O Tempo Mudará

22 Capítulo 22 - “O Cálice de Fogo” – Parte 1


Notas iniciais
Sorry pelo atraso GENTE!

Quase dois meses,comecei a trabalhar... Espero que gostem! Já que demorei, ninguém pode reclamar, pois o capítulo é o maior de O Tempo Mudará!

Gente, pensei e muitas ideias surgiram. Resolvi abordar na história outros casais inusitados. O que vocês acham?

Hoje teremos Pov. do Harry, Hermione e do Jr.

******* indica flashbac

Pov. Harry



Minha cabeça estava... “pulsando”. Por Merlin, o que estava acontecendo comigo? Eu estava despedaçando. Cada parte de mim gritava de agonia e desespero. Minha mente começou a girar e senti que não me encontrava mais em meu dormitório na Rua dos Alfeneiros. Aquilo parecia... uma mansão? Mas os Dursley não moravam em uma mansão. Minha cabeça girava em confusão. Tentando clarear a mente, andei para frente na esperança de acabar com aquele pesadelo. Foi quando ouvi vozes...


–Me leve mais para perto do fogo Rabicho.

Uma voz estranhamente aguda e fria, como uma rajada repentina de vento gélido, falou. Eu quase desmaiei, pois tive certeza de quem se tratava: Voldemort! Mas o que ele estava fazendo ali? Seguindo a voz eu vi uma porta aberta, que dava para o que parecia ser um quarto. Lá dentro vi o Rabicho de frente para uma poltrona onde parecia estar falando com alguém que devia estar sentado nela. Rapidamente entendi que Voldemort estava ali. Mas como? Olhando para o lado, eu vi um homem velho se escorando do lado de fora da porta, praticamente ao meu lado. Quem era? Por um instante fiquei com medo que ele me reconhecesse, mas o homem parecia tão aterrorizado que acho que não me notaria nem se eu estivesse gritando do seu lado. Voltando minha atenção para a cena, tentei prestar atenção nas palavras, apesar da dor gritante na minha cabeça.

–Aonde foi Nagini? – aquela voz sussurrante perguntou.

–N...não sei, Milorde. Acredito que tenha ido explorar a casa, eu acho...

–Você terá que ordenhá-la esta noite. Vou precisar me alimentar. Esse corpo fica mais fraco a cada segundo.

Eu não estava entendendo. Ordenhar Nagini... a cobra? Então Rabicho continuou.

–Milorde continua decidido então?

–Claro que sim! – a voz respondeu com uma ameaça fria.

Rabicho estava visivelmente nervoso. As próximas palavras saíram de sua boca de uma forma tão estranha e medrosa, que eu tive que me esforçar para entendê-lo.

–P...poderia ser f...feito sem o H...Harry Potter, M...milorde.

Sem mim? O que poderia ser feito sem mim? O medo me corroeu.

–Sem o Harry Potter... – Voldemort especulou – Entendo...

Rabicho pareceu se animar depois dessa declaração.

–Sim! Isso mesmo! Não que eu me preocupe com o garoto. Eu nem quero saber dele! Mas as coisas podem ser feitas mais rapidamente. Se o senhor me permitisse deixá-lo por algum tempo Milorde... Eu consigo me disfarçar muito bem! Eu poderia em pouco tempo encontrar outra pessoa necessária...

–Ah!... E então você se oferece para buscar um substituto? Estranho Rabicho... por um momento pensei que você estava querendo se livrar da ideia de cuidar de mim. Por acaso a sugestão de abandonar o plano, não seria uma tentativa de você me abandonar? – Voldemort estava com a voz estranhamente calma.

–Milorde! N...não tenho nenhum desejo de abandoná-lo!

–Mentira! Não minta para mim Rabicho. Eu sei... eu sempre sei quando mentem para mim.

–Não! Minha devoção a Milorde sempre será...

–Sua devoção não passa de covardia! Você não estaria aqui se tivesse aonde ir, verme! Como posso sobreviver sem você? Quem vai ordenhar Nagini e me alimentar?

–Mas o senhor parece tão mais forte...

–Mentiroso – a voz fria se tornou mais sussurrante ainda – Você sabe muito bem que não estou mais forte nesse corpo maldito! Silêncio!

Meu Deus! Eu estava vidrado na cena. Mas não entendia. Porque vim parar aqui justo agora? Então Voldemort disse algo que me congelou.

–Tenho minhas razões para usar o garoto, como já te expliquei. Não vou e não quero usar mais ninguém. Esperei treze anos, mais alguns meses não significará nada.

–Milorde, agora eu estava pensando no seu plano e... se dermos seguimento a ele, e se eu enfeitiçar o...

–Se? Se? Você fará isso. Você cumprirá o combinado. E no final você terá a sua recompensa.

–V...Verdade? Qual será, Milorde?

–Ah Rabicho. Não posso estragar a surpresa. Sua parte virá bem no finzinho...

Nesse momento eu ouvi um barulho rastejante vindo das escadas. Meu coração deu um pulo e eu me escondi rapidamente em um dos quartos ao lado. O homem que estava parado ao meu lado continuou imóvel. Por Merlin! Será que ele não percebia o risco que estava correndo? Pela cara dele de incredulidade, ele provavelmente não entendia nada do que Voldemort e o nojento Rabicho estavam tramando. E, para ser honesto... nem eu.

De repente um homem surgiu de trás da porta. Quando ele...? Ele estava ai o tempo todo? E quem era ele?

O homem se ajoelhou aos pés da poltrona onde Voldemort estava sentado, deitado... Harry nem sabia dizer como ele estava vivo quanto mais se estava sentado.

–Vá e faça como ordenado – Voldemort ordenou friamente ao homem.

–Não vou decepcioná-lo Milorde — respondeu o homem.

O que Voldemort tinha ordenado ele fazer? Coisa boa não era.

Com um calafrio que subiu por minha espinha, senti algo roçar em meu pé, olhei pra baixo e vi Nagini atravessar o corredor. Essa cobra era imensa. Era totalmente preta e possuía uma pele brilhante e viscosa. Se não estivesse junto com o homem que eu mais odiava no mundo, eu até poderia achá-la bonita. Ela ultrapassou o homem parado na porta e entrou no quarto escuro.

Voldemort continuou falando como se nada estivesse acontecendo.

–Com mais um feitiço... E meu fiel servo em Hogwarts... Harry Potter será praticamente meu, Rabicho. Logo estará morto. Agora fique quieto. Acho que ouvi Nagini.

A cobra tinha subido na poltrona, e Voldemort começou a falar com ela na língua das cobras. Como ele falava baixo demais, eu não conseguia entendê-lo. Saindo de meu esconderijo improvisado, eu vi que o homem parado ao lado da porta estava tremendo. Finalmente ele percebia o perigo que corria. Tentei chamar sua atenção, mas ele não conseguia me ver. Percebi então que a minha presença não era física. Era a minha cicatriz que me permitia ver o que estava acontecendo. Mas eu não estava ali realmente. Xinguei silenciosamente. O que eu devia fazer? Neste instante, Voldemort disse:

–Nagini trouxe notícias interessantes.

–Mesmo? – Rabicho ficou branco.

–Sim. Parece que tem um velho trouxa atrás da porta escutando cada palavra que falamos.

Ah não! O homem estava ferrado. Escutando passos eu vi quando Rabicho abriu a porta.

–Mande-o entrar Rabicho. Onde está a sua educação? – Voldemort disse com a voz divertida.

Eu vi quando o homem entrou no aposento escuro. Ele olhava nervosamente para a poltrona onde se encontrava Voldemort. Só que não conseguia vê-lo. Para falar a verdade, nem eu conseguia vê-lo. E, pensando bem, como Voldemort estava ali fisicamente falando com aquele homem? Um medo gelado me percorreu. Algo me dizia que eu não gostaria de saber a resposta.

–Você ouviu tudo trouxa? – Voldemort perguntou ao homem.

–Do que você me chamou? – o homem perguntou com raiva.

–Eu o chamei de trouxa – Voldemort respondeu suavemente – Significa que você não é bruxo.

O homem levantou a cabeça, tomado por uma coragem quase palpável.

–Eu não sei o que o senhor quer dizer por trouxa. A única coisa que sei é que irei chamar a polícia. Você disse que um tal de Harry Potter vai ser seu. Que você irá matá-lo.

–Não se preocupe. – Voldemort riu da atitude do homem – Você não estará por muito tempo na terra dos vivos para reclamar de alguma coisa.

–M...Minha mulher sabe que estou aqui. – o homem disse tremendo – Se eu não chegar em casa...

–Você não tem mulher – Voldemort o interrompeu – Está mentindo. Lorde Voldemort sempre sabe quando mentem para ele.

–Lorde? – o homem zombou – Então porque Milorde não se vira e me encara como homem?

–Eu não sou um homem – a voz de Voldemort estava mais fria do que nunca. – Mas irei olhar para você. Rabicho! Vire-me!

–M...Milorde... Eu...

–Agora!

Eu me aproximei mais da porta e vi quando Rabicho começou a virar a poltrona. Eu não consegui ver nada no escuro. Porém, o homem começou a tremer e a gritar desesperadamente e a balbuciar coisas sem sentido. Eu não consegui entender, mas uma luz verde saiu da varinha que a criatura segurava sentada na poltrona. O homem estava morto antes mesmo de cair no chão.

Minha cabeça enlouqueceu. Eu não consegui ver nada, pensar em nada além da dor alucinante.

De repente, me encontrei sentado na cama da Toca. Com a mão de Hermione em minha testa.


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Hermione olhou assustada para o Harry. Na verdade, ela fingiu que estava assustada porque no fundo, apenas deu um suspiro irritado. Caramba! De novo esse moleque tendo pesadelos? Fingindo preocupação perguntou:


–Harry, está tudo bem?

–Hermione? –perguntou parecendo confuso — O que faz aqui?

–Como assim Harry? Você está aqui já faz um dia, eu cheguei quase agora.

– Anda! Levanta!- mandou puxando as cobertas dele. Ela se virou então para a cama ao lado da dele, onde Rony babava e babulciava alguma coisa sobre comida. Pelo amor de Merlin! Esse garoto só pensa em comer? pensou irônica.

– Rony! – ela o chamou balançando ele e quase o derrubando da cama — ACORDA!

–Hum? – Rony abriu os olhos lentamente, quando a viu deu um pulo se cobrindo – Mas que droga Hermione!

Eu, em! Esse moleque está achando que tem alguma coisa interessante para olhar? Hermione nem se deu ao trabalho de comentar.

–Harry? – Rony perguntou ao Harry. Deve ter percebido a cara de louco que ele estava fazendo – O que foi?

–Nada! Quer dizer... Onde estamos?

Hermione olhou perplexa para o Harry. Será que ele ficou doido de vez? Falando lentamente, como se ele fosse um retardado mental, Hermione disse:

–Harry, estamos na Toca. Lembra? Rony foi te buscar na sua casa faz um dia já... Tudo por causa do Campeonato Mundial de Quadribol.

–ISSOOOO!!!!

Hermione deu um pulo com o berro entusiasmado que Rony deu.

–Já pensou? Veremos o Krum!! Quero tanto um autógrafo dele!

Hermione não acreditou nessa palhaçada. Ah, pelo amor de Merlin! Vou ter que aguentar a família inteira do Rony comentando sobre esse jogo idiota? Bem, na verdade, eu não posso reclamar muito... Afinal de contas, esse jogo foi a distração perfeita que eu e o Tom estávamos procurando... E, se tudo der certo, hoje a noite as coisas vão ficar realmente interessantes...

–Rony! É verdade! Eu nunca fui em um jogo oficial de Quadribol antes... – Harry estava com os olhos brilhando.

Hermione teve que se segurar muito para não revirar os olhos.

–Meninos! Vamos logo! Se não chegaremos atrasados! – a senhora Weasley gritou lá de baixo.

–Harry, mas e o seu sonho? – Hermione perguntou seguindo os meninos apressadamente para as escadas.

–Bom, eu tive um sonho ruim... Mas depois falamos sobre isso.

Chegando ao andar de baixo, Harry cumprimentou todos os irmãos Weasley. Parecia que a família inteira se reuniu para ver esse jogo. Os mais animados, eram os gêmeos.

–Agora, prestem atenção – o senhor Weasley disse – Iremos rapidamente para o nosso local de encontro. Lembrem-se: quanto mais rápido formos melhor. Não queremos nenhum Trouxa nos seguindo. Vamos meninos!

Vendo todos saindo rapidamente, Hermione pensou: Ainda bem que essa noite terá pelo menos uma coisa divertida. Ai Tom! Espero que nossos planos deem certo. Eu dei a tarefa para o Jr... Só espero que ele siga o plano corretamente.


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Hermione olhava para todos com expressões animadas. Até mesmo Gina estava contente, o que era difícil, vamos combinar, ela estava sempre de cara fechada. Mas Hermione também não a culpava; com uma família como aquela qualquer um com um pingo de senso comum, seria infeliz. Na viagem até o local onde aconteceria a Final da Copa Mundial, passaram por rios, vales e colinas até que chegaram ao topo de uma pequena montanha. Uma bota se encontrava jogada no chão ali perto. Desconfiando do que era, Hermione já se posicionou ao lado dela, junto com todos os outros. Mas é claro que o idiota do Potter tinha que perguntar:


–Porque estamos parados ao lado de uma bota velha?

Ai meu Deus, como ele é idiota!!! Hermione pensou.

–É a chave de um portal Harry – o senhor Weasley respondeu animadamente – Só iremos esperar alguns amigos e já iremos.

Amigos? – Hermione pensou – Ah, por favor, não me diga que teremos mais idiotas na família...

De repente um senhor chegou acompanhado de um rapaz... bonito! Hermione se surpreendeu ao achar isso do menino. Olhando para o lado, ela viu que a senhora Weasley sorriu amplamente para o menino, e que até mesmo Gina corou um pouco quando ele a cumprimentou.

Estranho... Bom, pelo menos eu não fui a única afetada por esse moleque. Eu em?... O que será que me deu?

O senhor Weasley apresentou rapidamente os dois novos membros do grupo: Amos Diggory e seu filho, Cedrico Diggory.

Aaah, eu me lembro dele! Ele também estuda em Hogwarts... acho que na Lufa-Lufa...

–Bom pessoal – o senhor Weasley continuou – Vamos logo com isso. Todos encostem na bota.

Quando todos tocaram, foram imediatamente transportados para uma campina imensa, em que praticamente todos os bruxos do mundo estavam reunidos para assistir o Torneio.

Hermione olhou para todos e viu sorrisos gigantes em seus rostos. Ela sorriu também, mas foi por outro motivo. Aquela reunião de bruxos de várias partes do mundo era perfeita para a realização de seu plano. Mas que maravilha! Isso vai ser mais fácil do que eu pensava. Enquanto passavam por casas luxuosas e outras pobres demais, eles chegaram perto de uma barraca simples, mas aconchegante. Ah, que ótimo! Agora vou ter que me encher de sarna dormindo junto com esses daí. Me diz: onde está a justiça do mundo? Ainda bem que Tom não está me vendo nessas condições...

Quando todos terminaram de arrumar suas coisas, os meninos praticamente correram até o Estádio. Chegando perto, dava para sentir o chão tremer com a vibração da torcida. Os gêmeos Weasley não perderam tempo:

–Quem quer fazer apostas?

–Escolham! Escolham!

–Meninos, por favor, não é hora para isso! – o senhor Weasley tentou freá-los.

–Ah pai, qual é...

–...Estamos apenas nos divertindo...

–...Assistindo esse jogo incrível.

–Relaxa pai! Daqui a pouco quando Krum entrar, esse estádio todo vai explodir com a gritaria...

–...Temos que aproveitar o silêncio!

Silêncio? Hermione pensou. Que silêncio? Isso aqui está parecendo um chiqueiro.

Os assentos do senhor Weasley ficavam no lugar mais alto do estádio. Harry subia as escadas de um jeito louco.

Até que, no meio da maldita subida, ouvimos a voz irritante do Lucius Malfoy:

–Ora, ora... Os bilhetes do Jogo já chegaram pra segunda classe?

Todos viraram repentinamente ao ouvir o veneno naquela voz. Hermione viu então Lucius parado no corredor que dava para os camarotes. Raiva fervilhou por ela quando Lucius a olhou com nojo e desprezo. Pena que o idiota não sabe que eu mando até nas calças dele.

–Rá, rá, rá! – a risada estridente de Draco Malfoy se seguiu a voz do pai – Aonde vocês vão sentar? Lá em cima? Não é onde os pombos costumam ficar?

–Ah, veja por esse lado Draco: se chover eles vão ser os primeiros a saber – Lucius Malfoy disse com aquele ar de superioridade.

Hermione quase o amaldiçoou ali mesmo.

–Nós fomos convidados para o camarote do Ministro – Draco disse pomposo – O próprio Ministro Cornélius Fugde nos convidou.

–Não fique se gabando Draco – Lucius disse ao filho, espetando sua bengala na barriga dele – É perda de tempo com essas pessoas.

Hermione sentiu que Rony e Harry estavam quase partindo para cima do Lucius. Quando ia impedir, o senhor Weasley interferiu dizendo:

–Vamos meninos. O jogo já vai começar.

Quando estavam saindo, Lucius esticou sua bengala e segurou a camisa do Harry, dizendo:

–Aproveite bem esse jogo Potter. Essa felicidade toda não vai durar muito tempo.

Se virarão e foram embora rapidamente.

Terminando de subir as escadas, Hermione estava fula da vida. Não pelo comentário do Lucius, apesar de ter sido bem irritante, mas mais porque o imbecil tinha dado aquele aviso ao Harry. O que esse maldito do Lucius quer? Entregar a minha cabeça numa bandeja e dizer... Ebaaa! Come?

Quando finalmente chegaram lá em cima, os jogadores entraram. O jogo foi incrível! Bulgária do famoso apanhador Viktor Krum acabou perdendo da Irlanda, mesmo com Krum pegando o pomo ao final do jogo. Os meninos estavam quase roucos de tanto gritar, mas a mente de Hermione estava concentrada em oura coisa.

Aproveitando a distração de seus amigos, ela procurou com a mente aquele a quem ela havia confiado a execução do plano.

–Está pronto?

–Como nunca estive, Milady. Apenas esperando a distração perfeita.

–Quero que faça tudo correto. Não vou admitir falhas. Não me desaponte Jr.

–Como quiser, minha senhora.

Hermione?... Hermione?

A menina olhou assustada para o lado. Harry e Rony olhavam para ela com uma cara de espanto.

–O que foi? – ela perguntou.

–Você estava dormindo acordada, é? Estamos te chamando a horas.

–Não exagera Rony – Harry disse para o amigo – Vamos Mione! Hora de ir... Esse jogo foi simplesmente incrível!

–Verdade! – Rony se animou – Krum é incrível!

–Ora Rony, vê se para de babar! – Hermione disse brincando.

Gina e todos os outros caíram na risada.

–Não tem graça! – um Rony muito zangado foi descendo as escadas pisando duro.


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Jr sentia sua mão tremer segurando a varinha tamanha era sua excitação. Ele estava preparado. Jr relembrou com satisfação o momento em que deixou sua Milady na Toca e voltou para falar com o Lorde. Ele havia dado a ele uma missão especial. Jr sorriu com a lembrança:



********


–Jr?

–Meu Lorde – Jr se inclinou para mais perto da forma humana distorcida de Voldemort. Suas pernas estavam dormentes pelo tanto de tempo que estava ajoelhado, mas ele não se importava. Ele não ligava pelo que tinha que fazer por seu Lorde.

Depois que o lorde matou o jardineiro trouxa, ele ordenou que Rabicho se livrasse do corpo. Em outras linhas: levar o corpo para a outro quarto, onde Nagini se alimentaria.

–Hermione já se encontra na Toca, ao lado dos vermes dos Weasley. Agora, eu tenho uma missão para você. Imagino que Hermione já deva ter te contado algo.

–Sim Milorde – Jr respondeu – Ela disse que era para eu estar presente na final do Jogo Mundial de Quadribol que acontecerá.

–Exatamente. Você terá uma missão a executar. Uma missão muito honrosa, pois ela revelará ao mundo que as minhas forças ainda não morreram totalmente.

–O senhor vai se revelar? – Jr perguntou sem entender.

–Não, idiota! Eu apenas vou demonstrar que não devo ser esquecido tão facilmente pelos bruxos. Mesmo que já tenham se passado mais de 13 anos.

–O que devo fazer então, Milorde?

–Você vai invocar a minha marca... A Marca Negra.

Jr empalideceu. Apesar de ser completamente devotado ao seu senhor, invocar essa marca perante vários bruxos, inclusive os do Ministério, era suicídio.

–M...Milorde... A Marca Negra?

–Sim.

–Mas... A... A Marca Negra?

–Você quer que eu repita quantas vezes pra essa sua cabeça entender? – Tom disse com raiva.

–Perdão Milorde. – Jr respondeu rapidamente – Eu o farei. Mas, como conseguirei?

–Você sabe invocá-la. Já a invocou antes. Mesmo depois de tudo que passou em Askaban acredito que conseguirá fazer isso. — Tom disse comprimindo os olhos pra ele — Não é?

–Claro milorde. Claro – Jr balançou a cabeça apressadamente — Mas se eu realizar o feitiço na frente de muitos, eles irão me reconhecer – Jr estava desesperado.

–Não se preocupe seu idiota, ou você acha que com todo mundo correndo para salvar a própria vida vão ligar pra você lá? O ataque vai ser a distração. E você também será a distração pra eles.Você deve esperar até o final do jogo. Depois irá invocar a minha marca. É óbvio que os aurores vão aparecer. A minha marca no céu deixará eles com tanto medo que dará tempo para que os Comensais fujam. Hermione não teve a idéia desse ataque para que os Comensais fossem presos.

Tom continuou:

–Essa é uma grande honrra Jr. Essa é a primeira vez em quase 14 anos que a marca é invocada. Ela antecede meu retorno.

Jr estava estarrecido. Mas uma alegria sem fim apareceu no seu coração. Seu pai estaria assistindo esse jogo. Fazer a invocação perto dele seria surreal. O velho nem saberia que ele estaria por lá. Mas a satisfação seria a mesma.

–Meu Lorde, irei realizar com todo o meu empenho essa tarefa. Pode confiar em mim.

–Eu não confio em ninguém Jr. Mas aprecio sua ajuda. Agora vá. Vá, e não me desaponte – a voz de Tom esfriou consideravelmente – Eu quero ouvir os gritos das pessoas... daqui.

–Pode deixar Milorde. Sua vontade será realizada.

**********


Então ali estava Jr, ele estava esperando atrás das árvores. Estava quase na hora. Quase. Esperava pacientemente que o jogo de Quadribol acabasse. Quando ele viu as pessoas saírem do Estádio, ficou se perguntando se os Comensais seriam leais e apareceriam. Se não aparecessem a Lady os mataria quando se revelasse. Ele reparou em como os espectadores estavam felizes. Saiam rindo e brincando do Estádio, comentando sobre a grande final que havia acontecido.


Até que, no meio da confusão, Jr reparou em diversas pessoas vestidas de negro e com máscaras se deslocando entre a multidão.

Jr sorriu. Ele reconheceria aquelas roupas em qualquer lugar. Ele mesmo já as havia usado muito, antes do maldito Karkaroff tê-lo delatado. E como ele sentia falta daquelas vestes... As vestes de um Comensal da Morte.

Então eles vieram. Pensou maleficamente. Indo para a floresta que circundava aquela campina gigante, Jr se escondeu entre as árvores e esperou os gritos. Eles não tardaram a vir. De repente, todos começaram a correr desesperados para todos os lados.

Pais e mães tentavam agarrar os filhos. Adultos se trombavam com adultos. Cachorros corriam de um lado para o outro. Crianças choravam. Por um instante, Jr ficou escutando aqueles sons com uma cara de deleite. Ah, ele amava esses gritos de desespero!

Saindo de seu devaneio, Jr circundou as árvores até conseguir um vislumbre melhor dos Comensais. Eles apontavam feitiços para todos os lados. Machucavam as pessoas, as jogavam longe, riam da situação. Um deles ateou fogo em uma cabana, e a família dentro dela quase não conseguiu escapar. Os Comensais continuaram avançando ferindo a todos e instigando cada vez mais a violência.

Até que os bruxos mais experientes do Ministério apareceram para duelar com eles. Jr revirou os olhos. Ah, seu pai sempre estragava a diversão! Como aquele velho podia ser revoltante às vezes! A luta entre os Comensais e os bruxos do Ministério apenas pirou as coisas. Os feitiços jogados ricocheteavam para todos os lugares. As pessoas sangravam e tentavam sair do caminho, mas muitas não conseguiram.

Jr estava louco para jogar maldições também. Mas ele sabia que não podia.Viu um Comensal ser atingido e cair, e alguns outros em desvantagem.Era agora.Ele tinha que lançar a marca,e ajudar esse inúteis a escapar.

Saindo um pouco das árvores, se aproximou dos destroços que o ataque dos Comensais tinha provocado, mas ao mesmo tempo se afastou da batalha que era travada entre os Comensais e os Aurores.

Apontou a varinha para o céu e com satisfação gritou depois de tantos anos:

–MORSMORDRE!



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Continua...



Apartir de hoje indicarei uma fic todo capitulo



Uma segunada chance pra se viver


Era para ser uma missão simples, mais se tornou a mais difícil para ela. O que fazer seguir a razão ou o coração? Hermione foi para o passado para observar mas no fim se apaixonou pelo seu maior inimigo, e agora se vê em um dilema novo entre o amor ou seus princípios... O que ela irá fazer... Veja a saga de amor e ódio de Hermione Granger e Tom Ridller.


http://fanfiction.com.br/historia/128512/Uma_Segunda_Chance_para_Viver/


Notas finais


Queria agradecer a Miss Halle pela recomendação.

Thalessa Ketlen Vladescu, olha aí o capítulo rsrsrs

Deixem reviews!! Obrigada! :)