O Tempo Mudará
30 Capítulo 30 - “O Cálice de Fogo” - Parte 9
Notas iniciais
Capítulo 24 – Parte 9 – “O Cálice de Fogo”
Hermione e Tom se afastaram dos feitiços e das broncas que Severo estava jogando nos alunos desavisados.
– A sorte foi que Severo não nos pegou – disse rindo.
– Mesmo que tivesse pegado não diria nada, ele sabe que sou eu. – Tom respondeu dando de ombros.
– Bom claro, mas não estava tão preocupada com Severo e sim com Karkaroff. Ele ia ficar chocado quando visse o menino de ouro dele atrás de um arbusto com uma sangue ruim.
– Não gosto disso! – Tom disse passando os braços em volta da cintura dela e a aproximando dele — É estranho eu dizer que tenho ciúme desse garoto?
– É sim, considerando que quem está fazendo essas coisas absolutamente pecaminosas comigo é você e o pobre Vitor nem vai lembrar desses momentos comigo – Hermione disse fazendo um bico decepcionada.
– Não brinque com fogo Pequena Lady – Tom disse sedutoramente — É bom que o garoto não se lembre mesmo ou eu teria que lançar um Obliviate nele e sempre posso acabar errando e lançando uma Maldição da Morte, nunca se sabe.
– Que horror Tom! – Hermione bateu no braço dele fingindo repreendê-lo.
De repente Tom cambaleou. Por reflexo Hermione estendeu o braço para ele e o segurou antes que ele caísse.
– O que foi isso Tom? – perguntou ela preocupada ajudando ele a se encostar em uma árvore. Ele não estava bem, parecia pálido.
– Eu estou bem. – ele disse com dificuldade tentando se afastar.
– Não, não está não! O que aconteceu?
– Você sabe Hermione que não posso ficar muito tempo no corpo de outra pessoa que não seja você… E mais ainda de alguém que não possua a Marca ou qualquer essência minha no corpo.
– O corpo do Vitor está começando a rejeitar você. – ela concluiu.
– Sim, estou ficando fraco, meu tempo nesse corpo está acabando. Não vou conseguir manter a conexão muito mais tempo.
– Não Tom, não! Quero que você fique aqui comigo! Essa noite foi como um sonho! Ter você aqui, dançando comigo, falando comigo, me beijando foi um sonho realizado…
– Hermione você sabe que…
– Não! Não aceito isso! – ela o interrompeu – Deve ter uma maneira de fazer você ficar mais tempo comigo!
Hermione sabia que estava sendo irracional, mas não queria que essa noite terminasse tão cedo.
– Bom, tem uma coisa – Tom disse com a voz rouca.
– O quê? Fala! Eu farei, seja o que for!
– Nós somos ligados, possuímos a conjunção dos espíritos. Você tem uma parte do meu espírito dentro de você. O meu espírito está ligado ao seu, uma essência sua pode fazer com que eu fique mais forte e consiga ficar mais tempo nesse corpo.
– E como eu passaria minha essência pra você? – Hermione perguntou desesperada, não querendo ficar mais um segundo longe dele.
– Me beijando…
– Tom, eu não acredito que está usando um momento como esse para abusar de mim!
– Lógico que não, mas durante fortes emoções um bruxo pode liberar sua essência, sua magia… E eu preciso que você deixe a sua sair.
– Então você pretende me forçar a ter uma forte emoção, e assim que eu liberar a magia você irá absorvê-la? – Hermione perguntou duvidosamente.
– Isso… E muito mais! – ele falou dando mais um daqueles sorrisos pecaminosos e a beijando.
Tudo começou como uma pequena brasa… Que foi esquentando e esquentando até virar o fogo do olimpo. Hermione não conseguia descobrir onde ela começava e onde Tom terminava, porque com apenas um beijo, aquele homem conseguia completamente possuí-la.
Sua mente estava longe, seu corpo estava febril, ansiando por um toque dele, um beijo forte, por sentir seu corpo… Por um momento, ela estranhou que aquele corpo não era o dele. Ela não sabia como explicar, mas sabia que aquele não era o verdadeiro corpo de seu Tom… O corpo de Tom era forte, vivo... E esse era apenas uma caricatura. Mesmo sabendo que não o conhecia por inteiro. Mas logo esses pensamentos sumiram de sua mente, porque Tom ergueu a saia do seu vestido e passou a apertar suas coxas.
Hermione gemeu alto. Meu Deus, seu corpo ia explodir! Sem saber como reagir, enfiou timidamente a mão no terno de Tom até achar sua pele nua, e inconscientemente passou as unhas por suas costa enquanto com a outra ela apertou os cabelos dele.... O gemido que ele deu fez ir embora sua timidez.
As mãos de Tom começaram a subir mais e mais, e quanto mais alto o seu coração batia, mais Hermione sentia uma espécie de energia sair de seu corpo e se conectar ao corpo de Tom através de seus lábios.
De repente, a mão de Tom alcançou a borda da calcinha , sua a mão foi descendo em direção ao recôndito dela e aonde os dedos dele tocavam Hermione como se uma lava se acumulasse bem aonde ela ansiava que ele tocasse e onde ela tinha certeza que ele estava indo, quando seus dedos chegaram em sua abertura mesmo por cima da calcinha … Hermione quase caiu para trás, tamanha a força do prazer que lhe assomou. Ela não sabia o que era… Mas estava perto… Tão perto! E Tom nem a havia tocado. Ela apertou os braços de Tom de uma forma mais forte ainda…
– HERMIONE!!
Com o grito os dois se afastaram assustados com suas varinhas nas mãos. Rapidamente Hermione desceu a saia de seu vestido, ainda tonta por sei lá o quê que tinha quase acontecido. Ela e Tom se viraram para ver quem era o idiota que os estava interrompendo.
Hermione viu Harry e Rony olhando para ela de um jeito perplexo. E o pior era que Tom não estava nem aí que eles a vissem daquele jeito! No entanto, ela deveria manter o papel de puritana. Fingindo estar envergonhada começou a ajeitar o vestido.
– O que está acontecendo aqui? – Rony perguntou com raiva.
– Isso não te interessa garoto. – Tom respondeu rispidamente.
– Garoto? – Rony falou com raiva.
– Saiam os dois daqui!!! – Tom ordenou com raiva.
– A gente vai sair mesmo! – Rony disse avançando – Hermione vem aqui!
– Rony, – disse Harry tentando apaziguar a situação –, deixa eles não estão fazendo nada.
– Como não estão fazendo nada? – perguntou o menino vermelho de raiva — Você é cego por acaso Harry? Ou vai ter que trocar o grau desses óculos? Ele estava com a mão nas… Nas…
– Eu sei Rony, mas é a vida da Hermione não devemos nos meter.
Hermione vendo que Rony não ia parar de fazer escânda-lo até toda a escola presenciar aquilo, resolveu concordar e afastar eles dali. Ela precisava dar energia para o Tom.
– Tudo bem Rony, se é para você parar de fazer escândalo eu vou, mas Harry por favor, leve o Rony de volta ao castelo. Eu quero me despedir do Vitor antes… E tentar apagar a má impressão que o Rony deixou.
– Mas nem pensar…
– Vamos Rony, chega de escândalo! – Harry disse suspirando, arrastando Rony de volta para o castelo.
– Tom você… – ela disse se virando para ele. Se assustou com o que viu. Tom estava com o olhar vidrado.
– Tom? – perguntou preocupada colocando a mão no rosto dele
– Hermy-on…- Vitor disse olhando para ela confuso com aquele sotaque Húngaro. Não, não podia ser. Vitor tinha voltado! E Tom tinha ido embora .
– Hermy-on…o que aconteceu? – Vitor perguntou confuso olhando em volta . Droga agora que Vitor tinha voltado ele não se lembraria de absolutamente nada dessa noite. Isso levantaria suspeitas… Droga! Mesmo triste ela teve que pensar rápido. – O que nós ...-
– Imperium! – Hermione lançou a maldição, vendo os olhos dele ficarem vidrados de novo. Falando em uma voz melodiosa disse:
– Vitor, você teve uma noite maravilhosa comigo, nós dançamos, comemos, rimos – Hermione engasgou ao se lembrar das coisas que tinha feito com Tom – E quando chegou ao final nos despedimos. Agora você está voltando para o navio, pois está muito cansado. Entendeu?
– Muito cansado... – respondeu o menino parecendo um zumbi.
– Exatamente. Boa noite Vitor, vai dormir... Vai! – Hermione o empurrou em direção ao Navio da Escola Durmstrang. Vitor começou a andar meio trôpego em direção ao navio que estava no final da escadas no lago. Quem visse acharia que ele estava bêbado.
Suspirando e secando as lágrimas ela voltou para o castelo. Precisava agora conversar com aquele idiota do Rony.
Hermione se aproximou do salão onde ainda tinha alguns casais dançando uma musica lenta. Viu Rony andando de um lado para o outro. Harry não estava com ele. Onde aquele garoto deve ter se metido? Bom, provavelmente estava atrás da tal da Cho que nem um cãozinho farejador atrás de restos de comida. Pensando seriamente Hermione queria evitar a discussão que viria.
– Hermione! – Rony a chamou.
Hermione respirou profundamente. “Dai me paciência Merlin! Para que eu não lance um crucio nele ali mesmo”, ela pensou e se virou. Quando ia começar a falar, Rony a interrompeu:
– Como você pode deixar aquele cara encostar em você daquele jeito? – Rony estava até cuspindo.
– Rony, como o Harry mesmo disse, a vida é minha e faço dela o que bem entender. – ela respondeu ríspida. A boa educação que se exploda!
– Ele é muito velho para você! – Rony parecia não ter mias argumentos para falar.
– É isso que você acha? – Hermione estava incrédula – Pelo amor de Deus, Rony! Ele ainda está na Escola assim como nós estamos. Para de ser criança!
– É! É o que eu acho! – Rony estava parecendo desconcertado com o ataque dela.
Hermione sabia que não poderia discutir mais. Ela tinha que dar um jeito de reverter a situação e fazer Rony se sentir culpado. Mas como? Tendo um relampejo de idéia, ela fez cara de choro e atacou como a menina sofrida.
– Então você já sabe o que fazer, não é? Da próxima vez me convide para ir ao baile antes de qualquer outro garoto! E não como última opção!
– Eu não sei do que você está falando. – falou Rony corando. Hermione sorriu internamente. Tinha funcionado. Ah, como era bons ter amigos imprevisíveis! De canto de olho Hermione viu Harry vindo na direção deles. Onde esse idiota esteve?
– Onde você estava? – ela perguntou mal humorada e com raiva. Quando Harry ia se explicar, o interrompeu.
– Não importa! Já para cama vocês dois! – mandou. Não agüentava mais olhar para cara deles e continuar esse teatro.Tudo esteve indo tão bem. Tom esteve ali com ela, dançando, se divertindo... A beijando... Ela não agüentou mais a tristeza e explodiu:
– Rony! Você estragou tudo! – gritou com Rony quase indo para cima dele. As lágrimas quase não a deixaram ver os dois meninos correrem escada acima, provavelmente para se esconder dela.
Cansada se jogou na escada e mesmo sabendo que várias pessoas estavam olhando começou a chorar de verdade. Os estudantes não a interromperam, afinal, era noite do baile o que não faltava era garota chorando de decepção e Hermione depois da noite maravilhosa dela era uma dessas garotas.
oOoOoOoOoOoOoOoOoOo
Jr estava parado ao lado de alguns professores olhando para o resultado da terrível tragédia que tinha acontecido durante a noite. Viu os aurores da divisão de investigação usando vários feitiços para identificar provas em volta do corpo enquanto a divisão que cuidava dos corpos estilo o IML dos humanos colocava o corpo em um plástico e o levitava até o aparatarem para a sede deles onde continuariam as investigações.
Eles estavam tão obstinados a encontrar a pessoa que tinha matado o pobre homem. Mas infelizmente para eles e felizmente para Jr eles não encontrariam nada. Jr queria rir, mas se conteve. Precisava mostrar um pingo de sentimento em relação aquela morte. Claro que não muita, afinal ele era Alastor Moody que não temia ou lamentava nada. Era nesses momentos que ele agradecia estar usando a aparência de Moddy, assim não precisava ficar mostrando emoções para esse povo.
Dois meses tinham se passado desde o Baile de Inverno e as festas de final de ano. A Segunda Prova tinha sido dois dias atrás, onde Potter tinha ficado com o segundo lugar graças a sua “bravura e fibra moral”– leia-se: palavras do Velho. Dentro do ovo que os competidores tinham pego do dragão na Primeira Prova tinha uma charada cantada pelas sereias. Óbvio que só se conseguiria ouvir a charada debaixo da água, mas o Potter burro que nem uma porta não conseguiu pensar nisso sozinho.
Então Jr teve que dar uma leve empurradinha. Ele contou ao Cedrico sobre como abrir o ovo sem ficar surdo, e claro que o lembrou do fato do Potter ter contado a ele sobre os dragões. Ou seja, como forma de gratidão Cedrico deveria contar ao Harry como abrir o ovo. Nada como apelar para o lado bonzinho e honroso deles. Se fosse um Sonserino não contaria mesmo! Afinal, idiota tinha sido o Harry por contar sobre o dragão e perder a vantagem que tinha por possuir essa informação. Os Sonserinos não perdiam oportunidades tão óbvias assim.
Mas voltando a prova, a charada dizia que os competidores deveriam ficar uma hora debaixo da água no lago negro, procurando algo que tinham de precioso e que haviam perdido. Porém, deveriam tomar cuidado, porque existiam perigos gigantes naquelas águas. Mais uma vez Potter não fazia ideia de como ficar uma hora debaixo da água e mais uma vez Jr teve que ajudar.
Claro que isso já tinha sido planejado de antemão. Enquanto o Potter e o Weasley estudavam uma maneira de ajudá-lo e sua Lady fingia que ajudava, Jr indicou Longbotton que estava passando por lá para ajudar o Potter a guardar os livros que eles estavam usando.
Era tudo muito claro e previsto: vendo o desespero do amigo precisando de ajuda e tendo um complexo de inferioridade absurdo, o Longbotton, que tinha uma imensa vontade de ajudar e ser notado faria com que o Potter lembrasse de uma planta que, com muita curiosidade, Neville tinha lido no livro que Jr, sem querer, tinha dado a ele em uma linda tarde de chá. O fato de Jr ter basicamente empurrado o livro e o nome da planta para o garoto não era uma indicação que ele deveria ler aquela planta especificamente. Claro que não!
A prova correu tecnicamente bem, tirando alguns imprevistos. Os tesouros perdidos dos campeões eram diferentes entre si.
Para Fleur, a princesa de contos de fadas, era a irmã dela que foi presa debaixo do lago. Para o Potter tinha sido o amigo bobalhão dele o Weasley. Para Cedrico tinha sido aquela garota chinesa, namorada, ficante dele, Jr não sabia que relacionamento eles tinham e nem o interessava. Mas o que ele menos tinha gostado tinha sido o tesouro de Krum: sua Lady.
Era um eufemismo dizer que o Lorde tinha ficado furioso com isso. Jr conseguia sentir a marca doer até agora por eles terem deixado a Lady ter sido exposta aquele perigo. Mas nem ele sabia disso! Minerva mandou buscar ela e o Weasley, e Jr tinha achado que fosse alguma detenção ou coisa do tipo que eles fossem receber... Porém, de repente aquela louca atacou eles. Ele tinha até tentado objetar, mas o que poderia dizer? Se pedisse para retirar somente a Milady, não daria certo, pois como professor teria que defender os outros alunos também. Então mesmo sabendo que ia pagar caro por isso, Jr deixou-a ir.
Tirando isso o resto havia corrido bem. As sereias fizeram o trabalho delas que era tentar impedir os competidores de pegar seus tesouros; e o Potter tinha conseguido ter uma boa classificação apesar de ter chegado por último. Ele teria sido o primeiro claro, se não tivesse dado um de bonzinho e tentado salvar todo mundo! A sorte dele é que era o favorito de Dumbledore, se não teria sido o último mesmo, o que só dificultaria futuramente o trabalho de Jr e a vantagem que uma boa posição daria a ele na Terceira Prova.
– Não conseguimos encontrar nada, mas é muito óbvio que ele foi morto com a Maldição da Morte. – disse um dos agentes se, aproximando dele e falando com Minerva; o tirando de seus devaneios.
– Oh, pobre homem! – Minerva lamentou secando uma lágrima que descia por seu rosto.
– Vocês incompetentes não encontraram nenhuma pista da pessoa que fez isso? – Jr fingiu esbravejar.
– Me desculpe senhor Alastor, mas gostaria que o senhor não falasse nesse tom. Como deve saber estamos passando por certas dificuldades depois da Copa Mundial e dos ataques... – o funcionário falava de forma firme para Jr.
– Certas dificuldades, garoto, passava eu quando tinha que ficar preocupado de não ser decepado por um Comensal quando ia COMPRAR PÃO!
– Alastor, acalme-se! – Minerva falou para Jr. Depois se virou para o funcionário e disse – Por favor, Sr. Harold, desculpe Alastor, mas vocês realmente não encontraram nada?
– Não. Quem quer tenha sido o assassino sabia o que estava fazendo, pois não deixou nenhum vestígio. Não tem DNA, rastro de magia, absolutamente nada.
Jr queria concordar com o auror, realmente a pessoa que tinha feito isso era muito competente.
– Gostaríamos de conversar mais um pouco com os alunos que encontraram a vítima. – Harold pediu.
– Isso não será possível. O Sr. Potter, o S. Weasley e a Srt. Granger ficaram muito abalados ao se depararem com uma cena dessas – até parece que Jr ia deixar sua Lady ser interrogada por esses aurores – Não concorda comigo Minerva?
– Claro que sim Alastor. E o senhor deve saber Sr. Harold que o Sr Potter acabou de passar pela Segunda Prova do Torneio Tribuxo. Ele já não estava bem e depois dessa... Temo que ele precise de repouso. Isso que aconteceu só foi uma tragédia a mais. Acho que o senhor compreende?
– Claro que sim professora. Compreendo... Deve ter sido uma cena difícil para eles presenciarem. Então se for assim, eu e a minha divisão já iremos nos retirar. Apenas me diga mais uma coisa, a vítima tinha familiares? Iremos liberar o corpo para os preparativos futuros e o enterro.
– Não. Ele era viúvo e o filho... – Minerva disse abaixando a voz – ...Está em Askaban.
– Então como devemos proceder? – Harold perguntou – Em casos assim costumamos cremar, mas...
– Não, eu vou falar com Dumbledore. Tenho certeza que com a influência dele conseguiremos enterrá-lo no Cemitério da Familia Crounch. – dito isto, Minerva se afastou dizendo: — Pobre Bastho... Pobre Bartho...
É verdade... pobre Bartho! Jr queria rir e ver o corpo de seu pai ser levado pelos aurores. Queria pular de felicidade! Finalmente ele tinha sido vingado! Finalmente sua Lady e seu Lorde tinham dado a permissão para ele matar seu pai. Foi lindo ver primeiro a cara de surpresa do pai por vê-lo ali... Ele sorriu se lembrando da cena.
°°°////////°°°
Jr estava andando em direção a floresta proibida. Mais cedo ele tinha recebido autorização para matar o seu pai. Os Lordes estavam muitos satisfeitos com a atuação dele, então resolveram presenteá-lo com isso. Sabendo que agora ele finalmente poderia se livrar daquele desgraçado, rapidamente armou um plano em que pudesse se encontrar com e ele e matá-lo sem levantar suspeitas para si.
Há umas duas horas atrás ele tinha mandado uma carta ao seu pai. Sim ele tinha marcado um encontro com ele ali, na floresta proibida. Claro que como Alastor, a carta dizia que ele tinha suspeitas do segredo que seu pai tão fervorosamente escondia. O que era ele mesmo: Jr.
Era muito óbvio para ele que seu pai não perderia a oportunidade de calar ou se livrar de alguém que conhecesse o segredinho sujo dele. Mesmo que essa pessoa fosse o famoso auror Alastor Moody, e era exatamente com isso que ele estava contando.
Jr parou atrás de uma arvore e esperou seu querido pai aparecer. Ele sentia que o efeito da poção estava acabando, logo seu corpo estaria se transformando novamente em Jr e era exatamente isso que ele queria; que seu pai estivesse olhando nos olhos dele quando partisse desse mundo.
Nem mesmo tinha terminado esse pensamento e ouviu o som das folhas e galhos se quebrando. Por meio de seu olho que podia ver através das coisas, viu seu pai se aproximando. Suas mãos cada vez mais davam espasmos. Logo ele iria se transformar.
– Moody! – seu pai chamou.
Jr deu a volta e apareceu para ele.
– Crounch, bela noite essa, não é mesmo?
– Vamos parar com essas amabilidades hipócritas. O que você quis dizer com aquela carta? Não entendo do que esteja me acusando.
– Nossa, como você é apressado! – deu uma risada – Tudo bem. Já que você está com tanta pressa para ir embora... Para sua casa, vamos acabar mesmo com isso. O que eu disse naquela carta, acredito que tenha ficado muito óbvio não é mesmo? Eu sei que você libertou seu filho de Askaban e escondeu ele todo esse tempo.
– Isso é um absurdo! Meu filho morreu em Askaban! – Crounch respondeu com raiva.
– Claro, e isso foi muito engenhoso, não é? Sua doce mulher estava morrendo e não agüentava ver seu filho em Askaban... Então ela o convenceu e vocês armaram um plano para tirar ele de lá.
– Moody, eu sabia que você estava louco, mas não achei que fosse tanto. Deveria te denunciar por calúnia!
– Você não faria isso, afinal basicamente assumiu sua culpa vindo até aqui, ao invés de ir imediatamente até as autoridades e ter me denunciado por calúnia, como você mesmo disse.
– Ainda posso fazer isso! – o homem estava visivelmente nervoso, seus olhos passeavam de um lugar para o outro.
– Claro que pode e eu também posso fazer muitas outras coisas. Posso ser considerado louco, mas tenho uma reputação. Se eu o denunciasse poderia levantar uma suspeita. Isso faria com que o Ministério da Magia fosse abrir a cova do seu filho e lá encontrariam a sua mulher.
– Do que está falando? – Crounch fingiu que não estava entendendo nada. Mas o branco de seu rosto dizia o contrário.
– Do seu plano. Sua querida esposa tomou a poção polissuco para tomar a aparência do seu filho e em uma visita a ele, ela trocou de lugar com ele. Ela assumiu a forma dele e ele assumiu a dela. Ela morreu em Askaban como ele e ele foi embora com você. E depois... Bom depois eu não sei exatamente o que aconteceu – disse sorrindo – Mas conheço uma pessoa que sabe bem.
– Assumindo que você esteja certo e não louco de vez... Quem seria essa pessoa que te disse o que foi feito do meu filho depois de todo esse plano maluco que você diz que eu executei?
– Bom, que pessoa melhor do que o próprio Jr, não é mesmo? – Jr disse sentindo uma dor intensa, seu rosto começou a mudar.
– Você? Não pode ser... Jr?
– Oi papai. – Jr respondeu respirando pesadamente. Seu corpo havia mudado, voltando a sua forma original.
– Incarcerous! – Crounch mesmo apavorado rapidamente lançou um feitiço.
Jr viu o feitiço vindo em sua direção e rebateu:
– Protego... Incarcerous!
Crounch não conseguiu se defender e logo se viu em volto de várias cordas que o prenderam. Com as pernas amarradas, caiu no chão.
– Ora ora... Que indelicadeza! – Jr conjurou uma cadeira e apontou a varinha para seu pai. Ele o levitou ate lá e o sentou. Logo as cordas se desprenderam dele o amarrando em seguida na cadeira – Atacando uma pessoa sem que ela pudesse se defender? Que feio...
– Como você saiu de casa? Quem te libertou?
– Como e Quem? É só isso que o senhor sabe e quer me perguntar? Nenhuma palavra de preocupação pelo seu adorado filho?
– Você não é meu filho! – o homem disse entre dentes.
– Ah papai eu sou assim. Mesmo que o senhor não goste, mesmo que odeie esse fato... Eu sou seu filho. Eu, um Comensal da Morte, sou seu filho; o filho do Executor das Leis Mágicas! – Jr gargalhou.
– Não me sentia no direito de ser chefe considerando que meu filho era um criminoso.
– Considerando que seu filho era um Comensal. Que coisa horrorosa! Mas eu não vi toda essa honra quando me jogou em Askaban sem julgamento, mesmo considerando o tanto que eu implorei.
– Você dizia que não era culpado e nós dois sabemos que você era.
– Claro, realmente eu era culpado. Mas você sendo o meu pai deveria ter me dado um julgamento, deveria ter me escutado. Ter me ajudado!
– Tirei você de Askaban!
– Realmente isso foi uma bela ajuda. Me tirar de Askaban para me enfiar dentro de um quarto preso durante dez anos pela Maldição Imperius! Você sabe o que é isso? Não! Você não sabe! Eu poderia ter ficado louco quando fosse liberto!
– Meu objetivo nunca foi libertar você da maldição... – Crounch respondeu amargamente.
– Ah! Isso realmente esclarece muito as coisas. Mas sabe pai... Você pode até ter pensado assim, mas por Merlim a pessoa que me libertou não pensava desse jeito!
– Quem era? Quem te libertou?
– O Lorde Voldemort! – Jr respondeu sorrindo.
– Impossível! Aquele não deve ser nomeado está...
– Vivo e ansioso para voltar! Ele foi atrás de mim e me libertou da Maldição e me deu algo que você nunca me deu: confiança. Reconheceu minha lealdade e me colocou a par e atuando em seus planos!
– E um desses planos era tomar o lugar do Moody? – seu pai perguntou amargurado.
– Esse e muitos outros. Devo te contar todas as coisas que fiz?
– Não acredito que seja muito interessante tortura e morte de trouxas...
– Nossa papai, você me surpreende sabia? Quer dizer que encontrou seu lado humorístico depois de velho?
– Nem tudo na vida vem tarde demais...
– Ah é tarde sim! Por falar nisso, já está bem tarde, não é? Devemos acabar com isso antes que dêem por minha falta.
– Qual é o seu objetivo Jr? O que pretende tomando o lugar de Moody? Ajudando aquele que não deve ser nomeado?
– Meu objetivo é servir ao Lorde das Trevas! – a devoção na voz de Jr era tremenda.
– É isso? Você é somente um servo? Não tem nenhuma ambição pessoal?
– Claro que tenho! Servir ao lorde e fazer com que ele conquiste o mundo mágico e todos os trouxas! Estar ao lado dele quando ele tomar tudo. Estar ao lado dele e não debaixo das botas dele como todos aqueles que vão tentar se opor a ele vão estar.
– Qual é o objetivo dele? – Crounch estava mortificado.
– Dominação!
– E como seqüestrar e fazer você tomar o lugar de Alastor vai ajudá-lo na dominação?
– Matar o Potter.
– Você vai matá-lo e depois fazer Moddy levar a culpa?
– É lógico que não, embora não seja muito ruim não é mesmo? Não, esse não é o plano. Na verdade se fosse seria muito simples, muito fácil, pouco divertido. Não! o lorde gosta de planos bem mais elaborados.
– Por exemplo?
– Sequestrar o Moddy, tomar o lugar dele, enfeitiçar o Cálice de Fogo, ajudar o Potter a passar por todas as provas e fazer com que ele vá até o encontro com o Lorde, onde lá o Lorde voltará em toda a sua gloria e finalmente matará o aquele fedelho!
– É esse o plano? – Bartho estava completamente paralisado – Foi você quem fez tudo isso?
– A maior parte.
– Não vou deixar você continuar com os seus planos moleque!
– Você não precisa deixar. Eles vão se concretizar e você não vai estar vivo para ver a conclusão de tudo.
– Então é isso? Pretende me matar e terminar de corromper sua alma matando seu próprio pai?
– Como você mesmo disse... Eu não sou seu filho. Portanto você não é meu pai. Assim sendo, estou matando somente mais um que entrará para a lista de casos não resolvidos.
– Jr não faça isso! – Bartho Crounch implorou.
– Adeus senhor Crounch. – Jr apontou a varinha – Avada Kedavra!
°°°////////°°°
Finalmente ver a vida se esvaindo dos olhos do pai quando ele proferiu as palavras que a tanto tempo ele tinha esperado para dizer... Na direção dele, para ele...
Depois tinha ficado ali algum tempo, uma hora... Duas... Três horas. Ele não sabia. Só sabia que tinha ficado lá, observando... Apreciando e gravando aquela cena em sua mente. Morreria com aquela cena, se lembrando de como a vida valia a pena.
Ele só não esperava que sua Lady acabasse encontrando o corpo junto com aqueles paspalhos durante um passeio noturno. Mas até ela tinha gostado. Menos um.
Agora, o outro que estava na lista dele era Karkaroff.
Mas esse os Lordes ainda não tinham dado permissão para eliminar. Só tinha que esperar a Terceira Prova que seria dali a alguns meses. E então... As coisas só melhorariam.
E claro ele sabia que a especulação em relação a morte de seu pai só levantaria suspeitas. Ele tinha certeza que não demoraria e hoje mesmo o Primeiro Ministro iria falar com Dumbledore. Éóbvio que o velho pediria para cancelar o torneio, mas ele sabia e seus Lordes já deveriam ter pensado nisso... Que o cancelamento nunca aconteceria.
Sorrindo, Jr se afastou assoviando.

Fale com o autor