O Teceiro Recomeço
3 Meu Dia-a-Dia Escolar
Notas iniciais
Kaya POV's
Saí do ônibus logo que ele parou e fiquei esperando Nick sair. Dylan já estava ao meu lado todo animado falando sobre um trabalho de biologia que iria fazer junto com Britt Robertson na aula. Brittany Leanna Robertson, ou só Britt, é uma das garotas mais populares do colégio. Mas ela não é o tipo comum de garota popular, aquela que só se importa com o cabelo e que espalha terror nos corredores, não, ela é o tipo raro que é popular justamente por ajudar todo mundo. Ela faz parte de praticamente todos os grupos da escola, só tira notas boas, é super legal com todo. E tem tipo, uns 300 admiradores secretos. E Dylan é um deles. Ele acha que ela é a melhor pessoa do mundo. Para mim, ela não fede nem cheira. Quando começamos o ensino médio, que foi quando ela ficou popular, eu até tentei odia-lá, afinal ela fazia parte da "turma popular" e eu odeio todo mundo dessa turma. Mas, com o tempo, ela se revelou ser muitos boa com as pessoas, o que dificultou para eu sentir odio dela.
—Nick! — Ele finalmente tinha saído do veículo, acompanhado de seus companheiros de Lacrosse. — Não preciso te falar mais uma vez o que você precisa fazer na hora da saída, né?
— Claro que não. Eu espero para pegar o ônibus junto com vocês dois, porque a aula de vocês termina mais tarde, daí você vai saltar na Zona Comercial junto com Hailee para ir trabalhar e daí eu desço na Zona Residencial junto com Dylan e Tyler. Eu faço isso desde que você entrou no ensino médio, não é nenhuma novidade. — Falou Nick com cara de tédio. As vezes eu odiava ter que bancar a irmã mais velha. Mais como Spencer não faz isso, eu sou obrigada a fazer.
— Ok, então. Te vejo na hora da saída.
— Ta bom. Tchau, Dylan. — E Nick saiu andando para encontrar com seus amigos do Lacrosse.
— Ele nunca te dá tchau... — Disse Dylan.
— É a minha recompença por ser uma irmã chata.
— Mas ele só faz isso na escola, quando eu vou na sua casa ele sempre é legal com você.
— Pois é.... Acho que é para não acabar com a reputação dele na escola. — Eu tentava não pensar muito nisso, no fato de Nick me ver como um risco para sua reputação de jogador de lacrosse- Vamos lá encontra Hailee, quero ver se ela está bem....
— Por que ela não estaria bem?- Perguntou Dylan.
— Ah... É uma longa história... — E contei para ele tudo que aconteceu na noite anterior.
— Corpos ambulantes?!! Tipo zumbis?! — Falou animado Dylan assim que entramos no Complexo Escolar no prédio do Ensino Médio. — Talvez já tenha começado, talvez seja melhor nós pegarmos Hailee e Nick e dar o fora daqui, rumo à minha casa, onde estaríamos protegidos... — Dylan falou com uma pontada de medo na voz.
— Claro e porque você não leva a Britt junto? Vamos morrer de qualquer jeito mesmo.
— Você está zoando comigo, não está? — O rosto de Dylan estava inespressivo.
— É claro que estou de zoando, idiota. Não tem apocalipse nenhum acontecendo. No máximo algum ser sobrenatural Liberal invadiu a casa de Hailee para ver se tinha alguma de valor. Ele deve ter achado que como ela aluga uma casa na zona comercial ela devia ser rica, então invadiu, achando que não tinha ninguém em casa. Quando viu ela provavelmente saiu correndo.
— Argh. Liberais, é a cara deles fazerem isso. Não suporto eles. — Disse Dylan, com uma expressão de nojo.
— Ei, eu já fui Liberal. E na época você me apoiou. Ou será que continha um nojo secreto por mim esse tempo todo?
— Isso porque você só pintou o cabelo de verde. Você lutou pela sua liberdade de expressão de forma correta. Disso eu não tenho nojo. O que eu tenho nojo é dos Liberais com L maiúsculo. Aqueles que andam em gangues, assaltam casas, hackeiam contas na internet por diversão, picham monumentos da época dos antigos Estados Unidos... E ainda por cima dizem que fazem isso pela humanidade, para se expressasa. Pintando o seu cabelo você já se expressou, não precisou estragar nenhum monumento. Entende o que estou dizendo? Eu gosto dos motivos deles. Mas não gosto do modo como se expressão. Acho desnecessário.
— Entendo...- Falei. Ele estva certo. Os Liberais realmente faziam isso. Eu não fiz. Eu só pintei o cabelo escondida. Foi uma fase de rebeldia, durara pouco, apenas até Spencer ir para o Complexo Universitário e seu pai pegar uma promoção no trabalho, que o obrigaria a ficar pelo menos três noites por semana no Complexo escolar, deixando me deixando assim como responsável de cuidar de Nick enquanto sua mãe está no trabalho. Apesar da fase de rebeldia ter passado, se pudesse, pintaria o cabelo de novo.
Finalmente encontramos Hailee. Fizemos um interrogatório sobre a noite passada, mas Hailee parecia convencida de que havia alucinado. Ela estava agindo normalmente, então deixei pra lá.
Fomos para a aula. Nada de interessante aconteceu, e daí tocou o sinal para o almoço e fomos sentar em uma mesa ao ar livre.
O céu estava nublado, como de costume. O refeitório ficava no segundo andar em um prédio de 20 andares. Na mesa onde estou, na beirada da parte descoberta dá pra ver a Zona Comercial ao longe, seguida pela Zona Residencial e os portões do Bairro Maior, onde quem trabalha na prefeitura mora. É onde todos os "chefões" da cidade moram, e por isso fica separado das demais residencias. O Bairro Maior é o cartão postal da Cidade, pois fica em cima de uma colina que rodeia a cidade, deixando-o assim acima de toda a cidade.
Sem nada para fazer, porque Dylan e Hailee ainda estavam na fila para comprar um strudel de maçã, olhei para frente. Como a varanda que era a parte descoberta do refeitório era circular, eu tinha vista de todos os lados. A vista que eu tinha de frente era um suave declive em direção ao mar, onde não temos permissão de ir, porque o litoral é muito traiçoeiro, ao longe. O mar ficava fora do meu ponto de visão, provavelmente por ficar muito longe.
Ao concentrar o olhar sobre a colina distante, a imagem ondulou na minha frente. Achei ter visto uma espécie de castelo, mas no sengundo em que pisquei os olhos ele desapareceu. Achei estranho. Muito estranho.
No segundo seguinte me peguei observando aquela marca no meu pulso, me perguntando da onde havia vindo aquela marca esquisita. Meus pensamentos foram interrompidos pela reclamação de Dylan:
—Aqueles garotos do segundo ano furaram a fila. Quem eles pensam que são?!
— Meu Deus, Dylan. Você está falando disso desde que saímos da fila! Você conseguiu seu strudel, não conseguiu? Então desencana! Não estou certa, Kaya?- Falou Hailee, chamando a minha atenção ao assunto.
— Completamente. — Concordei com Hailee. O restante do recreio se passou normalmente.
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