O Tempo Mudará
20 Capítulo 20 - "Obedecer ou Morrer"
Notas iniciais
Hermione estava dentro da sala secreta que tinha debaixo da casa dela. Para se chegar lá, era necessário entrar por uma passagem secreta, que ficava no armário dela. Ninguém conhecia a entrada. As pessoas que a construíram ........bom elas estavam mortas agora, cortesia dela !.
Seis dias tinham se passado desde a reunião que ela e Tom tinham tido com Severo e Jr. E como Jr não tinha lugar para ir, ele estava morando com eles. Agora mesmo ele devia estar assistindo televisão. Embora ele odiasse Trouxas, não conseguiu se afastar ou odiar a televisão. De acordo com ele, havia ótimos benefícios de entretenimento nela! E Hermione também não discordava dele. Se por acaso Jr encontrasse um programa interessante até ela sentava e assistia. Provavelmente isso era fruto da época em que vivia no mundo Trouxa.
Winky também estava morando lá. Depois que a elfa disse tudo o que ela queria saber quando foram libertar o Jr, Hermione não achou mais necessário mata-la. Além do quê era sempre bom ter mais uma mão para cuidar da casa, já que agora que tinham mais uma boca para alimentar. Winky ajudava Kalil no que podia, e o Jr ......o Jr ainda não tinha perdoado ela por ter ajudadoseu pai a mantê-lo preso. Mas agora, pelo menos, ele não jogava mais ameaças constantes ou olhares assassinos para ela.
Os pais Trouxas de Hermione estavam viajando, então nem imaginavam as coisas que estavam acontecendo na casa. Eles ligavam diariamente e Kalil dava o relatório que ela tinha que falar e Hermione dizia o quanto estava com saudades deles e queria que eles voltassem logo. Quanta mentira! Por ela bem que eles podiam morrer em algum acidente. Isso economizaria a magia dela quando chegasse o dia que ela fosse matá-los.
Jr nem se atrevia a chegar perto do telefone quando ele tocava. Vai saber quem estaria ligando? Porém, não importa como as coisas estavam indo " BEM " na casa, Hermione precisa arranjar um lugar pra ele. Seus pais Trouxas iam voltar três dias antes de começarem as aulas, ou seja, ela precisava tirar o Jr e a Winky da casa o quanto antes.
O Jr não seria necessariamente um problema já que ele ia substituir um professor em Hogwarts. Já Winky... sim era um problema! Eles precisavam arranjam um lugar pra ela. O local... é que era o grande mistério. Onde eles conseguiriam enfiar uma elfa doida e desequilibrada? Hermione quebrava a cabeça todos os dias pensando nisso.
Dentro da sala secreta de Hermione, havia uma magia. A magia que a sala precisa usava para proporcionar tudo o que você precisava, era mesma usada por Hermione na sala que ela escondia dentro do armário dela.
Agora ela estava testando um feitiço: a poção que faria um corpo para o Tom!
Criar um corpo assim, do nada, era complicado demais! Mas a garota estava trabalhando nisso. Se o que ela esperava acontecer acontecesse, o teste de hoje ia ser o ponto de partida para concluir a poção! Hermione mal podia conter sua expectativa!
–Hermione, você tem certeza? E se alguma coisa der errado e tudo aqui explodir? – Tom exclamou preocupado dentro de sua mente.
Nos últimos dias em que ela estava progredindo cada vez mais, Hermione podia sentir que a excitação dele aumentava junto com a dela, mas seu receio também. E se alguma coisa acontecesse e ela se ferisse seriamente? Principalmente considerando que ninguém sabia entrar naquela sala. Se alguma coisa acontecesse com ela, até eles acharem o corpo, o mesmo já estaria podre.
–Calma, Tom. Vai dar certo! – ou pelo menos era o que ela esperava.
Hermione colocou o último ingrediente, o corpo de uma cobra da mesma raça que a Nagini, num caldeirão grande com uma circunferência que era suficientemente grande para caber um adulto sentado, e recitou umas palavras que ela sabia que ajudariam a criar um corpo completo. Claro que o corpo ainda não apareceria, afinal faltavam algumas coisas na poção ainda. E, no fim das contas, Hermione queria apenas saber se a poção conseguiria criar um corpo mesmo. .
Hermione mexia com a varinha no fundo externo do caldeirão. De repente, surgiram chamas sob a vasilha. Hermione sorriu. O líquido no caldeirão parecia estar esquentando bem rápido. Sua superfície começou não somente a borbulhar, mas também a atirar algumas faíscas incandescentes, como se estivesse, literalmente, em chamas.
De repente, as faíscas que subiam do caldeirão se extinguiram. O vapor se tornou denso na sala e isso evitou que Hermione conseguisse ver o que acontecia no caldeirão.
Quando o vapor se extinguiu totalmente Hermione ficou pasma com o que via diante dela: pairando em cima do caldeirão, como se estivesse levitando, apareceu uma coisa estranha. Ela tinha a forma de uma criança encolhida, só que Hermione nunca havia visto uma criança assim. Era pelada, de aparência escamosa, de uma cor preta avermelhada e crua. Os braços e pernas eram finos e fracos e o rosto... Nenhuma criança viva jamais tivera um rosto daqueles! Era plano e lembrava o de uma cobra. Sim, Hermione pensou, uma cobra.
–O ...que....É....Isso? – Tom disse pausadamente, pronunciando cada palavra como um rosnado, olhando pra coisa em cima da mesa. -
–Seu novo corpo – Hermione indicou seriamente.
–Você só pode estar de brincadeira! – Tom estava descrente, e falou muito irritado.
– Ah Tom! Larga de ser chato – Hermione chiou.
–Chato?... Chato?! Você beijaria esse troço? – a raiva dele era palpável.
–Ele tem... Um certo charme – brincou Hermione, olhando para o corpo.
–HERMIONE!!! – a ira de Tom provocou uma dor ajuda em sua mente.
–Tudo bem, tudo bem, tudo bem! Desculpa! — Falo divertida — Mas é que é tão divertido
–Eu estou rindo? Estou rindo? Não, eu não estou rindo. Não há NADA de engraçado nessa situação! Mas é ótimo! Que bom que alguém está se divertindo! – Tom ironizou.
Ela não estava sendo séria sobre aquilo. Era óbvio que ela faria outro corpo , mas era divertido ver a reação dele.
–Quer tentar pelo menos entrar no corpo? Se ele agüentar seu espírito dentro dele já é um ótimo começo. – Hermione sugeriu esperando que ele concordasse.
Ela sentiu a repugnância dele pela oferta dela. E ela até entendia. Tom era o bruxo mais forte existente. Ele era um poderoso bruxo das trevas! Ele realmente não iria querer entrar em uma forma tão imperfeita e sem ao menos um rosto decente.
–...Tudo bem. – ele concordou a contragosto.
Hermione pode sentir a concentração dele e a energia se acumulando para poder sair; sentiu o tranco ocasional de quando o Tom saia do corpo dela para residir temporariamente no corpo de outro. Se sentindo meio zonza, se encostou numa cadeira próxima a ela. Viu uma espécie de nuvem ou talvez um espectro negro pairando em cima do corpo; entrando lá dentro pela boca
. Hermione ficou esperando até todo o espectro negro entrar dentro do corpo. Ela se aproximou do corpo e ficou olhando para ver se tinha acontecido alguma coisa... Quando de repente os olhos da criança disforme se abriram! Hermione pulou pra trás com o susto
. -Não me assusta desse jeito! – disse com a mão no coração.
–Está com medo? Ora, não era você que me implorou para entrar nessa casca vazia em forma de bebê? – Tom ironizou na mente dela.
–Idiota! – ela ralhou com ele.
Hermione voltou a se aproximar. Tom olhava pra ela com olhos vermelhos e brilhantes. Conjurou um cobertor o colocou em volta dele, o pegou no colo e se sentou na cadeira que estava ali.
–Você está bem? – perguntou olhando pra ele.
–Estou um pouco cansado. Sabe que passar de um corpo para outro é cansativo – a voz dele vinha com sono.
–Sei, mas no geral, como se sente nesse corpo? – ela estava curiosa.
–É estranho. Mas com certeza é melhor que do que nada – ele respondeu de forma resoluta.
–Consegue mexer alguma parte do corpo? Ele procurou se movimentar e com alguma dificuldade conseguiu levantar o bracinho fino como graveto.
–É difícil, mas acho que com alguma prática vai ficar mais fácil. As articulações estão um pouco travadas. Parece mais com o corpo de um velho do que com o de uma criança.
–Consegue falar? – a voz de Hermione estava esperançosa. Se ele conseguisse falar, seria a primeira vez que ela o ouviria depois de tantos anos. Claro que ele conseguia falar com ela em sua mente... mas, não era a mesma coisa.
Tom abriu a boca várias vezes, mas nada saiu dela. Depois de um tempo começou a perder a esperança de que ele conseguisse falar quando der repente alguns gemidos começaram a sair. Logo ele conseguiu formular palavras. As cordas vocais da criatura possuíam um sussurro rascante e frio.
–O que você acha? – Hermione perguntou a Tom, porém ela já sabia a resposta que viria.
–Com certeza é alguma coisa Hermione, mas...
–Ainda não é o suficiente – ela suspirou – Eu sei, eu sabia que não ia ficar perfeito. Além do quê falta várias coisas ainda para ficar melhor... Pelo menos isso já foi um ponto de partida.
–A poção funciona, e apenas isso é o que interessa! Eu ficar com um corpo perfeito vai depender dos ingredientes que faltam e só vamos consegui-los na última prova do Torneio Tribuxo.
–Sim, esse foi um teste! E foi bem sucedido! – ela disse com um sorriso – Mas eu percebi que os ingredientes que faltam vão agregar coisas a mais, no entanto , pode ainda existir o perigo de você ficar assim.
–Como assim?
–Se usarmos o corpo de uma cobra novamente, acredito que acabaremos com seu rosto assim novamente. Talvez as coisas ficassem um pouco melhores com os ingredientes novos que vão ser colocados-balançou a cabeça em dúvida — mas eu não tenho certeza.
–O que você sugere então? – Tom disse levemente divertido. -Eu acho que para ter certeza que você vai ter um corpo adulto, ao invés de usarmos o corpo de uma cobra como usamos agora como base, nós usarmos esse corpo que você está agora.
–Acha que vai der certo? – ele tinha uma voz interessada.
–Não garanto, mas tenho 98% de certeza!
–Então, é o bastante pra mim – Tom disse com um sorriso em sua voz. Hermione sorriu com a confiança que ele depositou nela.
–E outra coisa: visualize os benefícios desse corpo. Agora você pode falar com os Comensais por você mesmo!
–Sabe que é difícil manter um corpo com o qual eu não tenho ligação espiritual – Tom voltou a falar em sua mente. Já que frases muito longas ele tinha dificuldade pra falar com a boca.
–Claro, não precisa ficar nele o tempo todo. Essa é outra razão para usarmos esse corpo como base, porque quando colocarmos esse corpo dentro do caldeirão com você residindo dentro dele, o corpo que sair, vai ter ligação direta com você. Assim, você vai ter um corpo definitivo com total ligação com o seu espírito, já que você foi base para a construção dele. Entende?
–Sim entendo. Colocando desse jeito é melhor mesmo.
Interromperam a conversa quando um som soou na sala. Parecida com uma campainha.
–O que ela quer? – Hermione exclamou irritada.
Como ninguém sabia onde era a entrada para aquela sala, Hermione tinha criado uma capainha que, quando tocada no seu quarto, soaria dentro da sala.
–Deve ser algo importante. Você falou pra Kalil não te incomodar. – Tom disse curioso.
–Espero que seja mesmo, porque se não for, eu lançar um crucio nela vai ser pouco! – a menina falou irritada indo para a porta. Passou pelo portal que deu para um cubículo pequeno com algumas roupas penduradas no cabide. Quem olhava diria que era um armário simples, mas sem ter ideia do que o aguardava atrás da parede. Hermione abriu a porta do armário que deu no seu quarto vazio. Kalil estava no corredor do outro lado da porta fechada de seu quarto.
–Entra – ordenou, olhando para a porta que se abriu quando Kalil entrou – Fala logo! Eu não te falei que não era pra me incomodar?
–Perdão minha Lady, mas a Senhora já estava a horas aqui dentro. A Senhora tomou café e depois não saiu mais daqui. Já são oito horas da noite.
–Oito horas da noite? – ela não tinha percebido que tinha demorado tanto tempo nas pesquisas.
–Sim minha Senhora. Fiquei preocupada! E recebi uma carta; uma coruja negra acabou de entregar.
–Coruja negra? – Hermione disse raciocinando. Depois sorriu. – Só uma pessoa possui uma coruja negra... Cadê a carta? – ela agitou a mão – Cadê?!
–Aqui! – tirando um envelope do bolso e o estendendo para a menina. Hermione arrancou da mão dela, com pressa rasgou a carta e passou a ler as linhas que estavam escritas nela. Quando terminou, Hermione ficou interessada na bela coruja que trouxe esse anúncio.
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Mas que droga era aquela?! Hermione virou a carta do avesso várias vezes balançando a cabeça confusa, quando sentiu um resquício de magia exalando da carta. Percebendo o que poderia ser, foi até a escrivaninha, colou o papel em cima da mesa, pegou o abridor de carta que estava dentro da gaveta e aproximou o abridor de seu pulso. Pressionando, fez surgir um filete de sangue e inclinou o pulso cortado em cima do papel. Algumas gotas caíram em cima da carta, e essas gotas de sangue desapareceram absorvidas pelo papel como se nunca tivessem estado lá. Pegando a varinha do bolso e apontando para o papel, Hermione recitou as palavras que ela se lembrava:
–Revelare tuum verum! (revele sua verdade).
As palavras que antes estavam no papel foi substituida por outras no lugar. Tinha funcionado!
“Minha Lady,
Se a senhora está lendo essa carta significa que o Lorde te contou o método criado por ele quando nos comunicávamos.
A senhora deve saber que segurança nunca é demais.
Hoje foi a reunião dos professores. Dumbledore viu a lista que eu fiz. Não precisei mais do que algumas observações sobre Alastor para Dumbledor escolhê-lo.
Antes de ir embora do castelo, Dumbledore pediu para mim levar até o Corujal a carta com o convite de Alastor para lecionar em Hogwarts. Logo entrarei em contato para dizer se ele aceitou ou não.
Seu servo,
Severo”
Hermione sorriu .Ah que maravilha! Tudo estava correndo bem! Severo tinha feito como ordenado e o Velho caiu, fazendo o que ela queria! Jr ia ficar feliz.
–Minha Senhora, algum problema? – se surpreendendo pela presença de Kalil, Hermione nem tinha percebi que ela continuava aqui.
–Onde está o Jr? – perguntou. -Está vendo televisão. Ele ficou assistindo o dia todo uma maratona de uma série de vampiros, eu acho. – a serva falou com desgosto. Kalil não gostava de televisão ou de qualquer outra coisa Trouxa ...... Principalmente vampiros.
–Chame ele aqui. – Hermione mandou se sentando na poltrona perto da mesinha – E traga alguma coisa para eu comer!
–Sim – fazendo uma reverência, Kalil saiu.
Instantes depois, Hermione pode ouvir passos apressados pelo corredor indo em direção a onde ela estava. Jr apareceu na soleira da porta parecendo contrariado. Apesar da insolência no rosto dele, Hermione se divertiu ao ver que ele não gostava de ser interrompido quando estava assistindo TV.
–Kalil me disse que Milady queria me ver. – parou na porta esperando a autorização dela para entrar.
–Queria sim. Entra! – escutando sua autorização, Jr passou pela porta se ajoelhando ao pés dela.
–O que posso fazer pela Senhora, Milady? – Hermione sorriu. Ela adorava essa superveniência dele. Porque ela sabia: ele sim era leal a ela e a Tom. E não estava ali movido por medo ou por ambição. Ele pularia na frente de um Avadra Kedrava por ela ou Tom.
–Leia isso – Hermione estendeu a ele a carta que Severo tinha mandado. Jr a pegou e seus olhos passaram rapidamente pelas palavras, sua feição sendo tomada por satisfação.
–Isso é verdade Milady? – perguntou sorrindo pra ela daquele jeito meio torto.
–É sim. Severo a mandou hoje com o feitiço de proteção criada pelo Voldemort.
–Então é verdade! Só os Comensais do círculo interno sabem sobre esse método – Jr parecia meio chateado quando disse isso – Posso começar a vigiá-lo Milady? – perguntou ansiosamente.
–Não! – vendo a sua cara de desânimo, ela acrescentou – Ainda não. Não temos certeza se o Moody vai aceitar ou não a oferta feita por Dumbledore. Seria perda de tempo passar a vigiá-lo agora. Quando Severo enviar a carta falando sobre a confirmação de Moody você estará livre para vigiar os passos dele.
–Obrigado Milady! – Jr estava tão contente que sua língua passava pelos seus lábios de uma forma repetitiva e enjoativa. Ele estava quase saltando aos pés de Hermione – Milady estava lendo o profeta diário hoje....
–Largou um pouco a televisão, é? – ela não pode deixar de brincar com ele.
Suas bochechas ficaram um pouco rosadas pelo embaraço... Um Comensal envergonhado... Quem diria? Por mais estranho que pareça, Jr e Severo eram os Comensais que Hermione mais gostava. Severo porque era prático. E Jr... porque ele a divertia. Suas maluquices não a irritavam... diferentemente de muitos outros Comensais.
–Desculpe Milady, essa invenção Trouxa é fascinante! – Jr arregalou os olhos. E sua fascinação acabou diminuída por um olhar cauteloso – Mas se a Milady não quiser, eu não vejo mais.
–Não se preocupe Jr! – Hermione o tranquilizou. E para estranheza de quem os visse, ela acabou passando os dedos delicadamente pelos cabelos rebeldes dele – Eu odeio os Trouxas, mas aprecio muitas coisas que eles criaram. E eu gosto de televisão; principalmente a série que Kalil falou que você estava assistindo.
–Vampire Diaries é muito interessante! Eu gosto bastante do... – Jr, vendo que estava se empolgando novamente com um assunto Trouxa e que Hermione o observava, parou – Mas voltando ao assunto do que li no profeta diário... Hermione quase riu da tentativa dele de mudar de assunto e tentar disfarçar o seu gosto por programas Trouxas.
–...eu li que daqui a alguns dias vai ter o Final da Copa Mundial de Quadribol! Acho que seria uma boa oportunidade para sequestrar o Moody.
–Isso se ele aceitar ser professor – Hermione enfatizou novamente. Porque, apesar de gostar muito de Jr, ela sabia que ele tendia a ser precipitado demais. Nervoso demais.
–Claro, se ele aceitar! — Balançando a mão como se aquilo não fosse importante — Mas se não for ele vai ser outro e mesmo assim ainda poderíamos usar o dia do jogo.
Pensando a respeito, Hermione disse:
–Sim, agora que você disse, a Senhora Weasley, mãe do Rony, me mandou uma carta me convidando pra ir à casa de campo. E de lá nós iríamos ao jogo de Quadribol que você mencionou.
–Sim! – ele estava tão frenético em sua argumentação que sua língua estava praticamente fora de controle – Metade do mundo mágico vai estar com os olhos no jogo! Acho que seria uma boa oportunidade para sequestrar o Moddy!
–Pensando bem... Esse dia pode ser mais que uma oportunidade de sequestro se o Voldemort concordar comigo – Hermione sorriu com a imagem que se formava em sua cabeça.
Percebendo a satisfação dela Jr perguntou sorrindo:
–Está pensado no que minha Lady? – seus olhos brilhavam.
–Você vai saber... – ela falou sorrindo maleficamente com os planos que surgiam em sua mente.
OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOo
Dentro de uma Mansão num dos bairros mais elitizados do mundo mágico vivia uma família puro sangue muito cotada no mundo da magia. Isso em vários setores da magia: dinheiro, arrogância, supremacia... A mansão era grande demais pra três pessoas, mesmo tendo muitos empregados.
Lucius Malfoy surgia pela rede flur na chaminé de sua sala de estar. Estava cansado. O dia tinha sido cansativo e lidar com um monte de gente insolente era demais pra ele. Ele precisava de um banho, mas por agora se contentava com um copo de wiski. Mas onde é que estavam os empregados quando se precisava deles? Vendo que ninguém tinha ido recebê-lo, bradou:
–Loly! – gritou saindo da chaminé e começando a limpar a fuligem – Loly!
Começando a se irritar pela demora da elfa insolente e já imaginando vários tipos de castigos, Lucius se irritou ainda mais. Uma elfa então surgiu na frente dele.
–Onde você estava sua inútil? — perguntou furioso.
–Perdão mestre, mas Loly estava ocupada preparando a janta e não percebeu o senhor chegar.
–Não me percebeu chegar? – ele disse cada palavra como se fosse um insulto – Eu vou ter que fazer o quê para anunciar a minha chegada? Carregar um sino no pescoço, é isso?
–Não senhor claro que não. Balançando a cabeca desesperada — Loly foi ruim. Loly pede perdão.
–E então o quê?...
–Isso não vai se repetir novamente, meu senhor. Não vai! – Loly havia colocado as mãos nas enormes orelhas e estava se chacoalhando pra lá e pra cá
. -Não vai mesmo porque, porque o seu castigo por isso, vai ser ficar dois dias sem comer. Entendeu?
–S-s-sim mestre. Loly vai.
–Onde está o Draco e Narcisa? – Lucius estava ainda mais irritado do que antes.
–O senhorzinho está no quarto dele e a senhora está se banhando.
.-Chame o Draco ao escritório. Quero falar com ele! – andando em direção ao escritório Lucius percebeu que a elfa ainda estava lá. Se virou pra ela:
–O que está fazendo parada no mesmo lugar?
–É que... É que o mestre não disse se Loly podia sair.
–Eu não mandei você procurar o Draco? — Lucius quase bufou da estupidez da elfa
–Sim mestre.
–Então faça. Vai! – disse apontando para a porta com uma falsa calma — Agora! – gritou furioso.
–S-s-sim – se apavorando, Loly se apressou a cumprir a ordem, e desapareceu dali com um estalar de dedos
Suspirando para tentar se acalmar, Lucius entrou no escritório e foi até o bar que continha várias garrafas. Encheu um copo com wiski, tomou um gole e se sentou no sofá que ficava ao lado da janela. Relaxando um pouco, estava quase fechando os olhos quando ouviu uma batida na porta. Sabendo quem era, mando entrar.
Se ajeitando no sofá, olhou para a porta que foi aberta. Draco passou por ela, agora com 14 anos. As suas feições estavam ficando mais maduras e a cada dia que passava, o menino dava mais orgulho para ele. Embora tivesse o coração um pouco mole da mãe, mas Lucius não mudaria isso na Narcisa e nem no filho. Apesar de sempre querer prestígio social, ele havia se apaixonado por ela a partir do momento em que a vira,a tantos anos atrás, e claro trabalhando dia a dia todos os problemas que vieram por ama-lá, mas ele não se arrempedia por isso, por outras coisas assim, mais ter a conhecido nunca.
–A Loly falou que queria falar comigo pai? – Draco falou seguro.
–Queria. Olha o que eu trouxe pra você. – Lucius puxou de dentro do bolso do seu terno um envelope, e o jogou em cima do sofá.
–O que é isso? – perguntou o menino, pegado o envelope.
–Ingressos para a Final do Mundial de Quadribol. Camarote. -Sério? — perguntou abrindo um sorriso.
–Você não disse que queria ir? – Lucius sorriu vendo a felicidade no olhar do filho.
–Disse, mas os ingressos já estavam esgotados.
–Não para um Malfoy – Lucius disse com arrogância. Lucius viu o sorriso de Draco aumentar à menção do poder e influência dos Malfoy. Se tinha alguém que se orgulhava de sua herança era ele. Se levantando para encher o copo novamente, sentiu um formigamento no seu braço direito. Achando que algum bicho tinha picado ele procurou ignorar e pegou a garrafa quando o formigamento aumento de um jeito tão rápido e intenso que, pego de surpresa, Lucius deixou a garrafa cair no chão. Se espatifando e espalhando cacos de vidro e wiski por todo o tapete e a calça dele.
–Pai! – gritou Draco se aproximando dele – O que aconteceu?
Procurando disfarçar a dor em seu braço e tranquilizar Draco, Lucius deu uma desculpa:
–Estou sim. A garrafa é que estava escorregadia. Aquela inútil da Loly não deve ter limpado direito. Eu vou para o quarto tomar um banho e trocar de roupa. Chame Loly para limpar isso.
–Tudo bem.
Se afastando do escritório, Lucius andou apressadamente para o quarto. Percebendo ele vazio, já que podia ouvir o som do chuveiro no banheiro onde Narcisa se banhava, Lucius se encostou na porta. Respirou fundo para agüentar a dor que para ele era bem conhecida. Mas com o passar dos anos, ele sentia estava começando a esquecer...
Pegando a manga direita da camisa e a levantando, Lucius olhou a marca... A marca negra. O símbolo de Lord Voldemort e de seus seguidores. Tratava-se de um crânio com uma cobra saindo pela boca como se fosse uma espécie de língua. A marca estava em alto relevo, como a muito tempo ele não via, e a cobra se mexia como se tivesse vida própria.
Lucius temeu. Mas ao mesmo tempo estava extasiado e excitado com o que aquilo poderia significar pra ele e para todos.
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Durante três dias a marca doeu. No terceiro dia ela estava sobressalente e se mexendo constantemente e a dor estava intensa. Pensou em procurar para saber se o mesmo estava acontecendo com ele, mas recusou a idéia, ele não queria levar problemas para Severo que poderiam afetar a sua posição como espião. Tentar esconder seu incomodo com a marca não adiantou Cissa viu através dele, não que ele poderia se culpar Lucius não poderia esconder nada dela, pois no momento em que ele sentiu a ardência ela já sabia.
Ignorar estava ficando mais e mais difícil. Percebendo que não conseguiria trabalhar quando recebeu outra onda de dor, Lucius decidiu que o melhor era ir pra casa já que desse jeito acabaria chamando atenção a cada vez que a marca chamasse. Ele colocou a mão no local da marca, pediu dispensa e foi para casa mais cedo.
Chegando em casa pela rede flur como todo dia, Lucius saiu para encontrar Loly o esperando. Depois de dois dias sem comer hoje foi o dia que Loly saberia se poderia comer ou não.
Saindo da chaminé olhou Loly com nojo: aquelas vestes sujas e puídas... Tirou o casaco e deu a ela que estava com as mãos estendidas esperando.
–Onde está o Draco e a Narcisa?
–Ambos saíram mestre.
–Tem alguma correspondência?
–Sim senhor, uma carta chegou para o senhor cinco minutos antes do senhor chegar.
–Eu vou pro quarto. Me traga alguma coisa pra comer e a carta. – Lucius respondeu, não falando que ela poderia voltar a comer de propósito
. -Sim mestre – disse a elfa fazendo uma reverência e desaparecendo com um estalar de dedos.
Andando até o seu quarto no andar de cima, Lucius só pensava em deita e dormir uma semana. Não entendia por que a marca estava doendo tanto e o que isso significava. Será que o Lorde estava querendo falar com ele?
Ao chegar no quarto passou a tirar a roupa e jogar em qualquer canto do quarto. Não estava preocupado com a bagunça, é para isso que tinha elfos domésticos. Quando jogou a gravata em cima da cama, uma batida soou na porta.
–É a Loly mestre. Loly pode entrar? – a voz de Loly soou a trás da porta. -Entra! – disse com a voz cansada. A porta se abriu e Loly entrou com uma bandeja que continha um suco e um sanduíche. Ela colocou a bandeja na mesa de centro
. -Só isso mestre? Loly pode sair?
–Pode. Quando ouviu a porta se fechar foi até a cadeira e sentou. Pegando o copo de suco e tomando um gole, olhou para a carta e a pegou. O envelope não tinha remetente nem nada. Estranhando aquilo, o rasgou e pegou a carta. Desdobrou e começou a ler o papel:
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–Que, que é isso? Propaganda? Sério? – Lucius estava descrente. Pegando o envelope para amassar pode sentir um resquício leve de magia. Se lembrando de uma coisa que já não fazia a anos e percebendo o que aquilo significava, pegou a faca em cima da bandeja, cortou seu pulso e deixou algumas gotas caírem no papel, manchas foram absorvidas ,as palavras desapareceram. Recitando o feitiço que se lembrava.Viu a folha que com o sangue tinha ficado em branco e com o feitiço feitos novas palavras começaram a aparecer. A verdadeira mensagem!!
“Olá Lucius,
Se você abriu essa carta significa que não se esqueceu dos velhos hábitos.
Me desculpe pela dor que te causei nesses últimos dias , mais foi necessária : Um Aviso, mas também um meio de te achar e poder enviar essa carta ao saber a sua localização.
Afinal você deve se lembrar que não pode se esconder de mim. Nenhum de vocês pode! Mas tenho certeza que não era isso que você estava fazendo.
Eu tenho uma missão pra você. Daqui alguns dias haverá a Final da Copa Mundial de Quadribol. Você deve ir a esse jogo; o que eu acho que você vai afinal seu filho gosta muito de Quadribol, não é? Sendo o apanhador da Sonserina deve gostar mesmo. Aliás, parabéns por isso! Deve estar orgulhoso dele!
Mas, voltando ao jogo, você e outros de nossos amigos que estarão lá e receberam a mesma carta que você, devem empreender um ataque ao acampamento do jogo.
Podem matar quantos quiserem, incendiar e torturar quem vocês quiserem. Só não sejam pegos! Mesmo que eu saiba que seja difícil isso acontecer, afinal vocês conseguiram fugir e esconder suas verdadeiras identidades como meus seguidores do resto do Mundo Mágico quando eu caí, porque haveriam de serem pegos agora?
O ataque deve acontecer depois do jogo. Deixe eles estarem relaxados, felizes e comemorando a vitória de qualquer que seja o time vencedor. Espero que você esteja lá Lucius. Na verdade tenho certeza que você vai estar!
Ps1: não esqueça a máscara e a roupa de sempre. Espero que ela não esteja com mofo.
Ps2: a carta vai pegar fogo em instantes.
Atenciosamente,
Lorde Voldemort”.
Não acreditando nas palavras escritas no papel diante dele e desconfiando da veracidade daquela carta, mesmo ela tendo sido lacrada por meio do feitiço do Lorde que só os membros do circulo interno conheciam, Lucius leu, releu e releu novamente, e como se para confirmar que a sua desconfiança era infundada, a marca negra queimou e a cobra parecia que ia saltar de sua pele.
Não tinha como negar: aquela carta tinha sido escrita pelo Lorde! Se não por ele então alguém sob as ordens dele. Já que só ele podia fazer a marca ficar ativa e ela estava parada desde que o Lorde tinha desaparecido no dia que foi matar o Potter.
Em 13 anos a marca não tinha reagido ou queimado assim. Ela estava morta aparentemente igual o Lorde. Por três dias ela ficou como avisando a ele que o Lorde estava próximo e queria algo dele. Ele se perguntou quantos tinham recebido a carta. Será que Severo a tinha recebido? Ele deveria contactá-lo? Não era melhor não, Lucius tentaria conversar com Severo no seu devido tempo, mas não era agora, quanto aos outros, Bom, ele saberia se o que a carta dizia fosse acontecer. Afinal, ele veria quantas pessoas o Lorde chamou.
A carta estava repleta de ameaças sutis. Ele não sabia como, mas o Lorde estava bem inteirado da vida do Draco. Ele sabia de tudo e deixou bem explícito que sabia que nós não o tínhamos procurado.
A carta não necessitava de resposta afinal ele nem sabia pra onde enviar uma. A resposta viria no dia do jogo quando eles cumprissem a ordem dada na carta. ........Ele deveria ir conforme o Lorde tinha mandado.
Vendo que as palavras na carta não iam mudar não importa o quanto olhasse pra ela, a jogou na bandeja na frente dele e se sentou se jogou no encosto da cadeira encarando a carta como se fosse uma cobra prestes a dar o bote. E ele não desconfiaria se fosse isso mesmo que ela fizesse. Observou a carta pegar fogo e virar cinzas na frente dele.
Lucius temeu. Temeu aquela carta e o que ela poderia realmente significar pra ele e pra todos. O que restava agora era obedecer o Lorde. E aguentar as consequências.
Lucius Malfoy
Draco Malfoy
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