O Tempo Mudará

36 2ª TEMPORADA - Capítulo 1 – “ Desesperança”


Notas iniciais
Gente queriamos pedir desculpas pela demora, como alguns devem ter vistos colocamos um aviso ontem mas o Nyah apagou. Por issi pedimos desculpas pela demora eu e a minha beta estamos no último ano da faculdadem com Tcc, provas e fazemos direito o que acarreta na prova da OAB, por isso estamos estudando muito Mas voltamos ja que prestei a prova da ordem mas i resultado ainda não saiu e minha beta que faz faculdade comigo saiu do estagiom mas vai começar a estudar pra OAB agora. Pensamos em colocar a 2 temporada em outro link mas resolvemos colocar aqui para aumentar os numeros. 2 temporada, com muita Hermione e Tom. Hots e maquiavelicos. Vários casais e muitas aventuras Logo postaremos o proximo capitulo, que já esta escrito mas não revisto. Como prometido. 1 capitulo da 2 temporada aproveitem

Lucius estava sentado no sofá de seu escritório tentando ler um livro. Passou os olhos pela página e percebeu que já tinha lido aquele mesmo trecho umas 10 vezes. Suspirando, fechou o livro frustrado. Já não sabia mais o que fazer para se distrair, era sexta feira ele deveria estar trabalhando em sua empresa.

Falou o empresário que ficou uma semana sem aparecer lá, pensou ironicamente. E uma coisa era certa, não era como se faltasse trabalho. Ao contrário, ele podia até ver as pilhas de papeis que provavelmente tinha em sua mesa... Estremeceu só de imaginar. Mas ele andava tão preocupado e ocupado procurando jeitos de pensar em outra coisa que não seja o fato do Lorde ter voltado...

Um mês e meio, quase 45 dias que o Lorde tinha voltado, e nada! Nenhum contato dele... Absolutamente nada! Não era como se Lucius se sentisse infeliz com a volta do Lorde; ao contrário, ele estava muito feliz. Finalmente todos eles voltariam a sua antiga era e glória! Mas, no fundo... Ele tinha medo. Ele tinha negado o Lorde há 14 anos atrás quando ele tinha desaparecido e achava que isso não era bem visto aos olhos do Senhor das Trevas.

Já chega! Ele realmente precisava se distrair ou iria ficar louco antes mesmo de uma seção de tortura com o Lorde. Frustrado, ele se levantou pensando em procurar Narcisa sua esposa, mas parou ao se lembrar de que ela tinha saído. Droga. Voltou a se sentar, ainda mais frustrado e apoiou a mão no queixo, pensativo. Foi então que uma ideia lhe ocorreu: talvez Draco estivesse em casa e poderia jogar uma partida de quadribol com o filho. Se levantando mais animado com essa nova ideia, Lucius então se lembrou que Draco tinha saído com Blasio Zabine. Eles iriam se encontrar com alguns amigos da Sonserina para sei lá o quê... Mais irritado do que nunca, Lucius voltou a se sentar, bufando de raiva. Eram nessas horas que ele realmente percebia o quanto podia contar com sua família. Todos estavam fora quando Lucius mais precisava deles.

Suspirou de repente se sentindo cansado... Quando sentiu uma vibração na casa. Lucius sabia que essa vibração acontecia quando alguém estava chegando por meio de pó de flú, e somente um membro da familia Malfoy conseguia sentir isso. Servia para alertar os membros da casa sobre qualquer perigo, para que não fossem pegos desprevenidos.

Lucius olhou para porta. Agora era esperar para ver quem apareceria por ela, excluindo os próprios membros da família Malfoy; no caso Lucius, Narcisa e Draco. Somente mais duas pessoas tinham permissão de entrar dentro da Mansão Malfoy sem precisar de permissão de nenhum deles e sem precisar ser anunciado. E entre essas duas pessoas que tinham passe livre para a Mansão, uma delas era totalmente improvável que tivesse vindo vê-lo: o Lorde. Sendo assim, aquela segunda pessoa só podia ser...

Uma batida na porta pode ser ouvida e sem esperar pela autorização a pessoa entrou. Lucius pode ver as vestes negras... Era Severo Snape.

– Severo! – disse surpreso, se levantando. Não estava realmente esperando uma visita de Severo. Embora tivesse passe livre para entrar na casa já ha alguns anos, ele sempre avisava quando queria vê-lo, para não ter que... Não. Era melhor não pensar sobre isso agora, porque se Severo tinha vindo sem avisar significava problemas.

O homem de vestes negras fechou a porta e se aproximou de Lucius calmamente.

– Severo meu amigo, como você está? – Lucius perguntou, se aproximando de Severo e o abraçando. O homem o abraçou de volta.

– Eu estou bem Lucius e você? – Snape olhou Lucius e sorriu fracamente.

– Indo meu amigo. Indo. — respondeu Lucius, sorrindo também e se afastando. – Na verdade, não esperava uma visita sua. – falou, franzindo as sobrancelhas para amigo e se sentando no sofá.

– Gostaria realmente de dizer que vim aqui tomar chá mas... não é o caso. – Snape respondeu, sentando-se em uma poltrona a direita de Lucius.

Lucius olhou para ele e soube que dali não ia sair coisa boa. Seu estômago se agitou.

– Sugiro então que tomemos algo mais forte do que um chá – ofereceu, se levantando e indo até o pequeno bar que tinha em seu escritório. Pegou a garrafa de firewhisky, colocou uma dose em um copo e outra dose em outro.

Com a espátula na mão, perguntou:

– Firewhisky com duas pedras de gelo?

– Não, puro.

Lucius suspirou. Então realmente as coisas não estavam boas, afinal Severo somente tomava firewhisky puro quando estava muito estressado. Resoluto, colocou duas pedras de gelo em seu copo e guardou a espátula. Com os dois copos nas mãos voltou para onde Severo estava. Os dois tomaram um gole e ficaram em silêncio.

– Então Severo, o que aconteceu? – Lucius respirou fundo. Que comecem os jogos, pensou.

– Trago notícias. – respondeu Severo olhando fixamente para Lucius — Do Lorde.

Lucius sentiu seu corpo inteiro ficar tenso. O que será que Severo tinha vindo lhes dizer que ele já não soubesse? Bom, Snape era um agente duplo, em tese provavelmente deveria ter trazido alguma informação referente ao Lorde obtida por aqueles malditos membros da Ordem.

– Do Lorde? – Lucius perguntou tentando disfarçar a tensão — Ele entrou em contato com você?

– Digamos que sim. — respondeu Severo, voltando a beber um gole de firewhisky.

– Como assim Severo? – Lucius não conseguiu esconder mais sua inquietação e olhou diretamente para o amigo.

– Narcisa está em casa? — perguntou Severo de repente, olhando para o chão.

– Não, ela saiu. Acredito que já deve estar voltando. – Lucius respondeu percebendo que Snape queria se desviar do assunto principal, mas ao mesmo tempo entendendo suas razões por trás da pergunta.

– Como ela está? — perguntou Snape erguendo os olhos para Lucius de forma abrupta. — A saúde dela?

– Ela está bem, daquele jeito dela. – Lucius respondeu se lembrando da situação em que viviam — Você sabe que... não é fácil para ela.

– Sim eu sei, não é fácil para nenhum de nós — respondeu Severo friamente, voltando a beber do copo.

Lucius bebeu também, ficando em silêncio por um tempo. Realmente, Severo estava certo, a situação que eles viviam ha anos não era fácil para nenhum deles e Lucius não sabia realmente quem mais sofria com ela. Querendo parar de pensar sobre isso, resolveu voltar ao assunto que tinha trazido Severo até ali.

– Severo, que notícias são essas? E como assim o Lorde entrou em contato com você?

– O Lorde entrou em contato comigo e me mandou aqui para que eu pudesse avisar você e Narcisa sobre o que está por vir.

– Nos avisar? — perguntou Lucius com temor — Do quê?

– O Lorde... – Severo parou de falar quando ouviu passos vindos do corredor. Lucius e Severo olharam para a porta, pois sabiam de quem eram aqueles passos, aqueles sons de salto alto. Narcisa. Droga! Lucius sabia que se ela visse Severo ali, as coisas piorariam e muito. Os dois se levantaram, mas, antes que ele pudesse fazer alguma coisa, a porta se abriu.

– Lucius querido, você não vai acreditar no que aconteceu... – Narcisa irrompeu no escritório do marido, mas parou de falar quando percebeu quem estava no escritório também. Seu rosto empalideceu, mas seus olhos ficaram brilhantes e arredondados de choque.

– Severo... — Narcissa sussurrou fracamente em choque – Severo é você? — perguntou estendendo o braço na direção dele, seu rosto que antes estava tomado pelo choque, agora se encontrava com um sorriso luminoso e uma felicidade indescritível. Ela chegou perto dele, com o braço estendido, seus corpos quase se tocando.

Lucius viu os olhos dos dois se encontrarem e Severo dar um passo na direção de Narcisa. Ele logo percebeu uma leve mudança no ar. Oh Droga! Ele tinha que fazer alguma coisa, antes que tudo piorasse e desandasse de vez! Se ela chegasse a encostar mesmo que só um pouco em Severo...

– Narcisa querida... — Lucius falou andando rapidamente na direção dela e segurando a mão que ela tinha estendido para Severo. Levou a mão dela até a boca e a beijou — Você voltou cedo para casa.

Isso pareceu ser o suficiente para fazer com que a atenção dela voltasse para ele. Lucius olhou no fundo dos olhos dela e pediu calma. Ela apertou a mão dele levemente, demonstrando que tinha entendido e que sabia o que deveria fazer.

– Sim. – sua voz saiu falha e ela pigarreou – Acabei comprando tudo o que precisava e resolvi voltar logo para casa. — Para confortá-la Lucius passou o braço em volta da cintura dela. Sabia que agora mesmo ela precisava do maior contato possível com ele.

– Snape veio nos fazer uma visita Narcisa. – Lucius falou forçando um sorriso para ela.

– Uma visita? – perguntou ela olhando para ele, e Lucius bem sabia o que ela queria dizer: Severo nunca vinha sem avisar.

– Sim, uma visita Senhora Malfoy – Severo respondeu friamente.

Lucius sentiu Narcisa estremecer com a frieza e o modo como Severo pronunciou o sobrenome dela. Ele a viu morder os lábios, o ombro dela ficar tenso e seus olhos se encherem de lágrimas. Ele sabia que Narcisa só fazia isso quando se sentia impotente e entristecida com alguma coisa. E, infelizmente, Lucius sabia do que ela não estava gostando.

– Narcisa, meu amor. – Lucius falou, subindo a mão pelo braço dela até seu ombro – Snape veio nos fazer uma visita para nos informar de algumas coisas a respeito do Lorde.

Isso pareceu ser suficiente para atrair a atenção dela totalmente para ele. Lucius sentiu os seus ombros rígidos embaixo de suas mãos. E não a culpava. Por Merlin, ele próprio não sabia como estava se aguentando em pé.

– Noticias do Lorde? – Narcisa perguntou surpresa. – Bom, se é esse o assunto acredito que devemos ficar mais acomodados, não acham? – Narcisa apontou para o sofá e a poltrona que antes Severo e ele ocupavam — E pelo que vejo vocês já tinham começado a conversar. – ela falou se referindo aos copos em cima da mesinha de centro.

– Sim, Snape chegou não faz mais do que dez minutos. Estávamos começando a conversar quando você chegou.

– É melhor nos sentarmos. — Severo falou – A conversa é longa.

Lucius viu Snape se aproximar da poltrona para se sentar, ambos olharam para Narcisa esperando que ela se sentasse. Regras de etiqueta que poucos conheciam.

– Por favor, não se prendam a mim. Podem se sentar, irei acompanhá-los com uma bebida também.

Lucius se sentou, assim como Severo, e Narcisa foi em direção ao pequeno bar que tinha no escritório. Ela encheu um copo também com firewhisky e o pegou. Voltando para onde eles estavam se sentou no sofá ao lado esquerdo de Lucius e na frente de Severo, que se encontrava sentado na poltrona, a direita de seu amigo.

Lucius e Severo pegaram seus copos novamente e os três beberam um gole de seus copos e ficaram calados por algum tempo, em um silêncio totalmente incômodo. Lucius odiava isso. Ele realmente odiava. Antigamente não existiam momentos assim entre eles, em que os três ficavam juntos e sem nenhum assunto. Eles sempre tinham coisas para conversar e questões a analisar, mesmo que fosse a coisa mais idiota como pensar em brincadeiras que fariam para atormentar James Potter e seu bando de idiotas. Suas conversas chegavam a ultrapassar horas e horas. Mas agora, ao que parecia, esses momentos de descontração ou de qualquer coisa tinham chegado ao fim.

Lucius sabia que alguém tinha que começar a falar, por isso, pigarreou e pareceu chamar a atenção dos dois para si, pois ambos olharam para ele interrogativamente. Percebendo que agora tinha a atenção deles, falou fingindo despreocupação.

– Então Severo, que notícias nos trás?

– O Lorde me mandou aqui. Ele queria que eu preparasse vocês para o que está por vir.

– Como assim Snape e porque o Lorde pediu para você vir nos avisar? — perguntou Narcisa surpresa e temerosa.

– O que quer dizer com nos preparar para o que está por vir Severo? – Lucius perguntou temendo o futuro.

– O Lorde quer dar uma nova oportunidade a vocês para que possam recuperar a confiança dele.

– Está falando sério Sev? – perguntou Narcisa surpresa.

Lucius olhou para ela surpreso pelo que disse. Narcisa pareceu perceber que tinha chamado Snape por seu apelido, pois olhou com surpresa para seu colo. Lucius viu Snape olhar para ela e por um momento viu seu rosto suavizar, mas ao olhar para o amigo e perceber que Lucius os olhava, voltou logo para sua frieza costumeira.

– Estou falando sério. – Severo respondeu sarcasticamente – E quando falo sobre o quê eu vim contar a vocês, me refiro à verdade que o Lorde escondeu todos esses anos, e que me pediu para que viesse e lhes revelasse, para que assim pudessem ajudá-lo nessa nova empreitada.

Lucius estava extasiado. Então o Lorde ainda confiava neles, e queria a ajuda deles nessa nova fase... E devia ser importante, pois estava adiantando seus planos a eles, antes mesmo de convocar todos os Comensais. Porém, a única coisa que ele não entendia era o fato de Severo ter ido ali contar aquelas coisas a eles.

– Espera Snape. Como você sabe disso? – Lucius perguntou desconfiado – Quer dizer que o Lorde entrou em contato com você recentemente?

– Sim, entrou. – Snape bebeu um gole do seu copo e disse – Mas também estou em contato com o Lorde a mais de um ano e meio. Eu o tenho ajudado desde o fim do terceiro ano em Hogwarts.

– O que? Como assim? — Narcisa perguntou surpresa. – Então você sabia que o Lorde estava voltando?

Lucius olhou surpreso para Narcisa. O que ela estava dizendo? Que Severo sabia sobre a volta do Lorde? Não era possível! Severo não faria isso com eles, não os trairia dessa maneira! Mas se Severo esteve em contato com o Lorde desde o terceiro ano, então isso significava que ele sempre soube que o Lorde estava voltando e mesmo assim nunca disse nada sobre isso a eles. Seu amigo os manteve no escuro... O que será que ele queria? O que esperava ganhar com isso? Queria toda a glória para si? Queria finalmente se vingar dele por... Não!, negou em sua mente, Severo não faria isso...Mas então...

– Você é aquele que o Lorde disse que o estava ajudando dento da escola. – Lucius deduziu surpreso, se lembrando do que o Lorde tinha dito no cemitério. Mas ele logo balançou a cabeça, confuso. – Mas eu imaginava que o espião fosse o Crounch Jr... Por outro lado, todos os Comensais acharam que você era a pessoa que nunca voltaria a lutar do lado do Lorde novamente, como ele tinha dito no cemitério...

– Você está certo. O Lorde não estava se referindo ao Jr., e sim a mim. – Snape falou colocando o copo em cima da mesinha de centro – E quanto ao fato dele ter citado alguém que nunca voltaria a seu serviço, ele sabia que todos logo deduziriam que era eu. Mas ele disse isso para despistar o Potter e alguns Comensais que desconfiavam de mim. O que me garante meu papel como agente duplo.

Snape disse isso de uma forma tão tranquila, que Lucius não aguentou e explodiu.

– Severo, você sempre soube que o Lorde estava voltando! – falou com raiva – Sempre soube e nunca nos disse nada!

Lucius se levantou com raiva e fechou as mãos ao lado do corpo, tremendo.

– Fique calmo Lucius. – Narcisa falou, segurando o braço dele.

– O Lorde não permitiu que eu revelasse nada disso a ninguém, Lucius. – Snape falou friamente, cruzando os braços, sem mudar nenhum pouco a expressão de seu rosto – Não faça tanto drama.

– “Não faça tanto drama”? – Lucius imitou raivoso, as palavras de Severo – Você tem a mínima noção de como esse último ano foi? Desde a hora em que o Lorde nos convocou para o ataque na Final da Copa, o estado em que eu tenho andado e agora depois que o Lorde voltou, eu nem tenho comido direito! Não sei como vão ser as coisas daqui para frente, principalmente se levarmos em conta o fato de eu ter negado o Lorde quando ele desapareceu! E você sabia, Severo, você sabia que ele estava voltando e mesmo assim não nos disse nada! Não nos avisou ou sei lá...

Lucius desabou na poltrona, exausto com o desabafo. Ele estava tão cansado sem saber o que ia acontecer. Ele nunca quis negar o Lorde, pensou desesperado, mas ele não tinha escolha. Na época, ou ele negava o Lorde ou iria direto para Askaban! E ele tinha uma esposa para cuidar, um filho... Ele não poderia deixá-los na miséria, já que o Ministério aprenderia todos os seus bens e ainda por cima deixá-los na vergonha ao ter seus nomes manchados por ter um pai e um marido em Askaban!

Fora que ainda tinha Narcisa. Ela também era adepta aos ideais do Lorde, também era uma Comensal. Ela também seria presa e então, seu filho Draco ficaria sozinho. E ele era só um bebê na época, tinha pouco mais de um ano...

Tanto ele quanto Narcisa não podiam deixá-lo para trás, por isso negaram os ideais do Lorde; negaram serem Comensais, e como só haviam suspeitas em relação a eles, o Tribunal os havia liberado e os deixado livres. Mas agora com a volta do Lorde... Ele não tinha mais certeza de nada...

– Lucius. — Narcisa o chamou. Lucius ergueu a cabeça e a olhou. Ela estava preocupada e ele podia ver seus olhos magoados. Ela também estava sentida com a mentira de Severo, muito mais do que ele até.

– Lucius, tenho certeza que Severo tem uma explicação para isso. Não é Severo? – ela perguntou, voltando seu olhar o homem sentado no sofá e vestido de negro.

Lucius também o olhou. Muitos poderiam dizer que a expressão de Severo que continuava fria dizia que nada daquilo que Lucius tinha dito o tinha afetado minimamente, mas ele o conhecia e sabia que ele tinha sido afetado e muito. Lucius sabia que não podia ser irracional e deveria escutar a explicação de Severo.

– Eu não queria esconder isso de vocês. — Severo falou e suspirou — Mas eu não podia dizer nada, realmente não podia. Vocês lembram daquele feitiço que nos impedia de dizer a localização da Mansão Basiliski? – perguntou ele, olhando para os dois. Lucius confirmou acenando com a cabeça.

– O Lorde colocou esse mesmo feitiço em mim, Jr e Rabicho para que não pudéssemos revelar a ninguém o fato dele estar vivo e prestes a voltar.

– Lucius, Snape não tinha escolha. Você deve compreender. – Narcisa falou e os dois homens olharam para ela – O feitiço de segurança do Lorde era quase um fidelius, ainda mais eficaz até. O problema foi que ele acabou quando o Lorde supostamente morreu. Se ele colocou esse feitiço para proteger os segredos dele nesses últimos anos, nós não podemos falar nada, nem exigir nada querendo que Snape revelasse uma coisa que era impossível de ser revelada. O que importa agora é saber sobre essa oportunidade de recuperarmos sua confiança.

– A Sra. Malfoy tem razão. – Severo falou – Tenho que contar várias coisas a vocês que o Lorde me confiou.

Lucius percebeu que não podia continuar se apegando a esse fato. Se Severo foi enfeitiçado, nada poderiam fazer. Afinal, se existia uma pessoa nesse mundo no qual ele podia confiar e que ele sabia que nunca os trairia ou machucaria, esse alguém era Severo.

– Sim, vocês tem razão. Perde-me Snape, pela minha perda momentânea de equilíbrio. Eu deveria saber que você não nos trairia. Especialmente você. – Lucius concluiu olhando Severo de um jeito peculiar.

– Não precisa se preocupar com isso. – Severo respondeu sem dar indícios de ter entendido o que Lucius havia dito – Agora devo lhes contar tudo o que aconteceu nesses últimos dois anos. Primeiramente e acredito ser o mais importante: lembram dos Irmãos Avadra, que se juntaram ao Lorde quase 17 anos atrás? – perguntou.

– Sim, claro. – Narcisa concordou com reverência na voz – Selene e Howard Avadra, os descendentes de Sonserina e de Morgana Lefay. Lembro deles, sim. Por quê?

– Recordam que Selene estava grávida quando Howard foi morto por Dumbledore?

– Sim. – respondeu novamente Narcisa – Ela estava radiante com a gravidez e Howard também, embora dificilmente demonstrasse.

– Poucos sabiam sobre a gravidez dela – Lucius falou se lembrando daqueles dias – Somente os membros do Círculo Interno foram informados. E isso porque depois que a barriga começou a aparecer, Selene parou de sair em missões e só participava das reuniões do Círculo. Ela não queria que a informação de sua gravidez se espalhasse pelo Mundo Mágico. Era quase um segredo absoluto, para proteger a criança.

– Mas o bebê morreu junto com Selene, no parto. – falou Narcisa com tristeza. Ela deveria estar se lembrando de quando o Lorde comunicou a todos os Comensais que Selene tinha morrido de desgosto pela morte do marido. – E só para nós, Comensais do Círculo Interno, foi dita a verdade: que ela tinha morrido por causa do parto e junto com o bebê. Foi um dia difícil e todos os outros dias depois daquele foram terríveis. Selene, eu e Bella eramos amigas próximas.

Lucius complementou:

– Selene ficou muito debilitada e depressiva com a morte de Howard nas mãos de Dumbledore, e já não saia mais da Mansão Avadra. Tenho certeza que uma das razões que contribuíram para a sua morte, foi a morte do marido.

De repente, ele deu um murro na mesa com raiva:

– Aquele desgraçado do Dumbledore! – Lucius falou – Atacou Howard de uma forma tão covarde!

– Ele sabia que acima de tudo Howard protegeria Selene, e usou isso a seu favor. – Snape disse.

– Usou isso a seu favor? – falou Lucius com raiva — Ele os emboscou Snape! Aproveitou que Selene não podia fazer muitos feitiços por causa da gravidez e os atacou! Matou Howard quando ele se distraiu ao tentar proteger Selene...

– Eu sei e um dia ele pagará por isso e muito mais... – falou Severo sombriamente.

– Mas porque nos pergunta sobre eles Severo? – Narcisa perguntou curiosa – Há anos que os dois morreram.

Lucius também estava curioso do porque o amigo ter começado a falar sobre eles assim de repente.

– Essa é uma das coisas mais importantes que contarei a vocês, um dos maiores segredos do Lorde que ele manteve escondido todos esses anos. – Severo falou em tom de aviso.

Lucius ficou tenso com as palavras de Severo... O que será que ele iria falar?

– O filho que Selene esperava não morreu. – Severo disse rapidamente. Os olhos de Lucius e Narcisa se arregalaram – Ela é uma menina e está viva e esse tempo todo. Por ordens do Lorde, foi criada no mundo trouxa, fingindo ser uma sangue ruim...

– O quê?! – Lucius e Narcisa perguntaram chocados.

– Mas isso não é possível! – exclamou Lucius incrédulo. – Uma sangue ruim? Por Merlim!

– Como assim viva? – perguntou Narcisa ainda atônita com a primeira revelação, olhando para Severo de olhos arregalados.

– Sim, ela estuda em Hogwatrs, no mesmo ano de Draco. É uma das minhas alunas, que até pouco tempo eu achava ser uma sangue ruim.

– Porque o Lorde escondeu isso nós? Ele escondeu essa menina todos esses anos! No mundo trouxa ainda por cima – Lucius estava perplexo.

– Ele queria protegê-la. – Severo respondeu sucinto – Além do quê, ela só foi enviada ao Mundo Trouxa depois que o Lorde desapareceu. Desde o dia em que a filha de Howard e Selene nasceu, ela passou o tempo todo na Mansão Avadra. O Lorde tinha dado ordens para que ela fosse levada para o mundo trouxa se algo acontecesse com ele; e longe do Mundo Mágico, ela ficaria protegida. Vocês dois se lembram que o Mundo Mágico não era um lugar muito seguro para um Comensal naquela época, e mesmo que ninguém soubesse a localização da Mansão Avadra, Dumbledore estava que nem louco tentando rastrear sua localização. Só que ele nunca conseguiu. Eu acredito que o Lorde estava absolutamente correto ao se prevenir.

– Mas o... Mundo trouxa? – perguntou Lucius enojado – Porque não confiá-la a um de seus Comensais?

– Ele fez isso. A menina ficou aos cuidados de uma Comensal chamada Kalil Sven.

– Kalil Sven? – perguntou Narcisa atônita – Ela era uma das maiores medi bruxas de Sta. Mungs. Foi ela quem fez o parto do Draco, lembra Lucius?

– Claro que lembro. Inclusive a indicamos para acompanhar a gravidez de Selene, já que ela era a melhor parteira e obstetra no ramo; além de ser uma Comensal. Já faz anos que nenhuma notícia dela chega aos meus ouvidos. – Lucius se virou para Snape – Depois que o Lorde desapareceu, não ouvimos mais nada dela. Achávamos que ela tinha fugido como muitos dos Comensais fizeram na época.

– Ela fez o parto de Selene e o Lorde a escolheu para continuar cuidando da criança, já que, além dos elfos da Mansão Avadra e Basiliski, apenas ela sabia que a filha de Selene estava viva. Assim ela passou a cuidar da menina, e quando o Lorde caiu, ele ordenou que Kalil a levasse até o Mundo Bruxo. Ela a criou em uma casa trouxa, com dois trouxas sob o império como supostos pais – falou fazendo cara de nojo — embora tenha sido criada como uma puro sangue, mas com uma nova identidade de sangue ruim.

– Você disse que ela é uma das suas alunas... Podemos saber quem é? – perguntou Narcisa com curiosidade.

– Não vão acreditar quando lhes disser quem é. – falou Severo ironicamente – Afinal já devem ter ouvido falar dela... Draco já deve ter contado sobre as proezas dela para vocês.

Lucius olhou para Narcisa e ela também olhou para ele. Eles tentavam lembrar de alguma sangue ruim que Draco teria mencionado. Bom, em Hogwarts estava cheio de sangues ruins, mas lembrar de uma em especial... Era complicado. Mesmo porque Draco não se relacionada com gente desse tipo. Avaliando as meninas mencionadas por seu filho, Lucius e Narcisa arregalaram os olhos de repente. Havia uma! Mas... Não, ela não poderia ser...

– Deixe ver se isso contribui para a memória de vocês: Draco costuma chamá-la de sangue ruim e sabe-tudo.

Lucius arregalou ainda mais os olhos. Narcisa soltou um ofego.

– Não pode ser Severo. Você deve estar brincando. – Lucius empalicedeu – Ela... Mas ela é...

– A melhor amiga de Harry Potter...Hermione Granger... – Severo continuou a frase com um sorriso frio.

– Isso realmente só pode ser brincadeira. – Narcisa disse apavorada.

Ela viu Severo sorrir ainda mais, se divertindo com as expressões deles.

– Ou, melhor dizendo Sra. Malfoy, Hermione Sonserina Avadra, mais conhecida como a Lady das Trevas, a noiva do nosso Lorde!

– Noiva?! – Narcisa perguntou em choque. Lucius olhou para ela e viu seus olhos arregalados. Ele não sabia o que mais o chocava, se fora a parte do “Hermione Granger” ou a parte do “noiva do Lorde”.

– Chocados? – perguntou Snape, sorrindo sarcasticamente – Também fiquei. Pelo menos vocês estão escutando isso de mim. Eu, por outro lado, fiquei sabendo disso pela boca da própria Hermione, quando ela invadiu a minha mente.

Pronto, agora sim isso era chocante. O copo de Narcisa quase caiu no chão. Ninguém invadia a mente de Severo! Ela era intransponível até para o Lorde! O que Lucius agradecia, já que isso manteve muitos dos segredos deles escondidos...

– Severo isso que você nos contou não pode ser verdade... – Lucius falou balançando a cabeça em negação.

– Garanto que é a verdade Lucius. O próprio Lorde conversou comigo mentalmente e me contou. E posso te garantir que era ele!

– Severo, por favor, nos conte isso direito. – pediu Narcisa se inclinando para frente.

– Sim, é melhor que eu conte tudo desde o começo. No final do 3º ano de Hogwarts, quando ocorreu aquele problema com o enorme cão negro, Hermione entrou em contato comigo mentalmente. Ali eu descobri que o Lorde queria que eu salvasse Pettigrew, pois precisaria dele. Eu fiquei sabendo mais tarde, nas férias de verão, do plano que o Lorde tinha para o Torneio que se aproximava na época, o Lorde havia me convocado para contar os detalhes...

E Severo contou aos dois os segredos tão bem guardados por seu Lorde, deixando Lucius e Narcisa cada vez mais chocados. Contou desde o que ele imaginava ser o começo, a morte de Selene, até o que havia acontecido recentemente, o retorno do Lorde à vida.

Conforme Severo avançava no relato, Lucius começou a pensar que não sabia se admirava a astúcia, inteligência e maldade do Lorde ou se temia todas essas características que ele tinha. Todos esses anos ele sempre esteve na espreita, atuando por meio de Hermione Granger – choque total. Ela era uma sangue ruim e melhor amiga de Harry Potter, e agora, Lucius e Narcisa ficavam sabendo que na verdade essa menina era filha de Howard e Selene, que era noiva do Lorde, que por todos esses anos foi hospedeira do espírito dele, embora eles não tinham nem ideia de como ele conseguiu isso, e Severo também não, e por fim, havia se tornado a Lady das Trevas.

Quando Severo terminou o relato, os três ficaram em silêncio.

– Lucius, Narcissa... – Snape chamou, pigarreando. Lucius se sobressaltou, estava perdido em pensamentos. Olhou para Severo e viu em seus olhos frios a preocupação por eles – Vocês estão bem?

– Sim, claro Snape. – Lucius falou – Só preciso de outro copo, e tenho certeza que vocês também.

Ele pegou a varinha e levitou a garrafa do mini bar no escritório. Sabia que ia precisar dela. Quando ia se levantar viu Narcisa pegando a garrafa e enchendo os copos. Ela bebeu tudo em um único gole, o que fez Lucius olhar para ela surpreso. Ele não esperava por isso, e nem Snape, que olhava para Narcisa surpreso também. Os amigos se olharam e levantaram as sobrancelhas. Lucius reparou que Narcisa olhava para eles e ele viu a vergonha surgir em seus olhos e o rubor em seu rosto, no momento em que ela percebeu o que tinha feito.

Lucius se esticou pegou seu copo e também bebeu tudo em um único gole, achando graça da expressão surpresa de sua esposa e seu amigo. Porém, ele devolveu seu copo à mesa e olhou para Severo, indicando o copo dele com olhos cheios de divertimento. Severo estendeu a mão e pegou o copo, bebendo tudo e batendo o copo na mesa. Depois disso, os três se olharam durante alguns segundos e começaram a gargalhar.

Para qualquer um que visse de fora, e realmente conhecesse essas três pessoas, achariam aquilo tremendamente estranho e anormal. Lucius gostava daquilo, os três assim, sentados juntos e rindo o lembrava daqueles dias onde eles eram inseparáveis...dias que tinham acabado. O pensamento o trouxe de volta a sua realidade cruel e se forçou a parar de rir e recuperar o fôlego. Viu Severo e Narcisa também tentar controlar o riso que os tinha dominado. Não se lembrava da última vez que tinham feito isso. Lucius pegou a garrafa da mesinha de centro, enche os copos novamente e tossiu, sentando de forma reta em sua poltrona, procurando recuperar a compostura que por alguns momentos tinha perdido. Viu Severo e Narcisa fazerem a mesma coisa.

– Então, como ia dizendo, Milady entrou em contato e disse que queria dar uma nova oportunidade para que vocês pudessem recuperar a confiança deles totalmente. Ela me ordenou que os procurasse e contasse tudo o que acabei de dizer. Queria que os adiantasse para ela não ter que contar tudo isso pessoalmente, e já chegassem informados na reunião que ela e o Lorde querem ter com vocês, no domingo as 11h.

– Domingo? – perguntou Narcisa surpresa e temerosa – Mas, hoje é sexta, é daqui dois dias.

– Exatamente. De acordo com Milady, ela imaginou que vocês precisariam de tempo para pensar.

– Mas o que ela quer nos dizer?

– Milady não me informou os detalhes, Sra. Malfoy. Mas disse que ela e o Lorde nessa última semana tomaram várias decisões que precisam ser postas em prática. Eles precisam conversar com seus Comensais.

– Ela está com o Lorde então? – Narcisa perguntou.

– Sim, estão na Mansão Basiliski.

– A Mansão Basiliski? – Lucius perguntou surpreso – Mas ela foi destruída...

– Não, não foi. – Severo balançou a cabeça negando – O Lorde criou uma dimensão paralela, como a dos Avadra, e quando os aurores invadiram a mansão, os elfos a transportaram para essa outra dimensão e ficaram lá até hoje.

– Então desde aquele dia, no cemitério, o Lorde está na Mansão?

– Sim. O Lorde precisava se recuperar do ritual que o trouxe de volta. Durante esse último mês ele esteve em estase, dormindo para recuperar suas energias. Ha uma semana Milady está com ele. Ela foi para lá no mesmo dia que chegou de Hogwarts.

– Muito bem, mas como vamos para lá? – Lucius perguntou.

– Milady me disse que quando for 10:30, mandará um elfo e ele nos levará a Mansão.

– Você vai estar lá? – Narcisa perguntou. Lucius olhou interessado para Severo, pois estava em dúvida sobre seguir um elfo a uma outra dimensão onde estaria o Lorde e a Lady das Trevas.

– Vou sim. Eles também querem conversar comigo, mas mandarão o elfo me buscar na minha casa. – Severo pigarreou e completou – Não se esqueçam que vocês três tem que estar prontos no horário determinado.

– Nós três? – perguntou Lucius – Mas somos em dois...

– Milady também quer falar com o Draco.

– Com o Draco? – Narcisa perguntou. Seus olhos tomados pelo medo.

Era isso. Eles estavam ferrados. Como é não tinham pensado sobre isso antes? Draco passou os últimos anos humilhando Hermione Granger. Era óbvio que ela não deixaria passar toda a humilhação que sofreu todos aqueles anos, de forma impune.

– Mas por que o Draco? — Narcisa voltou a perguntar com a voz tremendo de medo – Ele não é um Comensal!

– Não, ele não é ainda, mas mesmo assim Milady quer falar com ele. E não devemos questionar suas razões para isso. Ela me pediu que tudo o que eu contei a vocês, contasse também ao Draco. Exatamente por isso, vocês só se encontrarão com eles no domingo, já que vocês precisam falar com Draco. Mas tomem cuidado, vocês podem contar tudo, menos isso: o fato de que a Lady das Trevas é Hermione Granger, amiga do Potter.

– Snape, acha que ela irá fazer alguma com o Draco? Considerando o passado deles?

– Sinceramente, não. Não acho. Se não, eu não estaria aqui, afinal também não fui um professor amável com ela. – Severo suspirou e disse – Bom, já cumpri o meu dever ao vir aqui.

Um barulho foi ouvido na porta e Lucius olhou para um elfo que a abria. Ficou irritado por eles estarem interrompendo uma conversa dessa importância.

– O que você quer Loly? Ninguém te chamou aqui.

– Desculpe, senhor. — falou a elfa, tremendo – Mas Loly gostaria de saber o que será servido para o jantar...

– Jantar? – perguntou, confuso.

– Sim senhor. Já são 17h e Loly e os outros elfos não sabem o que os senhores querem para o jantar. Minha senhora ainda não nos disse.

Lucius olhou para o relógio e viu que tinha passado pelo menos umas três horas que estavam ali. Ele realmente não tinha percebido o tempo passar.

– Está recriminando os cuidados de Narcisa com a casa?

– Claro que não senhor! — exclamou a elfa, foi até a parede e começou a bater a cabeça se desculpando – Não! Loly não faria isso... Loly nunca...

– Loly, pare com isso – Narcisa mandou. — Pode servir o que quiser.

Lucius olhou para a esposa. Ela parecia cansada.

– Loly vai fazer o que quiser? – perguntou a elfa horrorizada — Loly não pode. Loly má se fizer isso. Loly muito, muito má. Muito, muito, muito, muito, muito...

– Chega! Faça uma salada simples. Não estamos com muita fome esta noite. – Narcisa falou despreocupada.

– Como minha senhora quiser. – Loly respondeu fazendo uma reverência e desaparecendo.

– Estou vendo que está na minha hora. Percebo que vocês tem muito o quê conversar... – falou Severo, se levantando.

Lucius viu Narcisa se levantar rapidamente com um rosto aparentemente calmo, mas ele podia ver a ansiedade disfarçada.

– Já vai Severo? – ela perguntou com a voz trêmula — Não quer ficar para o jantar?

– Não, Sra. Malfoy. — Severo negou friamente — Acredito que seja melhor eu me retirar.

Ele olhou para eles com descaso. Lucius sentiu uma pontada no peito... O que ele ia fazer?

– E também tenho um compromisso que não posso faltar. Já tenho um jantar marcado, mas obrigado pelo convite.

– Um compromisso? Com o Lorde? – Lucius perguntou querendo parecer interessado, quando a única coisa que ele queria saber era porque Severo estava falando isso, quando sabia que nada de bom viria desses comentários, pensou com raiva.

– Não, um compromisso particular. – Severo respondeu friamente já se dirigindo para a saída, passando por eles

– Severo, porque você está fazendo isso? – Narcisa perguntou trêmula. Lucius sentiu que ela havia ficado tensa ao ouvir a palavra “particular” e podia ver a tristeza em sua pergunta.

– Sr. e Sra. Malfoy... – Snape já estava de costas para eles, se afastando – Foi um prazer, como sempre.

– Te acompanho até a chaminé da sala, Severo – Lucius respondeu, se levantando. Queria falar com ele. Queria saber porque ele estava fazendo isso, justo agora.

– Não precisa, conheço o caminho. – Snape estava andando em direção a porta do escritório. Nesse momento, Lucius viu Narcisa dar um passo na direção do amigo e esticar a mão como fosse segurá-lo. Antes que ela pudesse tocá-lo, Lucius tentou segurar seu braço, mas infelizmente não antes que a ponta dos dedos dela tocassem nas costas de Severo.

Ele viu seu amigo parar de andar, tenso. Então Snape se virou e olhou fixamente para Narcisa. Lucius a puxou um pouco mais para perto dele, tentando protegê-la de alguma forma... Mas o modo como Severo olhava para ela... Parecia uma fome antiga, quase primitiva. Lucius olhou para a esposa, e viu que os olhos dela só conseguiam olhar para Snape e mais ninguém. Droga! Agora não era hora para isso.

Lucius viu Severo olhando para ela, ele desviou seus olhos e olhou para Lucius. Lucius pode ver a dificuldade de Severo quando ele se virou novamente em direção a saída, e com a capa balançando em suas costas saiu, fechando a porta atrás dele silenciosamente. Infelizmente, isso não pareceu ajudar em nada.

Narcisa estremeceu violentamente, e antes que pudesse segurá-la, as pernas dela se dobraram, a fazendo cair de joelhos no chão. Lucius a envolveu com seus braços e encostou o corpo dela ao seu, tentando ajudá-la. Ele conseguia sentir os tremores que saiam do corpo dela, e seu corpo que balançava com os soluções altos que ela soltava.

– Cissa... – a chamou carinhosamente, e com uma ponta de desespero – Vai ficar tudo bem... – ele falou no ouvido dela, apertando a esposa mais contra ele.

Ela estava mole em seus braços, como se não tivesse mais forças. E ela realmente não tinha. Ele sabia disso.

Lucius a segurou mais firmemente. Ela estava encostada no peito dele, totalmente mole, mas chorava copiosamente. A única força que tinha era para derramar aquelas lágrimas, e ele podia sentir a dor dela, como se fosse dele. Por Merlin, como ela estava destroçada...sentiu sua cabeça cair pra trás. Ela tinha desmaiado. Ah! Não.

– Cissa? – a chamou, a balançando, mas ela não respondeu, balbuciou o nome dela – Cissa...

Porque isso acontecia com eles? Lucius continuou abraçando aquele corpo frágil. Começou a se balançar com ela em seus braços, sentiu seu próprio rosto ficar molhado de lágrimas que desciam de seu rosto até a cabeça dela. Era uma dor pulsante em seu peito.

Porque isso acontecia com eles? Voltou a se perguntar. Eles já não tinham sofrido tanto. Lucius olhou pra cima na direção da porta, a olhava com seus olhos vidrados, suas lágrimas ainda caindo.

O que mais queriam deles? Porque eles eram obrigados a viver assim? Ele odiava essa situação! Por Merlin... Como ele odiava!

Notas finais
Espero reviews e recomendações tentaremos postar o proximo entre essa semana ou semana que vem aguardem. Não esquecem dos reviews e recomendações, queremos saber o que estão achando, do capitulo de abertura da nova temporada