O Tempo Mudará
12 Capítulo 12 - "A Câmara Secreta" - Parte 2
Notas iniciais
Estou postando a parte 2 do capítulo 11!
Espero que vocês gostem do desfecho. E até semana que veem! :)
Me aproximei do lavatório e disse abra em ofidioglogia; entrei, pulei dentro de um buraco e cai em cima de vários ossos. Torcendo o nariz, pensei: Pelo visto, pisei em cima de todos os alimentos do Basilisco ao longo de cinquenta anos. Seguindo o túnel vi várias peles de cobra, peles enormes, afinal o Basilisco não parava de crescer. Continuei andando e parei na frente da porta que dava para a Câmara. Ao dizer as palavras que abririam a Câmara, as cobras entalhadas na porta, que serviam como um lacre, se afastaram e a porta se abriu. Quando passei por ela vi que várias estátuas de cobras adornavam a lateral da Câmara e que de frente uma estátua enorme do rosto de Salazar Slytherin aparecia. Comecei a andar pela plataforma que levava até a estátua de Salazar. A plataforma era cercada por um córrego de água onde as estátuas das cobras ficavam. Parei no meio do caminho e chamei por ele:
–Tom!... TOM!
De repente na minha frente uma imagem de um homem começou a se formar: ele possuía as vestes da Sonserina e olhava pra mim com os seus olhos negros. Com espanto, percebi que esse era o meu Tom com uma idade de 16 anos.
–Quem é você? Como entrou na Câmara? – ele perguntou friamente.
–Acho que você sabe como eu entrei – olhei incisivamente pra ele – sou uma Herdeira de Slytherin, como você.
–Eu sou o último Herdeiro de Salazar Slytherin – disse todo orgulhoso.
–Não é mais. Meu nome é Hermione Slytherin Avadra – disse orgulhosa. Afinal, depois de anos sem poder dizer isso, era um alivio poder formular as palavras e colocar tudo para fora.
–Impossível! – pude ver a descrença nos olhos dele – Os Avadra não existem mais, sumiram quando Slytherin...
–... Foi embora de Hogwarts. – completei sua frase cheia de tédio – Eu sei de toda essa história. Você não precisa saber de tudo, afinal essa história é longa demais, só saiba que eu sou a última herdeira dos Avadra e consequentemente herdeira de Salazar. Afinal, quando ele sumiu, casou-se com a minha ancestral Kassandra.
–Como posso saber que o que você diz é verdade? – olhando desconfiado pra mim.
–Eu estou dentro da Câmara... – eu disse em um tom óbvio – Isso deveria ser o suficiente para você poder acreditar. Mas agora vamos ao ponto importante: minha razão de ter vindo aqui. Preciso falar com você.
–Diga – cruzando os braços e adotando uma posição arrogante. Ele já era assim desde que era adolescente, pensei. Tive que controlar meu riso.
– Você sabe o que você é, não sabe? – perguntei lentamente.
–Se está se referindo ao fato de eu ser uma lembrança que meu Eu verdadeiro colocou no Diário... Então sim, eu sei o que sou – falou num tom como se aquilo não fosse nada.
–Também sabe o que está fazendo?
–Controlando a garota Gina Wealey; abrindo a Câmara Secreta e libertando o Basilisco... Para que ele cumpra sua Missão. – disse num tom decisivo – Mas uma coisa me interessou enquanto conversava com a Gina – acrescentou relutantemente.
–Que coisa? – perguntei curiosamente. Gina era uma bruxinha comum, o que ele tinha visto de interessante nela? O ciúme correu solto por minhas veias.
–Harry Potter – disse o nome dele de forma lenta e decisiva. Meu ciúme desvaneceu como fumaça.
–Posso entender sua curiosidade. – eu disse – Mas tenha em mente que ele é nosso inimigo. Cinquenta anos se passaram desde que o verdadeiro Tom colocou você, quer dizer, suas lembranças no diário. Muita coisa aconteceu e uma dessas coisas foi o fato dele ter sido derrotado por Harry Potter... Quando ele era apenas um bebê.
–Como um bebê conseguiu derrotar o maior bruxo que já existiu? – perguntou com raiva.
–Não me pergunte. Tento descobrir isso há onze anos. Mas saiba que ele não foi completamente derrotado; agora ele vive dentro de mim até que possa ter um corpo para o qual possa voltar.
–Porque Voldemort viveria dentro de uma garotinha? – disse com desdém.
–Porque eu sou a noiva dele! – eu disse com orgulho – E mera garotinha ou não, era essa a última esperança dele.
Pude ver a descrença estampada em seu rosto, mas ele logo disfarçou e começou a falar:
–Não vou perguntar. Como você disse deve ser uma longa história, mas então o que você quer? – desconfiança e autoridade preencheu sua voz.
–Mas é muito insolente mesmo — pensei com raiva.
–Esse sou eu querida – Tom disse com arrogância.
–Você nunca fala assim comigo. Esse aí, por outro lado, me olha como se eu fosse um inseto – disse emburrada.
–Minha pequena Lady, ele não conhece você. Ele não sabe o que você realmente significa para mim. Para tudo! – disse com confiança.
Adorei ouvir ele dizer isso! Tom tinha razão, eu tinha que relevar as atitudes daquele Tom. Para todos os efeitos ele não ficaria aqui muito tempo. Suspirei.
–Muito bem, vamos direto ao ponto então. Como eu disse Harry Potter é o nosso inimigo, portanto esse negócio de atacar sangues-ruins é passado, nosso novo alvo é ele.
–Atacar o Potter? – o Tom jovem franziu o cenho.
–Não, isso seria muito fácil. – falei com um longo sorriso no meu rosto e minha voz mostrava toda a raiva acumula – Quero ver ele sofrer; quero ver o medo dele, a desconfiança de saber se ele é ou não o Herdeiro; quero ver ele desesperado procurando o verdadeiro, vendo seus amigos serem atacados e sem poder fazer nada; quero ver a tristeza nos olhos dele quando ver todo mundo com seus olhos desconfiados a olhá-lo... – pausei e disse num tom cortante – E aí, finalmente matá-lo.
–Você é cruel – disse Tom com um sorriso.
–Você ainda não viu nada! – falei com um sorriso – Você já deve ter percebido que está mais forte a cada dia.
–Realmente, comecei a sentir que meu corpo está cada vez mais sólido. Fiquei pensando o porquê disso.
–Você está sugando a energia vital da Gina. Quando toda a energia dela for sugada, ela vai morrer e você vai ter um corpo novamente.
–Isso é verdade? – havia esperança em sua voz.
–É. – disse sorrindo – E quando isso acontecer o verdadeiro Tom vai sair do meu corpo e entrar no seu. Voldemort vai ter um corpo novamente!
Saí da Câmara e a fechei na mesma hora que Harry e o Rony entravam no banheiro, corri até um dos boxes e me tranquei lá.
–Hermione! – gritaram eles.
–Hermione sai logo daí! – falou Rony impaciente.
–Temos muita coisa para contar! – Harry disse todo ansioso.
Joguei um ilusion em mim para que quem me olhasse visse uma cara de gata, abri a porta do banheiro e os encarei. A cara deles era hilária me olhando como se tivesse nascido orelhas e rabos em mim; e tinham mesmo, pelo menos para eles e todos que me olhassem.
–O efeito do meu feitiço ainda não passou! Olha só como eu fiquei – disse toda melancólica.
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Fiquei uma semana na enfermaria onde supostamente me recuperava. Harry e o Rony foram me visitar e disseram que encontraram o diário no banheiro, o que parecia que provavelmente a Gina tinha surtado e tentado se livrar da influência do Tom.
–Aqui diz Tom Marvolo Ridlle – li na capa.
– Tom... Marvolo... Ridlle – disse Rony pausadamente. Tirou o diário da minha mão e começou a olhá-lo.
–Espera, eu conheço esse nome. Porque eu conheço esse nome? – fez uma cara de esforço, como se lembrar do nome fosse à coisa mais difícil a se fazer, e pra ele, provavelmente era – É claro! Na noite da detenção eu tinha que ilustrar a prataria na sala de Troféus. Eu lembro porque eu não parava de vomitar lesmas no troféu de Tom Ridlle.
Quase gritei indignada! Como esse idiota se atrevia a fazer um negócio desses com o Troféu do meu Tom? Respirei fundo e disfarcei meu incômodo.
–Que tipo de troféu era? – Harry perguntou.
–Ele ganhou um prêmio por serviços prestados à escola ou coisa assim.
–Cinquenta anos atrás? Tem certeza disso? – perguntei pra ele.
–Tenho, por quê?
–Você não lembra o que descobriram quando tomaram a poção polissuco? Do que o Malfoy te disse? A Câmara Secreta foi aberta pela ultima vez...
–...Cinquenta anos atrás – completou Harry. Olhou pra mim e perguntou – Então quer dizer que...?
–Tom Ridlle estava em Hogwarts quando isso aconteceu, e se ele escreveu sobre o que viu talvez ele soubesse onde a Câmara ficava, como abri – lá, e qual criatura se encontrava lá. – joguei o verde, sabia que o Harry não resistiria – Se for isso, o responsável por esses ataques não ia querer esse diário dando sopa por aí, não acha?
–É uma teoria incrível Hermione. Só tem uma coisa: não tem nada escrito no diário – Harry disse o folheando.
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Eu sabia que o Harry não ia se agüentar e escreveria no Diário e quando isso acontecesse o Tom de cinquenta anos atrás ia mostrar tudo o que queríamos a ele. No outro dia Harry só confirmou o que eu sabia quando chegou correndo dizendo que quem abriu a Câmara Secreta há cinquenta anos foi o Hagrid, e que o Tom entregou o Hagrid à escola, já que uma aluna tinha morrido por causa disso. Com isso, Tom ganhou o Troféu e Hagrid perdeu a varinha.
Na verdade não foi isso o que realmente aconteceu: Tom abriu a Câmara e fez o Basilisco atacar vários sangues – ruins. Em um desses ataques a murta que geme morreu. Exigindo saber quem tinha matado a garota os pais dela estavam receosos e a escola estava ameaçada de fechar. Para que isso não acontecesse, Tom botou a culpa em outra pessoa: o Hagrid. Ninguém questionou muito afinal Hagrid era estanho, meio anti-social e criava criaturas estranhas. Na época estava criando uma Acromântula que foi acusada de ser o monstro que atacou os alunos. Além de se livrar de qualquer suspeita e colocar a culpa no Hagrid que perdeu a varinha por isso, Tom foi condecorado com o Troféu de serviços prestados a favor da Escola. Muito esperto, não é mesmo? O único problema foi que o Dumbledore desconfiava do Tom e ficou de olho nele depois disso; e o Tom não podia ser arriscar, então teve que sair da escola sem abrir mais a Câmara. Quer dizer, até agora.
–O Tom do Diário fez tudo direitinho, querido – eu disse animada a Tom.
–Você chegou a duvidar da minha capacidade, pequena Lady? – perguntou ironicamente.
–Nunca. Agora precisamos fechar esses ataques com chave de ouro.
–Está pensando o mesmo que eu? – perguntou ele
–Provavelmente, mas se for isso vai ser lindo – sorri cinicamente.
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Já fazia um mês que eu tinha saído da enfermaria. Depois de tudo o que o Harry descobriu, ele está totalmente reticente de procurar o Hagrid, conversar com ele e perguntar o que aconteceu a cinquenta anos. Estávamos voltando pra sala de aula quando vimos Neville correndo vindo na nossa direção e gritando que nem um louco:
–HARRY!!!!!!!!!
–O que que foi Neville? – perguntou o Harry quando Neville nos alcançou.
–Harry você tem que ver isso! – disse ele já correndo em direção a Torre da Grifinória, e como não vimos saída começamos a correr e seguimos ele.
Quando chegamos ao quarto que o Harry dividia com o Rony e o Neville, fiquei espantada. Poderíamos realmente chamar aquilo de quarto? Ele estava todo destruído e fora do lugar, quase como se...
–Parece que passou um furacão aqui – disse o Rony andando pelo quarto e inevitavelmente pisando nas coisas.
–Só pode ter sido alguém da Grifinória. Ninguém mais sabe a nossa senha! E... bom, pelo menos parece que não sumiu nada.
–Está errada Hermione – Harry disse mecanicamente – O diário de Tom Ridlle sumiu!
Depois do que aconteceu no quarto deles não dava mais para ignorar: Harry e o Rony estavam decididos a ir conversar com o Hagrid. Gina estava totalmente sob o comando do Tom; foi ela quem invadiu a Torre e roubou o diário. Eu sabia que essa era “a” noite. Já tinha ido a Câmara Secreta e conversado com o Tom de lá, já tinha deixado tudo pronto e planejado. Agora era esperar que eles usassem um pouco do cérebro deles.
Estava na biblioteca, tinha acabado de devolver o livro para a prateleira e estava segurando um espelho e olhando através do reflexo as laterais do corredor.
–Vai dar tudo certo, minha Lady. Fique tranquila.
– Espero isso sinceramente. Finalmente conseguiremos um corpo para você Tom! – a esperança se agarrava no meu tom de voz.
–Sim. Já sabe, quando eu entrar no meu novo corpo, sairei do castelo.
–Sim tome cuidado. Irei ao seu encontro depois. Até a poção ser feita as aulas estarão perto de acabar. Me envie um patrono me avisando onde você estará.
–Não se preocupe tudo vai dar certo.
Quando terminei de falar com Tom na minha mente, finalmente senti a presença dele; sentia o ar do seu hálito no meu pescoço. Peguei o espelho e olhei: pude ver o Basilisco refletido no espelho que segurava. Mas principalmente a última coisa que vi foi como os olhos do Basilisco eram amarelos. Vivos!
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– Ela vai acordar logo Alvo – ao longe, em meio a toda a névoa que me cobria pude ouvir vozes. Depois de tanto tempo, o que pra mim pareceu uma eternidade, pode não ter se passado mais do que minutos, horas, dias ou meses.
–Já dei a poção de Mandrágora a ela Minerva – Dumbledore disse afetuosamente – Os efeitos devem estar passando. Provavelmente ela já pode nos ouvir.
–Hermione, criança – Minerva disse – Se puder nos ouvir, tudo está bem, leve o tempo que precisar para se recuperar.
Podia entender o que eles diziam, a névoa estava indo embora mais e mais. Podia sentir que logo poderia acordar. Depois de ter sido submetida ao poder do Basislisco, sabia que não gostaria de experimentar isso de novo, mas era por uma boa causa.
Cada vez mais a névoa ia embora e podia sentir os cheiros da enfermaria. Sim tinha certeza que estava na enfermaria. Já conseguia até sentir meu corpo. Finalmente abri meus olhos, a claridade feriu os feriu. Pisquei para me acostumar com ela. Podia ver pela janela o sol e sentir o calor; já devia ser verão. Sim, provavelmente estavam a semanas das aulas serem encerradas.
–Tom – sussurrei.
–Estou aqui, minha pequena Lady – respondeu ele dentro da minha mente, podia sentir o lamento na sua voz.
–Tom, porque você está aqui? O que aconteceu? Quanto tempo fiquei petrificada?
–Você ficou três meses petrificada, Hermione – suspirou – e quanto ao que aconteceu, eu não sei. Só sei que a uns dois meses atrás senti uma dor terrível.
–Que dor Tom? – perguntei, mas já sabendo do que ele falava – Não me diga que...
–Ele foi destruído Hermione. Meu Eu do Diário foi destruído. Meu diário foi destruído.
–Não pode ser – balbuciei – O que aconteceu?
–Eu não sei! – gritou – Estou esperando você acordar para saber.
–Hermione, querida que bom que acordou! – ao ouvir a voz me virei, era Madame Pomfrey segurando uma bandeja com poções. Estava com um sorriso enorme no rosto. Se aproximou da minha cama e colocou a bandeja na mesinha ao lado dela.
– Estou bem, Madame Pomfrey. Mas porque eu estou aqui?
–Não se lembra querida?
–Me lembro de estar na biblioteca e pesquisar algumas coisas no livro, e de ver olhos amarelos refletidos no espelho que estava usando para observar os cantos, sabe por causa do monstro. E depois, não lembro de mais nada.
–Oh! Minha querida você foi tão corajosa!
–O que quer dizer Madame? – já estava impaciente.
–Graças a você o Sr. Potter e o Sr. Weasley descobriram que o monstro da Câmara era um Basilisco. No dia em que descobriram, a Gina Weasley, irmã do seu amigo, foi levada pelo monstro até a Câmara Secreta – ate aí o que ela disse estava dentro dos nossos planos; meu e do Tom.
–O Harry e o Rony foram até a Câmara para buscar a irmã dele, mas eles levaram o professor Gilderoy com eles.
–Porque levaram ele? – perguntei indignada.
–Ah! Quando encontraram a mensagem avisando do seqüestro da senhorita Gina o Gilderoy disse que sabia a entrada da Câmara. Óbvio que era tudo mentira, mas os seus amigos acreditaram e o levaram junto. Lá ele se mostrou um covarde, uma verdadeira decepção! Os meninos contaram que Gilderoy tentou atacá-los para apagar a memória deles. Parece que todas as aventuras dos livros dele eram de outros bruxos que ele atacava para depois apagar as memórias deles e ficar com as glórias para si. Mas o feitiço saiu pela culatra, literalmente: ele usou o feitiço de esquecimento com a varinha do Rony que estava quebrada, então o feitiço voltou e pegou nele mesmo, ou seja, ele perdeu toda a memória.
Realmente, essa era uma novidade. Eu sabia que Gilderoy era uma fraude, mas achava que pelo menos era ele quem inventava aquelas historias e não que roubava de outros e depois apagava as memórias deles. Mais que ridículo! Meu desprezo por ele somente aumentou. Logo, Madame Pomfrey continuou:
–O Rony não conseguiu seguir o Harry porque teve um desabamento, então Harry foi sozinho para a Câmara. Parece que lá dentro, a pobre Sta. Weasley estava desacordada e...
Ouvimos uma batida na porta e Dumbledore entrou na sala.
–Vejo que se recuperou Sta Granger – disse, calmo com sempre, se aproximando da minha cama. Forcei um sorriso:
–Sim professor, estou muito bem. Madame Pomfrey estava me contando tudo o que aconteceu quando estava desacordada.
–Permita-me que conte o resto. Pode se retirar Papoula.
Madame Pomfrey concordou e se retirou da enfermaria. Não entendi o porquê daquilo. Quando ela fechou a porta, me virei para o Diretor que demonstrava certo arrependimento pelo olhar. Sim, ele realmente tem muito do que se arrepender, pensei com raiva.
–Desculpe por isso Senhorita Granger, mas a Papoula sabe da história a versão oficial pelo menos. Apenas alguns sabem a verdade, e você será uma dessas pessoas.
–É uma honra diretor – disse séria com voz demonstrando evidente agradecimento pela confiança.
–Sua ajuda foi essencial para os seus amigos. A Câmara ficava no banheiro das meninas no 2º andar.
–Não acredito! Mas eu fiquei lá quase todo dia e nunca...
–Eu sei Senhorita, ninguém sabia. Mas continuando, toda a história da Papoula é verdade até o momento que o Harry entrou na Câmara. Lá ele encontrou a Senhorita Weasley desacordada, ao lado de um diário. A pessoa que abriu a Câmara; escreveu as mensagens nas paredes; liberou o monstro e atacou os nascidos Trouxas, foi Gina Weasley.
–O quê? – perguntei fingindo espanto.
–Ela estava sendo controlada por Tom Marvolo Ridlle através de um diário que continha memórias implantadas dele, do qual ela teve acesso graças a Lucius Malfoy, quando vocês encontraram ele na livraria no começo do ano. Tom Ridlle era o Lorde Voldemort. Ele fez com que ela fizesse todas aquelas coisas. É claro que ela não sabia o que estava fazendo. Na verdade, Tom mantinha ela numa espécie de transe.
–Não acredito! Então, todo esse tempo, era você-sabe-quem?
–Exatamente. Ele estava sugando a energia vital da Gina para poder ter um novo corpo. Quando Harry chegou na Câmara ela estava quase morrendo. Harry lutou contra o Basilisco, ele estava quase perdendo, pois não podia olhar pra ele, mas ao desafiar Voldemort dizendo a ele que eu era o maior Bruxo que já existiu, minha Fênix sentiu a lealdade dele por mim e foi até ele na Câmara. Ela levou o chapéu Seletor para ele.
–O Chapéu Seletor? – minha raiva estava quase explodindo. Como assim esse Velho era o maior bruxo da história? Um dia eu ainda torturaria o Harry e o faria engolir essas palavras.
–Isso, a Fawkes cegou o Basilisco,então Harry conseguiu lutar direito agora que podia olhar pra ele. Assim, de dentro do Chapéu Seletor ele tirou a espada de Godric Grifindor e conseguiu destruir o Basilisco.
–O quê? – não podia ser verdade. Aquele inútil não podia ter conseguido destruir o Basilisco! Era a nossa chance de conseguir um corpo para o Tom! Meu sangue fervia com tanto ódio que eu achei que aquele Velho ia descobrir a qualquer momento meu olhar assassino.
–Sei que isso deve ser surpreendente Senhorita Hermione, mas ele conseguiu. Entretanto, o Harry foi ferido pela presa do Basilisco e o veneno entrou no seu corpo.
–Ele morreu? – perguntei esperançosamente. Ele podia ter derrotado o Basilisco, mas ninguém sobreviveria ao veneno dele. Era o veneno mais forte que já existiu. Apesar de perdermos a chance de ter um corpo para o Tom novamente, a morte do Harry já seria uma vitória suficiente. Essa possibilidade aplacou a minha fúria e quase deixei escapar um sorriso.
–Felizmente não. – Dumbledore disse sorrindo pra mim. Rapidamente, o sorriso que aparecia em meu rosto, morreu. COMO ASSIM AQUELE FEDELHO TINHA ESCAPADO? Do veneno do Basilisco? Isso era praticamente impossível! Ou melhor, praticamente não, isso ERA impossível. Queria fazer esse Velho engolir esse sorriso. A raiva me consumiu com dose dupla.
– Voldemort estava se gabando, mas o Harry tirou a presa que tinha ficado fincada em seu braço e enfiou no Diário. A memória de Voldemort foi destruída assim como o Diário.
–O QUÊ? –Tom rugiu na minha mente – Isso não pode ter acontecido!
Coloquei a mão na cabeça ao sentir a voz alta e a raiva de Tom transbordando na minha mente. Dumbledore se aproximou de mim preocupado.
–Está bem senhorita Granger?
–Estou sim Diretor – forcei um sorriso.
–Não deveria ter contado essas coisas, a senhorita está se recuperando ainda.
–Que isso professor, pode continuar, por favor! – queria ouvir até o final da história. Ainda tinha esperança do Harry ter morrido – E o Harry professor?
– Não se preocupe Senhorita Granger, ele está bem. As lágrimas de uma Fênix são curativas, como a senhorita já deve saber. Ela derramou algumas na ferida e ela se fechou. O Harry está bem e a Senhorita Weasley também – sorriu pra mim – Então é isso Senhorita Hermione. Espero que a senhorita seja discreta quanto a essa história.
–Serei Diretor – eu falei em um tom estrangulado. Não sabia se podia dizer mais do que isso. Lágrimas vieram aos meus olhos. Tudo... Tudo foi em vão.
– É melhor a senhorita se apressar! Daqui a pouco o jantar começará e tenho certeza que seus amigos estão ansiosos por vê-la.
–Eu também professor estou morrendo de vontade de vê-los. – mas o Diretor não viu o brilho assassino em meus olhos.
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–Se recomponha Hermione! – disse a voz do Tom retumbando na minha mente.
Depois que Dumbledore me contou tudo aquilo, não sei se entrei em transe ou no piloto automático, mas por incrível que pareça consegui atuar no papel de boa moça, agir como a garota mais feliz do mundo ao se ver viva e principalmente ao correr para os braços do meu amigo e abraçá-lo no meio do salão.
–Eu não acredito nisso até agora Tom. Ele derrotou o Basilisco – sussurrei.
–Ele fez bem mais do que derrotar o Basilisco, Hermione – disse sério.
–O que você quer dizer? – perguntei desconfiada.
–Nada, você é muito nova ainda – falou em um tom monótono.
–Tom, não começa com isso. – me levantei da cama – me diz o que você quis dizer.
–Nada, esqueça! – ele falou com uma voz decidida.
Ficamos em silêncio, não entendia o que o Tom quis dizer com aquilo e desconfiava que devia ser muito importante; mais importante do que o Potter ter derrotado o Basilisco. Mas não insisti no assunto. Apesar de ficar chateada por ele não me contar o que se passava em sua mente, eu confiava em Tom acima de tudo e sabia que no momento certo ele me contaria.
–Bom, então deixemos para lá – eu disse – Mas ainda estou muito triste pelo que aconteceu. Eu queria poder ficar do seu lado fisicamente. Tocar em você e ter a certeza de que o seu corpo seria seu novamente e para sempre.
–Eu sei minha pequena Lady – sua voz ficou macia ao dizer essas palavras – Mais furioso do que eu você não ficou – sua voz endureceu terrivelmente – Mas está tudo bem. Afinal, temos mais um ano inteiro pela frente para destruir aquele maldito bruxinho intrometido. E desta vez, sairemos vencedores.
–Sim – eu disse com um sorriso – Iremos vencer. Ele não merece metade do que tem. Toda a fama dele vem por causa de você, meu Tom. Iremos destruí-lo. Ah sim, ele não perde por esperar...
Notas finais
Por favor, recomendem a nossa história e deixem reviws! :)
Isso nos deixa muito felizes! :)
Beijos e até semana que vem!
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