O Sultão

55 Injustiça & Justiça


Notas iniciais
Oi flores e queridos. Esse capítulo está menor, mas tem muita informação nele e organizar as cenas dele colocou tudo muito difícil para acabar ele ligeiro. Desculpem por demorar. Escrevendo esse capítulo considerei muito a opinião de vocês e sei que vai ter gente odiando o Carlisle no capítulo, mas tenham um pouquinho de paciência ── Coloquei a verdade de Jamillah e Husam para os pais de Edward no próximo capítulo com mais informações.

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Capítulo 54

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Bella

Falar da guerra na Maniza para o meu sogro não foi fácil:

─ Se seu irmão se machucar a culpa vai ser sua! Você não tem filhos biológicos e permitindo que ele entrasse extraoficialmente numa ditadura esteve colocando a vida dele e todo o futuro de Suma a perigo!

Meu marido o ouviu calado, mas com orgulho vi que ele não abaixou a cabeça.

─ A guerra nunca é o melhor caminho, nosso país viveu em paz por mais de mil anos e me envergonha que suas escolhas irresponsáveis tenham quebraram a paz que a gente tinha!

Edward levantou mais a cabeça, falando:

─ Não me orgulho de estamos numa guerra, mas um governante honrado não vira as costas para um pedido de ajuda humanitário e mandar um dos nossos soldados numa missão extraoficial ia ser muito errado.

Apesar das suas palavras mostrarem diferente com a resposta de Edward vi orgulho e culpa nos olhos do seu pai, só que ele os escondeu muito ligeiro sem que meu marido alcançasse vê-los também.

─ Não esteja encontrando desculpas para os seus erros, Suma sempre teve muitos aliados fortes e com eles podia ter alcançado pressionar o ditador a aceitar a ajuda humanitária sem colocar Jasper nos braços do inimigo.

A mudança foi muito leve, mas vi Edward reajustar sua postura de filho obediente para a de governante forte, com sua voz também estando mais pesada quando respondeu:

─ Só que meses podiam ter acontecido sem que o ditador cedesse a nossa pressão e tempo é tudo menos o que as pessoas que pediram ajuda iam ter sem comida ou medicamentos para continuarem sobrevivendo ao horror da ditadura dele.

Estive mais orgulhosa dele, só que por respeito aos seus pais escolhi não mostrar nada, apesar da minha chateação com eles pela maneira que meu sogro falou com ele e que minha sogra nem mostrou reação estando vendo seu filho ser machucado pelo pai ── Era como se ela nem estivesse ouvindo os dois.

Edward caminhou para o corredor.

─ Edward, Edward. ─ o Sultão Carlisle o chamou, mas ele não parou ── Às vezes quando estávamos machucados é melhor não continuamos perto da pessoa culpada pela nossa dor.

Olhei para o meu sogro.

Edward não bateu a porta do quarto que estávamos na ala médica, só que todos ouvimos a porta principal dela tremer quando ele a fechou.

Seu humor não vai ser o melhor pelos próximos dias.

Meu rosto pesou quando falei:

─ Me falou para não o machucar, porque não vai estar parado, mas acaba de repetir meu maior erro com ele.

O Sultão Carlisle me olhou.

─ Também condenei Edward por escolher ajudar os refugiados da Maniza, só que logo me desculpei, porque apesar de ser Princesa de Rajar também tenho obrigações com Suma e se ele tivesse estado parado aceitando as ofensas do di... do ex-ditador contra Jasper os sumaneses iam ser os próximos a estarem sofrendo o horror de uma ditadura por Suma estar enfraquecida para os seus inimigos.

De novo a Sultana Esme não falou nada, mas seu olhar mostrou que ela gostou que eu estivesse defendendo seu filho.

Ele tragou a saliva, ── não sei se de raiva ou arrependimento ──, só que também não falou nada.

─ O que decepciona é que quando estive discutindo com Edward contra a ajuda para a Maniza ele me respondeu que conhecia as consequências das suas escolhas, só que vocês o ensinaram a ouvir o coração e o pai acaba de chamá-lo de “irresponsável” por acompanhar seus próprios conselhos com a mãe estando sempre calada, apesar da dor nos olhos dele.

Os dois tragaram a saliva.

─ Se Edward não proibiu Jasper é porque costuma respeitar a liberdade de escolha das pessoas e se é meu cunhado que está na Maniza e não ele é só porque a estabilidade de Suma depende mais dele estar no palácio para tentar controlar os problemas que vão chegar quando mostramos para as pessoas que vocês estão vivos, do que estar pessoalmente comandando as tropas sumanesas na guerra.

Caminhei para o corredor desejando encontrar logo meu marido ── Eu não sabia se ele estava no seu escritório ou no quarto da gente, mas acompanhado a intuição entrei na nossa ala.

A porta do quarto de Husam para o nosso estava fechada a chave.

Edward.

Aspirei forte, o encontrando sentado na cama da gente, chorando muito forte e caminhando para ele me abaixei na sua frente, o abraçando e beijando seu rosto.

─ Não é você que está errado. Jasper tem estado sendo seu Príncipe Herdeiro, mas também é seu irmão e escolher não estar tirando a liberdade de escolha dele é o que fortalece mais a fraternidade entre vocês.

Edward me abraçou forte, meu coração apertou. Meu marido não falou nada por muito tempo, só chorou e eu desejei chorar junto por sua tristeza ── Sua dor não estava vazia, ela machucava a alma.

O abracei mais. Ele cheirou meu cangote e ouvi sua respiração perto da minha orelha até estar se acalmando pouco a pouco. Beijei seu rosto de novo, me afastando um pouco para ver seus olhos ── O verde deles estava muito escuro.

Tremi.

Só Jamilah o machucou dessa maneira. Tremi mais, lembrando que nossa briga mais forte também o colocou mal.

Beijei uma lágrima no seu rosto, Edward fechou os olhos, falando:

─ Juro que não estou duvidando de ter feito as melhores escolhas que alcancei para Suma com a Maniza, mas ouvir meu pai falando que se envergonha... ─ tragou a saliva.

Coloquei as mãos no seu rosto.

─ Falamos muito da boca para fora quando estamos nervosos, com seu pai não foi diferente e pelo que você sempre me falou dele ele é uma pessoa muito equilibrada, mas até os mais fortes fraquejam e toda a reabilitação o tem colocado muito instável.

Me abraçou de novo e o único alivio que tivemos nos problemas privados da nossa família foi com a chegada de Jasper a Suma quando a guerra da Maniza acabou na primeira metade de maio.

─ Jazz. ─ Alice se emocionou o vendo.

Os dois se abraçaram.

─ Aziz*. ─ ele beijou a testa dela.

Minha sogra os olhou agitada ── Não tenho estado feliz com ela, mas compreendo, é a primeira vez que o vê pessoalmente desde que recuperou suas lembranças.

Jasper a olhou, com Alice parando de o abraçar. Ele caminhou para a mãe e a abraçou.

Olhei para Edward, vendo tristeza e alegria unidos no seu olhar.

Tive raiva dos meus sogros ── Meu cunhado cheirou e beijou o rosto da mãe.

Alice caminhou para mim e seu marido para o meu. Os dois se abraçaram com muito amor.

Ela me olhou, com meu coração estando mais leve por ver que o amor continua entre eles ── Jasper se afastou um pouco do irmão com as mãos no rosto dele para olhar.

─ Nosso pai? ─ perguntou.

─ Doido para te ver.

Jasper sorriu emocionado ── Ele olhou para a mãe de novo e caminhou para ala médica ── Fui a primeira pessoa que ele abraçou por me encontrar na entrada da nossa ala familiar.

Edward o acompanhou, mas não falou nada ── O Sultão Carlisle se emocionou muito revendo seu filho mais novo, só que seus olhos também estiveram no meu marido no desejo de um abraço que não alcançou pedir com palavras e para evitar que muitas emoções unidas prejudicasse a recuperação dele Edward primeiro esteve falando para os sumaneses e manizenses das escolhas da gente como governantes vencedores da guerra:

─ A guerra da Maniza acabou, o Príncipe Jasper está em Suma saudável e com suas obrigações de Ministro da Defesa do nosso país cumpridas.

Nosso povo aplaudiu.

─ Começar essa guerra foi a escolha mais difícil que tive como governante, mas não responder as ofensas do ditador que colocou os manizenses na miséria ia ser enfraquecer Suma para outros inimigos e a Sultana Isabella e eu temos obrigação proteger nosso povo.

Mais aplausos.

─ Só que também reconhecemos que as pessoas manizenses não têm culpa do comportamento desonroso do ditador que as colocou na miséria e para começamos a devolver a paz que esteve quebrada minha esposa e eu organizamos um plano econômico que vai ajudar todos a recomeçarem com dignidade sem que a boa economia sumanesa esteja sobrecarregada.

Muitos sons de alivio e aplausos. Edward levantou a mão pedindo silêncio.

─ Sei que no final de uma guerra os vencidos sempre têm medo do futuro, mas governantes honrados sempre protegem os povos que conquistam, não abusam deles.

─ Nossa guerra não foi contra vocês, só contra o ditador que os maltratava e os rebeldes que o apoiavam. Isabella e eu também íamos gostar de ter mais escolhas para mostramos a todos, mas com a quebra econômica que a Maniza teve na ditadura ou pela falta de confiança que nosso governo tem na antiga família real manizense, ia ser irresponsabilidade da gente permitir que sozinhos tentem construir um governo republicano para os liderar ou devolver o futuro vocês a antiga monarquia que tinham.

Silêncio, só que logo as pessoas estavam se perguntando porque não confiamos na antiga família real da Maniza.

Edward levantou a mão de novo.

─ E para não ter injustiça quando a economia de vocês estiver reconstruída vamos abrir votação para que o voto da maioria escolha o verdadeiro futuro que vão ter.

Surpresa, alegria, esperança, comemoração, agradecimento e respeito de todos pelas escolhas que ouviram do governante que falava com eles.

Meu marido caminhou da sacada principal do palácio para o interior dele e as câmeras que colocavam sua imagem e vocês para as pessoas na Maniza e todas as áreas de Suma foram desligadas.

O abracei.

─ Nem que tentasse você ia estar mais perfeito.

Ele beijou minha testa e por suas outras obrigações no governo só nos próximos cinco dias da chegada do irmão a Suma esteve falando com o pai da queda do avião ── Estive com os dois, ouvindo o Sultão Carlisle falar que há três décadas o avô materno dos seus filhos não aceitou que a Sultana Esme cassasse com o avô paterno da Lady Hana, mas o velho jurou vingança pelo “não” que ouviu e colocando um infiltrado manizense na equipe de segurança dos meus sogros esteve por trás da pane elétrica que derrubou o avião deles quando o Sultão Carlisle lutou com o infiltrado para impedir que ele atirasse na sua esposa a mando do governante manizense, só que o tiro atravessou parte da fuselagem do avião começando a pane.

Não teve mais sobreviventes da queda e a pancada que colocou o pai de Edward em coma aconteceu quando mais homens do avô da Lady Hana o surraram até ele desmaiar ── Meu sogro acha que o surraram até acharem que estava morto.

Ele olhou para Edward.

─ Você não esteve sendo irresponsável nas suas escolhas e me coloca mal ter falando como se Jasper fosse mais importante que você para mim. Ele não é, meu amor vocês não têm diferenças e os perder ia levar o melhor da minha alma.

Edward não falou nada. Tem palavras que o vento não leva, elas continuam no coração que machucam, mas nos próximos dois dias quando Jasper e ele estiveram falando com pai da cicatriz no rosto dele foi o primeiro que o abraçou.

─ Cicatrizes se suavizam ou se acabam com cirurgias plásticas, mas o que me coloca como o monstro verdadeiro é ter sido injusto com você.

Jasper não falou nada ── Para não colocar mais peso nos problemas da nossa família ele escolheu não se colocar na discussão dos pais com seu irmão mais velho.

Edward abraçou mais o pai ── Desde que o Sultão Carlisle acordou temos colocado a cirurgia que teve como desculpa para parte do seu rosto estar coberta, mas também não temos permitido espelhos perto dele para que não descobrisse a cicatriz da pior maneira.

─ Um herói nunca é o monstro. ─ Edward beijou a lateral desfigurada do rosto dele.

Sorri ── Nas suas obrigações como governante o Sultão Carlisle sempre encontrou tempo para ser só pai deles e daqui poucos dias ele e sua esposa vão ter que saber pouco a pouco de tudo o que não conhecem dos problemas da nossa família e que Husam também sobreviveu a queda do avião.

Me abracei.

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