O Tempo Mudará
29 Capítulo 29 - “O Cálice de Fogo” - Parte 8
Notas iniciais
Hermione chegou a grande entrada do salão principal. Estava nervosa. Ao longe, ela avistou Gina com Neville. A menina olhou para ela e sorriu. Suspirando, Hermione devolveu o sorriso e ficou esperando pelo Vitor.
Apesar de saber que aquele Baile não era nada comparado aos bailes que seus pais costumavam ir a muitos anos atrás, ela estava com os nervos em frangalhos. Ia sair pela primeira vez na vida com um menino desconhecido, Tom havia falado rispidamente com ela e, pior, ela ainda tinha jogado água na cara dele. Ok, essa parte foi figurativamente, mas mesmo assim…
Pensando melhor, ela começou a se arrepender do que tinha feito. E se Tom não a perdoasse? E se ele não quisesse mais nada com ela? O pânico começou a tomar forma em seus pensamentos. Respirando fundo para acalmar o coração, ela passou a andar de um lado para o outro. Ele não tinha motivos para ficar bravo, muito pelo contrário. Ela é quem devia estar puta com ele! Como ele podia ter jogado ela para cima do Krum assim, sem mais nem menos?
Com a raiva redobrada, Hermione começou a descer as escadas, la em baixo, no começo da escada estava ele. Hermione perdeu sua linha de raciocínio quando olhou para ele. Meu Deus… Krum estava lindo. Usava um conjunto de terno feito de veludo negro, com calças e sapatos combinando. Sobre os ombros levava uma capa antiga que realçava seus olhos negros. Seu cabelo estava despenteado, como se ele não desse a minima para como eles pareceriam.
Estupefata, ela só conseguiu ficar olhando para ele. Nem mesmo em seus melhores sonhos ela imaginou que Krum pudesse ficar tão arrumado. Na escola ele parecia tão desleixado… A maioria das vezes ela vira ele amarrotar blusas em sua mochila e ficar por isso mesmo… No entanto, agora, ele estava completamente alinhado e régio… Olhava para todos com superioridade e quando andava as pessoas se afastavam inconscientemente.
Balançando a cabeça, ela resolveu parar de pensar nessas coisas. O fato de ver tantos casais juntos a estava amolecendo… Sem contar que o seu coração desejava outra pessoa para ficar ao seu lado. Krum não disse nada. Apenas chegou mais perto dela e estendeu o braço, esperando que ela o acompanhasse.
Então, colocando os pensamentos ruins em um lugar completamente fora de alcance em sua mente, ela pegou no braço dele e sorriu.
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Parvati mirava Hermione com depreciativa incredulidade. Se ela não estivesse vendo, não acreditaria nisso. Hermione com Vitor Krum??? Aquela menina horrenda e com cabelos arrepiados horríveis?
No entanto, ela não parecia nadinha com a Hermione “normal”. Fizera alguma coisa com os cabelos. Não estavam mais arrepiados e horríveis, mas lisos, com cachos naturais e brilhantes, enrrolados num elegante nó na nuca. Estava usando vestes feitas de um tecido etéreo de um rosa quase branco, e tinha uma postura um tanto diferente – ou talvez fosse meramente a ausência dos vinte e tantos livros que ela normalmente carregava às costas.
Rony ia ficar puto. Quando as portas do Salão Principal se abriram, o fã-clube de Krum que fazia ponto na biblioteca passou, Parvati viu elas lançando a Hermione olhares de profundo desprezo, assim como Pansy Parkinson que estava de boca aberta ao passar com Malfoy e mesmo ele não pareceu capaz de encontrar uma ofensa para atirar a Hermione. Rony, porém, passou direto por ela sem sequer olhar para os lados.O coitado nem percebeu que era ela
Depois que estavam todos sentados no salão, a Professora Minerva mandou os Campeões e seus pares formarem um cortejo, de dois em dois, e a seguirem. Parvati, Harry e todos os outros obedeceram e todos no salão aplaudiram quando eles entraram e se dirigiam a uma grande mesa redonda no fundo do salão, onde estavam sentados os juizes.
As paredes do salão estavam cobertas de gelo prateado e cintilante, com centenas de guirlandas de visco e azevinho cruzando o teto escuro salpicado de estrelas. As mesas das Casas haviam desaparecido; em lugar delas havia umas cem mesinhas iluminadas com lanternas, que acomodavam, cada uma, doze pessoas.
Parvati percebeu que Harry se concentrava em não tropeçar nos próprios pés. Ela estava se divertindo muito! Sorria radiante para todos, conduzindo Harry com tanta firmeza que ela tinha a sensação de que estava ensinando um cachorrinho a desfilar em um concurso. Ela avistou Rony e Padma ao se aproximar da mesa principal. Rony observava Hermione passar com os olhos apertados. Padma parecia chateada, e também não era pra menos, pensava Parvati
Dumbledore sorriu feliz quando os Campeões se aproximaram da mesa principal, mas Karkaroff tinha uma expressão parecidíssima com a de Rony ao ver Krum e Hermione se aproximarem.
Aiaiai… esse Baile de Inverno ia dar o que falar!
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Hermione estava encantada. Meu Deus, como aquele salão estava magnífico! As luzes, os enfeites… Por um momento, ela se sentiu como sua mãe… Dançando em um salão ricamente adornado com ouro e prata, com rubis vermelho sangue e bruxos do mais alto nível por todos os lados. Ela se imaginou dançando com Tom, revelando finalmente seu poder e força… Sua verdadeira natureza. Poxa, queria tanto que ele estivesse com ela!
Apesar das decorações incríveis o coração de Hermione se apertou no peito. Ela sentiu um apertão em sua cintura, e percebeu que Krum a olhava fixamente. Percebendo que havia deixando seus sentimentos aflorarem, ela disse rapidamente:
– Isto aqui está incrivel! – ela fingiu um sorriso – Nada poderia estar melhor.
Ele apenas assentiu para ela, sem, contudo, pronunciar palavra alguma. Vários estudantes começaram a dançar a valsa e se juntar a eles no meio do salão. Olhando para o lado, ela percebeu Karkaroff os olhando com raiva. Desviando os olhos, ela falou:
– Acredito que o seu professor… Não gostou muito da idéia de você me convidar Vitor.
Ela percebeu Krum olhar na direção em que Karkaroff estava; sentado em uma cadeira de espaldar alto. Estranhamente, Krum parou de dançar e olhou friamente para o homem. Assim que ele fez isso, Karkaroff se levantou, fez uma mesura para eles e se afastou sem olhar para trás. Hermione ficou de boca aberta.
– Ele… Ele foi embora! – ela acabou dizendo o óbvio.
Krum rapidamente a chamou para dançar novamente, dando um pequeno encolher e ombros.
Hermione estranhou. Karkaroff havia feito uma mesura para Krum? Como isso era possível?
– Krum… Desculpe ser grosseira mas… Porque o professor Karkaroff fez aquilo?
Estranhamente Krum sorriu e a aproximou mais de seu corpo. Baixando a cabeça, ele encostou seus lábios na orelha dela e disse:
– Pequena Lady… É porque é assim que os servos tratam os seus superiores.
Hermione engasgou. Pequena… Lady…? Meu Deus!
– Minha pequena Lady está se divertindo? – Krum perguntou.
Hermione olhou fixamente para ele… Ele não podia ter dito o que ela achava que ele tinha dito, né? Se fazendo de desentida perguntou:
– O que disse?
– Perguntei se a minha pequena Lady está se divertindo? – ele falou sorrindo para ela, a levantando para o alto em um dos passos.
Hermione não entendia o que estava acontecendo. Krum a estava chamando pelo apelido que Tom costumava usar. Será ela tinha sido descoberta? Mas como? Não, isso só podia ser coincidência. O jeito era agir como se não fosse com ela.
– Krum, me desculpe mas não entendo o que quer dizer. – ela respondeu quando ele a abaixou ao chão no passo seguinte.
Krum sorriu para ela de um jeito que ela nunca tinha visto ele sorrir. Era o jeito que o... Mas não era possível!!
– Pequena Lady, achei que sempre me reconheceria. – Krum disse para ela sorrindo de lado. Hermione ficou olhando para o rosto de Krum, dentro de seus olhos. Se ele fosse o que ela achava que era, logo os olhos dele mostrariam. E foi então que de repente os olhos de Krum ficaram vermelhos cor de sangue, voltando a ficar castanhos no Segundo seguinte.
Hermione recuou. E como eles estavam dançando ela quase tropeçou. Se não fossem aqueles braços reforçarem o aperto em volta da cintura dela, ela teria levado um tombo e tanto. Ela levantou os olhos e fez a pergunta que ela nunca imaginou fazer para o Vitor.
– Tom é você? – sua voz era um sussurro.
– Demorou pequena Lady – Tom disse sorrindo.
– Oh Meu Deus! Mas como? Como você… ? – ela perguntou aturdida e confusa, mas ao mesmo tempo admirada.
– Podemos conversar outra hora, aqui não é lugar. – Tom disse olhando em volta. Hermione acompanhou o seu olhar e viu vários casais dançando outra valsa. Ela nem tinha percebido que a música tinha mudado. Tom tinha razão. Eles não poderiam conversar sobre isso ali, alguém poderia escutar.
– Vamos aproveitar a festa, depois eu conto tudo o que quiser; sei que você está curiosa para saber o que está acontecendo. Mas se sairmos agora as pessoas vão falar.
– Tudo bem. – Hermione disse olhando para ele novamente – Mas você vai me contar o que está acontecendo mais tarde.
– Dança comigo Hermione… — Tom mudou de assunto e a puxou para mais perto.
– Sempre – ela respondeu sorrindo.
E eles dançaram. Muito! A cada de troca de música eles se deixavam levar… Hermione não imaginava que Tom podia dançar assim. Ele se atrapalhou um pouco quando As Esquisitonas – uma banda famosa do mundo bruxo que toca rock – começou a cantar, mas ele logo pegou o jeito.
Eles estavam se divertindo, rindo, dançando, fazendo coisas que Hermione sempre imaginou, sempre desejou, mas tentava se conformar colocando em sua cabeça que um dia isso aconteceria, que quando Tom tivesse um corpo eles iam fazer todas essas coisas.
E essas coisas estavam acontecendo agora. Ela sabia, claro, que ele estava usando o corpo do Vitor e que na frente dela era o Vitor Krum… Mas, ao mesmo tempo, ela não se importava porque ela sabia que era o Tom que estava dançando, falando e rindo com ela. Hermione não se importava com a aparência dele contanto que fosse ele.
– Vou pegar uma bebida para nós. – Tom disse rindo, se afastando dela e indo até a mesa de bebidas. Hermione o seguiu com os olhos, colocou a mão na cabeça e rodou. Ela não se agüentava de felicidade, estava eufórica! Parando ela viu Rony e Harry sentados nos sofás que foram colocados para as pessoas descansarem e conversarem. Resolveu brincar um pouco com eles. Indo para lá, ela viu o olhar mal encarado de Rony para ela.
– Vitor foi pegar uma bebida, querem se juntar a nós? – ela perguntou rezando para que eles dissessem não.
– Não, não queremos nos juntar a você e ao Vitor – Rony disse.
– Nossa! Que mal humor!
– Você está confraternizando com o inimigo. – Rony insistiu.
– Inimigo? – ela perguntou parecendo indignada mas por dentro querendo rir –Quem foi que queria um autógrafo do Vitor? O objetivo do torneio é a interação internacional em magia. Ou seja: fazer amigos!
– Para mim ele está querendo ser bem mais do que um amigo! – Rony estava vermelho de raiva.
Hermione queria muito rir. Mas, se fazendo de ofendida, ela se afastou. Viu Tom vindo na direção dela com duas taças, ele deve ter percebido que ela estava tentado se agüentar para não rir, porque apontou para a porta e os dois se dirigiram para fora em direção aos jardins.
As portas estavam abertas de par em par e as fadinhas luminosas no roseiral piscavam e cintilavam quando o casal desceu os degraus da entrada e se viram cercados de plantas que formavam caminhos serpeantes e de grandes estátuas de pedra. Hermione ouviu um rumorejo de água caindo que lhe pareceu uma fonte. Aqui e ali as pessoas estavam sentadas em bancos entalhados. Os dois tomaram um dos caminhos que passavam pelo roseiral. Quando Hermione viu que estavam sozinhos desembestou a rir.
– O que aconteceu? – Tom perguntou estendendo a taça para ela.
– Adivinha… Weasley e Potter – respondeu risonha – O Rony estava morrendo de ciúmes de você! Ou melhor, no caso, morrendo de ciúmes do Vitor Krum.
– Porque? Ele gosta de você?
– Sabe que eu não sei? Acho que não… Bom, ele nunca deu indicação, mas…
– Talvez nem ele mesmo tenha percebido que gosta de você, somente percebeu agora que te viu comigo.
– Difícil… — Hermione respondeu fazendo uma careta – Rony é burro como uma porta, mesmo que ele goste de mim ou sinta ciúmes ele nunca vai perceber ou admitir.
– Você gostaria que ele admitisse? – Tom a olhava fixamente.
Hermione não entendia aonde Tom queria chegar com isso, mas resolveu responder sinceramente
– Claro que não. Já não basta ter que dar uma de amiga vou ter que fingir e dar uma de apaixonada também? Era só o que me faltava!
Tom pareceu satisfeito com a resposta dela, porque ele parou de fazer essas perguntas. Para Hermione isso tudo era sem sentido. Só existia um homem que ela gostaria que sentisse ciúmes dela… E eel, para infelicidade dela, não sentia.
– Mas então Tom, como conseguiu entrar no corpo do Vitor?
– Falei com Severo e contei meu plano. – ele explicou, indo em direção a um banco de pedra e se sentando – Pedi para ele marcar um encontro com Krum na floresta proibida. Lá eu estaria esperando. Enquanto o garoto estivesse indo para lá, era para o Snape distrair o Karkaroff. Krum chegou na beirada da floreta, Rabicho estava lá comigo e o enfeitiçou fazendo Vitor entrar mais dentro da floresta onde assim pude entrar dentro do corpo dele. Não tinha certeza se conseguiria tomar o corpo de alguém que não possuísse a minha Marca ou que não possuísse uma essência minha dentro do corpo… Mas acabou dando certo e, aqui estou – ele completou estendendo as mãos.
– Tom, isso foi perigoso! E se alguém tivesse pego o Rabicho ou você? Sabe o que poderia ter acontecido? Não estou gostando nada disso.
– Não gosta de me ter aqui com você? Achei que ficaria feliz, afinal você disse que no seu primeiro baile eu tinha que ser o seu par… Assim como deveria ser o primeiro em muitas outras coisas. – Tom disse sorrindo de forma sacana para ela.
Hermione corou profundamente. É verdade que ela tinha dito isso para ele, mas foi antes dele ter sido um idiota com ela… E agora ele fazia isso; tomava o corpo do Vitor para sei lá o quê…
– Ou mudou de idéia e na verdade ficou feliz de ter vindo com o famoso Vitor Krum? – Tom perguntou com a cara fechada.
– Me diz você então, o que se passa em meus pensamentos Tom – Hermione falou o desafiando.
– Eu não sei Hermione! – Tom respondeu nervosa – Você é exasperante! Quando estamos separados não sei o que se passa na sua cabeça porque estou fraco, por isso, só consigo sentir o seus sentimentos mais fortes e no dia que você me contou sobre o baile e eu senti a sua dor, seu sofrimento, sua decepção… Eu sabia que tinha algo errado quando terminamos de conversar. Mas não entendia o porquê de todas aquelas emoções.
– Não entedia o porquê de todas aquelas emoções? – Hermione estava indignada – Tom você basicamente me empurrou para cima de outro garoto!
– Eu não fiz isso. – ele respondeu parecendo indignado.
– Fez si ou quer que eu diga palavra por palavra do que você me disse? Você não imagina o que eu senti quando ouvi aquelas palavras. – Hermione estava com lágrimas nos olhos.
– Eu sei sim Hermione. Eu senti elas, mas não entendo o porquê delas!
– Não entende o porquê? Ok. Então eu te vou dizer. Eu cheguei para você e disse que um garoto tinha me chamado pra o baile. Eu sou sua noiva, não importando as circunstâncias nas quais isso aconteceu ou quais seus sentimentos em relação a isso ou a mim.eu continuo sendo a sua noiva! Ou seja, você não deveria me deixar ir no baile com ouro cara, mesmo se eu insistisse mesmo seu eu te pedisse isso ! Mas nããão… Você mandou eu ir no baile com o Vitor! E o pior, é que eu te disse que não queria ir, mas você Tom, não me escutou! Você insistiu, ordenou que eu fosse!
As lágrimas já escorriam livremente pelo rosto da menina.
– Os sentimentos que você sentiu de mim eram sim de dor, sofrimento e decepção… Por saber que eu não sou importante para você!
Tom estava indignado.
– O que você está dizendo Hermione? Como assim você não é importante para mim? EU CRIEI VOCÊ!!
– Exatamente! Me criou, eu sou filha dos seus melhores amigos, sou sua noiva, mas você não me vê como mulher! Para você eu ainda sou uma criança. Me jogar para cima de outro garoto só demonstra o quanto você não se importa comigo… Você não sente ciúmes de mim Tom…
– Eu não me importo como você? Não vejo você como mulher? Tomei o corpo desse garoto e vim até você, acha que estou feliz de estar usando o corpo dele para isso? Eu queria que você visse meu verdadeiro rosto, que você fosse ao seu primeiro baile com o meu verdadeiro eu, mas eu não podia porque EU NÃO TENHO UM CORPO!!
Tom tinha se levantado do banco de pedra em que estivera sentado. Ele caminhou rapidamente para Hermione e segurou suas mãos com força.
– Então eu tive que fazer isso. Me submeter a isso, queria te fazer uma surpresa, não queria te contar meus planos para o caso deles depois não acabarem dando certo. Eu não queria decepcioná-la. Eu fiz tudo isso por você, para te fazer feliz, para realizar o seu desejo e o meu também.
“Você diz que eu não me importo com você, mas eu ter feito isso tudo foi por você. Hermione, você me diz que não te vejo como mulher, mas isso não é verdade, porque você não saber o ciúme e a raiva que eu senti quando fiquei sabendo que esse tal de Vitor Krum tinha te chamado para o baile! Eu sabia que tinha que fazer alguma coisa… Eu não podia deixar você ir com outro cara! Claro, seria mais simples pedir para você voltar para casa, mas eu também não queria tirar essa experiência de você. Afinal de contas, este era o seu primeiro baile Hermione… Foi por isso que eu fiz o que fiz”.
– Tom eu... – Hermione não sabia o que pensar com tudo que Tom estava dizendo para ela. Em suas divagações, ela nem sequer tinha imaginado isso.
– Você não iria ao baile com outro garoto que não fosse comigo. Seu primeiro baile não ia ser com outro que não fosse eu. – Tom disse com uma voz sedutora olhando para os lábios dela. A raiva de Hermione tinha desaparecido faz tempo, agora estava sendo suplantada por outra coisa que Hermione não conseguia identificar. Tom estava cada vez mais próximo dela… E ela não conseguia se afastar. Não sabia se suas pernas a sustentariam ou se ela seria sustentada pelos fortes braços de Tom agora estavam em volta da cintura dela. A respiração dela estava acelerada, a dele também. Ela sentia as baforadas de ar que batiam deliciosamente em seu rosto.
– Suas primeiras vezes… – Tom disse baixinho no ouvido dela, lhe causando arrepios — … Todas pertencem a mim.
Antes que Hermione pudesse dizer qualquer coisa… Tom a beijou.
Os lábios dele se mexiam lentamente, de forma gentil . Hermione sentiu a língua dele em direção a sua boca, pedindo que ela desse , ela logo abriu os lábios dando passagem nossas línguas ele começou a massagear a minha língua com a dele em um movimento de vai e vem, ela sentia os braços de Tom ao redor dela a apertando, sua respiração estava acelerada o peito de Tom subia e descia rapidamente, ela podia sentir, nossas línguas dançavam uma musica composta somente para nós dois , como se não houvesse amanhã e teria mos que aproveitar somente o agora.
Ele me beijava com calma e suavidade, mas porem o ar se fez infelizmente necessário e tivemos que nos separar, porém quando ia abrir meus olhos ele me surpreendeu voltando a selar nossos lábios,agora com mais desejo e logo pediu passagem para intensificar o beijo, passagem essa que eu logo cedi sem nem pensar duas vezes, ou na verdade nenhuma , a sincronia com que nosso corpo se encaixava era sobrenatural, telo em seus braços pela primeira vez após tantos sonhos era inexplicavelmente incrível, era como quando você aprende a andar de bicicleta e o vento que bate contra seus cabelos lhe torne mais livre, era assim que Hermione se sentia com Tom livre pra poder amar , mas não só em silêncio como tanto tempo venho fazendo, e sim como se numa frase muda eu tivesse gritado para o mundo que eu o amo, sim eu o amo!
Tom se afastou para que os dois pudessem respirar. Lentamente Hermione abriu os olhos e encarou aqueles olhos vermelhos que ela tanto amava não conseguia descrever o que estava sentindo.
– Tom eu... Esse foi meu primeiro beijo.
– Seu primeiro beijo? – ele perguntou sorrindo – Eu sei. Eu disse que todas as suas primeiras vezes seriam minhas.
– Nossa, como você é convencido! Estou vendo então que vou ter que dormir com outro cara para essa primeira vez não ser sua.
– Você que não seja louca! – Tom falou raivoso apertando o braço dela – Esse homem vai estar morto antes que possa dizer meu nome.
– Tom, está doendo! – Hermione disse olhando para seus braços onde Tom apertava. Imediatamente o aperto diminuiu.
– Desculpa, mas só de imaginar isso eu acabei perdendo a cabeça.
– Tudo bem, não devia ter feito essa brincadeira. – ela se desculpou, mas adorou a demonstração de ciúmes dele – Sabe, você está certo. Todas as minhas primeiras vezes serão suas… Inclusive essa.
– Então… ela pode ser hoje já? – Tom perguntou cheirando o pescoço dela. Hermione se arrepiou toda e ele deve ter percebido porque ela sentiu o sorriso dele contra a pele dela. Vendo que as coisas estavam avançando bem rápido empurrou o ombro dele um pouco.
–Óbvio que não. Ela vai acontecer quando você tiver o seu próprio corpo, que será logo!
– Vai demorar demais – ele disse aborrecido.
– Tom, você me beijou pela primeira vez hoje! – ela falou brincando.
– Então agora eu vou ter que me torturar lembrando do seu gosto – ele disse sorrindo sedutor antes de dar um selinho nela.
– Somente por um ano e meio mais ou menos. – ela disse.
– UM ANO E MEIO? – Tom gritou.
– Fala baixo! – Hermione falou, tapando a boca dele ao perceber uma movimentação ali próximo. Provavelmente era algum casal dando alguns amassos, que nem ela e Tom estavam fazendo. Porém, de repente, ela percebeu de quem eram as vozes…
– Não vejo com o que tem de se preocupar, Igor.
– Severo, você não pode fingir que isto não está acontecendo! – a voz de Karkaroff era baixa e ansiosa como se cuidasse para que ninguém os ouvisse. Hermione e Tom se olharam; e percebendo rapidamente a história se abaixaram e ficaram escondidos em uma moita. Tom Ridlle, Lorde Voldemort escondido na moita… só Hermione para fazer ele fazer isso…
– Tem se tornado cada vez mais nítida nos últimos meses. Estou começando a me preocupar seriamente, não posso negar...
– Então, fuja. — disse a voz de Snape secamente. — Fuja e eu apresentarei suas desculpas. Eu, no entanto, vou permanecer em Hogwarts.
Os dois professores contornaram um canto. Snape levava a varinha na mão e ia estourando roseiras, com a expressão mal-humoradíssima. Ouviam-se gritinhos em muitos arbustos e vultos escuros saiam correndo para fora deles.
– Dez pontos a menos para Lufa-Lufa, Fawcett! — rosnou Snape, quando uma garota passou correndo por ele. — E dez para Corvinal, também, Stebbins! -
quando um garoto passou no encalço dela.
– E que é que vocês dois estão fazendo? — acrescentou ele, avistando algumas pessoas que de onde estavam, Tom e Hermione não conseguiam ver quem eram…
Porém, eles já tinham ouvido o bastante. Ambos se afastaram antes que pudessem ver quem eram as duas pessoas.
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Rony paralisou quando viu que Snape os tinha visto. Ele sabia que deveriam ter corrido quando ainda dava.
– E que é que vocês dois estão fazendo? – o professor perguntou.
Karkaroff, percebeu Rony, pareceu ligeiramente desconfortável ao vê-los (leia, Rony e Harry) parados ali. Levou a mão nervosamente à barbicha e começou a enrolá-la com o dedo.
– Estamos passeando. — respondeu Rony secamente. — Não é contra a lei, é?
– Então continuem passeando! — rosnou Snape, e passou roçando por eles, sua longa capa negra se abrindo como uma vela enfunada às suas costas.
Karkaroff apressou-se em alcançar o colega. Os dois garotos continuaram a descer pelo caminho.
– Que será que deixou o Karkaroff tão preocupado? — murmurou Rony.
– E desde quando ele e Snape estão se chamando pelo nome de batismo? — indagou Harry lentamente.
Os garotos tinham chegado a uma enorme inclinação de pedra onde, por cima da qual, avistaram o jorro cintilante de um alto chafariz. Avistaram também, sentadas em um banco de pedra, as silhuetas escuras de duas pessoas, que contemplavam a água ao luar. Viram Hagrid contar para Madame Maxine que era meio gigante e a historia de vida dele e ela negar na maior cara de pau que não era meio gigante. Mais que absurdo! “Ossos graúdos”? A única coisa que tem ossos maiores do que ela é um dinossauro.
Mas Rony tinha ficado surpreso em saber que Hagrid era meio gigante… Claro que ele suspeitava, mas queria acreditar que ele talvez tivesse ficado no caminho de um Feitiço de Ingurgitamento ruim quando era criança ou outra coisa do gênero. Afinal gigantes eram perigosos.
– Anda! — disse Harry muito baixinho a Rony. — Vamos embora...
Mas Rony não se mexeu.
– Que é que está havendo? — perguntou Harry olhando para o amigo.
Rony se virou para Harry, a expressão realmente muito séria.
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– Você sabia? — sussurrou. — Que Hagrid era meio gigante?
– Não — disse Harry, sacudindo os ombros. — E daí?
Harry deve ter percebido imediatamente pelo olhar de Rony que, mais uma vez, estava revelando sua ignorância sobre o universo da magia. Criado pelos Dursley, havia muita coisa que os bruxos aceitavam naturalmente e que eram verdadeiras revelações para Harry, mas essas surpresas tinham se tornado menos freqüentes à medida que ele progredia na escola. Agora, porém, ele deveria estar percebendo que a maioria dos bruxos não teria dito "E daí?" ao descobrir que um amigo tivera uma giganta por mãe.
– Eu lhe explico lá dentro — disse Rony baixinho. — Vamos...
Mas ao virarem em direção ao castelo, Rony viu um vestido rosa em meio aos arbustos. Não querendo provavelmente pegar algum amigo desprevenido nem ver coisas que não queria estava prestes a voltar quando ouviu uma voz que ele passou a detestar chamar um nome em um tom que ele nunca tinha escutado.
Não acreditando que era a mesma Hermione amiga dele, Rony se afastou de Harry e entrou pelo caminho que levava até o vestido e viu uma coisa absolutamente nojenta, uma coisa que ele nunca gostaria de ter visto. Vermelho de raiva, gritou para o casal que se beijava encostado em uma árvore.
– HERMIONE!!!

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