Notas iniciais
Heeey galera! Mais um capítulo pra vcs, desculpem a demora!

POV ELLIE (Storybrooke, 2014)

Eu havia acabado de sair da loja do tio Rumple antes de sermos atacadas pela Ingrid no nosso quarto na Granny’s e descobrirmos que ela tinha forjado nosso assassinato brutal. Quando entrei na loja, o cheiro de velharias foi tão familiar que eu quase comecei a chorar. Ele tinha Belle para arrumar a loja e ajudar nas vendas, mas ela estava bem ocupada na livraria, então a minha presença era bem-vinda. Depois de levar neve na cara e convencer a tia Emma da nossa história, lá estava eu, a caminho da loja de penhores do Mr. Gold, acompanhada da Liv e da tia Emma. A placa de “fechado” na parte de dentro da porta de vidro não convenceu nenhuma de nós. Aquela loja nunca ficava realmente fechada.

– Mr. Gold, sabemos que você está aí – gritou Emma – precisamos conversar. É urgente!

Eu quase não segurei o riso quando ele veio da parte de dentro da loja, com um roupão e pantufas. Quando ele nos viu, revirou os olhos e voltou para a parte de dentro, aparecendo alguns minutos depois com seu paletó habitual.

– Emma Swan. Surpresa agradável, porém inconveniente – disse ele – entrem.

Nós três entramos na loja e o seguimos até o balcão, onde ele costumava atender os clientes. Olhei para Liv, que parecia meio apreensiva com a história toda. Ela nunca foi muito fã do tio Rumple (e quem pode culpá-la), então apertei sua mão, encorajando-a.

– Gold, o que você sabe sobre portais para o passado? – perguntou tia Emma.

– Devo saber alguma coisa, mas primeiro preciso saber o que diabos está acontecendo aqui – disse ele, com sua calma habitual. Eu respirei fundo, soltando a mão da minha irmã para mostrar o pingente de adaga na minha pulseira.

– Acredite, Mr. Gold, é uma longa história.

Depois de contarmos tudo ao tio Rumple, ele ficou calado pelo que pareceu uma eternidade.

– E então? O senhor pode nos ajudar? – perguntou Liv. Ele olhou para nós, parecendo um pouco apreensivo.

– Sinto muito, meninas, mas não há nada que eu possa fazer. Nem vocês. Se desejam voltar para casa, vocês vão ter que esperar.

– Esperar o quê? – eu perguntei. Mas que droga.

– Esse tipo de portal o tempo é diferente, só existem duas formas de voltar ao seu lugar de origem se esse feitiço foi lançado sobre você. A primeira é através da pessoa que jogou o feitiço, o que obviamente não vai acontecer – disse ele – e a segunda é esperando. Vocês terão que ficar aqui até o momento do seu futuro nascimento.

Oi?

– Então nós vamos ter que ficar aqui pela gravidez inteira da mamãe até o dia do nosso nascimento? – perguntou Liv, parecendo tão confusa quanto eu.

– Considerando como as coisas estão indo entre os pais de vocês, não vai demorar muito – disse ele, de forma sarcástica.

– O quê nós vamos fazer? – eu perguntei, olhando para a tia Emma, que deu um sorriso.

– Bem, eu acho que os meus pais tem lugar para mais duas – disse ela.

– A senhora acha que devemos contar para eles? – perguntou Liv.

– Nós vamos precisar de toda ajuda possível para deter a Ingrid. É melhor que eles saibam — falou tio Rumple, e Emma assentiu, concordando.

– Vamos, vocês tem muita coisa para conversar com os meus pais – disse tia Emma. Ela e Liv saíram da frente, mas tio Rumple me chamou quando eu ia passar pela porta.

– Eleanor?

– Sim? – eu disse, distraída. Ele se abaixou para pegar algo de dentro do balcão. Era uma caixa quadrada em veludo vermelho. Ele fez sinal para que eu me aproximasse e saiu de trás do balcão, ficando de frente para mim. Dentro da caixa havia um pequeno boneco de palha, que eu reconheci como sendo o brinquedo de infância do meu padrinho.

– Eu joguei ele num penhasco em Neverland, mas de alguma forma ele voltou para mim. Acredito que tenha propriedades mágicas... diria até que é um amuleto da sorte. É seu agora.

– Eu me lembro... – eu disse – mas porquê o senhor está me dando ele?

– Eu acabei de descobrir que sou seu padrinho e sou o homem mais rico da cidade. Achei que você merecia um presente, e de onde saiu esse virão mais – disse ele, com um sorriso debochado. Eu sorri de volta, sabendo que aquele era seu jeito seco de desejar “boa sorte”.

– Eu sou a melhor amiga da sua filha, sabia? – eu disse, vendo os olhos dele brilharem quando eu mencionei Colette. Só Deus sabe o quando ele precisava de uma filha depois de perder Bae.

– Minha filha? – disse ele, quase sussurrando. Eu sorri, e dei um abraço nele, mesmo sabendo que ele iria odiar, mas ele não pareceu se importar muito.

– Eu posso falar mais sobre isso com o senhor mais tarde – eu disse, enquanto abria um sorriso – mas claro que essas informações valiosas podem custar alguns presentes...

– Agora eu sei que você é mesmo filha da Regina – disse ele, enquanto eu pegava a caixa e a fechava.

“E minha afilhada” eu ouvi ele murmurar enquanto eu saía da loja a caminho da casa da tia Snow.

–FLASHBACK ON—

– Eu e a senhorita Swan nos juntamos para comprar eles para vocês – disse o padrinho – eu queria ter dado o meu no dia do seu aniversário, mas a colette esqueceu em casa.

– Ele é lindo, tio Rumple! – eu disse, dando um abraço nele.

– É a coisa mais importante para mim, e eu estou dando ela a você – disse ele, enquanto eu prendia a pequena réplica da adaga na minha pulseira.

– Ei, eu não ganho um abraço não? – disse a madrinha, e eu corri para abraçá-la – eu comprei uma coisa para você! – ela abriu um pacote enorme, revelando um passarinho azul de pelúcia em tamanho gigante.

– É do tamanho certo para eu abraçar! – eu disse, agarrando o bichinho de pelúcia – mas os seus abraços são melhores, tia Snow.

Ela me abraçou de novo, enquanto papai nos observava de longe, sorrindo.

–-FLASHBACK OFF--

POV EMMA

Após repetir a história para os meus pais e levar uma gorfada do Neal bem na minha blusa nova, Mary Margaret convidou as meninas para se hospedarem lá, o que eu já previa.

– Então, meninas, como é o futuro? – perguntou David, sorrindo.

– É meio diferente, claro, mas é bem mais calmo – disse Olivia – as rixas entre vocês ficaram para trás. Acho que pode-se dizer que vocês todos encontraram o final feliz...

– Até aquele protótipo de freezer resolver perturbar o equilíbrio das vidas de todo mundo, de novo – terminou Eleanor – mas o que é a vida sem um pouco de conflito, certo?

– Certo – disse Mary Marg-minha mãe, com um pequeno sorriso. Ninguém sabia sobre conflito mais do que ela, com certeza. Ela olhou para Eleanor – então quer dizer que eu sou sua madrinha?

– Pois é, quem diria – falou Eleanor, rindo – mas você e a mamãe se dão incrivelmente bem no futuro. Você ainda tem receio de ingerir qualquer coisa que ela faça envolvendo maçãs, mas isso são detalhes. Ah, e o papai, tio David e tio Killian saem o tempo todo juntos.

– Eu, saindo com o pirata? Não quero duvidar da história de vocês, mas aí já é exagero – disse meu pai, parecendo meio indignado. Fala sério, o Killian nem é tão ruim assim. As meninas se entreolharam, segurando o riso, mas não disseram mais nada. Sinceramente? O futuro me parecia ótimo.

– O que vocês querem comer, meninas? – perguntou minha mãe, indo até a cozinha.

– Lasanha! – disseram as duas em uníssono. Lembrei das vezes em que Regina fez lasanha para as nossas celebrações na Granny’s e sorri. Elas tinham motivo, a lasanha era o máximo.

– Certo, vou fazer o que posso! – disse minha mãe, rindo. Uma batida um tanto urgente na porta fez o sorriso dela desaparecer – quem será a essa hora?

Meu pai foi até a porta e a abriu. Do outro lado, Regina parecia que tinha visto um fantasma.

– Olá, Charming. Snow – ela disse, acenando com a cabeça e entrando no apartamento. Ela franziu o cenho quando viu as meninas – o que diabos essas duas estão fazendo aqui?

– Hã...e-elas estão com problemas na escola, e como eu sou professora, achei que podia ajudar – disse minha mãe, de forma nem um pouco convincente.

– Elas tem dezoito anos, Snow. Me poupe – disse Regina, revirando os olhos para a péssima atuação da minha mãe — Senhorita Swan, uma palavrinha...em particular?

– Claro – eu disse, me levantando do degrau onde estava sentada. Regina subiu a escada e eu a segui até o quarto onde Henry costumava dormir quando não estava na casa dela. Seria das meninas, por enquanto.

– Aconteceu alguma coisa? Você está pálida – eu disse, preocupada. “E se ela descobriu tudo? Estamos ferrados. Eu devia ter contado...”

– Você deve me prometer que não vai abrir a boca sobre isso para ninguém. Ninguém, ouviu bem? – disse Regina, num tom entre ameaçador e desesperado.

– Você sabe que pode confiar em mim, Regina – eu disse. Ela olhou para mim, com os olhos mais molhados que o normal.

– Emma... eu estou grávida.

Notas finais
E aí? Gostaram? Deixem reviews!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.