O Tempo
5 Revendo Amigos
Desmaiei nos braços de Noah e Don, Ed veio preocupado e assustado segurando as muletas. Carol começou a chorar e foi amparada por Serena e Jesse. Carisi e Amanda ajudaram a me colocar no sofá da varanda. Ed pôs minha cabeça em seu colo. Don foi logo pegando seu material na mochila, verificou meu pulso e minha pressão.
Papai, a pressão está muito baixa, o pulso fraco. Liga pra emergência, por favor.
Aí, meu Deus! Carol ficou mais nervosa.
Calma, Carol! Carisi Jr ficou do seu lado.
Don relatou aos paramédicos meu quadro, a ambulância chegou bem rápido. Eles abriram espaço para que eu pudesse ser atendida. Entrei no soro, no oxigênio e uma injeção para cortar o choque da hipotensão. Aos poucos fui acordando e percebendo todos a minha volta.
Ed?
Estou aqui minha querida! Ouvir sua voz e sentir sua mão em meu rosto me confortou.
Mamãe, como se sente? Don estava ao meu lado segurando minha mão.
Tonta, filho. Um pouco tonta. O que aconteceu aqui?
Os paramédicos pediram que eu ficasse no soro por mais uma hora e se foram.
Tentei levantar, mas não me permitiram. Carol e Serena vieram correndo me abraçar.
Não chorem, filhas. Está tudo bem!
Mamãe, você nos assustou. Carol, muito nervosa.
Don chamou o pai pra conversarem mais afastados, os rapazes foram todos juntos.
Amanda e as meninas ficaram comigo. Serena também estava muito nervosa e sentou no lugar de Ed com minha cabeça em seu colo.
Pai, desde que cheguei percebi que a mamãe não estava bem. Aconteceu alguma coisa?
Don, sua mãe teve um forte pesadelo essa noite, devido a minha queda da escada. Ela ficou muito abalada. Durante o dia ela tentou disfarçar duas vezes a queda de pressão. A emoção da chegada de vocês deve tê-la descompensado.
Pai, a mamãe precisa fazer um check-up!
Você acha, filho?
Sim, papai. É importante! Ela está pálida, precisa fazer exames.
Ok, vou levá-la. Deixa passar esses dias que a levo.
E você papai, como está esse tornozelo?
Como você pode ver, imobilizado. Eu caí da escada, filho. Escorreguei no último degrau, já estava quase no chão.
Por favor, né pai? Subir no telhado!!
Consegui sentar e fomos pra dentro de casa. Eu estava muito tonta ainda. Fiquei no sofá da sala recostada em Ed me fazendo carinho enquanto todos foram acomodar as malas em seus quartos. Me recuperei aos poucos, Don retirou o soro e me beijou na testa.
Pronto, mamãe. Se for levantar, levante bem devagar, por favor.
Obrigada, filhote.
A madrugada foi longa, eu, Ed, Amanda e Carisi conversando na cozinha. Noah e Jesse na varanda e Carol e Jr flertando no deck para a praia. Serena e Don jogando X-Box na sala. Fomos dormir lá pelas 3h da manhã.
Liv!
Oi?
Ja estávamos na cama, eu deitada em seu peito, envolvida em seus braços.
Me promete que você não vai mais tentar esconder um mal estar.
Eu não quis te preocupar.
Eu sei. Promete!
Olhei em seus olhos...
Prometo!
Ed me apertou mais nos braços, me beijou e dormimos enroscados.
Às 9h da manhã estávamos todos de pé preparando o café. Uma animação incrível.
Os meninos foram pescar e as meninas aproveitar o sol na praia. Jogamos vôlei, frescobol, nos divertimos bastante.
Amanda, como estão as coisas na central?
Sendo renovada, Liv. Finn se aposentou uns 3 ou 4 anos depois de você. CARISI assumiu a promotoria quando Barba se afastou. Temos um novo tenente se adaptando e Dodds também saiu pra se aposentar. Treinei dois detetives, estão há um ano conosco.
Você sabe que Noah vai fazer os exames pra sargento?
Sim, ele me contou. Inclusive que vai pedir transferência.
Pois é. Olha a vida se repetindo.
Verdade.
Eu e Amanda voltamos pra casa, preparei uma massa rápida com molho e ela fez a salada. De sobremesa, sorvete e salada de frutas.
O final de semana foi incrível. Noah e Jesse ainda ficaram noivos para nossa surpresa.
Don está com ciúmes de Carol, e implica com Jr. Serena me confessou que está apaixonada por um colega juiz. A tarde de Domingo chegou e eles foram embora. Sentamos na varanda pra ver o mar.
Liv, Don pediu pra eu te levar ao médico, fazer um check-up.
Eu? Mas eu estou bem!
Suas quedas de pressão. Precisamos ver isso.
Eu não vou a médico nenhum! Ficar procurando doença? Eu não vou!
Olívia?
Não Ed, não quero. Não vou mesmo.
Levantei pra entrar em casa, mas Ed me segurou pelo braço.
Ei? O que foi? Só disse o que nosso filho pediu.
Nada, Ed. Só estou cansada, quero deitar.
Assim? Sem me dar boa noite?
Me deixa, Ed!
Olívia? O que está havendo? Vou fazer uma vitamina pra nós. Espera.
Não quero, obrigada.
Liv, você não tem se alimentado direito.
Ai Ed, por favor!
Ed soltou meu braço, entrei, liguei a tv e deitei no sofá. Ed entrou minutos depois e foi pra cozinha. Adormeci no sofá com a tv ligada. Ele fez a vitamina, apoiou na mesa de centro e me chamou com carinho.
Liv, vem vamos pra cama.
Acordei meio zonza e fraca.
Toma um pouquinho.
Tomei a vitamina e subimos. Ele não tocou mais no assunto e eu troquei o pijama e cai na cama num sono profundo.
Mais duas semanas se passaram, Ed iniciou a fisioterapia e fomos caminhar numa manhã ensolarada. Comecei a me sentir mal, suei frio e a fraqueza tomou conta do meu corpo.
Ed...Ed..espera...não estou bem.
Liv? O que foi?
Não sei... Estou tonta, fraca...
Ed procurou um banco na orla, me amparou até chegarmos mas eu não resisti e desmaiei em seus braços. Ele me pôs no banco e ligou pra emergência desesperado.
911 emergência, por favor, preciso de uma ambulância. Minha esposa desmaiou. Qual o quadro senhor? Estávamos caminhando, ela se sentiu tonta e fraca e desmaiou.
Qual a localização senhor?
East Hamptons. Estamos na orla.
Estamos a caminho senhor.
Liv! Liv! Por favor! Acorda!
Ed esfregava meu pulso, verificava a frequência cardíaca e a respiração, e eu não respondia, estava branca como um papel. A ambulância chegou em menos de 8 minutos e fomos para o hospital.
Oi, filho.
Papai, tudo bem?
Noah, estou na emergência do hospital com sua mãe.
O que houve, pai?
Não sei ainda filho, ela entrou pra emergência. Estávamos caminhando, ela se sentiu mal e desmaiou.
Papai, vou ligar pro Don. Me ligue assim que tiver notícias. Bjs
Ed andava de um lado pro outro à espera de notícias minhas, estava muito nervoso.
Oi Don!
Papai, estou indo pra Hamptons. Vou de helicóptero. Tem alguma notícia?
Ainda não, filho. Isso está me matando.
Se acalme, papai. Logo estarei aí! Abraço, pai.
Sr. Tucker?
Sim, sou eu.
A Sra. Tucker já acordou. O sr. já pode ficar com ela. Estamos esperando o resultado de exames.
Eu estava no soro já deitada no quarto do hospital.
Liv?
Ed!
Oi meu amor, que susto! Como você está?
Me sinto fraca, Ed.
Ed sentou ao meu lado, com os olhos marejados, beijou minha testa e segurou minhas mãos.
Don chegou ao hospital e foi direto na equipe médica. Se identificou e conversou com o médico, mencionando meus desmaios.
Meus exames acusaram uma forte anemia. Ele veio ao meu quarto acompanhado pelo médico.
Mamãe!
Filho, como veio tão rápido.
Abracei Don com carinho.
Consegui um helicóptero na corporação, mãe. Estou de licença também, ficarei aqui essa semana. E você? Assustando o papai!
Sra. Tucker, seus exames estão prontos.
Me ajeitei na cama, Ed apertou minha mão preocupado com o que o médico ia dizer.
A Sra. vai precisar fazer uma super alimentação. Está com uma forte anemia. Por isso esse quadro de fraquezas e desmaios.
Ed olhou pra Don aliviado e me encarou com a cara brava.
Você está vendo? Eu avisei!
Papai, agora não adianta sermão!
Mamãe, daqui a pouco iremos pra casa, você precisa se cuidar!
Ok! Ok!
Don e o médico se retiraram e foram conversar no corredor.
Minha Pimenta teimosa!
Ed sorriu, fez carinho em meu rosto e me beijou suave nos lábios. Sorri de volta, apertei sua mão...
Me desculpe!
Eu te amo! Não me assuste mais assim, ok?
Ok! Eu te amo!
Fomos pra casa de táxi. Depois de ter ficado no soro umas 4 horas. Ed ligou para Noah e acalmou as meninas, Serena e Carol estavam agoniadas.
Papai, deixa eu falar com a mamãe?
Um minuto, Carol...
Oi, filha.
Mamãe! Que susto! Se cuida, por favor!
Carol estava muito emocionada, podia perceber seu choro.
Filha, não chore. Já estamos em casa. Estou bem.
Ahhh mamãe, eu sinto muito a sua falta, queria estar do seu lado. Sexta estaremos aí, mãe. Bjs
Te amo filhota. Também sinto muito a falta de vocês.
Três dias se passaram, Ed e Don estavam me sufocando com uma alimentação a cada duas horas. Me obrigavam a comer de qualquer jeito. Isso estava me estressando.
Liv, toma, sua vitamina.
Parem, parem, por favor. Não quero! Não aguento mais vocês me entupindo de comida, lanche, suco, vitamina. Chega!
Olívia? Você precisa se recuperar!
Mamãe?
Estou me recuperando, mas por favor, parem com isso. Me deixem comer quando eu tiver vontade!
Levantei do sofá e fui pra varanda. Eu estava melhor, a fraqueza diminuiu, mas de vez em quando ainda tinha tonturas.
OLÍVIA?
Deixa ela papai, não briga. É pior. Dá um tempo pra mamãe, daqui a pouco você leva a vitamina com carinho, ela vai tomar.
Desci pelo deck e fui pra areia, resolvi caminhar um pouco pela praia com aquela água azul do mar nos meus pés. Um bom tempo depois, Ed veio ao meu encontro, eu estava sentada na areia olhando o horizonte quando ele sentou atrás de mim e me abraçou com carinho. Beijou meu ombro e meu rosto.
Ei, podemos conversar?
O olhei profundamente e me envolvi em seus braços.
Podemos.
Eu só quero cuidar de você, te ver doente corta meu coração. Me desculpe se te sufoquei.
Eu sei, Ed, mas está demais! Você e Don não me deixam respirar. Chego a ficar enjoada de tanto comer. Eu sei que vocês fazem com carinho, mas por favor, menos! Me deem um tempo!
Ok. Mas você pode tomar a vitamina agora?
Olhei em seus olhos, sorri...
Posso!
Ele tinha descido com a vitamina e deixou escondida ao meu lado.
Então toma, fiz com muito carinho.
É pra eu tomar tudo? Perguntei com ironia.
Toma o que você achar que deve. De preferência, tudinho! Eu te ajudo.
Don desceu e se juntou a nós. Eu estava terminando de tomar a vitamina.
Viu, papai. Eu disse que com carinho ela ia tomar.
Vocês fizeram uma aposta? É um complô contra mim?
Contra não, mamãe! A favor.
Vem aqui filhote, desculpe a mamãe. Você veio cuidar de mim, mas preciso de um tempinho. Ok?
Abracei Don e ele deitou no meu colo, fiz muito carinho em sua cabeça. Ficamos os três olhando o mar por um tempo e jogando conversa fora.
Boa noite, mãe. Boa noite, pai!
Boa noite , filho.
Don tem os hábitos do pai. Acorda sempre cedo, gosta de ver o noticiário na cama e dorme em seguida.
Boa noite filho. Também já vamos subir.
Boa noite filhote. Durma com os anjos!
Ed e eu subimos e fomos pra cama,eu adormeci logo.
Durante a madrugada começou a chover, acordei com os raios e trovões. Ed estava num sono profundo. Levantei e fui verificar as janelas. Coloquei os cães pra dentro, eles quiseram ficar no quarto de Don. Acabei perdendo o sono. Ed continuava dormindo, fiz carinho em seu rosto e nada dele acordar.
Ed!
Hummm...
Acorda meu amor.
Já vou, já vou...
Ed, acorda pra mim. Comecei a fazer carinho em seu peito desnudo, ele estava só com as calças do pijama e sem cueca.
Acorda, meu amor. Quero teu carinho, te namorar.
Oi? Ed acordou e sentou assustado na cama.
Está tudo bem? Você está bem?
Calma, está tudo bem. Estou ótima! E quero você!
Wow!!
Sentei de frente pra ele entrelaçando minhas pernas em sua cintura. Ed me abraçou, olhou fundo em meus olhos...
Não, eu te quero! Estou há dias esperando esse momento.
Eu quero!
Eu!
Ed puxou minha camisola, fiquei só de calcinha, sentindo sua ereção sob a calça do pijama. Um beijo demorado e quente nos uniu trazendo arrepios aos nossos corpos em atrito. O toquei sob a calça do pijama enquanto ele acarinhava meus seios. Em segundos eu estava deitada, Ed nu retirando minha calcinha. Ele me olhava com tesão, me provocava com os dedos, mordiscou minhas coxas e lambeu meu clitoris me fazendo arfar de prazer.
Ed, deixa eu te sentir.
Ele se ajeitou ao meu lado e pude proporcionar a ele o mesmo prazer que eu estava sentindo.
Vem, vem pra mim. Me toma.
Ele se virou rapidamente, fletiu minhas pernas e deslizou devagar.
É assim que você quer? Uhhhhhh
Quero! Ahhhhh Muito! Vem, vem... Ahhhhh...Ed abafou meus gemidos com beijos. Estremeci e gozei
Me espera. Eu vou....eu vou....uhhhhhh uhhhhhh
Nossos corações foram desacelerando, um profundo relaxamento nos tomou. Ed ficou dentro de mim até que a musculatura contraiu e o expulsou.
Liv! Eu te amo! Te desejo sem limites.
Ed! Eu não sei viver sem você! Eu te amo!
Estávamos aos beijos suaves, com carinhos quando mais trovões e raios iluminaram o céu. Ed lembrou dos cães...
Liv! Bobby e Mackie lá fora?
Já os coloquei pra dentro.
Quando? E onde eles estão?
Antes de te acordar. Eles quiseram ficar com Don.
Ed veio pro meu lado e me abraçou em conchinha, muitos carinhos até que dormimos.
A quinta-feira amanheceu com sol, quando acordei Ed não estava ao meu lado. Tomei banho e desci pro café. Ed não estava em lugar nenhum da casa. Don estava na varanda olhando o mar...
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