O Teceiro Recomeço
4 Aquela Marca No Meu Pulso
Notas iniciais
Kaya's POV
Acordei com uma nota aguda. Literalmente. Eu tinha deixado o meu Ipod ligado durante a noite e adormeci com o fone no ouvido, escutando uma playlist. Pelo visto a playlist havia chegado nas músicas da Ariana Grande, que tinha um alcance de voz impressionante.
Olhei para o relógio: 6:00 AM.
Exatamente 10 minutos antes do meu despertador tocar. Um dos meus grandes problemas, além do fato de que eu não era a pessoa mais educada do mundo e de querer dar a minha opinião em tudo, era o fato de que depois que eu acordo, não consigo mais dormir. Isso normalmente não afeta as pessoas ao meu redor, mas é bem chato pra mim.
É, valeu Ariana. 10 minutos a menos para dormir. Blergh.
Fiquei escutando música até meu despertador tocar. O sinal só bate às 8:00h, mas o Complexo Escolar, onde temos aulas fica a uma hora da Zona Residencial, que é onde todo mundo menos quem trabalha na prefeitura e quem consegue pagar um aluguel na Zona Comercial, (tipo a Hailee) mora. Eu moro em uma das ruas centrais da Zona Residencial, o que é bom, porque o ponto de ônibus fica na frente da minha casa, atravessando a rua. Eu também gosto de tomar banho antes de sair de casa, e eu tenho o costume de demorar no banho. Por isso que meu despertador está programado para tocar às 6:10, para dar tempo de tomar banho, me arrumar, tomar café da manhã e pegar o ônibus às 7:o0.
Naquela manhã, depois de eu tomar café, fiquei esperando por Dylan para atravessarmos a rua juntos e conversar enquanto espermos o ônibus. Eu até poderia esperar por ele no ponto de ônibus, mais daí eu teria que conversar com as outras pessoas que estão esperando para pegar o ônibus e daí eu teria que tentar ser gentil com as pessoas e eu não estava com paciência para isso. Na verdade, eu nunca estou com paciência para tentar ser gentil com pessoas que eu não conheço, e é por isso que meu irmão mais velho Spencer diz que sou antisocial.
Beirando o tédio, pois não tinha nada para fazer e nenhum sinal de Dylan, seus olhos percorreram o próprio braço e encontraram a Marca. Aquela marca no pulso direito que nunca havia estado lá até poucos dias, quando ela, Dylan, Hailee e Tyler Posey ( que é o único amigo homem de Dylan e que eu acho que tem um lado delinquente) invadiram a última Igreja Santa do principado ( Porque o Senado acredita que cada um pode e deve celebrar suas crenças de modo independente, sem precisar de instrumentos ou locações para faze-lo) só por diversão. Eles forçaram a tranca que prendia a porta e entrarm. Tudo parecia abandonado, e eles não ficaram muito tempo. Isso porque tanto Dylan quanto Hailee acharam que tinham visto algo. Kaya também havia visto. Mas Kaya não ACHAVA que tinha visto, ela tinha CERTEZA de que havia visto de relance alguém ou alguma coisa se mover rapidamente. Depois de relatar isso aos amigos, todos concordaram em sair bem rápido dali e foi o que fizeram. Horas depois, quando chegou em casa, Kaya percebeu aquela marca no pulso. A mostrou para sua mãe mas a mesma parecia convencida de que a marca era de nascença e que sempre estivera ali.
Estava perdida em seus pensamentos quando alguém falou ao seu lado:
— Kaya, o que é essa marca? — Era Nick Robinson, seu irmão mais novo que, assim como ela, era adotado e por isso mantinha o sobrenome de seus pais biológicos.
Não deu tempo de responder ao seu irmão de outra mãe, pois, na mesma hora Kaya escutou Dylan gritando para ela e correndo em sua direção:
— Kaya! Nick! Não fiquem aí parados! Vamos perder o ônibus!!!
Nossa, nem havia percebido que o ônibus tinha chegado. Fiquei atordoada quando percebeu isso e quase não viu Dylan quando este passou correndo por ela em direção ao ônibus.
— Kaya, ele tem razão — Disse Nick, alarmado, enquanto puxava Kaya pelo pulso em direção do ponto de ônibus. Com isso despertei do transe em que estava desde que tinha começado a pensar na marca no pulso e corri em direção do ônibus.
Dentro do veículo, me dirigi ao lugar que Dylan havia reservado para mim ao seu lado. Quando me sentei, ele disse:
— Nem preciso dizer que você fez paple de boba ali parada, né?! O que vocês estavam conversando que era tão importante a ponto de exijir toda a atenção de vocês? — Quando ele terminou de falar, virei minha cabeça suavemente na direção de Nick. Ele estava cumprimentando os amigos do time de Lacrosse e parecia pronto para se acomodar no banco do fundo. Pelo visto tinha deixado de lado o assunto, o que era bom pra mim.
— Nada. — Eu respondi à pergunta de Dylan.
— Hum... Alguém tem segredinhos sujos!
— Pelo menos meu segredinho sujo não é que eu acredito no Apocalipse Zumbi. — Eu disse em tom zombateiro.
Dylan O'Brien é meu vizinho desde sempre, e é meu amigo desde sempre. Ele é super legal, o tipo de pessoas que você pode contar. Além de ser a única pessoa que eu conheço que zomba mais das pessoas do que eu. A grande diferença entre eu e ele é que ele é super gentil com qualquer pessoa que fale com ele. E também tem seu defeito mortal: Ele Acredita seriamente que num futuro próximo irá acontecer o apocalipse zumbi. E ele é um super nerd nesse assunto: Já leu todos os livros referentes ao assunto e seu histórico na internet é cheio de sites que falam apenas e exclusivamente sobre o apocalipse zumbi. Seu quarto é até preparado para esse tipo de emergência.
— Ah, cale a boca, Kaya — Dylan é tão acostumado comigo pegando no pé dele por causa disso que, quando eu toco o assunto ele nem se dá mais o trabalho de discutir comigo. Só manda eu calar a boca.
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