Notas iniciais
Introduzindo: Ian Harding (Pretty Little Liars) Phoebe Tonkin ( The Originals) Obs: Eu mudei o nome do pastor alemão do Ian para Ringo porque eu achei que tinha mais "personalidade". Pra quem não sabe pastor alemão é uma raça de cachorro de grande porte e 'Starbucks' é uma rede famosa de cafeterias dos Estados Unidos. Tomara que gostem, boa leitura!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Ian POV's

— Hey, vou ajudar o Simon, okay? Você consegue terminar isso sozinho? — Perguntou Phoebe, me obrigando a submergir de meus pensamentos.

— Aham. — Respondi.

— O que você tem, hein? anda meio esquisito faz um tempo e hoje está muito quieto. Você sabe que eu vou embora daqui a poco, junto com Simon, certo? — Phoebe me olhou com preucupação.

Olhei ela nos olhos. Phoebe Tonkin é uma caçadora das sombras, assim como eu. Ela tem cabelos pretos esvoaçantes e brilhosos, mas não tão sedosos quanto os de Isabelle, que tem o quarto na frente do meu, no Instituto. Conheci Phoebe um ano antes de vir para o Instituto, enquanto servia de soldado, durante uma ronda ao redor do Salão dos Acordos, em Idris. Me lembro perfeitamente. Eu estava em meu posto, na parte frontal do Salão, lendo um livro. Era tarde da noite e eu me lembro de estar entediado. Nunca gostei de ter que ficar parado no mesmo lugar a noite inteira, sem fazer nada. Eu estava quase terminando o capítulo quando vi pessoas se aproximando do Salão. Com sorte, consegui esconder o livro a tempo de ninguém ver que estava lendo ao invés de trabalhar. Reconheci as pessoas quando se aproximaram. Era a Inquisidora Pearl Charleston e o Cônsul Benjamim Tonkin ( o pai de Phoebe), que eram dois dos cargos mais altos da Clave. Ou seja: Pearl Charleston e o pai de Phoebe comandavam tudo, ou quase tudo, no mundo dos Caçadores de Sombras. Na ocasião, eles eram seguidos de perto por uma garota que aparentava ser mais nova, com cabelos lisos e pretos esvoaçantes, que mais tarde eu saberia que se chamava Phoebe.

Fiz uma saudação quando passaram por mim. Assim que entraram no Salão, fui para trás de uma coluna na parte de fora do Salão, ficando em um ângulo em que quem saísse pela porta principal não conseguisse me ver. Eu sabia que deveria esperar até a Inquisidora e o Cônsul saírem do Salão, sabia que se fosse pego provavelmente perderia o emprego, mais isso poderia levar a noite toda e o livro estava tão bom...

Estava entretido no livro, bem na hora do clímax da história, quando me assustei com alguém falando ao meu ombro:

— Meu Deus! Esse babaca aí é o personagem principal? Por que ele não quer ficar com a mocinha?! — Essas foram as primeiras palavras que Phoebe me disse. Ela estava empoleirada no espaço entre a coluna em que eu estava escondido atrás e a parede externa do Salão dos Acordos. Fiquei sem reação. Eu não fazia ideia de como ela se aproximara sem eu perceber.

— Aliás, você não deveria estar na frente do Salão dos Acordos, o protegendo de uma possìvel rebelião? — Phoebe continuou. Pela primeira vez desde que ela havia começado a falar percebi que eu havia sido pego matando o trabalho. E que ela era a filha do Cônsul!

— Mas... Q-que rebelião? — Perguntei, recuperando a compustura de soldado aos poucos.

— A rebelião de qualquer um que queira se rebelar, oras. — Ela sorriu e tirou um cabelo da boca.

— Você vai me dedurar? — Perguntei, finalmente me recuperando do choque inicial.

— Talvez não, se você me fizer um favor.

— E o que seria esse favor? — Perguntei desconfiado. Ela abriu ainda mais o sorriso ao escutar a minha pergunta.

— O favor seria.... — Arqueei uma sombrancelha diante do suspense exagerado dela.

— Você me contar a história desse seu livro.

— Você está falando sério? — Agora minhas sombrancelhas estavam franzidas.

— Pareço estar brincando?! — Disse Phoebe, com uma pontada de irritação na voz.

— E a minha ouvinte tem nome? — Perguntei com um sorriso, após uma hesitação. Afinal, não era todo dia que alguém me pedia para contar a história de um livro.

— Phoebe. Meu contador tem um nome?

— Ian. — Apertamos as mãos e comecei a lhe contar a história.

Desde aquela noite, ficamos cada vez mais próximos. Teve uma época em que achei que ficaríamos juntos. Mas daí veio o pedido de voluntários do Instituto de Nova York. Vi a minha chance de finalmente sair de Idris, de conhecer um lugar novo. Não pensei duas vezes e fui o primeiro a se canditadar. Me arrenpendi logo em seguida. Na ocasião, Phoebe se encontrava ao meu lado e depois de eu estender a mão em direção ao mensageiro do Instituto e gritar " Eu me voluntario", ela me olhou com um olhar que dizia "Como assim?!" Um segundo depois ela estendeu a mão dela e gritou "Eu me voluntario para defender o Instituto de Nova York". Phoebe ainda é a mesma de sempre, mas desde aquele dia não somos TÃO próximos como eramos. Ainda somos melhores amigos, mas nada mais do que isso. Sinceramente, eu estou bem com isso. Acho que no fundo eu sempre preferi que fossemos somente amigos.

O que nos leva ao presente. Eu ainda estava a olhando nos olhos quando ela disse:

— É a garota, não é?

— Não é só a garota. Não consigo entender como eles entraram na Igreja naquele dia. — Ela colocou uma mão em seu ombro.

— Vamos descobrir. Eu prometo. Mas antes eu preciso ir até o lar dos vampiros junto com Simon para eles assinarem os pré-requisitos antes que a temporada dos acordos chegue. E eu quero muito partir sabendo que você está bem.

— Eu estou bem. — Respondi com um meio sorriso.

— Então tchau. — Ela me abraçou e eu falei:

— Promete que não vai morrer?

— Prometo. — Eu vi que ela revirou os olhos, mas a promessa dela tem valor.

Já tinha se passado meia hora depois da saída de Phoebe quando Clary disse:

— Hum, Ian? Acho que seu cachorro está prestes a urinar na estátua de Raziel.

— Ringo não faria isso. Se bem que eu acho melhor leva-lo para fora para ele fazer suas necessidades. — Eu disse, observando o estado de meu pastor alemão. — Vocês se importam se eu der uma volta por aí? Preciso de um café.

— Claro que não. — Clary respondeu com um sorriso compreensível.

— Só me faltava essa — Jace disse com um murmurio quase inaudível. Clary o cutucou no braço, os dois estavam pintando as paredes juntos. — Tá, mas você tem que me trazer um latte sem açucar.

— Tudo bem. Algum pedido Clary? — Como resposta à minha pergunta Clary balançou a cabeça em negação.

E lá fui eu com meu cachorro Ringo à procura de um Starbucks, parando de vez em quando perto de árvores para que Ringo pudesse fazer suas necessidades.

Clary POV's

— Só me faltava essa, Ian querendo matar o trabalho e você apoiando ele. — Resmungou Jace logo depois de Ian sair.

— Ele parecia precisar de um café. E além do mais se ele não levasse o cachorro pra fora ele faria xixi ou na estátua ou na gente e eu não tô afim de ficar cheirando a xixi de cachorro.

— Eu também preciso de um café! — Exclamou indignado Jace.

— E você vai ter o seu café, quando ele chegar. — Respondi camalmente.

— Argh, deixa pra lá. — Ele resmungou novamente.

— Ando meio preucupada com Ian. Ele anda muito quieto desde que aqueles adolescentes entraram aqui. — Eu falei quase num sussurro.

— Preucupada? Com Ian Harding?! Garanto que ele já sofreu coisas piores.

— Como você pode saber tanto sobre ele? — Perguntei indignada.

Jace não me respondeu.

Kaya POV's

Eu estava no Starbucks, trabalhando, fazendo um frapuccino de brigadeiro e fazendo a lição de casa ao mesmo tempo ( O livro de exercícios estava aberto em cima da bancada ao lado do liquidificador, eu sempre faço as lições de casa enquanto estou no trabalho.), quando meu chefe pediu:

— Kaya, você poderia colocar o lixo lá fora? O garoto que tira o lixo faltou.

Não é meu trabalho tirar o lixo, mas eu estava muito chocada pelo fato de que meu chefe acertou o meu nome, então eu pedi para Camilla Cabello, que é uma garota fresca que trabalha comigo cuidar dos pedidos enquanto eu ia até o beco que tinha ao lado do Starbucks. A sarjeta fica no final do beco, que dá na frente da cafeteria e tem visão da rua.

Coloquei o enorme saco de lixo na sarjeta e olhei para rua. O que eu vi me pegou desprevinida. Bem na minha reta, saindo de um outro beco entre duas lojas de convêniencia, entrando na calçada do outro lado da rua estava um garoto, que a distância parecia ter em torno de 19 ou 20 anos. Ainda estava meio longe para ter certeza, mais parecia ter olhos e cabelos castanhos e um rosto anguloso. Parecia bonito, mas o que maislhe chamou a atenção era que ele estava vestido interiramente de preto, e sua pele parecia coberta de tatuagens, mas eu sabia que não eram simples tatoos. O garoto estava Marcado com M maiúsculo. A primeira coisa que passou pela minha cabeça foi: Caçador de Sombras.

Mais não podia ser. Era muito raro para um simples civil encontrar com um Caçador de Sombras, porque eles se encontravam na maioria das vezes apenas em cidades com muita atividade demoníaca em suas barreiras de proteção ou no Instituto do continente ou em seu país encantado Idris. Simplesmente não podia ser. Não sei se ele me viu ou não. De qualquer jeito, eu tenho que voltar ao trabalho.

Voltei para dentro. Eu devo estar uns dois minutos de cabeça baixa, preparando um número 21 do cardápio (um frapuccino de brigadeiro com leite de cabra, o meu favorito!) quando Hailee, que estava entregando os pedidos falou:

— Hey, eu preciso ir no banheiro, você pode entregar esse pedido que você está preparando? O cara vem aqui pegar.

— Aham. Pode deixar.

— Valeu.

Logo depois terminei de fazer o frapuccino. Olhei o nome anotado no copo. Ainda de cabeça abaixada, gritei o nome para que o cliente viesse pegar seu café:

— Ian! Seu pedido está pronto!

— Estou aqui. — Disse o cliente.

Meio distraída, estendi o braço para o cliente pegar seu café, sem olhar o seu rosto.

Escutei quando o café caiu no chão com um splash. Pelo visto eu havia largado o copo muito cedo. Ou o cliente não tinha reagido rápido o suficiente. Vá saber.

Peguei o primeiro pano que vi e me agachei para tentar limpar a bagunça o mais rápido possível. Se o meu chefe visse isso eu estaria ferrada. Percebi que o cliente desastrado havia se abaixado e tentava me ajudar a arrumar a bagunça. Eu ainda não havia o olhado no rosto.

Em algum momento, tentando limpar o café derramado, nossas mãos se tocaram e eu tenho quase certeza de que eu senti faíscas queimarem de leve a minha mão. Me senti forçada a o olhar no rosto e...

A primeira coisa que passou pela minha cabeça foi:

Caçador de Sombras.

Notas finais
Espero que tenham gostado, novos capítulos em breve!!!! Obrigada por lerem!!!!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.