O Tempo Mudará

17 Capitulo 17 – “O Coração Que Foi Esquecido”


Notas iniciais
Gente mais um capitulo
Festa !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
150 reviews
76 leitores
Esse capitulo foi muito legal de escrever ,espero que gostem
Gente deixem suas opinoes e reviews,sei que é chato escrever ,mas escrevam só pra aumentar o número de reviews.

Duas semanas haviam se passado desde que Tom tinha dito todas aquelas coisas a Hermione. Uma semana desde que ela tinha chorado tudo o que tinha pra chorar em relação à morte de seus pais. Era difícil, ela sabia, e por anos tentou conter esses sentimentos. Mesmo que tivesse tentado negá-los, quando soube sobre seus poderes de controlar a morte e descobriu que ainda assim não podia trazê-los de volta, foi demais... Quebrou o muro que ela tinha construído em volta de seus sentimentos sobre eles.


Tom tinha ficado em silêncio enquanto Hermione chorava. Ela acreditava que provavelmente ele não tinha muito o quê fazer; talvez não soubesse o que dizer, afinal Selene e Howard eram amigos dele e se Hermione tinha perdido os pais que nunca tinha conhecido Tom tinha perdido seus melhores amigos. Não devia ser fácil para nenhum dos dois, mas mesmo enquanto ela chorava ela podia sentir a presença acolhedora e de segurança envolta dela. As sensações que ficaram imprensadas dentro dela de quando Tom a abraçava...


Por dois dias ela ficou meio deprimida. Ela percebeu que Kalil lançava olhares preocupados para ela. Hunf... Deveria estar imaginando o que estava acontecendo com sua Senhora. Tom não tinha falado com ela nesses dois dias; Hermione acreditava que talvez ele estivesse dando espaço a ela. Agora, duas semanas depois, eles voltaram a se falar quando receberam um recado


“Berta Jonkis está indo de férias para a Albânia”.

Hermione lia e relia a recado que Kalil havia trazido de seu encontro com Rabicho. Depois das ordens que ela e Tom tinham dado a ele parece que o idiota trabalhou bastante para achar a Berta, pois aquela ali era difícil de se encontrar. Muitos consideravam ela uma desmiolada mesmo trabalhando no Ministério. Berta se perdia constantemente. Mandamos Kalil achar o Rabicho e virar nossa intermediária até que pudéssemos nos encontrar com ele futuramente e aparece que esse encontro tinha finalmente chegado.


-Então o que você acha? – perguntou a Tom em sua mente.


-Devemos ir pra lá. O Torneio Tribruxo pode ser a nossa chance para matarmos o Potter. Muitas pessoas morrem nesse Torneio, e se dermos uma mãozinha quem sabe ele não pode ser uma delas? – falou com aquela sintonia sinistra na sua voz que eu adorava – Berta é uma das organizadoras e sabe tudo. Todas as provas que vão acontecer no Torneio passaram pelo aval dela. Com certeza Berta vai prestar para alguma coisa.


-Sabe Tom, eu andei pensando esse Torneio... Pode ser muito mais importante para nós do que só matar o Harry.


-Em que você está pensando? – havia curiosidade na voz dele.


-Mandei Kalil procurar um dos elfos de Hogwarts e o enfeitiçar, para que ele entrasse na Seção Restrita e me trouxesse qualquer livro que falasse alguma coisa sobre os meus poderes.


-Sério que você fez isso? Porque não me disse?


-Queria te fazer uma surpresa. Então mantive isso em segredo na minha mente.


-Não gosto que você guarde segredos de mim!


— Eu sei, mas queria ter certeza que poderia fazer—


— Fazer o quê? – Tom perguntou bravo. – O que pretende Hermione?


Ela se assustou com o Tom de voz dele.


-Calma! Só queria saber mais sobre os meus poderes... Que por falar nisso, pelo o que estava escrito no livro se chama Controlis Mortis... Mas não tinha muito material para pesquisar... – Ela disse meio tristonha.


Tom ficou em silêncio durante um tempo. Hermione se sentiu abalada com isso. Será que o Tom ficou chateado comigo? Por fim, ele disse rapidamente:


-A maioria dos livros sobre isso deve estar na biblioteca da Mansão Avadra.


Hermione se sentiu congelar. A Mansão Avadra? Expectativa de visitar a casa dos seus verdadeiros pais a deixaram radiante!


-Eu já imaginava! – Seu sorriso era gigantesco – Poderíamos ir lá! Mas agora seria muito perigoso – Ela disse sensatamente – Talvez mais pra frente...


-Mas você deve ter conseguido descobrir alguma coisa que presta, né? A biblioteca de Hogwarts é uma das maiores que existe. Se bem que, para as magias que fazemos, ela esconde a maioria dos livros. Depois que saí da escola viajei por várias partes do mundo para aprender as coisas que Hogwarts não poderia me ensinar. As artes perdidas.


-Sim, Hogwarts é boa, mas... nem tanto! No livro tinha pouca coisa para eu poder pesquisar. Porém, pelo o que vi lá, deu pra meio que formular uma ideia – sorriu confiante – E se eu trabalhar nela, provavelmente teremos um corpo para você até o final do ano!


Tom quase não acreditou no que ela estava falando.


-Bem minha pequena Lady. – ele falou pasmo e sorridente – Explique-se!


oOoOoOoOOoOoOoOoOoOoOoOoOoO


-Onde eu estou?


Bertha olhava para todos os lados para tentar entender o que estava acontecendo. Percebia que estava dentro do que parecia uma cabana bem precária, devia ser uma cabana de caçador. Mas o que ela estava fazendo ali?


Forçou sua mente a lembrar o que tinha acontecido... mas lembrava de poucas coisas. Somente flashes vinham a ela: se lembrava de ter pegado o Trem que a deixou na estação... de ter pego sua bagagem... Espera! Ela pegou a bagagem? Não se lembrava! Balançou a cabeça para tentar clariá-la.


Ela desceu do Trem e... Ah sim! Ela pegou a bagagem. Estava saindo da estação procurando algum beco onde ela pudesse se esconder para poder aparatar quando tinha ouvido um barulho. Não estranhou afinal ela estava em um beco cheio de lata de lixo, deveria ser um rato. Quando ia aparatar sentiu uma varinha sendo apontada para o pescoço dela e um feitiço sendo dito... depois... só escuridão.


Então alguém a havia seqüestrado e a levado a uma cabana. Agora, quem a tinha sequestrado? O que queria dela? Ela era uma simples trabalhadora do Ministério da Magia, não sabia nada. Não tinha dinheiro, além do quê, se fosse esperar que alguém pagasse ia esperar sentado, porque ela nem família tinha, e amigos pior ainda. Todos achavam que ela era doida. Só porque era meia avoada não significava que fosse doida, não é?

...

... Ah, espera! Ela estava pensando o que mesmo... ? Ah sim! Que não tinha amigos... Pensando bem, talvez ninguém nem percebesse que ela tinha desaparecido.

oOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO

Alguns minutos depois de ter acordado, a porta do quarto abriu. Bertha se assustou ao ouvir o barulho da porta e se virando pra ela viu uma garota que não deveria ter mais do que 15 anos em pé na soleira da porta. Quem era ela?


-Olá! Vejo que acordou – perguntou a garota sorrindo – Você deve estar com confusa com o que aconteceu, não é?


-Quem é você? Onde eu estou? – perguntou confusa.


-Nossa, desculpa a minha indelicadeza. Meu nome é Hermione Granger, essa é a minha casa e do meu pai. Talvez você não saiba, mas estamos na Albânia, em uma das florestas que tem aqui.


-O que estou fazendo aqui? – eu estava com medo.


-Bom, eu gostaria que você pudesse me responder... Meu pai encontrou você desmaiada perto de um beco. Ele viu que você era uma bruxa assim como ele e resolveu ajudá-la.


Ela estava desmaiada perto do beco? Mas ela achava que tinha sido sequestrada. Parece que não tinha sido o caso. Quem quer que tenha colocado uma varinha no pescoço dela deve ter desistido do que quer que quisesse fazer.


-Seu pai?


-Sim ele é um medibruxo e não pode ver uma pessoa doente que já quer ajudar – a menina deu uma risada – Depois que ele a achou pensou em levá-la ao hospital, mas viu que a senhora não estava machucada. Pensando que talvez a senhora só tivesse tido uma queda de pressão, ele não podia te deixar lá perto dos ratos e ti levar pra polícia também não era uma opção. Então ele te trouxe pra cá.


-Nossa muito obrigada! Eu não sei como agradecer! – eu estava profundamente agradecida.


-Ah que isso! Não precisa agradecer. Você é bem vinda a nossa casa! Se bem que não é necessariamente a nossa casa... Alugamos ela quando viemos de férias aqui para a Albânia.


-Férias? Nossa eu também vim aqui de férias!


-Sério? Que coincidência, né? –a menina disse sorrindo pra Bertha – Você deve estar com fome... Venha, não faz muito tempo que chegamos, mas deve ter alguma coisa pra comermos.


Bertha se levantou e seguiu Hermione pela cabana no que parecia ser a cozinha. Vários itens que ela achava ser utensílios trouxas estavam espalhados pela bancada da pia. Ela não gostava dessas coisas mas não se focou nesse detalhe e sim na cerveja amanteigada que Hermione colocava em um copo na mesa.


-Ai que delicia! — a menina suspirou de prazer — Não existe nada tão gostoso quanto uma cerveja amanteigada! Se bem que a melhor de todas com certeza é a do Três Vassouras... A Senhora não acha?


-Ai, por favor, pare de me chamar de Senhora! Não sou tão velha assim – falou um com humor


-Então posso te chamar pelo nome... ? – falou meio em dúvida.


-Claro! Você deve –Bertha insistiu.


-Mas eu não sei meu nome – disse a menina meio sem graça.


-Por Merlin ! – Bertha não acreditava que estava sentada tomando cerveja amanteigada com uma pessoa que nem sabia o nome dela – Você aqui me ajudando e eu nem me apresentei direito... Essa cabeça minha!


Batendo na própria cabeça estendeu a mão se apresentando:



-Berta Jonkis, muito prazer!

-Prazer Bertha! Sou Hermione Granger – apertando a mão de Bertha ao mesmo tempo.


-Então Hermione, você disse que veio de férias aqui com o seu pai. Onde ele está? Queria agradecer por ter me ajudado.


-Ah meu pai recebeu uma chamada minutos depois que tinha te deixado aqui. O hospital chamou ele de novo, uma emergência de algum tipo me parece.


-Que chato! Não deve ser fácil ser filha de um medibruxo, em?


-Não, não é,- abaixando a cabeça pro copo um pouco entristecida mas logo levantou a cabeça com um sorriso — mas eu sei que meu pai faz o que gosta e que principalmente ajuda os bruxos. Tenho muito orgulho dele. Ele deve voltar logo... Mas me diga você disse que veio pra cá de férias?


Bertha começou a contar sobre as várias viagens que tinha feito, Hermione não parava de fazer perguntas sobre as suas viagens. Se divertiram muito.


-Então você trabalha no Ministério? – perguntou Hermione admirada.


-Sim, no Departamento de Execução das Leis da Magia.


-Sério? Eu também quero trabalhar nesse departamento algum um dia! Isso tão legal!


-Tenho certeza que você vai conseguir Hermione, me parece uma pessoa muito inteligente.


-Olha modéstia parte sou a melhor aluna de Hogwarts! – comentou com um sorriso – Isso é tão legal, agente tem tanta coisa em comum...


Bertha sorriu pelo que Hermione disse, ela não acreditava que ainda existiam pessoas como Hermione e o pai dela. Afinal, trazer uma pessoa desconhecida pra casa só pra ajudar?... Definitivamente poucas pessoas hoje em dia fariam isso. Principalmente depois dos tempos difíceis pelo qual eles tinham passado... Antes de você sabe quem ter sido derrotado por Harry Potter, ela pensou. Agora as coisas estavam bem melhores, mas as pessoas ainda tinham um pouco de receio. Encontrar uma pessoa tão boa e legal como a Hermione que dava atenção as coisas que ela dizia e não achava que ela era uma lesada, até agora pelo menos, a fazia se sentir inteira novamente. A conversa com Hermione era tão descontraída que nem percebeu as coisas que contava a ela.


- Hogwarts vai sediar o Torneio Tribuxo? Não acredito? – Hermione perguntou com uma cara de assustada



-Vai! – Bertha respondeu com convicção, mas rapidamente percebeu que tinha contado demais e ficou apreensiva – Mas Hermione você não pode contar isso pra ninguém, ouviu? É ultra secreto eu nem podia estar contando isso pra você. – Bertha se afligia cada vez mais.


-Que isso, né Bertha? Acha que eu vou contar a alguém? Achei que a gente fôssemos amigas! – a menina tinha lágrimas nos olhos.


-Amigas? – Bertha perguntou confusa.


-É eu sei que a gente não se conhece ha muito tempo... – falou dando um sorriso sem graça enquanto secava as lágrimas – Na verdade a gente se conheceu hoje, mas a nossa conversa fluiu tão rápido que parece que nos conhecemos a anos!


-Sinto a mesma coisa Hermione. Isso pode ser estranho para alguém da minha idade, afinal tenho idade para ser sua mãe, mas eu nunca tive muitas amigas sabe? Pra dizer a verdade eu não tive quase nenhuma. As pessoas sempre me chamaram de "idiota", "bisbilhoteira" e "desmiolada".


-Eu nunca vou te chamar dessas coisas Bertha! Não penso assim e idiotas foram aqueles que te trataram desse jeito. – a menina disse com raiva – Eu sei que eu sou nova, mas isso não evita que tenhamos uma amizade e eu quero ser sua amiga. Mas então, cortando esse papo triste... Me conta mais do Torneio Tribuxo?!



oOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO



Depois de toda a conversa com Bertha, Hermione começou a bocejar e as duas decidiram que o melhor a fazer era ir dormir. Poderiam conversar mais amanhã. Entrando no quarto Hermione trancou a porta e lançou um abaffiato no quarto pra que quem estivesse do lado de fora não a ouvisse.


Hermione engasgou, forçou, tentou, mas não aguentou. Começou a rir descontroladamente.


-AH MEU MERLIM!... Ha ha há... Ah meu Merlin eu não estou aguentando! – falou entre os risos segurando a barriga – Ha ha ha... Eu não to aguentando!


-Parabéns deveria ganhar o Oscar depois dessa – falou Tom rindo.


-Tom eu acho que essa foi a minha melhor atuação em todos esses anos! – falou ainda rindo.


-Eu também acho! Foi simplesmente perfeito! Você conseguiu a confiança dela em horas. Minha Lady se superou.


-Sim e ela, meu Deus, como é patética! – começou a imitar a Bertha – “Sinto a mesma coisa Hermione, isso pode ser estranho para alguém da minha idade, afinal tenho idade para ser sua mãe, mas eu nunca tive muitas amigas sabe? Pra dizer a verdade eu não tive quase nenhuma! As pessoas sempre me chamaram de idiota, bisbilhoteira e desmiolada".


-Patética é pouco! Ela te contou tudo o que vai acontecer nas três provas do Torneio! Isso vai nos ajudar muito. Estou montando algumas coisas na minha cabeça.


Bertha tinha contado tudo em relação aos jogos e como eles aconteceriam, sem deixar nenhum misero detalhe de fora


-Rabicho fez um bom trabalho com o seqüestro e o transporte dela pra cá.


-Era o mínimo que ele podia fazer não é? – falou Tom com deboche — Depois de eu ter salvo a pele dele. Finalmente fez alguma coisa que presta!


Hermione não tinha como discordar de Tom. Depois de todas as pisadas de bola que o Rabicho já tinha feito trazer a Bertha ajudou na conta dele. Iria dar a ele um leve desconto, afinal Bertha era uma peça importante do grande castelo de cartas que estávamos montando. Faltavam apenas algumas peças para se ter a primeira estrutura do castelo. Alguém para mexer com os testes...


-Enquanto você tentava ganhar o Oscar por melhor atuação, eu invadi a mente dela e descobri algumas coisas bem interessantes. – Tom falou.


-O quê?– perguntou curiosa.


-A mente dela é mais danificada do que aparenta, ela tem uma memória bem confusa. Estou surpreso que tenha conseguido lembrar das coisas sobre o Torneio.


-Bom ela conseguiu, tanto que contou- observou ponderou o que Tom disse — . Mas tinha hora que ela deu umas pausas como se estivesse com dificuldade de lembrar do que tinha acabado de falar. Pra falar do passado ela é boa, mas coisas assim instantâneas ela esquece muito rápido. – Hermione acrescentou perspicaz.


-Eu desconfiei disso e procurei na mente dela. Tinha vestígio de magia, alguém lançou um feitiço nela que afetou a sua memória irremediavelmente. E não foi um simples Obliviate a pessoa que lançou pegou pesado.


-Quem faria isso? – perguntou confusa – Eu sei que ela é desagradável mas...


-Bartolomeu Crounch. – Tom disse em uma voz sombria – Mais conhecido por Bartho Cronch.


-O Chefe do Departamento de Mistério? – perguntou espantada – O chefe dela? Por quê?


-Não sei e é isso que precisamos descobrir.


Percebendo o que Tom queria dizer e que ela teria que agüentar a Bertha mais um dia até matá-la, Hermione quase gritou de frustração. Estava cansada demais para falar disso agora ela precisa dormir para mais uma seção de tortura amanhã. Mas antes ela precisava se livrar do lixo.


-Rabicho...


No canto do quarto apareceu um rato que logo se transformou em um homem ou pelo menos o que dava parra chamar de homem. Rabicho continuava nojento.


-Vai – apontando pra porta – Saia e vai arrumar alguma coisa pra você comer. Tem uns restos na panela ou você pode procurar no lixo mesmo, mas saia da minha frente.


-Sim minha Senhora – fez uma reverência indo pra porta evitando olhar nos olhos de Hermione. Ela podia cheirar o medo nele e adorava.


-Rabicho? – chamou novamente fazendo ele se virar ainda sem olhá-la. Não se atrevia a isso.


-Sim minha Senhora?


-Continue escondido na forma de rato e não apareça a não ser que eu te chame, entendeu? – falou daquele jeito frio que lembrava o Lorde.


-Sim – Rabicho tremeu com o tom frio de Sua Senhora, fez mais uma daquelas reverências exageradas dele, e saiu.


oOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoooOoOo



Bertha tinha acordado de uma noite sem sonhos ou tava mais para pesadelos, pois até hoje os dias que ela passou sendo atormentado pelo pessoal de Hogwarts ainda a assombrava. Como se diria os Trouxas ela precisava de Terapia. Porém essa noite ela não tinha sonhado com nada. Talvez seja porque finalmente tenha achado uma amiga de verdade... Amiga? Hermione tinha 14 anos idade, podia ser filha dela! Se ela tivesse uma... Claro nenhum homem tinha chegado perto dela.


Ela tinha 40 anos, ainda era virgem... Ninguém sabia claro, mas deviam desconfiar. Nunca tinham visto ela com alguém...Suspirando afastou seus pensamentos depressivos e se levantou, procurou se arrumar o melhor possível e foi até a cozinha onde ela podia sentir o cheiro de pão.


Na cozinha Hermione estava colocando as coisas na mesa.


-Bom dia Bertha! Dormiu bem? – a menina perguntou num tom amável.


-Bom dia Hermione! – falou sorrindo entrando na sala e sentando na mesa em frente a Hermione.


-Bertha sabe, eu sei que agente não se conhece muito e eu não quero que você fique brava comigo; pode dizer se eu estiver sendo intrometida; mas eu percebi que você esquece algumas coisas...


Ela não entendia toda aquela indecisão de Hermione. Resolveu tranquilizá-la.


-Pode dizer Hermione. – Bertha encorajou.


-Obrigada! – suspirou aliviada – você sabe, eu sou filha de um medibruxo e por mais que não vá seguir a carreira do meu pai, eu ainda assim me preocupo com as pessoas. E eu pude perceber que as vezes você esquece as coisas muito rápido, mas são coisas imediatas sabe, e isso não é normal.


Bertha pode sentir a preocupação na voz de Hermione. Ela já tinha percebido essas recentes perdas de memórias, achava que talvez fosse muito trabalho, mas se até Hermine tinha percebido então as coisas deviam estar piores do que ela imaginava. Talvez estivesse com alguma coisa... Será?


-Eu conheço um feitiço e se você não se importar eu gostaria de verificar sua cabeça para identificar algum problema... Mas pode não ser nada mais!


-Claro, vá em frente! Se você acha que é necessário... – falou ainda achando que não tinha nada


-Só relaxe – apontou a varinha para a cabeça de Bertha e recitou o feitiço. Um aro brilhante saiu da varinha e se prendeu na testa de Bertha como se fosse uma tiara. Hermione continuava com os olhos fechados, quando de repente seu rosto foi tomado de surpresa.


-O que foi Hermione?


-Eu nem sei o que te dizer Bertha – balançou a cabeça consternada.


-O que foi o que você viu? Eu tenho alguma coisa? É algo grave? – perguntou frenética se levantando da cadeira .


-Calma. – colocou a mão no ombro dela e a forçou a se sentar novamente – Não é uma doença é... um feitiço!


-Um feitiço? Mas isso não é possível... Não é?...


-Suas memórias estão todas embaralhadas e confusas e isso está sendo refletido nas suas atitudes imediatas, como, por exemplo, não se lembrar do que acabou de falar. É um feitiço terrível, tem como objetivo fazer a pessoa perder todas as suas memórias e sofrer até a morte. Com o tempo isso vai deteriorar mais e você vai perder todas as suas memórias, até as coisa básicas como esquecer de respirar.


Ela estava horrorizada. Que espécie de feitiço era esse? Quem poderia ter feito isso com ela?


- Quem faria uma coisa dessas comigo? – perguntou sentindo lágrimas nos olhos.


-Eu pude sentir a assinatura de energia da pessoa que lançou esse feitiço em você .


-Conseguiu? – a voz de Bertha saiu mais baixa do que um sussurro – Quem... Quem foi?


-Bartho... Bartho Crouch.


-O quê? Você está brincando, não é? – riu descrente.


-Eu não estou – balançou a cabeça desconsolada – Sinto muito.


Não podia acreditar nisso. Porque Bartho tinha feito isso? Ela não tinha feito todo o seu trabalho bem, aguentado seus ataques, seu mau humor? O que ela tinha feito de errado?... Por acaso não tinha entregado o café dele rápido o suficiente? Ou algum relatório? Mas mesmo assim essas coisas davam justificativas para ele ter feito o que fez com ela? Ele tinha destruído a vida dela! E se isso não pudesse ser curado? “Isso” tinha cura? Ela nem sabia!


Por quê? Era a pergunta que rondava a mente dela quando sentiu uma dor intensa como se mil agulhas fossem enfiadas em sua cabeça... A dor era tão forte que um grito saiu de deus lábios.


-Bertha... Bertha... ? O que foi? O que está acontecendo? O que está sentindo?... Fala comigo!... Bertha?


Ela ouvia o desespero na voz de Hermione, mas não conseguia responder. Queria pedir ajuda, fazer com que a dor parasse.


(...)


-Você não viu nada! Entendeu? – Bartho falou com a raiva apontando o dedo na cara dela.


(...)

O que era isso? Bartho nunca falou assim com ela com tanto ódio... Ela não se lembrava disso ter acontecido! Mas uma onda de dor atravessou seu corpo novemente. A dor era muito forte... Parecia até que tinha uma mão dentro da cabeça dela mexendo com o seu cérebro, penetrando nele. Outra dor mais profunda e mais um grito saiu... outro e outro... Podia sentir alguma coisa se rompendo dentro dela....


-AAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!



oOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOo

Hermione ouvia Berha gritar e isso era música para os seus ouvidos... Muito melhor os gritos do que a voz afinada dela.


Ela sabia que Tom estava invadindo a mente dela. Para alguém que estava esperando era doloroso, para quem não estava era ainda mais. Para Bertha que estava com uma barreira na mente provocada pelo feitiço de Batho, isso devia estar sendo torturante, parecido com um Cruciatus... Talvez até mais forte.



Mas pelo que ela podia sentir, Tom estava conseguindo entrar sem muita dificuldade na mente dela. Se fosse outro, não conseguiria esse feito. Mas Tom era... Bem, Tom era o Tom. Então nem precisava dizer mais nada.


-Achei! – Tom falou vitorioso na mente dela.


-Abre pra mim, me deixe ver também – pediu anciosa


Logo uma imagem surgiu na mente dela e viu o que Tom tinha achado na mente da Bertha, a lembrança do dia que Crounch tinha lançado o feitiço nela.



(...)



Bertha aparatou na frente da casa de seu Chefe Bartho. Ela não queria estar ali, nunca tinha ido até a casa dele. Achava, na verdade, que ninguém já tinha ido desde que a mulher dele morreu e o filho foi para Askaban.


Olhando em volta não viu nada de diferente: um típico bairro bruxo, meio vazio... Mas ela não achava que isso deveria ser importante. Provavelmente Bartho devia buscar mais solidão e menos olhares curiosos. Se aproximando da entrada bateu na porta e esperou. Alguns minutos já tinham se passado e ninguém abria, bateu novamente e nada.


Começou a ficar apreensiva. Ela precisava entregar uns documentos para ele assinar, logo teria o Torneio Tribuxo e o Departamento de Execução das Leis Mágicas era responsável pela organização já que o Torneio não ocorria a algumas centenas de anos, devido ao risco que representava para a vida dos campeões. Só aceitaram a volta dele porque o departamento que ela trabalhava decidiu fazer novas regras para garantir maior segurança aos competidores. Uma das novas medidas é proibir a participação de alunos menores de idade...


Ela achava tudo isso ridículo, mas quem era ela para opinar alguma coisa? Era uma simples funcionária do Ministério submetida a Bartolomeu Crounch um ser rancoroso que só não lançaria um Crucius nela por não conseguir entregar os documentos a ele a tempo, porque Bartho não queria ocupar a cela que o filho dele deixou vaga quando morreu em Askaban.


Vendo que não tinha outro jeito a não ser que quisesse perder o emprego, Bertha foi até a porta. Entraria, deixaria o documento em cima da mesa e iria embora. Pegou a varinha apontou para a fechadura e disse:


-Alohomora.


Uma luz saiu da varinha e destravou a porta. Olhou para os lados para ver se ninguém a tinha visto e entrou fechando a porta atrás dela. Ao entrar percebeu como a casa era escura. Igual o dono. Mas olha, até que para a casa de um viúvo ela estava bem limpa! Ele devia ter um elfo doméstico ou coisa do tipo. Se bem que ela ficaria surpresa de um elfo aguentar conviver com ele.


Foi até a cozinha e estava retirando os papeis de sua bolsa para colocá-lo em cima da mesa quando ouviu um barulho. Ela se sobressaltou ,achando que não era nada tirou os papéis e estava verificando se todos estavam ali quando ouviu o barulho novamente , sabia que não devia fazer isso mas a curiosidade era tanta... Seguiu o barulho e ele vinha do fim do corredor. Passando por ele, parou na frente de uma porta.


“Não faça isso! Não faça isso! Bom, é apenas uma olhadinha... Não!...” Desistindo de discutir consigo mesma começou a abrir a porta. Quando a porta estava toda aberta colocou a cabeça pra dentro do que parecia um quarto normal pelo que se podia ver na pouca da luz que vinha das janelas semi fechadas ,forçou o olho para enxergar uma forma em cima de uma cadeira... E... congelou. Ela não podia acreditar no que estava vendo... Era...


-O que você estava fazendo aqui?


Bertha assustou — se com a voz que tinha acabado de gritar. Ela conhecia aquela voz de longe. Era uma voz que vivia gritando com ela, praticamente todos os dias.


-Senhor Bartho? – perguntou surpreendida.


Bartho se aproximou, pegou no braço de Bertha com força e a arrastou para longe do quarto. A cada passo que davam em direção à sala ela podia sentir a pressão dos dedos de seu chefe no braço dela. Ela já o viu gritando, mas ele nunca foi violento com ela.


Chegando à sala, ele a largou como se tivesse nojo dela; e devia ter mesmo. Nunca a tratou bem, mas se alguém deveria ter nojo esse alguém era ela, afinal era ele que tinha um filho comensal.


-Você não viu nada! Entendeu? – Bartho falou com raiva, apontando o dedo na cara dela.


-Mas senhor eu vi sim! Como o senhor pode estar fazendo isso? O seu filho não tinha morrido em Askaban?


-Isso não te interessa! Esqueça isso!


Ela não acreditava que ele pudesse estar dizendo isso. Já foi uma surpresa para todos quando descobriram que o filho dele era um Comensal, afinal ele mesmo tinha enviado o filho para Askaban. E agora ela vê uma pessoa que deveria estar morta respirando muito bem dentro da casa do pai! Bertha não sabia o que era pior: Bartho estar escondendo seu filho que deveria ter morrido em Askaban ou estar mantendo ele prisioneiro através Maldição Imperius se os olhos desfocados do homem não diziam alguma coisa...... Que tipo de pai faria isso com o próprio filho?


-É lógico que interessa! Seu filho deveria estar morto e você o está escondendo aqui na sua casa! Pior, sob efeito da maldição Imperius! Isso é totalmente ilegal!


-Já disse que isso não te interessa!- gritou espumando de raiva — O que eu faço ou deixo de fazer com o meu filho não interessa a ninguém! E eu acho bom você esquecer o que viu ou eu faço isso por você!


-Você está me ameaçando? – perguntou cética — Não sou eu que estou cometendo um crime! Você sempre se achou superior a mim, sempre me humilhou! O grande Bartho Crounch, Chefe do Departamento de Execução das Leis Mágicas mandou vários Comensais pra cadeia inclusive seu próprio filho...- seu tom demosntrava o deboche que ela sentia do momento e o rancor também — E agora? Quem é você agora? Só mais um criminoso como ele! Gostaria de ver a cara do Ministério se eu contasse esse seu segredinho sujo...


-Você é a que está me ameaçando agora ? Você que não vale o chão que pisa? – ele pegou a varinha e apontou pra ela – Você não vai contar nada, porque não vai nem lembrar de nada!


Bertha recuou.


-Para com isso Bartho! Você vai se arrepender disso!


-Me arrepender? – riu amargamente – Existe muita coisa da qual me arrependo e acredite isso não vai ser uma delas!


Não! Ele não podia estar realmente falando sério! Bertha recuou mais um pouco caindo em cima do sofá. Tremendo tentou pegar sua varinha dentro da bolsa, quando viu uma luz saindo da ponta da varinha de Bartho.


-Lacre Mem...


-Não espera! – gritou Bertha desesperada... Mas já era tarde demais.


(...)



Continua....



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Cabana na Albânia

Notas finais
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