O Testamento
11 Estranho Reencontro
PDV Silena
Eu estava mais nervosa do que quando fiz meu primeiro teste para escola de artes... Eu tinha apenas 14 anos e lá havia pessoas de varias idades e com talentos extraordinários, teatro era uma área muito desejada por isso briguei com mais de 50 pessoas por uma bolsa, havia sido assustador ser colocada de frente para vários profissionais e fazer uma cena, mas a pior parte foi que esqueci minhas falas então improvisei creio que eles perceberam, mas não sei por que passei... Mas agora pensar no que disser a Annabeth quando chegasse lá era mais difícil, afinal oque eu faria? Mandaria meu jatinho pousar no meio do campo, sair do helicóptero e agir como se fosse às irmãs mais próximas do mundo, talvez eu pudesse disser que não sabia que ali era dela ou então fazer uma cena chorar, mas acho que isso não seria uma boa impressão... Nico tentava me ajudar, mas bem, ele só piorava...
-Você pode fingir que esta bêbada- sugeriu-me
--Ah claro ai eu vomito nela e pergunto se por acaso ela tem mais pinga?- respondi sarcástica
-Eu pagaria pra ver essa cena!
-Você não esta ajudando!- reclamei
- desculpe.
-eu posso dar uma sugestão?- perguntou o co-piloto
-Por favor — pedi
-Você é boa em improvisação- afirmou ele- oque uma personagem sua diria? Encare isso como um filme, qual seria a melhor forma de agir.
Suas palavras me fizeram pensar, qual seria a melhor forma de agir? Fiquei pensando por tanto tempo que quando me dei conta já estávamos pousando. A alguns metros do chão já podia ver aqueles cabelos loiros cacheados caindo sobre o ombro e aqueles olhos esverdeados com um toque de cinza, ao seu lado estava um garoto de cabelos pretos e olhos verdes intensos que você veria a quilômetros, os dois estavam serio e acompanhavam o helicóptero pousar. Nico abriu a porta.
-primeiro as damas- ele estendeu o braço indicando que eu saísse.
Eu paralisei talvez não fosse uma boa idéia, ela tinha me ligado mais isso não significava que eu deveria simplesmente ir a sua casa pra disser olá...
Nico pulou do Helicóptero e estendeu a mão para que eu saísse.
-Só seja você mesmo.
Segurei em sua mão e sai, os dois continuavam parados nos encarando, estavam apenas a alguns metros eles mexiam os lábios, mas era quase impossível saber oque conversavam.
-Quem será que é ele?- me perguntei em voz alta.
Nico espremeu os olhos e sorriu.
-Percy Jackson, fez faculdade comigo de advocacia.
-ele pode nos processar por invasão de propriedade?
-Tecnicamente essa propriedade é em partes sua- lembrou-me Di Ângelo
Ficamos parados ali ao lado do helicóptero olhando os dois parados e eles nos olhando, até que eles começaram a caminhar em nossa direção, tive vontade de me enfiar no helicóptero e sair voando da li mais isso com certeza não daria uma boa impressão.
-se lembra ao menos o nome dela né?- perguntou Nico
Olhei para ele com vontade de socá-lo como não lembraria...
Eles estavam cada vez mais perto, era estranho, pois minha vida toda havia imaginado reencontrar minhas irmãs, eu imaginava a gente se abraçando comemorando, gritando de alegria e chorando ao mesmo tempo, mas agora La estava eu olhando para minha irmã que não via a mais de 11 anos e mal conseguia me mover, como poderia ser assim?
Agora era possível ver cada traço do rosto de Annabeth imaginei oque ela devia estar pensando quando percebi que eu e ela chorávamos, não suportei e corri até ela e a abracei.
Ficamos abraçadas por um longo tempo, até que ouvimos os risos de Nico e o tal de Jackson.
-Não é fofo- comentou Nico sorrindo como um palhaço. Jackson sorriu e assentiu com a cabeça.
Senti meu rosto queimar, não sabia o motivo, Annabeth sorria e chorava ao mesmo tempo era impossível saber oque disser, Annabeth limpava as lagrimas que escorriam pelo rosto e olhou a volta como se procurasse alguém a mais.
-Como...?-ela parou de falar e depois tentou sorrir- onde está Thalia?
Paralisei.
Existem muitas coisas na vida que não conseguimos explicar uma delas era onde estava minha Irma caçula? Eu sempre quis saber isso mais nunca me disseram a verdade...
Flashback
Havia um ano que tínhamos saído da fazenda, minha mãe já tinha um emprego e tínhamos uma casa temporária, eu e Thalia tínhamos muitas amigas na escola e amávamos aquela cidade...
Duas semanas depois do meu aniversario, minha mãe havia dito que eu iria viajar, arrumei minha mala correndo, talvez eu fosse ver meu pai e Annie e assim eu o pudesse convencê-los a voltar a morar junto e essa briga acabasse e voltaríamos a ser uma família.
Logo a campainha tocou, eu esperava ansiosa para ouvir a voz de meu pai me trazendo presente de aniversario e correndo pra me abraçar, mas novamente eu estava errada era minha tia, eu nunca gostei dela, ela nunca se importava com ninguém apenas com ela mesma, era o que minha mãe dizia dela e de algum modo eu concordava, assim que ela entrou perguntou por mim e se eu estava pronta, eu não iria para casa de meu pai...
Ava entrou no meu quarto e perguntou se eu estava pronta.
-Você vai me deixar mamãe?- perguntei
Ela abaixou a cabeça
-eu vou te buscar...
-Assim como buscou Annabeth!?- gritei
-é só até eu conseguir um emprego fixo, meu amor- respondeu ela calmamente
A porta do quarto se abriu e minha tia entrou e deu um sorriso forçado
-vamos?- perguntou
-e Thalia?- perguntei
-Ela vai ficar- respondeu Ava cabisbaixa
Lembro-me apenas de gritar e agarrar os moveis gritando que não queria ir, Thalia chorava e dava socos na minha tia implorando para que ela não me levasse...
Minha ultima visão de Thalia foi ela com apenas seis anos chorando, gritando e batendo em tudo oque via pela sua frente...
Flashback Off
-Eu não sei- respondi
Annabeth ficou em silencio por um longo tempo e ficamos ali paradas uma olhando para cara da outra tentando entender como podíamos ter deixado tudo isso acontecer.
-Bom... — começou Nico, mas foi interrompido por cantadas de pneus se aproximando em uma velocidade inimaginável.
Logo foi possível ver o carro invadindo a propriedade, era um típico carro que se alugava próximos dos aeroportos...
O carro fazia um zig-zag entre a estrada e o acostamento e ia em direção ao cercado que separava os gados da estrada, imaginei que alguém frearia, mas não foi isso que aconteceu, o carro atravessou o cercado e ao tentar fazer uma curva para não atropelar um carneiro acabou capotando, não ficamos mais parados e corremos em direção ao carro que estava a poucos metros, Jackson logo pegou o celular e pediu a ambulância, ele tinha um sotaque estranho...
Havia duas pessoas dentro do carro, uma de aproximadamente 40 a 45 anos e uma jovem de uns 15 anos que estava dirigindo. Muito sangue saia da cabeça da jovem, o carro estava de cabeça para baixo por isso era difícil identificar as pessoas. Annabeth tirou o cinto da mulher e a deitou no gramado, ela tinha uma aparência esgotada e muitas olheiras, seu maior ferimento foi também na cabeça que saia muito sangue, com muito cuidado Annabeth tirou a jovem do carro, não era recomendável mexer nas vitimas, mas Annabeth tirou de uma forma que talvez tenha até pesquisado no Google ‘como tirar vitimas de acidente de carro do carro’ ou talvez tenha feito um curso sei La.
Ela deitou à jovem e checou o pulso da jovem e da mulher e sorriu.
-elas estão vivas — informou Annabeth
Tirei o cabelo do rosto da menina e olhei para seu rosto tinha a breve impressão que a conhecia, Annabeth também olhava seria para menina, ela usava uma camiseta de banda que agora estava coberta de sangue uma calça jeans rasgada e um all star tradicional encardido.
Annabeth paralisou.
-Não pode ser- falaram Annabeth e Nico ao mesmo tempo.
-Vocês a conhecem?- perguntei tentando lembrar-se de onde a virá
Os dois se olharam, provavelmente não a conheciam do mesmo lugar.
-ela foi à punk que quase me matou- falou Nico arrepiado.
Annabeth olhou seria para mim.
-imagine ela com uns Cinco anos de idade sem maquiagem e com os cabelos castanhos escuro.
Olhei para a menina, era difícil de imaginá-la assim ela tinha a aparência de que sempre foi assim, mas...
-e olhos azuis – completei
Annabeth vasculhava os bolsos da jovem procurando alguma identificação, Não podia ser ela... O som da sirene da ambulância já podia se ouvir...
Annabeth achou uma carteira, havia alguns papeis alguns cartões de lojas de Skate, de CDs e um convite para um show de uma banda que eu nunca ouvira falar, logo Annie achou um RG
Li o nome...
-Deve ser uma Coincidência- tentei me conter- o sobrenome nem é o mesmo.
-mas a mãe é- respondeu Annabeth olhando para a mulher.
Notas finais
desculpe pelos comentários que ainda não respondi e podem mandar mais =]
aceito recomendações também
bjs
teffy
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