O Tempo Mudará
24 Capitulo 24 - "O Cálice de Fogo" - Parte 3
Notas iniciais
Capítulo 24 Cálice de fogo Parte 3
Ele estava chocado! Não, chocado é pouco. Ele estava maravilhado!
Rony não acreditava na aula que eles tinham acabado de ter. O que Jorge e Fredy tinham dito sobre a aula dele há dois dias era pouco para descrevê-la. Rony, Harry e Hermione estavam descendo as escadas, tinham acabado de sair da aula de Defesa Contra as Artes das Trevas; a melhor aula que eles já tinham tido, pelo menos na opinião do Rony, e claro que não do da Hermione que estava com uma cara feia, pelo que tinha acontecido na aula.
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Rony e Harry estavam sentados um ao lado do outro na sala de aula. Hermione estava sentada um pouco mais a frente, quase na cara do professor. Ela tinha chegado atrasada, estava na biblioteca Novidade! E mesmo assim conseguiu ficar quase na primeira fileira. Embora todos estivessem animados para a aula dele, ainda tinham medo dele, então era melhor manter uma certa distância.
O professor Moody tinha chegado alguns instantes depois que Hermone. Eles ouviram a chegada dele de longe, já que a perna dele ecoava pelo corredor.
Agora ele estava na frente da sala os encarando a uns dez minutos sem falar nada, e lógico que eles também nem abriram a boca.
Eu sou falou de repente fazendo todos se sobressaltarem Alastor Moody ele foi até a louza e começou a escrever seu nome Ex auror continuou O insatisfeito do Ministério.
Moddy se virou pra eles com a mão nas costas.
O novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas. Estou aqui porque Dumbledore me pediu... Fim da história. Só isso. Ponto final. falou rapidamente Alguma, pergunta?
Era lógico que eles tinham várias perguntas, mas ninguém abriria a boca.
Os olhos dele parecia que seguia o movimento de todos na sala, deixando eles cada vez mais apreensivos e com menos vontade de falar qualquer coisa. Seus olhos pararam em um ponto entre uma das mesas. Todos estavam com o livro As Forças das Trevas: Um Guia Para Sua Proteção. Era o exemplar desse ano.
Podem guardar isso! rosnou ele, apoiando-se na escrivaninha para se sentar Esses livros... Vocês não vão precisar Todos começaram a guardar os livros em suas mochilas. Enquanto guardavam Moody continuou sombriamente Afinal quando se trata das artes das trevas eu acredito em uma abordagem prática.
Suas palavras deixaram todos tensos e pensando no que ele ia fazer. Como ele ia dar a aula? Rony estava muito animado.
Mas antes... falou despreocupadamente, pegando a folha de chamada e falando o nome de todos. Seu olho normal percorrendo a lista e o olho mágico girando em cada aluno quando respondia, agindo normalmente pelo menos pra ele, como se ele não tivesse acabado de soltar uma leve bomba.
Certo então concluiu quando a última pessoa confirmara presença Tenho uma carta do professor Lupin sobre essa turma. Parece que vocês receberam um bom embasamento para enfrentar criaturas das trevas. Estudaram bichos-papões, bzrrtes vermelhos, hinkypunks, grindylows, kappas e lobisomens, correto?
Houve um murmúrio geral de concordância.
Mas estão atrasados, muitos atrasados, em maldições! disse Moody Então estou aqui para por vocês em dia com o que os bruxos podem fazer uns aos outros. Tenho um ano para lhes ensinar a lidar com as forças das...
Quê?! O senhor não vai ficar? Rony deixou escapar. Como assim ele ia sair? Ele era o melhor professor que eles já tinham tido nessa matéria. Rony ficou extremamente apreensivo, quando o olho mágico de Moody virou na direção dele, mas passado um instante, o professor sorriu. A primeira vez que Rony o viu fazer isso. O efeito foi entortar mais que nunca o seu rosto muito marcado, mas de qualquer forma era um alívio saber que ele era capaz de um gesto amigável como sorrir. Rony respirou aliviado principalmente porque viu que não ia receber alguma maldição das que ele queria ensinar.
Você deve ser filho de Arthur Weasley? disse Moody É, vou ficar apenas este ano. Um favor especial a Dumbledore. Um ano e depois vou começar a aproveitar o sossego da minha aposentadoria forçada. Ele deu uma risada e então juntou as palmas das mãos nodosas.
Então vamos direto ao assunto. Maldições. Elas tem variados graus de força e forma. Quem pode me dizer quantas Maldições Imperdoáveis existem?
Três, senhor Hermione respondeu.
E porque se chamam assim?- Moody começou a escrever as maldições na lousa.
Porque são imperdoáveis Hermione respondeu devagar Se usar qualquer uma delas...
Vai ganhar uma passagem só de ida para Askaban a cortou o professor, escrevendo rapidamente na lousa Correto. O Ministério acredita que vocês são novos pra entenderem sobre essas maldições. Eu penso diferente!
Moody berrou, batendo na mesa com a mão e assustando todo mundo:
Vocês precisam estar preparados! — voltando a escrever na lousa, continuou Precisam saber o que vão enfrentar... Precisa arranjar outro lugar para colocar o chiclete que não debaixo da cadeira senhor FINEGAN! Gritou Alastor. Todos viraram pra trás e viram o menino se levantar com o chiclete.
É brincadeira. o menino respondeu trêmulo, para logo depois olhar para o lado e dizer aos colegas O velhote consegue ver através da cabeça.
E posso ouvi-lo ai atrás também! girando, Moody jogou o giz na direção de Finegan.
O professor respirou fundo e voltou a falar:
Segundo o Ministério, eu devo ensinar a vocês as Contra Maldições e parar por aí. Não devo lhes mostrar que cara têm as maldições ilegais até vocês chegarem ao sexto ano. Até lá, o Ministério acha que vocês não têm idade para lidar com elas. Mas o Professor Dumbledore tem uma opinião mais favorável dos seus nervos e acha que vocês podem aprendê-las, e eu digo que quanto mais cedo souberem o que vão precisar enfrentar, melhor. Como vão se defender de uma coisa que nunca viram? Um bruxo que pretenda lançar uma maldição ilegal sobre vocês não vai avisar o que pretende. Não vai lançá-la de forma suave e educada bem na sua cara. Vocês precisam estar preparados. Precisam estar alertas e vigilantes.
Parou de falar olhando para todos.
Então... De qual maldição falamos primeiro? Moody pareceu animado e exitado por falar delas. Ninguém se pronunciou. Élógico que alguns sabiam sobre pelo menos uma das Maldições, Rony mesmo sabia uma, mas o medo era tanto que achava melhor ficar quieto. O silêncio era profundo até que o professor gritou:
WEASLEY!
Sim Rony respondeu tremendo.Droga, pensou
Levante-se mandou. Rony forçou suas pernas a se levantar, embora elas estivessem quase virando geleia.
Diga-nos uma maldição.
Bom, meu pai um dia me falou sobre uma disse Rony sem muita certeza. Moddy balançou a cabeça o incentivando a continuar ... A Maldição Imperius... ?
Ah, sim disse Moody satisfeito. Seu pai sabe tudo sobre essa. Ela deu muito trabalho para o Ministério a alguns anos.Talvez isso lhes mostre o porque.
Moody se apoiou pesadamente nos pés desiguais, e foi até a escrivaninha. Abrindo a gaveta, tirou um frasco de vidro. Três enormes aranhas pretas corriam dentro dele. Rony se encolheu ligeiramente. Ele detestava aranhas. Moody meteu a mão dentro do frasco, apanhou uma aranha e segurou-a na palma da mão, de modo que todos pudessem vê-la. Apontou, então, a varinha para o inseto e murmurou "Império!", deixando todos chocados por ver alguém usando a maldição.

A aranha saltou da mão de Moody para um fio de seda e começou a se balançar para frente e para trás. Os braços de Moddy se movimentavam e aranha seguia o braço dele, ele moveu ela pra mesa do Dimo e do Neville, eles se afastaram com medo. Todos começaram a rir. Então Moody agitou a varinha e a aranha caiu na cabeça do Crablle.
Não se preocupe. É inofensiva as risadas só aumentaram. Ele jogou ela na direção da Pavatti e no pior lugar que Rony queria que ela estivesse: na cabeça dele. O menino estava apavorado; ele já tinha lidado com aranhas o suficiente pra uma vida depois do 2º ano; e depois daquilo o medo dele só tinha aumentado. Todos riam cada vez mais. Harry era outro que ao invés de ajudar o amigo ficava dando risada.
Se ela picar é letal! Moody dava risada Jogando ela no rosto do Malfoy as risadas se tornaram gargalhadas. Inclusive a do Rony que ao ver o Malfoy naquela situação tinha se esquecido do seu quase mico. Malfoy não parava de gritar e se debater com a aranha na cara dele e o Goyle tentava ajudá-lo pateticamente.
Bem talentosa, não é? Perguntou Moody ainda dando risada Acharam engraçado? rosnou ele. Vocês gostariam se eu fizesse isso com vocês?
As risadas pararam quase instantaneamente.
Controle total! disse o professor em voz baixa O que devo mandar ela fazer agora? Pular pela janela? Moody jogou a aranha na direção do vidro da janela Se afogar? ele a moveu para cima de um balde com água. As perninhas dela se debatiam ao sentir o líquido frio Se enfiar pela garganta de vocês abaixo?
Rony teve um tremor involuntário.
Há alguns anos, havia muitos bruxos e bruxas que só alegavam obedecer a você sabe quem porque eram controlados pela Maldição Imperius disse Moody, e Rony entendeu que ele estava se referindo ao tempo em que Voldemort fora todo-poderoso.
A Maldição Imperius pode ser neutralizada, e vou lhes mostrar como, mas é preciso força de caráter real e nem todos a possuem. Por isso é melhor evitar ser amaldiçoado com ela se puderem. "VIGILÂNCIA CONSTANTE!" — vociferou ele, e todos os alunos se assustaram Como todos diziam que eram controlados foi uma trabalheira para o Ministério separar quem estava sendo forçado a agir de quem estava agindo por vontade própria. Ai veio o problema como descobrir os mentirosos... Mais alguém conhece alguma? Outra maldição ilegal?
A mão de Hermione voltou a se erguer e, para surpresa de Rony, a de Neville também. A única aula em que Neville normalmente voluntariava informações era a de Herbologia, que era, sem favor algum, a matéria que ele sabia melhor. O garoto pareceu surpreso com a própria ousadia.
O olho mágico deu um giro completo para se fixar em Neville:
Levante-se vamos!
Neville se levantou hesitante. Moody olhou Neville com muita atenção, desta vez com os dois olhos.
O seu nome é Longbottom, não é? perguntou ele. Neville confirmou, nervoso, com a cabeça, mas o professor não fez outras perguntas. A professora Sprout disse que você tem aptidão para Herbologia. Conhece outra maldição?
Sim murmurou o menino Tem uma, a Maldição Cruciatus.
Correto, correto! Moody parabenizou Neville, parecendo bem excitado em falar dessa maldição Venha! Venha! o professor chamou Neville para acompanhá-lo em direção a sua mesa. Todos notaram que Neville hesitou, mas afinal de contas, qualquer um hesitaria. Rony achava que a essa altura já teria até corrido.
Oh sim, essa é bem desagradável, a maldição da tortura. — Moody meteu a mão no frasco mais uma vez, apanhou outra aranha e colocou-a no tampo da escrivaninha, onde o inseto permaneceu imóvel, aparentemente demasiado assustado para se mexer.
A Maldição Cruciatus começou Moody. Preciso de uma maior para lhes dar uma ideia disse ele, apontando a varinha para a aranha. Engorgio! A aranha inchou. Estava agora maior do que uma tarântula. Abandonando todo o fingimento, Rony empurrou a cadeira para trás, o mais longe que pôde da escrivaninha de Moody. O professor tornou a erguer a varinha, apontou-a para a aranha e murmurou:
Crucio!
Na mesma hora, as pernas da aranha se dobraram sob o corpo, ela virou de barriga para cima e começou a se contorcer horrivelmente, balançando de um lado para outro. Não emitia som algum, mas Rony teve certeza de que, se tivesse voz, estaria berrando. Moody não afastou a varinha e a aranha começou a estremecer e a se debater violentamente...
Pare! gritou Hermione com a voz aguda. Rony olhou para a amiga. Ela estava com os olhos postos não na aranha, mas em Neville, e Rony, ao seguir a direção do seu olhar, viu que as mãos do garoto se agarravam à carteira diante dele, os nós dos dedos brancos, seus olhos arregalados e horrorizados.
Não vê que está fazendo mal a ele? Pare! ela continuou. Moody ergueu a varinha. As pernas da aranha se descontraíram, mas ela continuou a se contorcer.
Reducio murmurou Moody e a aranha encolheu e voltou ao tamanho normal. Ele a repôs no frasco.
Dor explicou Moody em voz baixa. Não se precisa de alicates nem de facas para torturar alguém quando se é capaz de lançar a Maldição Cruciatus... Ela também já foi muito popular.
Ele pegou a aranha e foi em direção a Hermione. Rony olhou para os lados. Pela expressão no rosto dos colegas, ele achou que estavam todos pensando no que aconteceria com a aranha e com Hermione claro.
Talvez possa nos dizer a última maldição, senhorita Granger?
Ela balançou a cabeça negando.
Não? Tem certeza?
A mão de Hermione tremia levemente quando ela resolveu erguê-la no ar.
Sim? disse Moody olhando-a.
Avada Kedavra sussurrou a garota. Vários colegas a olharam constrangidos, inclusive Rony.
Ah — exclamou Moody, outro sorrisinho torcendo sua boca enviesada. Ah, a última e a pior.
Ele colocou a aranha em cima da mesa da Hermione. O inseto começou a correr, desvairado, pela superfície de madeira. Moody ergueu a varinha:
Avada Kedavra! berrou. Houve um relâmpago de ofuscante luz verde e um rumorejo, como se algo vasto e invisível voasse pelo ar. Instantaneamente a aranha virou de dorso, sem uma única marca, mas inconfundivelmente morta. Várias alunas abafaram gritinhos, Rony se atirara para trás, quase caindo da cadeira, quando a aranha escorregou em sua direção. Moody empurrou a aranha morta para fora da mesa.
A Maldição da Morte disse calmamente. Nada bonito. Nada agradável. E não existe contra maldição. Não há como bloqueá-la. Somente uma pessoa no mundo já sobreviveu a ela e esta pessoa está nessa sala.
Rony seguiu os olhos de Moody que estavam encarando o Harry. Harry corou quando os (dois) olhos de Moody fitaram os dele. Toda a turma também estava olhando para ele. Harry encarou o quadro-negro, limpo como se estivesse fascinado por sua superfície.
Então fora assim que os pais do Harry tinham morrido... Exatamente como aquela aranha. Eles e muitos outros. Rony percebeu que Harry estava muito longe, provavelmente se lembrando dos seus pais. Moody recomeçou a falar, Rony voltou a olhar pra ele, mas de canto de olho viu Harry tirar aquele olhar desfocado e voltar a prestar atenção na aula.
Avada Kedavra é uma maldição que exige magia poderosa para lançá-la. Vocês podem apanhar as varinhas agora, apontá-las para mim, dizer as palavras e duvido que consigam sequer que o meu nariz sangre. Mas isto não importa. Não estou aqui para ensiná-los a lançá-la.
Ora, se não há uma Contra Maldição, por que estou lhes mostrando essa maldição? Porque vocês precisam conhecê-la. Vocês têm que reconhecer o pior. Vocês não querem se colocar em uma situação em que precisem enfrentá-la."VIGILÂNCIA PERMANENTE!" voltou a berrar ele e a turma inteira tornou a se sobressaltar.
Agora... Essas três maldições, Avada Kedavra, Imperius e Cruciatus, são conhecidas como as Maldições Imperdoáveis. O uso de qualquer uma delas em um semelhante humano é suficiente para ganharem uma pena de prisão perpétua em Azkaban. É isso que vão ter que enfrentar. É isso que preciso lhes ensinar a combater. Vocês precisam estar preparados. Vocês precisam de armas. Mas, acima de tudo, precisam praticar uma vigilância constante, permanente! Apanhem suas penas... Copiem o que vou ditar...
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Toda a classe tinha passado o resto da aula tomando notas sobre cada uma das Maldições Imperdoáveis. Ninguém tinha falado nada até a sineta tocar. Mas agora que eles estavam descendo as escadas o assunto favorito entre os alunos era a aula. A maioria dos alunos discutia as maldições em tom de assombro: "Você viu ela se contorcendo?", e "Quando ele matou a aranha, assim!"
Realmente a aula tinha sido um espetáculo fantástico, e Rony a achara totalmente divertida. Ele né?, porque Harry e tampouco Hermione tinham gostado.
Ele é brilhante não é? Totalmente louco e é verdade, dá medo ficar na mesma sala que ele. Mas ele tem experiência, ele viu o mal cara a cara.
Há uma razão para essas maldições serem imperdoáveis Rony, e usar na sala de aula... — Hermione balançou a cabeça inconformada Vocês viram a cara do Neville?
Ela parou de falar, quando viram o Neville parado sozinho na escada, de olhos fixos na parede de pedra oposta, com a mesma expressão horrorizada e pasma que fizera quando Moody demonstrara a Maldição Cruciatus.
Neville? chamou Hermione de mansinho. Neville virou a cabeça.
Ah, alô — disse ele, a voz mais aguda do que habitualmente. Aula interessante, não foi? Que será que tem para o jantar, estou... Estou morto de fome, vocês não?
Neville, você está bem? perguntou Hermione.
Ah, claro, estou ótimo! balbuciou o garoto, na voz anormalmente aguda. Jantar muito interessante... Quero dizer, aula... Que será que tem para se comer?...
Rony lançou a Harry um olhar assustado.
Neville, que...?
Mas eles ouviram às costas um som seco e metálico estranho e, ao se virarem, viram o Professor Moody vindo em sua direção. Os quatro ficaram em silêncio, observando-o apreensivos, mas quando ele falou, foi com um rosnado bem mais baixo e gentil do que tinham ouvido até então.
Está tudo bem, filho disse ele a Neville. Por que não vem até a minha sala? Vamos... Podemos tomar uma xícara de chá...
Neville ficou ainda mais assustado ante a perspectiva de tomar chá com Moody. Ele não se mexeu nem falou. Moody virou o olho mágico para Harry.
Você está bem, não está, Potter?
Estou disse Harry, quase em tom de desafio.
O olho azul de Moody estremeceu de leve na órbita ao examinar Harry. Então falou:
Vocês têm que saber. Parece cruel, talvez, mas vocês têm que saber. Não adianta fingir... Bom... Venha, Longbottom, tenho uns livros que podem lhe interessar.
Neville olhou suplicante para Harry, Rony e Hermione, mas eles não disseram nada, de modo que o garoto não teve escolha senão se deixar conduzir, uma das mãos nodosas de Moody em seu ombro.
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Neville tremia a cada passo que dava ao subir as escadas de volta à sala do professor Moody. E pior... Com o próprio professor do lado.
Ele sabia. Sabia que era um medroso, um fraco comparado com o Harry que já tinha seu histórico de heroísmo, mesmo quando ainda era um bebê. Ele invejava isso. Não por ele ser o garoto que sobreviveu, longe disso. Mas por ele ser alguém que não escondia quem eram seus pais, e nem evitava lembranças deles. O que não era o caso de Neville que guardava um segredo que seus colegas de classe não sabiam. Um segredo que ele não sabia se algum dia teria coragem pra contar. E esse segredo estava bem atrelado à Maldição Cruciatus.
Então filho. Que chá você gostaria de tomar?
Neville se sobressaltou coma voz de Moordy e olhou ao redor dele. Eles estavam na sala do professor. Neville estava tão absorto em seus pensamentos que nem percebeu que já tinham chegado. A sala estava apinhada com um número excepcional de objetos estranhos que, supunha Neville, Moody usara na época em que fora auror.
Sobre a escrivaninha havia algo que parecia um grande pião de vidro rachado; Neville reconheceu imediatamente o bisbilhoscópio, porque ele próprio era dono de um, embora muito menor do que o de Moody. A um canto, sobre uma mesinha, havia um objeto que lembrava uma antena dourada de televisão e não parava de girar. Zumbia levemente. Havia algo que lembrava um espelho pendurado na parede oposta a Neville, mas não refletia a sala. Vultos escuros se moviam por ele, nenhum realmente em foco. Perto da janela tinha um grande baú. Tinha sete fechaduras alinhadas. Neville ficou imaginando o que haveria ali...
Melhor nem te dizer o que tem ai. Não acreditaria se contasse! disse divertido o professor, mas logo ficou sério. Então vai ficar em pé aí o tempo todo? disse Moody indo até um bule Vamos sente-se! disse, apontando para um banco ao lado de uma cadeira.
Neville se sentou e ficou observando em volta. Seus olhos pousaram no professor que ainda estava de costas mexendo no bule. A perna faltando... o olho... Todos estes membros perdidos em batalha contra Comensais... Apesar de em todas as histórias ele sair vitorioso, sempre perdia alguma coisa. Quantas coisas ele não deve ter passado, e até mesmo visto... Neville não conseguia dimensionar isso.
Aqui está filho Moody entregou um copo ressecado ao garoto. Neville pegou a xícara que Moody oferecia e enquanto bebia, o professor se sentou na cadeira em frente a ele, bebendo também o conteúdo de sua xícara. E pelas caras que o professor fazia, Neville se perguntava se realmente era chá de hortelã.
Um silêncio até que confortável recaiu sobre eles, enquanto bebiam.
Sinto muito sobre a aula Moody disse fazendo Neville se sobressaltar Não devia ter pedido ajuda pra você justamente naquela maldição.
Neville sacou o que ele queria dizer. Para o professor estar preocupado justamente com essa maldição era porque ele sabia.
O senhor sabe... perguntou trêmulo.
Sobre os seus pais? Sei! E como não saberia? Eu fui aquele que os encontrou.
Foi o senhor? Neville ficou paralisado.
Sim respondeu o professor olhando para o espelho com um olhar nostálgico Aquele foi um dia péssimo, como todos os dias naquela época. Principalmente se você era um auror.
Por favor, não... Não conte pra ninguém, os meus amigos...
E porque eu faria isso? Ninguém tem nada haver com isso. Você vai contar para eles quando estiver preparado, quando se sentir confortável com isso.
Neville se surpreendeu com as palavras do professor, não esperava esse tipo de consideração vinda dele.
Obrigado ele abaixou a cabeça, agradecido.
Mas... Então eu tenho uma coisa pra você disse Moody animado se levantando e indo até um baú, do qual começou a revirar o que tinha dentro Nem sei por que trouxe esse livro, afinal nada tem a ver com a minha aula... CADÊ A DROGA DESSE LIVRO? Ah achei! se virou com um livro muito pequeno que cabia na palma da mão dele. Como o professor conseguia ler alguma coisa daquele livro? — pensou Neville.
Estenda a mão o professor ordenou.
Neville deixou a xícara em cima de mesa e estendeu uma mão.
AS DUAS! o professor gritou.
Neville estendeu as duas mãos embora achasse isso absolutamente desnecessário considerando o tamanho do livro. Moody apontou a varinha para o livro recitou um feitiço e Neville quase caiu.
Segure bem, é pesado! disse o professor dando uma risada. O livro tinha ficado enorme e mesmo com duas mãos estava difícil segurar. Neville ficou olhando para o livro que ele tinha achado ser um livro normal. Mas agora, pela capa em seu tamanho original, ele sabia bem que livro era aquele.
Como o senhor... ficou olhando admirado para o livro.
Como eu tenho esse livro? O próprio Maximillian Mactochin foi quem me deu, ora essa!
O escritor? Neville estava petrificado. Ele é um dos maiores herbologistas do mundo!
Foi! Ele me deu esse livro por eu ter salvo a vida dele em uma de suas pesquisas. Ele resolveu pesquisar uma planta bem num covil de sereias revoltadas. Na época eu era jovem; no começo da minha carreira fazia mais trabalho de guarda costas do que caçar bruxos das trevas; que nem eram muitos na minha época. Como ele já era conhecido o Ministério me mandou protegê-lo. E foi aí que eu salvei a vida dele. Quando as sereias tentaram afogá-lo por pegar uma planta sem permissão. Qual que era a planta mesmo? Guellembo... Guel... Não... Guilbumxu... Guelricho! Isso, GUELRICHO!
Guelricho? Neville perguntou cofuso Nunca ouvi falar dessa planta antes. O que ela faz?
Não lembro... Mas deve ter aí no livro. Como eu sei que você deve estar ansioso para mergulhar dentro dessas páginas, vai acabar descobrindo.
Está muito óbvio? perguntou o menino constrangido.
Não muito... Bom, na verdade está sim! Moody deu uma risada parecida com um latido de cachorro.
Neville não aguentou e riu junto com ele. Neville não acreditava na conversa que eles estavam tendo, ele tinha ficado tão apreensivo e agora... Isso!
Muito obrigado professor! disse se levantando e indo até a porta.
Longbotton, não se esqueça!
O quê? perguntou Neville se virando para ele.
Vigilância constante! berrou.
Neville pulou de susto e quase deixou o livro cair.
Pode sair agora!
Neville procurou a maçaneta, abriu a porta e saiu correndo, mas enquanto se afastava conseguiu ouvir a risada do professor.
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Harry estava indo para o saguão de entrada se encontrar com Rony e Hermione. Ele tinha ficado um pouco atrás porque tinha ido até o Corujal mandar uma carta para o Sirius, falando sobre a dor na cicatriz e o sonho com o Voldemort. Ele tinha achado melhor dizer a Sirius que tudo não tinha passado de imaginação dele, afinal, era o melhor a se fazer. Principalmente depois da carta que Sirius tinha lhe mandado em resposta àquela que ele tinha enviado depois do ataque dos Comensais na Copa Mundial.
Ela dizia que Sirius estava desconfiado da dor de Harry e dos acontecimentos recentes na Copa Mundial.Principalmente com o fato de Dumbledore ter tirado o Moody da aposentadoria, o que significava que ele estava identificando os sinais.
Agora, de quais sinais Sirius estava falando era o que preocupava Harry. Mas não mais do que o fato de Sirius estar voltando... Estava voltando porque achava que Harry estava correndo perigo! E não tinha nada de errado com ele. Se Sirius voltasse e fosse apanhado seria culpa dele, Harry. Por que não ficara calado? Uma dorzinha à toa e ele fora tagarelar... Se tivesse tido o juízo de guardar a dor só para si... Por isso ele tinha mandado a carta. Era melhor que Sirius ficasse longe, ele não ia voltar para Askaban por causa dele.
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Hermione estava descendo as escadas indo em direção ao Salão Principal tomar café. Os alunos estavam em polvorosa! Hoje era dia 30 de Outubro, Dia das Bruxas. Dia da chegada das escolas. Finalmente o Torneio Tribruxo teria início.
O assunto do dia; não da semana; foi o torneio. Parecia haver só um assunto nas conversas, onde quer que ela fosse: o Torneio Tribruxo. Os boatos voavam de um aluno para outro como um germe excepcionalmente contagioso: quem ia tentar ser o campeão de Hogwarts, que é que o torneio exigia, e em que os alunos de Beauxbatons e Durmstrang se diferenciavam deles.
Hermione chegou ao Salão Principal e viu Fred e Jorge comendo na mesa da Grifinória um pouco afastados de todos. Mais uma vez, e muito anormalmente, os dois estavam sentados à parte dos demais e conversavam em voz baixa. Harry e Rony estavam a umas quatro cadeiras distantes deles. Ela se aproximou e conseguiu ouvir um pouco da conversa deles.
É chato, sim dizia Jorge sombriamente a Fred. Mas se ele não quer falar conosco pessoalmente, temos que lhe mandar uma carta. Ou enfiá-la na mão dele, ele não pode ficar nos evitando para sempre.
O que aqueles dois estavam aprontando? a menina pensou... Bem, boa coisa não era!
Quem é que está evitando vocês? perguntou Rony, sentando-se ao lado deles. Ela se sobressaltou quando viu que Rony e Harry tinham se aproximado deles.
Gostaria que fosse você disse Fred, mostrando-se irritado com a interrupção.
Bom dia Hermione! falou Harry.
Bom dia! — disse ela se sentando ao lado dos gêmeos e de frente para Harry e Rony.
Que é que é chato? perguntou Rony a Jorge.
Ter um babaca metido feito você como irmão disse Jorge.
Hermione quase riu. Era impressionante os foras que eles davam no Rony e o babaca não percebia. Ah, bom, com os poucos neurônios que ele tinha Rony não perceberia mesmo.
Mas para ela era muito óbvio. Os gêmeos não suportavam o Rony. O que para alguns seria simples implicância de irmãos, para ela era raiva e desprezo! O tipo de sentimento que Harry e Rony dispensavam ao Malfoy. Ela sempre se perguntou o porquê disso? Mais de uma vez ela viu aquilo, e embora eles disfarçassem muito bem; principalmente entre a família deles; ela sentia o ódio que emanava deles cada vez que a mãe ou o pai deles os repreendia pela crueldade de suas brincadeiras.
Ela achava as brincadeiras deles muito engraçadas, mas elas também eram cruéis para crianças e adolescentes. Pensando bem, para as crianças, tudo era sempre engraçado, afinal, tem tudo haver com a idade, mas quando você é adulto, passa a perceber a leve crueldade das brincadeiras... Por exemplo, dar chocolate pra uma pessoa que provoca furúnculos nela... Não é uma coisa legal. E isso era o mais leve das brincadeiras deles! Hermione sabia e acreditava que eles poderiam ser muito mais cruéis se quisessem e que eles se continham e muito! com elas; afinal crueldade de qualquer tipo não era permitida na família deles, mesmo crueldade disfarçada de brincadeira.
Hermione imaginava as coisas que eles poderiam fazer se fossem libertados dessas correntes que os prendiam.
Vocês já tiveram alguma ideia para o Torneio Tribruxo? perguntou Harry. Continuam pensando como vão tentar se inscrever?
Perguntei a McGonagall como é que os campeões são escolhidos, mas ela não quis dizer respondeu Jorge com amargura. Só me disse para calar a boca e continuar transformando o meu guaxinim.
Fico imaginando quais vão ser as tarefas disse Rony pensativo. Sabe, aposto que poderíamos dar conta, Harry e eu já fizemos coisas perigosas antes...
Não na frente de uma banca de juízes. Isso vocês não fizeram! disse Fred. McGonagall disse que os campeões recebem pontos pela perfeição com que executam as tarefas.
Quem são os juízes? perguntou Harry.
Bem, os diretores das escolas participantes sempre fazem parte da banca disse Hermione e todos a olharam surpresos Porque os três ficaram feridos durante o torneio de 1792, quando um Basilisco que os campeões deviam capturar saiu destruindo tudo.
Ela notou que todos a olhavam e disse, com o seu costumeiro ar de impaciência quando via que ninguém mais lera os mesmos livros que ela:
Está tudo em Hogwarts: Uma História!
Ah!! todos exclamaram ao mesmo tempo. Tubo bem ela sabia que na maioria das vezes usava esse livro para as informações que ela dizia, embora realmente algumas delas estivessem nele. Outras ela simplesmente dizia para aplacar a curiosidade deles, afinal não poderia contar que ela sabia por que Bertha, uma das organizadoras do Torneio, tinha lhe contado tudo enquanto ela se fingia de amiga e que depois a matou friamente dando ela de comida pra Nagini a cobra do Voldemort. Não, ela não poderia falar isso embora fosse engraçado ver a cara deles de horror.
De repente Hermione ouviu oruído de asas que vinha do alto anunciando a chegada das corujas com o correio.Ela ergueu os olhos e, na mesma hora, avistou uma coruja que voava em sua direção. Estava animada, devia ser uma carta do Tom! Mas logo sua animação se foi quando viu que a ave batia as asas rapidamente para descer e pousar no ombro de Harry. Ela estendeu a perna, cansada.
Harry desamarrou a carta e começou a ler. Devia ser de Sirius porque não tinha remetente. Harry olhou em volta verificando que Fred e Jorge estavam absortos em novas discussões sobre o Torneio Tribruxo, e começou a ler a carta aos cochichos, para Rony e ela.
"Não me convenceu, Harry.
Estou de volta ao país e bem escondido. Quero que me mantenha informado de tudo que estiver acontecendo em Hogwarts. Não use Edwiges, troque de corujas e não se preocupe comigo, cuide-se. Não se esqueça do que lhe disse sobre a cicatriz.
Sirius".
Que história é essa, Harry? Hermione estava surpresa pelo conteúdo da carta e com raiva também. Alguma coisa estava faltando.
Eu... Eu mandei uma carta para o Sirius dizendo que a dor não era nada ele respondeu desconfortável Só imaginação.
E você achou que daria certo? perguntou a menina surpresa Acha que Sirius é idiota? Infelizmente ela sabia bem que ele não era e agora ele estava voltando e a carta do Harry não tinha adiantado nada; somente piorou a situação acelerando a volta do Black. Ele já tinha chegado!
É claro que não acho Sirius idiota! exclamou Harry ofendido com a pergunta dela Só queria protegê-lo!
Bom parece que não fez um bom trabalho! ela não conseguia segurar o sarcasmo, mas logo percebeu que tinha extrapolado um pouco pela cara que os dois faziam pra ela. Tentando reverter a situação, disse:
Porque mentiu pra ele? Isso foi uma mentira, Harry! Hermione falou fingindo severidade Você não imaginou que sua cicatriz estava doendo e sabe muito bem disso!
E daí? retrucou Harry. Ele não vai voltar para Azkaban por minha causa!
Por que é que você precisa trocar de corujas? perguntou Rony em voz baixa.
Edwiges chamará muita atenção respondeu Hermione na mesma hora. Uma coruja muito branca que fica voltando para o lugar em que ele está escondido... Quero dizer, ela não é um pássaro nativo, não é mesmo? Desde a Copa Mundial muitas corujas estão sendo interceptadas e Edwiges se destaca muito.
Harry enrolou a carta e guardou-a dentro das vestes.
Obrigado. disse ele acariciando a coruja marron. Ela piou sonolenta, meteu o bico rapidamente no cálice de suco de laranja do garoto, depois tornou a levantar voo, juntamente com todas as outras que tinham vindo com ela e nenhuma delas tinha trazido uma carta pra Hermione.
oOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOo
Hermione estava deprimida embora tentasse disfarçar. Ela estava guardando as coisas dela bem lentamente. Todos os alunos tinham basicamente corrido quando a sineta tocou mais cedo, encerrando a aula de Poções que tinha terminado meia hora antes por causa da chegada das escolas que seria daqui uma hora.
Tom não tinha mandado nenhuma carta para ela. Ele nunca tinha ficado tanto tempo afastado dela assim, ela estava preocupada. Será que ele estava bem? Suspirou desanimada. Estava se dirigindo a porta quando Snape a chamou.
Milady?
Sim? respondeu mal humorada. Com ele ela não precisava se conter.
Milady, acredito que isso seja para a senhora. Snape retirou de dentro das dobras de sua capa uma carta. Acho que é do Milorde.
A menina arrancou a carta da mão dele ansiosa pra ler.
Porque ele não mandou diretamente para mim?
Acredito que seja por causa da Copa Mundial. Muitas corujas estão sendo interceptadas.
Sim. compreendendo o que ele queria dizer O Black mandou uma carta para o Harry sem ser pela Edwiges.
Black está em contato com o garoto? Snape perguntou friamente.
Pior. Ele voltou! Está na Inglaterra. considerando um pouco disse Por falar nisso, fale para o Jr maneirar um pouco. Agora que Black voltou ele vai ter que se controlar um pouco nas aulas. Black não vai gostar de saber que seu adorado afilhado está recebendo a Maldição Imperius como dever de casa.
Vou tentar controlar o Jr; o que não é fácil. Snape olhou para o lado Na verdade preferia nem tentar.
Você não gosta mesmo dele, não é? Hermione perguntou divertida.
Não. Não gosto desse jeito dele destrambelhado, agitado, e que coloca em perigo os planos do Lorde. Ele não pensa antes de agir... Simplesmente faz! Por causa disso que ele foi preso; se não tivesse tentado fugir do julgamento do Karkaroff, poderia ter negado a acusação dele ou ter falado que era controlado. Mas ele ter se levantado e tentado sair de fininho revelou a sua culpa! Ele. Não. Pensa!
Entendo o que está dizendo. No entanto Severo, apesar de ser destrambelhado, Jr é leal. pegando suas coisas e saindo Hermione foi dizendo:
Não é pra ele parar de dar as aulas que está dando! Eu me encontrei com ele na biblioteca alguns minutos antes da primeira aula. Disse que ele podia fazer o que quisesse, que era para impressionar e que não se preocupasse com qualquer cara de negativa que eu fizesse pra ele, pois seria encenação.
Hermione deu risada ao se lembrar das aulas.
Adoro ver a cara daqueles inúteis. Nunca viram uma maldição, a dor... Estão tão presos em seu mundinho colorido... Não sabem o que os espera, o que está vindo... Então, porque não dar uma prévia a eles? disse sorrindo cruelmente, percebendo também o sorriso de Severo. Vamos para a próxima fase do plano.
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