O Tempo Irá Dizer

59 Entre medo e desejo


Notas iniciais
Esse capítulo foi feito especialmente para comemorar UM ANO da fanfic no ar (tá, ninguem quer saber mesmo ¬¬)
Whatever, é também um presente de Natal atrasado. Espero que gostem!

O imprevisto aconteceu... Um gato de rua passava ao lado de uma casa que tinha um Pit Bull muito agressivo, que começou a latir freneticamente. Cebola, assustado, travou todos os músculos. Parecia uma extrema estupidez dele, mas da última vez que saiu correndo foi descoberto pela mesma pessoa que estava tentando fotografar. Para sua sorte, Denise nem se importou com o imenso barulho ao seu redor, parecia que o beijo estava muito mais interessante.



Por isso, Cebola andou calmamente até ficar fora do campo de visão do “casal apaixonado” até Mônica, que o esperava aflita.



- E aí? – seus olhos estavam arregalados, a expressão preocupada.



- Um gato passou do lado daquela casa do cachorrão... – informou o troca-letras, coçando a cabeça.



- Isso eu vi... – assinalou a dentuça – Você conseguiu tirar a foto? – perguntou, ficando de pé, cara a cara com Cebola.



- Foi por pouco – disse Cebola com uma expressão triste – Mas eu capturei uma foto! E aí, o que me diz? – seus dedos enlaçaram os de Mônica.



- Incrível como seus planos infalíveis dão certo hoje em dia... Parece que você achou a receita disso tudo, hein?



- É simples, amor... Entendi que eu sempre farei planos que você esteja incluída. Mas dessa vez não são planejados para te prejudicar ou algo do gênero. São feitos para te conquistar e para garantir sua felicidade...



Mônica abria o sorriso, o coração disparando malucamente. Como era bom estar ao lado de Cebolinha, sendo protegida por seus braços másculos. Sentirseus cálidos beijos, seus toques delicados, enfim... Cebola, além de seu amigo, era seu companheiro fiel, imperfeito e tão perfeito ao mesmo tempo.



- Que foi? – perguntou o troca-letras, sorrindo



- É tão bom estar ao seu lado – informou a dentuça, abraçando-o.



- Seu abraço me acalma, sabia? – disse, fechando os olhos.



- Fofo como sempre... – observou a dentuça



Após alguns minutos em silêncio, Cebola se desfez do abraço.



- Agora vamos embora, tenho que terminar esse plano.



- O que vai fazer, sabidinho?



- Será um segredo. Por enquanto... Saberá na hora certa. Confie em mim, ta?



- Como quiser...



Assim, o casal caminhava de volta para suas casas, de mãos dadas.



***



- Magali, eu queria pedir desculpas por... AH! Como vou pedir desculpas por algo que foi merecido? Hã, Magali, eu sinto muito por... Não sinto não! Argh!



Enquanto criava coragem para tocar a campainha, Cascão tentava achar a melhor maneira de confortar sua amiga que amava tanto. Precisava achar as melhores palavras para não magoá-la. Como faria isso? Como?



- Ah! Olha quem eu encontro... Cascão. – disse Maria Cascuda, aproximando de seu namorado. – E aí, como você está? – perguntou, dando um selinho.



- Oi Maria... Hã, eu to bem. Eu precisava conversar com você...



- É sobre a festa de peão, não é? Fiquei sabendo de tudo...



- Não vai me dizer que...



- Sim, a Denise me contou tudo! – afirmou, cerrando os punhos – Como você teve coragem de fazer isso, Cascão? COMO?



- Calma Cascuda... Eu posso explicar tudo isso



- Como que você quer que eu tenha calma? Você esqueceu que eu sou sua namorada?



- Não, eu não esqueci... É só que... Foi mais forte do que eu!Eu estou apaixonado pela Magali, não sei por quê. Não consigo resistir a isso. Por mais que eu tente fugir disso... Ah! Não dá! Desculpa Cascuda, eu não devia ter te ignorado todo esse tempo...



- Por que ficou escondendo isso de mim?



- Eu não quero te magoar. Tipo, eu amo você, mas como uma grande amiga. Não era aquele amor que eu tinha na infância, entende? Por favor, eu não quis te trair, nunca...



- Mas traiu... Infelizmente. Mas admiro sua coragem, sujinho. São poucos os homens que dizem para as namoradas tudo o que sentem... Só me resta te dizer uma coisa pra você... Acho melhor nós terminarmos!



- Você ta falando sério? – perguntou Cascão, arregalando os olhos. – Você não vai me bater por causa disso?



- Pra quê? Você não vai correr atrás de mim depois... Não compensa. O melhor é cada um seguir seu caminho e encontrar quem realmente ama... Merecemos isso. Por isso, não somos mais namorados, ok?



- Fechado, Cascuda! Bom, então, hã, boa sorte ai na sua procura amorosa...



- Brigada, Cascão. Boa sorte com a Magali então – disse Maria Cascuda, se afastando.



Cascão estava ao mesmo tempo aliviado e surpreso. Cascuda terminou com ele sem brigar, foi consciente. Agora estava livre para lutar por Magali. E faria isso o mais depressa possível. Tocou a campainha e esperou.



- Já vai! – ouvia-se uma voz perto da porta – Ah, olá Cascão!



- Oi Dona Lina! A Magali ta aí? – perguntou o sujinho, colocando as mãos nos bolsos.



- Ta sim, vou chamá-la! – disse Lina – Só um minuto.



Fechando a porta, ela correu até o quarto da filha, que estava de pijama, enrolada no cobertor.



- Filha, se arruma. Tem visita pra você! – informou, puxando levemente o cobertor.



- Quem, mãe? – perguntou à comilona, saindo da cama.



- O Cascão, parece algo sério.



- Mãe, fala que eu to doente, inventa qualquer desculpa. Não quero vê-lo nem de banho tomado.



- Mas eu to de banho tomado... – informou o sujinho, entrando no quarto.



- Que sem vergonhice é essa, cabeção? – gritou Magali, tentando desesperadamente se esconder atrás do cobertor.



- Desculpe, mas quando ouvi sua voz, não resisti e entrei. – contou o sujinho, aproximando-se da cama da comilona – Agora eu preciso conversar com você... Sem desculpas, ouviu?



- Posso tocar de roupa, pelo menos? Ficar de pijama perto de um menino não é muito agradável...



- É Cascão – disse Dona Lina — Espere lá na sala. Magali não vai demorar, não é filha?



- É – disse, fechando a cara – é o jeito...



Passado alguns minutos, Magali apareceu na sala vestindo uma bermuda jeans clara com uma camisa pólo azul. Sua expressão era séria e de nervosismo. Ela não esta interessada em conversar com Cascão, já que ela a beijou a força e causou um enorme alvoroço em sua mente. Caminhou até o sofá, onde se encontrava o sujinho. Ao vê-la levantou-se e fitou-a sorrindo levemente.



- O que você quer cabeção? – perguntou Magali secamente.



- Preciso me desculpar por tudo que causei naquela festa... Prejudicou muito você, não foi?



- Prejudicou? – disse Magali ironicamente, empurrando seu amigo – O Quim perdeu a memória por sua causa... Por sua idéia brilhante de me beijar...



- Como se você não tivesse gostado disso... – assinalou o sujinho, cruzando os braços.



- Olha aqui, quem saiu na pior nessa história toda fui eu... Quem que você acha que vai ter que lembrar Quim de tudo, hã?



- Você não precisa fazer isso, Magali. Sabe por quê? Isso te causa dor, não te traz boas recordações. Só faz lembrar o quanto você era dominada pelo medo dos ciúmes do seu ex-namorado...



- E quem te falou que ele não é mais meu namorado? – perguntou, aproximando-se do rosto do sujinho.



- Ele mesmo... Ele não se lembra disso. Você é solteira, assim como eu. Cascuda acabou de terminar comigo...



- Como assim? Ela não pode simplesmente acabar com um relacionamento...



- Desculpe desapontá-la senhorita... Mas ela acabou, entendeu ou quer que eu desenhe pra você?



- Você é muito chato, sabia? – o rosto da comilona começava a enrubescer.



- Sempre soube...



O silêncio tomou conta da sala. O único som que se podia escutar naquele local eram as respirações frenéticas de Cascão e Magali. A comilona mantinha seu olhar nervoso no rosto do sujinho, que também a olhava nervosamente. Por que era tão difícil para ela assumir que gostava do seu amigo de infância, já que estava livre, solteira? Será que era o seu medo, ele a dominava? Antes que essa resposta pudesse vir à mente de Magali, Cascão aproximava seu rosto no dela, ficando a centímetros de seus lábios.



- Lute com o seu medo, cabeçuda... – seu hálito quente a arrepiava.



- Quem, quem disse a você que eu tenho medo...



- Liberte-se, vamos... Realize o que seu coração está lhe implorando nesse instante...



- Meu coração não está implorando coisa alguma... – sua respiração falhava, não sabia se agüentaria ficar tão próximo dos lábios dele por tanto tempo.



- Eu não vou me mexer... Não serei eu o causador desse beijo. Ele só acontecerá se você agir... Anda, faça o que seu coração pede... – ou o sujinho, permanecendo imóvel.



- Não, eu não posso Cascão... – disse, soltando uma lágrima. Antes que terminasse sua frase, aproximou-se ainda mais do rosto do sujinho.



Fim do 59º capítulo.

Notas finais
OH MY GOD, e agora!! (6)
Eu sei o que vai acontecer (Ah, jura? Se você não tivesse falado não iria saber -.-)
Se gostaram ou se não gostaram, comentem abaixo!! Ficarei muito feliz mesmo com um review para responder.