pai?
Ava olhou para a filha. Será que ela suportaria saber a verdade? Ava esticou o braço e pegou sua bolsa que estava sob a mesa e de lá retirou um embrulho.
-Eu ia te dar... Algum dia.
Thalia olhou examinando imaginando oque teria ali. A porta do quarto se abriu e a enfermeira apenas indicou que o horaria de visita havia acabado. Thalia como de costume saiu sem se despedir da mãe. O menino loiro psicopata a esperava no corredor.
-Como está seu tornozelo- ele perguntou notando que Thalia mancava.
-Você me trouxe para cá?- ela foi direto ao ponto.
-Sim, você desceu uns 10 metros rolando e desmaio. Fiquei preocupado.
Thalia o examinou.
-Você não se lembra de mesmo de mim?- Ele perguntou sorrindo e então tirou uma carteira de motorista do bolso.
-Luke?- Ela perguntou sem acreditar.
-Em pessoa- ele respondeu. Thalia pulou nos braços dele o abraçando-o.
Como ela não podia ter o reconhecido, eles haviam se visto há quanto tempo? Dois ou três anos?
-Estava morrendo de saudades de mim né?-Luke perguntou rindo.
-Não tanto quanto você de mim. Por que nunca mais foi lá?
-Ah não tinha nada em New York pra mim entende? Eu realmente só tinha ido lá pra te ver.
Thalia sorriu. Eles ficaram em silencio por vários minutos, apenas um olhando para o rosto do outro.
-Então conseguiu oque queria?- Luke perguntou apontando para o embrulho.
Thalia assentiu.
-Você pode me levar de volta?- ela pediu envergonhada lembrando-se do que havia feito.
Ele sorriu e assentiu e juntos os dois foram para o carro. No meio do caminho Thalia começou a abrir o embrulho. Dentro dele havia inúmeras cartas. Com endereços e nomes diferentes. Thalia pegou a penúltima dela que parecia ser de muitos anos atrás, pois estava velha e amassada e a abriu.
“Oi minha princesa, como estão às coisas? Você pode vim visitar o papai quando quiser. Feliz aniversario, papai te mandou um dinheiro para você comprar oque quiser. Não se esqueça do seu papai. No natal eu irei te ver”.
“Amo-te muito, Frederick.”
Dentro do envelope havia mil dólares. Thalia se chocou por sua mãe não o pego ou até mesmo aberto à carta. Frederick escrevia para ela e ela nunca soube disso. Quando mais ela queria odiá-lo pelo oque fez mais sentia vontade de tê-lo de volta.
Thalia pegou a ultima carta, que estava aberta era que provavelmente a primeira que ele mandou. As letras estavam manchadas, mas ainda era possível ler.
Oi Ava, como está? Sei que Thalia ainda não sabe ler e que você vai abrir essa carta atrás de mais respostas, pois eu te conheço. Annabeth fala de você o tempo todo, ela arrumou as coisas dela e ficou sentada na varanda te esperando, Ela dormia toda noite ali fora te esperando, mas quando percebeu que você não viria ela queimou suas fotos, saiba que não tenho nada a ver com isso, mas lembre-se ela é sua filha também e você pode simplesmente voltar para vê-la e trazer as meninas aqui, pois Silena é minha filha também e Thalia...
Diga a Thalia que os arco-íris aqui estão cada vez mais lindos e que a amo e vou vê-la no natal.
Dentro do envelope haviam dois mil dólares e duas passagens de avião para casa de Frederick, que nunca foram usadas.
Thalia pegou uma carta do meio do bolo. Era de Annabeth, ela provavelmente tinha uns 10 anos quando escreveu e Thalia uns Oito anos. Annabeth tinha uma letra perfeita.
Na escola eles ensinam como se escreve cartas, mas eu particularmente acho chato e somos familiares então espero que não se importe com a minha “informalidade”.
Mãe, sim eu sei que é você que esta lendo, você jamais daria essa carta para Thalia sem ler ela antes. Papai disse que eu deveria perguntar como você está e etc., mas não quero fazer isso, afinal eu não me importo. Eu te esperei sabia? Por semanas eu te esperei achando que você voltaria, mas você não voltou você não escreveu e nem mesmo ligou. Meu amigo Luke fala que você não é uma mãe é um monstro, por que mães de verdade não deixam seus filhos. Sonhei que você tinha morrido e perguntei para papai se era apenas um sonho mesmo e ele disse que não tínhamos essa sorte. Se você morresse faria Thalia e Silena voltar pra cá? Por que se fosse eu não me importaria que você morresse. Luke me mandou apagar isso, mas eu não quero por que é verdade, você me deixou. Você é egoísta demais pra ver que isso não afeta apenas você? Vejo papai em todas as festividades escrevendo uma carta para Thalia, mas nos dois sabemos que você não lê para ela né?
Eu cresci mãe, já ajudo papai na fazenda e monto nos cavalos, papai disse que sou tão boa nisso quanto você, então parei de cavalgar, por que não quero ser como você. Papai me manda brincar me divertir, mas não consigo, algumas crianças me chamam de anormais e outras apontam para mim quando passo na escola e dizem “olha ela não tem mãe” Percy disse que me emprestava à mãe dele, a senhora Jackson é uma mãe de verdade, você não. Eu brinco às vezes, mas prefiro estudar, eu procurei nos livros e procurei na internet e na televisão, mas ninguém consegue explicar como pode existir pessoas ruins como você, um dia eu vou saber explicar. A proposito a senhora Jackson morreu em um acidente, Percy ficou muito mal, por que pessoas boas morrem? Por que pessoas ruins continuam vivas?
Fiz 10 anos semana passada. Eu não queria, mas mesmo assim esperei que você ligasse, mas você não ligou. Thalia faz aniversario essa semana, mas eu sei que as cartas demoram pra chegar, diga que mandei um feliz natal e que a amo muito e que quando eu fizer 18 anos vou ir ai pra tirar ela de você, porque ela não merece isso.
Beijos, Annabeth Chase.
Thalia se derramava em lagrimas, Luke estacionou o carro a alguns quilômetros da casa e fez abraçou Thalia.
-Eu me lembro deste dia- Luke murmurou- Annabeth não queria sair de casa por que achava que Ava ia ligar e quando ela não ligou Annie culpou o fuso horário.
Thalia sorriu imaginando a irmã batendo o pé e tentando convencer a si próprio que sua mãe ligaria.
-Foi ela mesmo que escreveu? Quando eu tinha dez anos não sabia nem oque significava provavelmente.
-Foi eu a ajudei a escrever o começo – Luke sorriu se lembrando da cena – Ajudei não por que eu falei pra ela não escrever isso por que magoaria a mãe dela.
-Ava merecia ler isso- Thalia murmurou.
Luke ligou o carro novamente.
-Podemos ir?- ele perguntou sorrindo. Como ele conseguia rir em momentos tão horríveis?
Thalia assentiu e pegou sua mochila que estava no banco de trás e guardou as cartas.
Annabeth, Quiron e Percy esperavam lá fora o carro se aproximar. Thalia e Luke saíram do carro.
-Vão ler o testamento agora?- Luke adivinhou.
Quiron assentiu.
-Onde vocês estavam?- Annabeth perguntou tentando não mostrar preocupação.
Thalia a abraçou, depois de ler aquelas palavras ela com certeza admirava a irmã.
-Desculpa.
A porta da casa se abriu e Silena saiu, seus olhos estavam vermelhos e ela estava com o telefone na mão.
-Ava piorou... — Ela suspirou- ela esta em coma.
Notas finais
e ai quem se emocionou na carta da Annabeth?
Espero que tenham gostado e lembrem-se
CASO QUEIRAM QUE A FANFIC CONTINUEM NÃO DEIXEM DE COMENTAR, RECOMENDAR E DIVULGAR.
bjs
Sj
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