O Sultão
63 Escândalos & Comemorações
Notas iniciais
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Capítulo 62
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Bella
— Com liberdade de imprensa ou não, invasão de propriedade continua sendo crime na maioria dos países e mostrar a privacidade das pessoas sem a permissão delas é muito sujo. Mas, os culpados por estarem desonrando minha esposa vão pagar pelos seus crimes e não vou permitir que pelo desrespeito de pessoas de outra cultura gente do nosso povo tente humilhá-la com conservadorismo barato.
Muitos resfolegaram.
Não era mais o Edward gentil que se acostumaram no último ano, mas o muito chateado e dominante, que fingiu estar mostrando seu pior para proteger Jamillah. Só que, se colocando para me defender não estava fingindo nada e com nossa equipe de advogados privados esteve processando o dono do drone que me fotografou e a revista responsável pela publicação das fotos.
Ele caminhou da sacada principal para o interior do palácio e na data de casamento da gente, ── vinte e seis de dezembro ──, o escândalo das minhas fotos esteve abafado por uma nova quebra da nossa cultura quando a imprensa mostrou que uma famosa atriz da Basnia vai ser mãe solteira ── Lembrando do mal comportamento da morta as pessoas começaram a falar que as moças da Basnia não têm honra.
Estou aliviada por secretamente meu pai ter pedido asilo político para ela no ocidente ou quando tiver seu bebê vão tirar a vida dela por ter feito sexo antes do casamento.
— Maravilhosa. — Edward entrou no quarto da gente.
O olhei.
— Obrigada. Adorei meu presente.
A moda ocidental ele desenhou para mim um comportado e refinado vestido vermelho bordô.
— Presente? O vestido não é meu presente. — caminhou para mim.
— Te amo.
Beijou a lateral do meu pescoço.
Sorri e olhando para o espelho colocou um bonito colar de rubis em mim.
— Maravilhoso também.
— Achei que ele ia ser perfeito para você.
— Ele é, mas não estou falando dele.
Percebendo que eu o estava olhando Edward sorriu, me beijando.
— Você é perfeita para mim.
Aspirei.
— Um ano.
— E três meses. Me conheceu em setembro. — lembrou.
Sorri mais.
Ele colocou sua mão na minha e na festa pessoas de muitas áreas de Suma e Rajar estiveram comemorando o aniversário de casamento da gente ── Meus pais e Emmett chegaram ontem, mas Rosalie continuou em Rajar, representando nossa família, como Jasper e Alice estiveram em Suma quando Edward e eu viajamos para Rajar no casamento de Emmett.
Pela pandemia não convidamos pessoas de outros países.
— Felicidades! — meu irmão me abraçou.
Sorri.
— Felicidade, minha joia.
— Filha.
Papai e mamãe também me abraçaram, mas minha família não foi a única falando com a gente.
— Vossa Majestade vai ser uma mãe maravilhosa.
— Faço o que está no meu alcance pelo meu filho.
— Não estou falando do Príncipe Husam.
Olhei para Edward.
— Ela esteve olhando o futuro da gente na borra de café e viram nossos futuros filhos. — respondeu baixo.
Virar os olhos ia ser muito mal educado ── Sorri, a olhando.
— Com licença. — murmurei, com Edward falando do noivado da Lady Leena e Lady Nádia num dos brindes da festa.
— Desejo felicidades a Lady Nádia e Lady Leena pelo noivado delas com lorde Zayn e lorde Samir.
As pessoas aplaudiram, mas o rosto delas estava sem cor e, apesar das duas merecerem, de novo, senti que nada acaba aqui, mas não mostrei reação.
Olhei para os Lordes.
Os dois são bonitos e ricos e com quatorze anos a mais que elas têm só trinta e seis anos, mas são conhecidos por mostrarem um conservadorismo mais forte que o dos mais velhos da cultura da gente.
Caminhei para o meu marido e com sua mão na minha abrimos o salão de baile, com nossa família se colocando num círculo ao redor da gente para todos bailamos juntos ── Os mais animados eram meu pai e o Sultão Carlisle.
— Acha que seu pai um dia também vai abdicar?
— Emmett tem mais sete anos como Príncipe Herdeiro.
Edward vincou a testa.
— Ele vai se "aposentar" daqui sete anos?
— Meu pai deseja começar a viajar pelo mundo com a minha mãe antes da melhor idade deles.
Edward sorriu.
Viajar a trabalho é muito diferente de estar a lazer.
— Acho que vou ser o único Sultão geriátrico da família. — respondeu leve. — Não vou abdicar antes do nosso primeiro filho biológico ter trinta anos. Mais quatro anos como Príncipe Herdeiro iam ter sido toda diferença para mim.
O olhei.
— Está falando de termos um logo?
Me olhou com leveza.
— Não estamos preparados. — respondeu.
Coloquei minha cabeça no seu peito, só que me afastei ligeiro por continuar não sendo aceitável casais terem mostras públicas de carinho na nossa cultura e no final da festa quando entramos na ala privada da família da gente olhei para a árvore de natal num canto da sala de estar ── Jasper a encomendou num ateliê de artesanato para Alice não perder nada das tradições da cultura dela, apesar de não comemoramos o natal na nossa.
— Finalmente só minha. — Edward me carregou nos braços.
O beijei.
— Amor meu. — falei baixo.
Sorriu, caminhando para o quarto da gente ── Foi muito excitante ver todos os nossos movimentos no espelho quando estivermos nos amando de maneira apimentada, mas também romântica e de novo o tapete do nosso quarto esteve sendo nossa escolha para continuamos a nos amar. Só que, se o banheiro falasse ia estar mostrando loucuras também.
A gente se abraçou, dormindo na nossa cama e pela manhã foi bom perceber que o noivado das suas parentas ajudou a abafar mais o escândalo duplo das minhas fotos de camisola e topless.
Edward foi malvados com elas escolhendo noivos que têm uma esposa para que estejam na condição de segunda esposa, ── como iam estar se tivessem casado com Jasper ou ele.
— É um alívio não estarem mais mostrando suas "meninas" por aí.
— Emmett! — joguei uma almofada nele.
Meu irmão tinha entrado na sala de descanso que eu estava.
— Desculpe, mas eu tinha que tentar aliviar a raiva tentando achar um pouquinho de graça nessa palhaçada toda.
— Edward está muito chateado por não ter alcançado proteger a privacidade da gente.
— Nem que ele fosse clarividente para perceber um drone escondido fotografando vocês.
— Pelo menos sei que "minhas meninas" são bonitas. — pisquei.
Ele fingiu estar tremendo ── Meu irmão conhece o suficiente de mim para saber que é constrangedor para mim todos verem as fotos.
Me abraçou, colocando minhas costas no seu peito e as suas no sofá.
— Estou doido ou na festa o Príncipe Jasper olhava para as parentas dele como um gavião caçando a presa?
— Os pais dela só descobriram ontem o nome dos futuros genros quando Edward falou do noivado delas no brinde.
— Seu marido é malvado. — zombou.
— Elas só tiveram o que desejavam.
— Vai me chatear saber o que as duas fizeram?
Calei.
— Vai. — respondeu sua pergunta. — Não vou perguntar o que foi, mas se estão casando por decreto dele estão tendo o castigo que merecem.
Não respondi. Emmett tem personalidade forte e gosto de estar em paz.
— Mamãe! — Husam entrou na sala.
O olhei.
— Oi, fofinho.
— "Quer brincar tio Emmett”.
Sorri.
— O ouviu.
Meu irmão apertou os lábios, mas se afastando de mim o colocou nos seus braços.
Levantei.
Minha família vai estar com a gente por mais quatro dias pelo aniversário do Husam.
— Do que vamos brincar? — Emmett perguntou.
— De cavalinho.
— E sou seu cavalo?
— O maior.
Ri.
Meu irmão começou a se movimentar como se estivesse trotando e na festa de aniversário do nosso bebê todos brincamos muito, comendo doces regionais vendo teatro de marionetes montado pelo meu sogro e papai.
— Aladim esfregou a lâmpada.
— E o gênio…
Sorri.
Emmett e Jasper estiveram ajudando eles nos efeitos de áudio para alegria do meu filho e com seu bolo cortado depois das felicitações deu o primeiro pedaço para mim e Edward.
— Está chorando?
— Cala a boca.
Todos riram da minha resposta para Emmett.
Só as mães sentimentais iam me compreender.
Edward beijou minha mão.
Desde o seu aniversário em junho temos tido muitas comemorações familiares e de estado ── Entre elas o quarto ano do seu governo e o primeiro do meu e, apesar de nós muçulmanos baseamos as datas comemorativas da gente pelo calendário lunar, não pelo gregoriano, ── usando na maioria dos países ──, comemoramos o Ano Novo na virada de dezembro de dois mil e vinte para janeiro de dois mil e vinte e um com muita alegria e para movimentamos mais a economia sumanesa-manizense nosso governo esteve incentivando todos a comemorarem com festas familiares ou nas organizadas pela gente para eles.
— Feliz Ano Novo, habibi!
— Feliz Ano Novo, minha flor! — Edward me beijou.
A gente se afastou para ver os fogos, com Jasper caminhando para mim.
— Irmãzinha. — me abraçou, levantado meus pés do chão.
Sorri.
— Feliz Ano Novo, monstrinho! — brinquei.
Riu, me equilibrando nos meus pés de novo e beijando minha testa.
Alice também me abraçou e caminhando para os bebês da gente, beijei a testa deles ── Os dois estavam dormindo na principal sacada privada da nossa família.
Olhei para minha sobrinha.
— É uma bonequinha.
Com Samia tendo quase dois meses todos percebemos que ela tem o cabelo preto da mãe, mas os olhos verdes são como os do pai.
— Obrigada.
— Por…?
— Ser muito melhor para mim do que minha própria irmã.
A abracei.
— Te amo. — murmurei.
Beijou meu rosto.
Mas fogos de artifício ──, estive impressionada pelas crianças não acordarem ──, e pelas próximas semanas que o casamento de Jasper e Alice esteve sendo organizado para fevereiro Edward e eu escolhemos viajar pela primeira vez para a Maniza como governantes deles.
Não vai ser fácil.
Numa terra governada por mais de cem anos por governantes cruéis é difícil as pessoas confiarem noutras de novo.
Nosso avião pousou no principal aeroporto da capital, com todos olhando para a gente com desconfiança ── Não estão acostumados a ver o rosto do seu Sultão ou com ele estar sorrindo para eles.
Edward se colocou na minha frente para me proteger de ameaças que estejam no seu alcance.
Não abaixamos a cabeça ── É importante perceberem que não temos medo deles.
Muitos me olharam com interesse ── Os manizenses também não estão acostumados a ver sua Sultana falando com as pessoas ou abraçando crianças, mas nada do nosso comportamento é forçado, mas natural e é importante provamos que também não precisam ter medo da gente.
Edward moveu a mão, mostrando que não era para nossos seguranças se aproximarem mais e me abaixei para falar com uma criança que estava com flores para mim.
— É uma Sultana de verdade?
Sorri.
— Sou.
— E é mágica como as princesas dos desenhos?
Sorri mais.
— Todos temos mágica. — coloquei a mão no seu peito. — Aqui.
O menininho abriu sua boquinha num "ó".
Sorri mais.
— A verdadeira mágica é o amor.
— E é verdade que o seu amor transformou a Fera num Sultão?
Ri.
— Ele sempre foi bonzinho, só se chateia com os malvados.
— Rayie*! — o ouvir falar "maneiro" me lembrou do meu bebê.
Me entregou as flores. Sorri novamente.
— Obrigada. — levantei.
Edward estava falando com alguns funcionários públicos, mas seus olhos nunca me abandonaram e outros se curvavam para mim quando movi a cabeça para eles.
Meu marido virou para mim ── Ele não vai estar afastado de mim até alcançar estar confiante de que estamos seguros.
Husam está com nossa família na segurança de Suma.
Entramos no carro oficial organizado para a gente e nas ruas da capital as janelas dele abaixadas.
Não fomos para o palácio. O primeiro compromisso oficial da gente foi no principal presídio do país.
— Como cuidam da gente, apesar dos nossos antigos governantes terem machucado seus sogros? — o diretor dele me perguntou.
— Vocês não têm culpa pelos erros deles. — respondi, com Edward acompanhando a gente, mas falando com o chefe dos carcereiros.
Meu marido me olhou.
— Não tem que entrar se não desejar.
Meu olhar esteve no seu também.
— Vou estar com você, nada vai acontecer comigo. — respondi.
— Majestades. — o diretor se curvou.
Edward moveu a mão, mas ele não olhou para a gente.
— Mulheres não entram na ala masculina ou homens na feminina.
Edward não se abalou.
— Governantes vão onde seu povo está. — respondeu.
Coloquei uma abaya no corpo e um hijab na cabeça —— Não vou dar chance dos presidiários se masturbarem pelo que verem de mim, é nojento e Edward mudou muito do comportamento conservador que teve, mas quando está no meu alcance tento não o colocar no seu limite.
Caminhei com ele para o interior do presídio —— O diretor não tentou mais nada e por segurança só o chefe dos carcereiros acompanhou a gente na visita.
Olhamos para a estrutura das selas. Muitas continuam precisando de reforma.
Olhei para os corredores. Todos precisam de mais luz e só Edward olhou nos olhos dos presidiários. Ele também escolheu alguns deles para falarem com a gente, mas só os ouvi e uma ou duas vezes Edward me olhou surpreendido pelo meu comportamento incomum.
Só movi a cabeça, mostrando que ia explicar depois.
Ele olhou para os presidiários de novo, perguntando que melhorias desejam ter no sistema prisional da Maniza.
Desconfiados todos se olharam entre eles, ── outros governantes nunca lembraram da existência deles ──, mas responderam e na ala feminina meu marido também não olhou nos olhos das presidiárias, escolhendo respeitar as tradições mais conservadoras daqui.
Também olharam a gente com desconfiança.
Tirei o rijab e ouvimos a todas quando estive falando com elas ── Os pedidos que ouvimos vão ser atendidos.
É justo terem comida feita com higiene, ── são criminosos e criminosas, mas estão pagando por seus erros —— e achamos bom dar capacitação profissional para terem a chance de ocuparem vagas de emprego.
Caminhamos para o exterior do presídio, com ele abrindo a porta do carro para mim.
— Onde colocou minha falante esposa na ala masculina?
Sorri.
O carro estava se movimentando.
— Até eu tenho limites. — respondi e no principal palácio real do país trememos.
Tudo nele era exagerado e muito dele desnecessário.
— Vamos encontrar uma maneira de estar usando essa decoração horrível para ajudar as pessoas mais pobres do povo.
Movi a cabeça para Edward ── Até para a cultura da gente tudo nela está fora do aceitável e nas vistas noutros estados da Maniza encontramos Lady Hana cuidado da saúde das pessoas, mas ela não esteve perto de mim e ele não olhou.
Meu marido estava mais interessado no trabalho dos artesões que estava ajudando com um plano econômico e eu no trabalho de ecoturismo que outro grupo estava começando.
— O vídeo está muito bom e com uma frase de efeito no título dele vai estar perfeito. — falei para eles.
Edward me olhou, com Lady Hana também me olhando afastada da gente e com meu marido sorrindo para mim tudo nele esteve mostrando para essa médica oferecida que ela não tem chance com ele.
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