O Tempo

9 The end!


Notas iniciais
Último capítulo

Mais cinco anos se passaram...

Fizemos nossa viagem ao Brasil, foi um dos lugares mais marcantes e lindos que já vi. A cidade do Rio de Janeiro é realmente maravilhosa com todos os seus contrastes. Fomos à estátua do Cristo Redentor, que vista! Ao Morro Pão de Açúcar, andamos num bonde que atravessa dois morros, em cima de uma floresta, fiquei encantada. Os olhos de Ed brilhavam de felicidade. As praias são um paraíso, Copacabana, Ipanema, Barra da Tijuca e Grumari, jamais esquecerei esse lugar. Foi intenso.

Noah e Jesse se casaram e tiveram nosso primeiro neto, Edward Carisi Tucker. Serena e Robert McCoy também se casaram, Ed era pura emoção na cerimônia. Serena está no fim da gravidez de gêmeas, duas meninas. Carol e Carisi Jr fizeram sua viagem pela Europa, estão morando juntos. Don se formou enfermeiro e tornou-se sargento do corpo de bombeiros, trabalha no hospital militar.

Estávamos em frente à lareira em nossa casa em Hamptons, numa tarde chuvosa de inverno, recordando o passado, várias fotos, desde nosso início de relacionamento ao nascimento de cada um de nossos filhos, a formatura de Noah no jardim de infância, o batizado de nossa dupla Carol e Don e os quinze anos de Serena, onde Ed quase enfartou quando a viu namorando.

A emoção tomou conta de nossos corações, bateu uma saudade imensa e tivemos o mesmo pensamento, acho que isso acontece com casais de longa data.

— Vamos pra Nova York?

— Vamos! Agora?

— Sim!! Agora, vou abastecer o carro você faz nossas malas?

— Ok! Faremos surpresa?

— Com certeza.

Arrumei duas bolsas de viagem com as peças essenciais, temos algumas peças no apartamento de Nova York, que por sinal está enorme apenas para Don. Ed voltou com o carro abastecido e revisado para pegarmos a estrada. Bobby e Mackie nossos cães não estão mais entre nós. Rapidamente fechamos a casa e saímos.

Ainda na estrada, já próximo de nova York, uma tempestade de neve começou a cair, Ed não quis parar e continuamos nossa viagem. Noah ligou preocupado pra meu celular, pois no telefone de casa ninguém atendia.

— Não conte nada que estamos chegando.

— Oi filho, tudo bem?

— Mamãe, onde vocês estão? Tenho ligado pra sua casa e ninguém atende.

— Já estamos voltando, ahhh viemos ao centro fazer umas compras.

— Mamãe, está nevando muito aqui. Acho que iremos pra Hamptons no fim de semana, ok?

— Ahh ok, Noah, esperamos...

— ED!!! CUIDADO!!

Um cachorro atravessou na nossa frente, uma freada forte, o carro derrapou no chão escorregadio, saiu da pista e bateu no poste. A reação de Ed foi virar o volante me poupando do lado da batida.

— MÃE! MAMÃE??

Noah ouviu o acidente.

Eu perdi a consciência por alguns segundos, mas voltei e não sofri nenhum arranhão. Ed estava preso nas ferragens, sentindo muita dor e perdendo muito sangue. O airbag dele falhou.

— Ed, Ed

— Você es...está be...bem?

— Sim, estou! Um pouco tonta, mas estou bem. Fica comigo, Ed!

Achei meu telefone, ouvia Noah me chamando. Tive dificuldade para pegá-lo, mas consegui. Sai do carro, pude perceber que Ed não conseguiria sair sem ajuda dos bombeiros.

— Noah.

— Mãe? O que aconteceu? Vocês bateram o carro?

— Sim. Noah, estamos próximos de Nova York. Precisamos de uma ambulância, te ligo depois.

Noah imediatamente ligou para Don para que pudesse usar seus contatos e saber o que aconteceu.

Ed começou a tremer com a hipotermia, eu chamei a ambulância e pedi bombeiros também que não demorou muito a chegar.

— Ed, Ed? Fica comigo, fica comigo, por favor.

— Liv...Li...

— Oi?

— Eu...

— Ed, por favor... Segurei suas mãos com toda a força de minha alma.

— Liv, eu não vou aguentar muito tempo.

— Ed!

— Me escute! Eu te amo, vo...você me completou a vida, você resgatou minha essência...

Ed fez uma pausa e buscou uma força inimaginável para continuar.

— Sem você e nossos filhos eu teria me perdido nessa vida, sem perspectiva de ter uma família.

Os paramédicos chegaram, Ed foi retirado do carro, havia muito sangue. Ele perdeu a consciência para meu tormento. Fui com ele na ambulância.

Don e Noah já sabiam para onde íamos e estavam nos esperando já no hospital. Avisaram Carol, mas esconderam de Serena, devido à gravidez avançada das gêmeas.

O monitor de Ed disparou!

— Parada cardíaca, afaste-se senhora!

Comecei a rezar, pensar em perdê-lo jamais passou pela minha mente.

O monitor mostrou a volta dos batimentos cardíacos, me aliviou um pouco, mas estava muito agoniada, com medo. Ver Ed ser levado e ter que ficar na porta da emergência me deixou ainda mais nervosa. Don me deu um abraço e acompanhou o pai, mesmo sem poder atuar. Noah tentou me acalmar e fui relatando a ele o que tinha acontecido. Carol chegou em seguida e Robert foi pra casa ficar com Serena que está na 36ª semana.

— Mamãe!!! Carol aos prantos me abraçou e perguntou o que houve.

Horas se passaram e nenhuma notícia, até que Don saiu daquela maldita sala.

— Como está seu pai?

— Calma mãe!

— Don??

— Ele precisou operar a perna, teve fratura exposta. Está fora de perigo mãe, mas o acidente foi grave, ele perdeu muito sangue e a pancada no peito foi forte. Ele está reagindo, mamãe! Agora eu quero saber de você mãe. Como você está?

— Eu estou bem, um pouco de dor, mas estou bem! Quero ver seu pai! Ficar com ele!

Ed estava dormindo, seu rosto abatido e cansado, ele sentiu muita dor. Fiquei ao seu lado, segurando sua mão e rezando pra que nada de ruim acontecesse.

— Oi Robert, como está minha irmã?

— Carol, estamos indo pro hospital, a bolsa rompeu.

— Ai meu Deus! Ela já sabe do acidente.

— Sim, logo depois que contei ela começou a se sentir mal. Como está seu pai?

— Mamãe está com ele agora, saiu da cirurgia e está fora de perigo, mas foi grave. Vou avisar a mamãe, um beijo pra mana.

Serena deu a luz às gêmeas Laura e Lindsay, apesar da antecipação, nasceram bem e saudáveis. Revezei-me nos quartos de Serena e Ed. Serena estava apreensiva, mas consegui dar-lhe todo apoio e segurança de que tudo daria certo. Quando Ed acordou eu estava ao seu lado.

— Liv?

— Oi, meu amor!

As lágrimas correram no meu rosto.

— Como se sente?

— Parece que um trator passou por cima de mim.

— Quase isso.

Ele sorriu um pouco. Ao saber que suas netas tinham nascido sua emoção quase o derrubou. Antes de ter alta do hospital, Serena levou as meninas para Ed conhecer. Ele não se conteve, nunca tinha visto meu marido chorar tanto. Ed ainda ficou internado por mais 10 dias.

Don nos convenceu a voltar pra Nova York, pelo menos por enquanto, pra Ed se recuperar do acidente sob suas vistas. Voltamos a nossa cobertura e no dia da alta de Ed, fizemos um jantar reunindo toda a família. Noah com Jesse e o pequeno Ed, Carol e Carisi Jr, Serena com Robert e as pequenas Laura e Lindsay, Don e sua namorada, Amanda e Carisi, todos reunidos.

Um brinde à vida, à felicidade, ao amor! À família Tuckson!

Notas finais
A esperança é a última que morre... #Tuckson4ever
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!