O Testamento
25 No verso da foto...
Notas iniciais
Sj
Annabeth odiava olhar e ver os túmulos aliados um ao lado do outro, era realmente assustador. Ela se lembrou de quando era criança e de como temia aquele lugar, agra era onde seu pai se encontrava. Annabeth amarrou o cavalo em uma arvore e se sentou no tumulo de seu pai e abriu a carta, a rosa branca ainda tinha cheiro, ela a colocou no tumulo de seu pai e começou a ler. Ela respirou fundo e jurou a si mesmo que não choraria.
Sua promessa foi quebrada assim que abriu a carta que diferente das outras não era impressa, mas sim escrita à caneta, Annabeth odiava a letra de seu pai, era tão grande e monstruosa que era quase impossível de ler, mas ele provavelmente havia feito um esforço.
Não sei por onde começo. Quiron diz que eu devia pedir perdão, mas sou orgulho e você sabe isso melhor que ninguém, minha pequena Annabeth eu já consigo imaginar, a única que talvez chore minha morte, mas talvez nem mesmo chore, por que você é forte, é maior que qualquer dor, minha pequena. Eu cometi erro e agora procuro de algum jeito consertar.
Não me odeie por fazer esse acordo no testamento, seria simples deixar tudo para você e pronto, mas não quero que seja como eu, não quero que sinta raiva das pessoas por que elas a deixaram. Aprendi isso da forma mais difícil, mas a verdade é que as pessoas não te deixaram você às deixou. Querida eu realmente espero que você não cometa os mesmo erros que eu. Talvez pense que nunca amei ninguém, mas eu amei, amei três lindas garotas. Uma delas era Atena, era meu amor na faculdade, mas eu a perdi e me arrependo até mesmo depois da morte por tê-la deixado ir. A segunda foi sua mãe, sim Ava, embora não pareça eu realmente amei Ava e não permitia que nenhum homem a amasse, pois tinha medo que ela me esquecesse, eu a deixei partir, mas não a deixei viver sua vida em paz, jurei que ela só teria paz quando eu morresse, mas percebo que eu e ela jamais teremos paz, até mesmo mortos os fantasmas de nossa existência assombraria um ao outro, nos culpando por não ter arriscado mais, então Annie arrisque não importa oque tenha a perder, se realmente amar alguém se arrisque, não seja como seu pai. A terceira mulher que amei foi você minha menininha, tão frágil e ao mesmo tempo tão forte, como as rosas brancas você me trouxe paz, a alegria que ninguém jamais me permitiu ter, você nunca me trouxe desgosto e era alguém que eu realmente confiei, minha menina, minha mulher, percebe como fui possessivo? Eu nunca deixei que você fosse feliz, nunca te dei liberdade e você nunca me pediu isso, você cresceu tão rápido e era a minha única esperança para que quando eu partisse eu pudesse dizer que fiz algo bom na vida e sim essa era você, linda, forte e inteligente teria a força suficiente para mudar o mundo, mas não fez isso, ficou aqui no meio do mato com seu pai, sei que ninguém jamais faria isso por mim, minha princesa, a única que não perdi, mas agora não estou mais ao seu lado e não posso te dizer como sobreviver a esse mundo, não posso tentar te proteger e essa é a única coisa que me arrependo de te deixar ainda tão nova e não poder cuidar de você. Espero que entenda oque espero que você, eu espero que não cometa os mesmo erros que eu e principalmente meu anjinho que corra atrás daquilo que importa. Não culpe as pessoas por meus erros, não dê valor ao passado assim como eu.
Annabeth dobrou o papel, ainda tinha muito oque se ler, mas ela não suportou, ela olhou para o tumulo de seu pai, igual a todos os outros, ela se deitou ali e chorou. Como ela queria que ele estivesse ali.
Silena, Luke, Thalia e Nico jogavam o jogo das perguntas para matar o tedio, logo uma grande chuva começaria, Percy estava na cozinha improvisando uma pizza.
-Quando foi seu primeiro beijo?- Luke perguntou rindo. Todos os olhares se voltaram para Silena.
-Ah sei lá- ela pensou- com uns Sete anos.
Todos ficaram pasmos.
-Sete anos?- Nico praticamente berrou.
-Era pra uma novela- Silena se recordou – e no fim ainda cortaram a cena.
Todos riram e tentaram se lembrar de Silena em algum filme ou novela.
-Minha vez – Silena observou suas vitimas e girou a garrafa. Um silencio mortal e a garrafa parou na direção de Nico e Thalia. Thalia tinha que pergunta.
-verdade ou desafio?- Thalia perguntou.
-Mas não é apenas verdade?- Silena perguntou confusa. Um raio atingiu uma arvore próxima.
-Vamos mudar- Thalia falou com um sorriso malicioso.
Percy amava cozinhar, as receitas de Sally era a única coisa que restava de sua mãe e era a única coisa que o fazia se sentir próximo dela. Ele nunca havia parado para pensar no que sua mãe pensaria dele agora, talvez ela fizesse cafuné nos seus cabelos e o diria que é errado oque ele esta fazendo, diria que ele ama mesmo Annabeth e que isso que ele esta fazendo não é algo bom e que a magoaria muito. Percy deixou a pizza no forno e pegou a carta de Frederick.
Perseu Jackson, eu sei que deve me odiar por tudo que eu fiz e eu realmente não me importo com isso. Escrevo para você apenas para deixar um aviso e nada mais. Eu posso estar morto, ou não, mas ainda tenho total domínio sobre sua vida não se esqueça disso, eu sei cada passo, cada pausa e cada recuada que você dá, acredite sei a placa dos seus carros e tenho pessoas da maior alta capacidade para persegui-lo e mata-lo e tirar de você tudo oque lhe resta, sei seus planos por ter voltado, sim seu telefone esta grampeado, não adianta se livrar dele, sempre irei encontrar um jeito de saber oque você pensa. Por que estou fazendo isso? Não essa não é a pergunta certa e sim por que você esta fazendo isso? Não pense que magoar minha Annie seria uma vingança, pois a única pessoa que estaria ferindo seria ela mesmo, publicar algo sobre minhas filhas na sua revista lixo? Acredite eu posso destruí-la tão fácil como fiz a sua casa pegar fogo, sua sorte foi você não ter morrido nela, pois devia. Não pense que sua queria Rachel esta livre desta, sua priminha querida pode morrer a qualquer momento, então façamos um acordo, nestes 30 dias você ira ficar longe de minhas filhas e no fim disso não ira dizer nada a respeito sobre oque quer que tenha descoberto sobre elas e uma quantia significante aparecerá em sua conta, caso contrario sua priminha e seu querido jornal ira pelos ares.
Obs.: Não duvide de mim.
Percy respirava com dificuldade, junto com a carta havia varias fotos de seu jornal, de Rachel, De Clarisse e de seu sobrinho saindo da escola, havia também uma foto de Frederick junto de Rachel, Percy sentia sua garganta se fechar.
-Espero que ele ao menos tenha pedido desculpa- Annabeth estava parada na porta da cozinha, totalmente molhada com uma folha na mão e um casaco ensopado na outra.
-Ele pediu – Percy mentiu- ele conheceu Rachel e meu sobrinho.
Percy pegou as fotos e mostrou para Annabeth que sorriu, mas ao ver a foto de Rachel seu sorriso se desfez.
-Espera essa é...?- Annabeth mal conseguia falar.
-Minha noiva- Percy falou- Rachel Elizabeth Dare.
Annabeth Assentiu.
-Eu sei... Ela é sua prima- Annabeth riu.
-Não, ela não é- Percy percebeu seu erro, Annabeth conhecia sua prima. Seu plano tinha ido por agua abaixo.
-Percy, seu tio o Sr. Dare, acha que sou idiota, me lembro deles e dela- Ela apontou para foto- Esta noivo da sua prima?
Percy vasculhou seu cérebro ele precisava de uma explicação logica e boa.
-É um belo incesto não?- Percy forçou um sorriso.
-Vocês se odiavam!- Annabeth ria – Ela colava chiclete no seu cabelo e como esse menino é seu sobrinho? Você não tinha irmãs.
Percy paralisou como ele era idiota.
-é de consideração- ele tentou explicar.
-Por que esta mentindo Perseu?
-Eu não... — Percy se interrompeu- Eu não estou mentindo!
-Claro que está! Da pra ver na sua cara!- Annabeth o encarava serio, ela gostaria muito de entender o porquê das mentiras.
-É complicado – Percy murmurou- esqueça.
-Espera, então era tudo mentira? Rachel vai vim para cá, tipo a Rachel sua prima e agora no caso sua noiva, com uma criança que você chama de sobrinho e que quando vocês se cassarem chamara de filho?- Annabeth perguntou confusa.
-Não, ele é filho da Clarisse e a considero como uma irmã e Rachel não é minha prima- Percy pensou em algo logico- Ela não é filha do Sr. Dare ela é adotada.
Annabeth não pode deixar de gargalhar.
-Adotada? Percy aprenda a mentir.
Annabeth jogou o casaco sobre a cadeira e caminhou até a porta da cozinha que ligava ao corredor que ia a escada que levava ao seu quarto. Percy a impediu.
-Desculpe- ele pediu e ela o encarou esperando que ele se explicasse- Eu só não queria aparecer aqui sozinha... Sei lá.
-Ok- Annabeth falou sorrindo e voltou a andar, mas Percy correu até ela e segurou seu braço.
-Fique com isso- Ele a entregou a foto de Rachel e Frederick – corte ela e sei lá.
-Você diz muito “sei lá”- Annabeth murmurou pegando a foto.
Percy sorriu.
-Eu sei é que Sei lá- Os dois riram e Annabeth saiu pela a porta encarando a foto. Ela olhou para a foto, seu pai tinha um brilho nos olhos que há anos ela não vira, era estranho, pois ele tinha a aparência de velho, como um pouco antes de morrer. Annabeth observou o local, provavelmente Paris pelo nome das lojas atrás e por um ponto atrás que provavelmente seria a torre Eiffel. Frederick usava a camiseta que Annabeth havia lhe dado de aniversario e um Jeans novo, que ela nunca havia visto, ela notou que em seu pé estava um tênis novo que ele havia mandado fazer semanas antes dele morrer, mas que ele nunca havia chegado a usar. Annabeth paralisou aquela foto não era antiga e sim recente, mas não havia como seu pai ter estado em Paris uma semana antes de morrer, pois ele estava muito doente. Annabeth tentou se lembrar das viagens que ele havia feito, mas nenhuma antes de seu aniversario ela sentiu seu corpo estremecer. Seu pai não estava vivo. Não podia, ela o havia visto deitado na cama, morto, sendo enterrado.
Então ela se deu conta, o caixão não havia sido aberto no enterro e sim depois que o corpo havia ido para a funerária ela jamais o havia visto. Não, ela pensou seu pai jamais forjaria a própria morte, nunca, mas depois de tudo que ela havia recém-descoberto dele, nada parecia impossível, mas se ele estava vivo, por que não estava ali? Annabeth olhou para Rachel, por que ele tinha tirado aquela foto com ela? E pra que manda-la para Percy? A foto escorregou das mãos de Annabeth que estavam suadas. Ela se agachou para pegar a foto, mas quando olhou para o verso da foto ela paralisou de caneta vermelha com letras grandes e monstruosas estava escrito...
Notas finais
então gente temos 8 recomendações, oque me deixa muito feliz, mas quem gostaria de ser a pessoa maravilhosa que serei eternamente grata pra me dar mais duas recomendações e realizar meu sonho de ter 10 recomendações em em??? Espero que ainda existam pessoas de bom coração ou que gostem da fanfic u.u
Bjs
Sj
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