O Sumiço de Denise

34 Quer ser minha Fiona?


Notas iniciais
Boa leitura!!!

Era cinco da manhã quando Magali entrou em casa. Sorte que ninguém viu. Teve que ser forte de recusar o convite de Cascão para recusar assistir o nascer do sol ao lado dele. Não foi direto para o quarto. Passou na cozinha antes a procura de alguma coisa para comer. Afinal ela era ou não era a Magali?! Achou uma fatia de melancia. Sentou-se num dos bancos da bancada e enquanto comia a fruta lembrava-se da conversa que teve com o garoto ao despertarem.

FLASHBACK

Desperta sentindo o braço do garoto se mexer. Percebe então que ele já esta acordado. Cascão lhe abre um sorriso e a cumprimenta com um selinho, deixando-a vermelha.

Magali (Preocupada) – Já é de dia?

Cascão – Daqui a pouco já amanhece... Nós estávamos conversando, cochilei no meio...

Magali lembra-se de que o garoto deixou falando sozinha e começou a roncar. Fingi estar irritada.

-Você apagou isso sim!!!Ogrinho!!!

Cascão (Rindo) – Mas você adora esse Shrek né não?! – Lhe abraça e começa a fazer cócegas provocando um ataque de risadas. Magali da alguns tapinhas de leve obrigando a parar.

Magali- Tenho que ir pra casa feioso... – Dá um beijo em seu rosto e se levanta para ir embora, Cascão segura seu braço. – Que foi?

Cascão – Quero falar com você... Ontem foi legal... Foi lindo... Mas e agora meu?

Magali – Cascão acho melhor deixar essa conversa pra mais tarde que...

O sujinho encara seus olhos castanhos com firmeza e Magali emudece no meio da frase notando que ele vai lhe falar algo.

Cascão – Cara... É com você que quero ficar... Fominha, meu coração bate por você... Quer ser minha namorada?

Nunca tinham se olhado tão profundamente. Dias de sofrimento, brigas e choro, tudo para aquele pedido. Era o que mais queria, ser dele. Não pode evitar que duas lágrimas surgissem em seus olhos e que rolassem por sua face ao perceber que o sujinho estava tão emocionado e nervoso quanto ela. Abriu um sorriso.

-Eu... – As lágrimas e o suor também escorriam pelo semblante do garoto. Ela envolveu seu rosto com as duas mãos e misturou seus lábios com os dele, criando um beijo com gosto de lágrimas e felicidade. Ao terminar ao beijo, Cascão ainda tenso perguntou se aquilo era um sim.

Magali – Claro que é cabeção!!! Eu quero ser sua Fiona, Shrek!!!! –

(Shake it up)
I never loved nobody fully
Always one foot on the ground
And by protecting my heart truly
I got lost
In the sounds

Sem pensar duas vezes Cascão deu um grito como se o Corinthians tivesse marcado um gol, caiu ajoelhado no chão e completamente feliz.

I hear in my mind
All these voices
I hear in my mind
All these words
I hear in my mind
All this music

-Finalmente, depois de não sei quantos nãos, de joelhadas em lugares indevidos... El A-CEEEEI-TOOOOOOOUUUU!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!- Berrava o garoto a quem quisesse ouvir, surpreendendo Magali.

Magali – CASCÃO!!! Vai acordar a vizinhaça!!!

And it breaks my heart
And it breaks my heart
And it breaks my ha-ah-ah, ah-ah-ah, ah-ah-ah, ah-ah-ah-aart
And it breaks my ha-ah-ah, ah-ah-ah, ah-ah-ah, ah-ah-ah-aart

Correu de braços abertos para fora do campinho, pulava dando socos no ar, gargalhando de felicidade, parecia nunca ter deixado de ter seis anos de idade.

Suppose I never ever met you
Suppose we never fell in love
Suppose I never ever let you
Kiss me so sweet
And so so-o-o-o-oft

Magali ia atrás repreendendo e rindo das peraltices e da gritaria que o namorado fazia. Era um cabeção mesmo.

Suppose I never ever saw you
Suppose you never ever called
Suppose I kept on singing love songs
Just to break
My own fall
Just to break my fa-ah-ah, ah-ah-ah, ah-ah-ah, ah-ah-ah-aall
Just to break my fa-ah-ah, ah-ah-ah, ah-ah-ah, ah-ah-ah-aall
Just to break my fa-ah-ah, ah-ah-ah, ah-ah-ah, ah-ah-ah-aall
Break my fall
Break my fall

Jogou-se de braços abertos no gramado e ficou rindo feito um bobo.

-Ela aceitou, aceitou, A-CEEI-TOOOOU!!! – Repetia pra si mesmo acreditando.

Magali senta-se próximo dele, fingindo impaciência.

-Ficou louco feioso?

Cascão (Rindo) – Fiquei!!! Eu tou louco!!! Louco por você!!!- Antes de qualquer reação da garota a puxa para si e deitam-se se beijando. Rolam pelo gramado sem preocupações. Depois de muito se beijarem Magali o interrompe, cautelosa.

Magali – Eu queria te fazer um pedido, posso?

Cascão – Claro... O que?

Magali – Será que dá pra gente manter esse namoro em segredo, pelo menos por enquanto?

Cascão (Desapontado) – Ainda a estória da Cascuda? Esquece isso que logo para de comentar...

Magali – Vamos deixar a poeira baixar... É só por enquanto... – Faz uma cara de pidona como quando era criança e queria um teco do doce dele. – Por favor amor...

Era irresistível resistir a ela. Sempre acabava lhe cedendo e daquela vez não foi diferente.Passou a mão em seus cabelos levemente.

- Ok! Mas só porque você quer, não estamos fazendo nada de errado...

Magali- Eu sei... Mas vamos ir devagar... Pelo menos por enquanto eu não quero contar nada pra ninguém...

Fim de Flashback

Terminou de comer a fruta e foi finalmente deitar na sua cama, antes de dormir ainda ficou pensando na noite e adormeceu agarrada a um travesseiro desejando ser o namorado.

Embora fosse sábado, Marina não acordou tão tarde. Desceu de pijama para tomar café da manhã com os pais. Seu Nestor lia jornal enquanto dona Helena lhe servia café.

Marina (Bem humorada) – Bom dia!!!

Nestor (Com os olhos no jornal) – Bom dia minha filha, parece que dormiu bem...

Marina – Ótima...

Nestor – E por algum motivo especial?

Marina – Estava cansada mesmo, só isso... – Começou a se servir.

Helena- Filha... Agora cedinho passou uma amiga sua e deixou isso aqui... — Entrega a Marina um envelope. Marina abre curiosa e percebe a carta do homem sombra junto de um papel de caderno com uma letra bem escrita.

Marina – Foi a Carmem manhê?

Helena –Essa mesma, a loirinha né?! – Marina abre um sorriso. Não se enganará ao confiar que no fundo, bem lá no fundo sabia que aquela teimosa, exibida, fresca da Carminha tinha um lado humano. Estava certo que não teve cara de deixar a carta em sua mão, mas já era um começo.

Nestor – Que tem aí dentro Marina?

Marina – Assunto particular pai...

Nestor – Espero que não tenha nada haver com o inventor...

Marina -Poxa pai, eu tento não arranjar conflitos, mas o senhor insiste!!! Não tem nada haver com o Franja não... Eu terminei com ele...

Nestor (Desconfiado) – Espero mesmo!!!

Marina termina seu suco, pega o envelope e sai da mesa.

- Com licença, perdi a fome... – Sobe as escadas em direção ao quarto. Helena reprova o marido com o olhar.

Nestor (Irritado) –Me deixa em paz que eu tenho mais que motivos pra não confiar nessa garota.

Marina escuta as ultimas palavras do pai, mas fecha a porta, agora não estar disposta a discutir, sua curiosidade era bem maior. Despejou a carta francesa na cama junto a foto e pegou a tradução para ler, atividade que durou menos que dois minutos. Releu mais algumas vezes e pegou a foto que veio na correspondência original. Aqueles olhos azuis da foto. A expressão familiar. Cebola e Magali também acharam a mulher da foto conhecida. E estava na sua cara, a dois palmos de seu nariz. A mulher do retrato era Carminha Frufru todinha. Ligou paras as meninas, Cascão, Cebola e pediu para avisarem Franja para se reunirem no clubinho de tarde.

Cebola- Como é?! Deixa eu ver se eu entendi bem... Aquela carta francesa é de uma sócia do Homem Sombra?

Marina – Isso, essa garota é uma sócia de Diego que parece ter entrado agora para o ramo e vem conhecer o Brasil, como o Diego não conhecia ela antes mandaram essa foto, ela chega em São Paulo segunda-feira.

Mônica pega a foto. Eles tinham razão a moça da foto lembrava muito Carmem.

Mônica – E o que você pretende?

Marina - Não sei ainda... Vocês têm alguma ideia?

Franja - A Carmem traduziu isso de boa vontade?

Marina – Digamos que eu tive que ter que usar alguns argumentos pra convence –la ... por quê?

Franja – Porque acho que vamos precisar da ajuda dela pra executar uma idéia que tive...

Magali- Que idéia?

Franja – De armamos um flagra em cima do homem sombra!

Cascão – Flagra?

Marina (Animada) – Sim... Nos armaríamos um encontro entre o Diego e a sócia...

Mônica (Também entrando no ritmo) – Só que no lugar da sócia... A Carmem entraria no lugar dela... Ela o induziria a confessar...

Franja – E então temos provas para denunciá- lo a polícia e assim se forçado a falar onde esta a Denise...

Cebola – Denunciar ele, os outros dois...

Cascão – E quem estiver junto com eles... É uma boa ideia!!!

Magali – Mas vocês estão esquecendo de uma coisa... A Carmem toparia?

O plano de Franja era arriscado, entretanto, eficaz. Mas e Carmem, “Toparia?”

Conversaram detalhes sobre o plano e acabaram se dispersando. Mônica puxou Magali para um canto.

Mônica – Você e o Cascão...

Magali – Voltamos a se falar...

Mônica – O que acha de sairmos de noite?

Magali – Meus pais vão sair hoje a noite pra viajar... Vão passar o fim de semana fora... vou ver se fico em casa...

Cascão ouve as ultimas palavras de Magali. Se seus pais fossem dormir fora bem que ele podia ir pra casa dela...

Mônica- Queria tanto ir ao cinema...

Cascão, rápido puxou Cebola para um canto.

-Véio, faz um favor pra mim?

Cebola – Que?

Cascão – Chama a Mônica pra fazer alguma coisa hoje a noite...

Cebola (Sem entender) – Por que?

Cascão (Sussurando)– Depois te explico melhor... Mas eu e a Magali estamos junto cara, mas é segredo... Hoje eu queria ficar com ela sozinho já que os pais dela vão viajar... Quebra essa pra mim?!

Cebola olha a comilona conversando com a dentuça e encara o sujinho, pensativo.

Notas finais
Comentem!!!!