O Sultão
50 Pressão
Notas iniciais
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Capítulo 49
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Bella
─ Muitos olham para Jasper como uma máquina de matar criada por mim, mas esquecem que sozinho meu irmão tem sido forte para resistir a morte quando ela chega perto dele e desrespeitam a lei que ele criou para proteger as pessoas mais frágeis do nosso povo. ─ a voz de Edward não escondeu sua chateação com os sumaneses, mas as pessoas que ouviam na praça falavam do discurso dele entre elas e o aplaudiram.
Meu marido continuou:
─ Só que, meu governo não tem tolerância para criminosos que se escondem atrás da falsa honra para desrespeitarem a lei e vou estar acompanhando pessoalmente nosso sistema judiciário para que todos recebam ligeiro uma pena forte, mas justa pelas vidas que levaram e não acho que vida por vida seja o melhor caminho para acabamos com a violência no mundo país.
Mais aplausos e eu não estava do seu lado, só que acompanhava tudo do interior do palácio, enquanto falava com Emmett por telefone.
Nosso povo continua não confiando em Rosalie por sua profissão, mas a cada dia começam a tratá-la melhor pelos muitos projetos sociais que ela tem apoiado para ajudar mais as pessoas mais pobres.
─ Também estive falando com Kalila. ─ meu irmão murmurou.
─ E?
─ Ela não aguentou mais minha persistência, confessando que o marido trouxe Husam da Maniza para o nosso país a pedido do médico responsável pelo parto.
Olhei para Edward, mas ele não me viu ── ainda estava discursando atrás do púlpito de costas para mim.
─ Os três não sabiam quem era a criança recém-nascida, mas o médico percebeu que por ter nascido doente Husam não ia sobreviver por muito tempo sem os medicamentos que precisava, só que não ia ter na Maniza.
Fechei os olhos.
─ E depois Kalila não falou a verdade por medo dela e o marido serem considerados traidores.
Abri os olhos de novo.
─ Não somos injustos, não vamos condenar pessoas que só ajudaram.
─ Eu sei. A estive acalmando por você. ─ respondeu.
Sorri.
─ Ela também falou a data correta de nascimento dele?
─ Vinte e nove de dezembro de dois mil e dezesseis ── só dois dias antes dele chegar a Rajar ── e pelas condições de nascimento dele o médico do acampamento da Maniza na época estimou que Husam nasceu prematuro de sete ou oito meses.
Só seis meses depois de Edward ter subido ao trono de Suma pela suposta morte dos seus pais.
Estamos em dezesseis de abril de dois mil e vinte ── Todas as somas estiveram erradas ──. Nosso bebê não é mais velho do que achávamos, é um pouco mais novo ── Kalila mentiu nisso também.
Apartei minha testa.
Meu irmão falou novamente:
─ Também vou estar procurando pelas respostas que faltam até seu marido e o Príncipe Jasper poderem procurar por elas pelos próprios recursos.
Concordei e estivemos conversando por mais alguns minutos do apoio de Rajar para os soldados sumaneses na Maniza.
A ligação acabou, mas vendo o rosto pesado da minha assistente quando ela entrou no salão que eu estava preferia ter continuado falando com ele por mais tempo.
─ Majestade. ─ ela se curvou.
Movi a mão. Soraya reajustou sua postura.
Meus olhos estavam na multidão da praça.
─ Lady Hana está no palácio.
A olhei.
Jasper e Edward não estão convencidos da inocência dessa médica no que aconteceu com meus sogros, só que por seu distanciamento com os familiares estou apostando mais na culpa deles do que na sua.
Olhei para Edward novamente ── Ele não me viu caminhar para o corredor com Soraya.
─ Onde ela está? ─ perguntei.
─ No sul da área mais antiga do palácio.
Caminhei para lá ── Minha assistente se moveu um pouco para trás de mim e quando a ouvi de novo quase tive pena da Lady Hana. Quase.
─ O Príncipe Jasper a mandou para Suma escoltada por um soldado rajanes.
Entramos num elevador.
Soraya apertou o botão para o último andar ── Lady Hana não é uma convidada da minha família.
Lembrei da minha sogra.
─ Cuide para que as pessoas não saibam que Lady Hana está no palácio.
Soraya moveu a cabeça.
As portas do elevador se abriram.
A decoração e a estrutura da construção do palácio mudaram na área entramos para algo mais perto do que ele foi no século XVI, apesar de ter sido construído no começo do século XIV ── Tudo muito bonito.
Soraya e eu entramos por um caminho mais curto para o sul do palácio ── Poucas pessoas caminham por ele também.
Entramos no segundo corredor.
─ Majestade. ─ o soldado que escoltou Lady Hana para o palácio se curvou para mim quando minha assistente e eu paramos na frente do salão que ela estava trancada.
Movi a mão para que ele reajustasse sua postura.
─ Vou falar sozinha com ela.
Os dois moveram a cabeça.
Abri o salão.
Lady Hana estava de costas para mim.
─ Lady Hana.
Ela se assustou, virando devagar para mim.
─ Majestade. ─ mal se curvou, mas escolhi ignorar seu mau comportamento.
Movi a mão.
Ela reajustou sua postura ── Vi medo no seu olhar.
─ Me falaram que Jasper esteve falando com você.
O medo desapareceu ── Lady Hana me olhou com raiva.
─ Seu cão de guarda me falou para nunca mais estar perto do Sultão Cullen sem o afastamento correto.
─ Mais respeito quando falar do meu cunhado. ─ grunhi. ─ Ele é um Príncipe sumanes e na minha frente ninguém o ofende.
Seu rosto corou ── Se de raiva ou vergonha não sei.
─ Sempre vou estar agradecida pela ajuda que Sua Alteza levou a Maniza, mas não compreendo todo o comportamento grosseiro dele comigo.
Senti a zombaria nos meus olhos ── Crescendo na Península Arábica ela sabe que a maioria dos homens da nossa cultura não respeitam mulheres mau-caráter ── Muito menos as que não respeitam a união sagrada do casamento.
─ Acho que compreende.
Lady Hana levantou a cabeça.
─ E o que os rajaneses acham da Princesa “perfeita” deles ter negado ajuda humanitária no começo para o meu país?
Sorri fria.
─ Que minha cabeça mostra caminhos mais fáceis, mas meu coração não foge das escolhas corretas ou os soldados rajaneses não iam estar apoiando os sumaneses no campo de batalha e se você esteve falando com Jasper também sabe que depois do que aconteceu com os meus sogros toda a compaixão dos irmãos Cullen com a Maniza acabou.
Os exames dos meus sogros mostraram que não tem nada físico que esteja bloqueando as lembranças da Sultana Esme, mas o cérebro humano sempre trabalha para proteger a gente de grandes traumas e acreditamos que a origem da sua perda de memória seja o forte afastamento que teve de Husam. Só o tempo vai poder ajudá-la ── A colocar em contato direto com ele pode criar um choque muito perigoso para os dois ──. Mas, com o Sultão Carlisle é diferente: tem um coágulo na cabeça dele, que precisa ser retirado cirurgicamente ou ele nunca mais vai acordar. Só que, a probabilidade dele perder a vida nessa intervenção médica é muito grande.
Lady Hana tragou a saliva.
─ Eu não conhecia a identidade deles.
Meu rosto pesou mais e meu olhar também estava mais forte quando a olhei.
─ O que não faz da sua família inocente, mas nossas investigações vão mostrar os culpados e todos vão pagar pelas vidas que perdemos.
Seus lábios tremeram.
Me afastei dela e as próximas horas estive olhando para outro problema importante do sultanato de Suma ── Pela guerra na Maniza as pessoas começaram a ter medo de Edward perder a vida antes dele e eu termos um herdeiro para o trono do país e a imprensa está se mostrando decidida a pressionar a gente para termos um filho biológico logo.
─ Vocês estão bem? ─ Alice me perguntou.
Sorri.
─ Essa cobrança das pessoas não surpreende Edward e a mim, mas a gente não pode começar uma gravidez sem acabar com nossos problemas.
Ela moveu a cabeça.
─ Acha que o Sultão Carlisle vai sobreviver a cirurgia?
─ Tem que sobreviver, ia ser muito forte para Jasper e ele sentirem de novo a dor de o perderem. ─ respondi.
─ E quando você e Edward vão mostrar toda a verdade para as pessoas?
Levantei.
O desejo dos sumaneses por uma criança com nosso DNA unido não é só mais um dos problemas da gente ── Eles também começam a se perguntar se o ataque ao seu irmão é a única motivação de Edward para colocar a maior parte da força militar de Suma na guerra contra a Maniza.
Acho que todos percebem que ele tem estado diferente nos últimos dias.
─ Só quando achamos as respostas que todos vão desejar, mas que só temos um pedacinho delas. ─ respondi.
─ E se tudo acontecer diferente?
A olhei.
─ Não acho que muita gente deseje arriscar a vida.
Alice me olhou não compreendendo nada.
─ Aqui ou em Rajar a lei que condena traidores da família real a pena de morte é muito conhecida e sempre cumprida quando o Sultão acha justo. ─ expliquei.
Ela tragou a saliva, também levantando do sofá.
─ Acha que Jasper mandou Lady Hana para ser julgada e condenada como traidora da nossa família?
Vi medo no olhar dela, sua voz também tremeu ── Saber a verdade nem sempre trás alivio para as pessoas e perceber que sua vida com Jasper nem sempre pode ser colorida a assusta.
─ Para ser vigiada e investigada de perto. ─ a corrigi.
Vi nos seus olhos que minha resposta não foi suficiente.
Alice falou de novo:
─ Mas Edward...
─ Vai fazer o que for melhor para Suma. ─ respondi.
Ela moveu a cabeça e levantou ── Alice tem um compromisso oficial daqui poucos minutos.
Ela caminhou para mim.
─ Acho que a hora de ter um filho ou não é uma escolha só de você e Edward e os dois governam um país muito influente, mas também não podem esquecer que são humanos e se não estiverem felizes nada vai estar bem de verdade em Suma.
Alice beijou minha bochecha.
Sorri e pelas últimas horas da manhã estive trabalhando sem parar até o almoço com minha sogra ── Mesmo sem saber que ele é seu marido ela tem estado muito preocupada com a cirurgia do Sultão Carlisle.
Também ainda não vi Edward desde que o deixei discursando na sacada do palácio.
─ Também ouvi falar que você e seu marido adotaram uma criança.
A mudança de tema da Sultana Mãe deixou meu coração acelerado, mas por um segundo ele parou com um aperto muito frio.
Parei de mover a faca e o gafo que eu estava cortando a carne de carneiro no meu prato e só virei a cabeça para olhar quando tive certeza que meu rosto não ia mostrar nada.
─ Husam. ─ murmurei.
─ Deve ser um bebê muito bonito.
Sorri.
─ É um rapazinho de pouco mais de três anos e três meses, mas quando Edward o conheceu em dezembro do ano passado achamos que ele tivesse uns três anos e cinco meses. Também é muito doce.
─ E como o povo sumanes reagiu a adoção dele?
Recomecei a cortar a carne.
─ A maioria das pessoas sabe que pela lei ele não pode ser nosso Príncipe Herdeiro, mas muita gente acha que a adoção dele está atrapalhando Edward e eu temos um filho biológico. Só que, nós dois escolhemos nos conhecer melhor antes de temos uma criança com DNA.
Com Husam sendo biologicamente irmão de Edward não acho mais que a palavra “sangue” esteja correta.
Ela sorriu.
─ Mas Husam foi uma bonita surpresa para a gente. ─ murmurei de novo.
Minha sogra olhou para o jardim pela janela e para mim novamente, focando mais na minha mão com o anel de noivado e a aliança do meu casamento com Edward.
─ Algum problema?
Ela se moveu desconfortável.
Quando ela chegou na sacada privada do meu quarto para almoçamos juntas também percebi seu desconforto por me ver com shorts jeans curto e blusinha de alça com decote rendado em V ── Mais fora da nossa familiar estou sempre mais coberta.
─ Não, é só que... eu sei que não é possível, mas as vezes quando olho pelas janelas para as áreas do palácio é como se elas fossem familiar para mim. ─ respondeu.
Minha sogra não falou mais compreendi que as joias no meu dedo também.
Sorri.
Meu anel de noivado e aliança de casamento foram criados para mim lembrando muito da maneira carinhosa que Edward muitas vezes me chama, mas também lembram muito os que o Sultão Carlisle deu a ela.
Voltou a comer e mesmo ele estando desacordado Edward e eu também estivemos com meu sogro.
─ A cirurgia dele vai ser depois de amanhã. ─ meu marido falou.
O abracei.
Infelizmente pela guerra na Maniza Jasper não vai poder estar com a gente durante a cirurgia e pelo perigo que estar escondendo que seus pais estão vivos não podemos esperar para começar a recuperação do meu sogro ── O visitei em seu quarto com Edward a noite.
─ Alta probabilidade de o perder de novo continua assustando meu irmão e a mim.
Caminhei para o meu marido, colocando a mão no seu ombro ── Ele estava sentado numa cadeira acolchoada perto da cama do pai.
─ Ele vai estar bem. ─ murmurei.
Edward moveu a cabeça, colocando sua mão na minha e com ele levantando caminhamos juntos para o corredor.
─ Já esteve com Lady Hana? ─ perguntei.
─ Não, mas depois do meu discurso estive falando com Jasper dela.
Não preciso perguntar para saber que se não esteve falando com ela é porque, ainda está controlando seu mau-humor para não se arrepender do seu comportamento com a médica ou para a deixar com mais medo, fazendo ela falar mais ligeiro o que sabe do acidente dos meus sogros ── Se é que sabe algo.
─ E o soldado que a trouxe me falou que você esteve com ela.
─ Mais dificilmente vou estar outras vezes. ─ respondi.
Meu marido parou, colocando sua mão no meu rosto.
─ Ela esteve chateando você?
Desviei meu olhar dos seus bonitos olhos verdes.
─ Tem pessoas que só não vale a pena perdemos tempo com elas.
Ele colocou sua mão no meu braço para me parar quando caminhei de novo e novamente no meu rosto.
─ Ela não vai estar no palácio por muito tempo.
O olhei de novo.
─ Jasper está fechando o cerco contra os rebeldes da Maniza e sem a força militar que alcançou para resistir a Rajar na guerra contra o seu país achamos que a guerra de Suma contra eles vai acabar daqui três ou quatro semanas.
O abracei. É muito bom ter a esperança que nossos problemas comecem a se resolver para poder estamos mais calmos.
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